Domus Municipalis de Bragança.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

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A Domus Municipalis de Bragança é um edifício único na Península Ibérica de arquitectura Românica. Tem a forma de um pentágono irregular, tem um subterrâneo, composto por uma cisterna abobadada. Foi construído no século XII e muito se tem escrito sobre a finalidade deste edifício mas sem nunca chegar a consenso. Sabe-se que foi usado como sede da Administração Municipal de Bragança, mas não se sabe se era essa a sua função original. Eventualmente serviria de cisterna com o intuito de armazenar água, bem vital e muitíssimo importante em caso de guerra. No entanto, há dúvidas se teria sido esta a sua verdadeira função.
A designação porque é conhecida ("Domus Municipalis", significa "Casa Municipal" em Latim) deve-se a ter sido usada como Paços do Concelho, .
Está classificada pelo IPPAR desde 1910 como Monumento Nacional.

Fonte: Wikipédia

Castelo e Hospital Militar. (Bragança)

Em cima, a Torre de Menagem do Castelo de Bragança (construção iniciada por D.João I) "...com comandamento sobre o resto das muralhas...". Construída, como é habitual, no ponto mais defensável -" mais larga e robusta que as maiores torres góticas do Sul" - é, porventura, " a mais elegante e bela do país". Sustenta, nos seus ângulos, vigias de bom recorte; no seu interior, uma cisterna, que serve uma função residencial atestada, também, por aberturas de amplos vãos e de esmerado lavor (destaque-se a janela ogival geminada da fachada sul). A cintura defensiva que a protege é constituída por panos de muros e cubelos. Actualmente, alberga o Museu Militar.
Na imagem de baixo, a Fortaleza (castelo) e o antigo Hospital Militar numa fotografia também já antiga.

A desaparecida capela da Quinta do Couto em Panoias. (Braga)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Imagem da capela como se encontrava em 1984

A cerca de meia dezena de quilómetros para o Noroeste da cidade de Braga, a pequena freguesia de Panóias encaixa entre as congéneres S. Paio de Marelim (a Norte), S. Pedro de Merelim (a Noroeste e Leste, Fossos a (Sul), Parada de Tibães (a Sudoeste) e Mire de Tibães (a Oeste).

Abarcando uma superfície exigia (sensivelmente 115 hectares) esta freguesia acha-se implantada em área de vale, de suave tipografia, sendo o seu território cortado e banhado por um pequeno curso de água, denominado Rio Torto (aqui chamado por ”Rio Mau”).

Fachada antiga dos Paços do Concelho de St.ª Maria da Feira.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Antiga fachada dos Paços do Concelho, com destaque para a dupla escadaria frontal
No horizonte da imagem é perceptível o castelo
O actual edifício dos Paços do Concelho, destinou-se, desde o meado do século XVI, à cadeia e aos serviços da administração municipal e, não se sabe exactamente quando, ao dos judiciais. A estrutura do edifício sofreu consecutivas alterações desde a sua primitiva construção no meado do século XVI. A última alteração significativa da fachada foi feita em 1938-39.
 Paços do Concelho, antiga fachada. Em baixo, um dia da festa da Fogaceiras
Imagens:
- Autores desconhecidos

Mirandela no passado.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

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Mirandela numa perspectiva do passado. Destaque especial para a torre sineira da igreja matriz, que nesta fotografia ainda é a original, (foi posteriormente substituída por outra de arquitectura moderna), notemos ainda o então baixo nível das águas do rio Tua, devido a inexistência da actual pequena barragem que nos tempos modernos originou a célebre "colher" ou "concha" de água e a presença de lavadeiras nas margens.
Aspecto original da antiga torre da igreja matriz. (Nª Srª da Encarnação)

Imagens:
- Autores desconhecidos

Trajecto Lisboa - Porto em 1855.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O transporte de passageiros, no ano de 1855, entre Lisboa e Porto era em Diligência. A viagem era demorada e incluia várias paragens nas Malapostas para dormir e trocar de cavalos.


 Estação de Malaposta (maquete)

Passagem de Nível. (Estoril)

Uma antiga passagem de nível no Estoril já desaparecida, e um antigo combóio dessa linha.

Café Camanho. (Cidade do Porto)

