Colégio Nossa Senhora do Bom Despacho. (Maia)

domingo, 26 de junho de 2011


Nasceu em 1948, por obra e determinação de um grupo de professores já com um colégio em Famalicão. Chegaram à Maia com a ideia de desenvolver um projecto idêntico. Bem acolhidos pelo então presidente da câmara, Carlos Pires Felgueiras, contaram com o apoio do padre Pinheiro Duarte para encontrar as necessárias instalações. Ocuparam uma casa, de dois pisos e águas-furtadas, que pertencia à Santa Casa da Misericórdia do Porto, na sequência de uma herança de Agostinho Marques, falecido notário de Barreiros. Uma casa em pleno centro da Vila de Barreiros, onde hoje está localizado o centro comercial Central Plaza. A renda chegava aos 14