Este café, que também servia de restaurante, ficava no lado nascente da Praça nos baixos do edifício que foi do desaparecido Banco Nacional Ultramarino.
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Nestas imagens: A Igreja dos Congregados, vendo-se o "Camanho" na esquerda das fotografias. Em segundo plano vislumbra-se parte da extinta praça de D. Pedro IV e o demolido edifício dos Paços do Concelho.
Era o mais afamado café do Porto dos meados do século XIX. Frequentavam-no, sobretudo, escritores, artistas, jornalistas, gente do Teatro. Por descrições feitas por quem conheceu bem este café, a sua sala não era muito ampla mas era arejada e bastante iluminada - uma característica pouco comum aos cafés daquele tempo que, por regra, ocupavam salas pequenas e pouco ventiladas. O estabelecimento começou por servir quase que exclusivamente bebidas. Mas não tardou que começasse a ter um esmerado serviço de restaurante sendo especialmente apreciados os pratos de peixe, os bifes e as costeletas . O Camanho, proprietário do estabelecimento, era oriundo da Espanha. "Um simpático velhote de suíças brancas, corado, de aspecto respeitável, dotado de bom coração e de uma honestidade a toda a prova" lê-se numa noticia daquele tempo. Guerra Junqueiro, Sampaio Bruno, Camilo, Oliveira ramos, Basílio Teles, Ricardo Malheiros, João Chagas e Joaquim de Araújo eram alguns dos mais assíduos frequentadores do Camanho.
Pelos finais do século XVIII, a fisionomia urbanística da actual Praça da Liberdade era muito diferente da que hoje apresenta.
Dava-se então ao amplo logradouro o nome de Praça Nova das Hortas.
Nova porque era, efectivamente, uma urbanização recente, criada onde antes medravam hortas e meloais.
O espaço onde se criou a nova praça ficava da parte de fora da muralha fernandina que, desde a Porta de Cima de Vila, na Batalha, corria ao longo da antiga Calçada da Teresa, actual Rua da Madeira; passava à ilharga do desaparecido Convento de S. Bento da Ave Maria, onde agora está a estação do caminho de ferro, e subia por um rudimentar caminho a que mais tarde se daria o nome de Calçada da Natividade, que é a Rua dos Clérigos dos nossos dias.
Um pouco mais acima, para Oriente, ficava o medieval Campo das Malvas onde a ténue chama de uma lamparina tremeluzia junto ao cruzeiro que assinalava a existência naquele preciso local do cerro dos enforcados - onde eram sepultados os corpos de quantos morriam na forca.
A criação das ruas dos Clérigos e de Trinta e Um de Janeiro, coroadas, respectivamente, pelas igrejas da Irmandade dos Clérigos Pobres e pela paroquial de Santo Ildefonso, ao juntarem-se, à entrada da Praça Nova das Hortas trouxeram a este novo espaço uma nova dinâmica de desenvolvimento que viria a alastrar pelas declives vizinhos, transformando espaços de carácter tipicamente aldeão, onde não faltavam sequer os moinhos de vento, em zonas urbanizadas.

Imagens:
- Edições Arnaldo Soares
- CMP
Fonte Parcial 
- JN

Capela dos Reis Magos. (Cidade do Porto)

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No antigo palacete que serviu como Câmara Municipal do Porto, até 1915, existia uma capela privada para uso das gentes da casa mas com abertura para a rua. Esta capela foi também demolida para a abertura da Avenida dos Aliados. Ela situava-se aproximadamente onde actualmente começa a faixa de rodagem ascendente da mesma avenida.
A extinta Rua de D. Pedro. Desapareceria com a abertura da Avenida dos Aliados.
A "Capela dos Reis Magos" ou "Capela dos 3 Reis Magos", antes da abertura da avenida dos Aliados.
Dois ângulos da mesma Capela
Demolição dos Paços do Concelho em 1915. Na direita vemos ainda a capela dos 3 Reis Magos
As pedras desta capela foram compradas  e a mesma foi deslocada, (desconheço como), para Cantanhede, mais precisamente para uma terra chamada Pocariça, onde foi reedificada e actualmente ainda pode ser admirada.

Imagens:
- BPI - Editor Alberto Ferreira
- Alvão
- CMP

Mosteiro dos Jerónimos em 1878. (Lisboa)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Seria em finais do Séc. XIX, mais exactamente em 1833, que por decreto de 28 de Dezembro o Estado seculariza o Mosteiro dos Jerónimos e entrega-o à Real Casa Pia de Lisboa, instituição de acolhimento de órfãos, mendigos, e de desfavorecidos. A Igreja passaria a servir de igreja paroquial da nova freguesia de Belém. Perde-se grande parte do seu valioso recheio.
Vemos nas imagens as obras de remodelação iniciadas em 1860, com o levantamento e desenho da fachada sul do Mosteiro pelo arquitecto Rafael Silva e Castro, copiado em 1898 pelo arquitecto Domingos Parente da Silva. Nestas obras seria demolido o tanque do claustro, os tabiques das galerias e a cozinha do Mosteiro. Entre os anos de 1863 e 1865 reorganizou-se o andar superior do antigo dormitório e desenham-se as janelas. Entre 1867 e 1878 estes cenógrafos vão reformular profundamente o anexo e a fachada da igreja, dando ao monumento o aspecto actual. 
Foi também nestes anos (1867 a 1878) que se procedeu a demolição da galilé e a sala dos reis, foram construídos os torreões do lado nascente do dormitório, a rosácea do coro-alto e substituída a cobertura piramidal da torre sineira por uma cobertura mitrada. Estas obras sofrem um contratempo quando, em 1878, se dá a derrocada do corpo central do dormitório (ver imagem de baixo). A partir 1884, entra em campo o Eng. Raymundo Valladas que em 1886 inicia o restauro do Claustro e da Sala da Capítulo, com a construção da respectiva abóbada. Nessa sala é colocado, em 1888, o túmulo de Alexandre Herculano cuja autoria é de Eduardo Augusto da Silva.
O Mosteiro dos Jerónimos no ano de 1878. Numa imagem difícil de entender actualmente, dado que numa primeira vista, parece mais uma ruína em demolição... mas nem tudo é o que aparenta... tratam-se das obras oitocentistas que foram promovidas pelo Ministério das Obras Públicas por causa da instalação da Casa Pia, que ali estava desde meados da década 30 do séc. XIX.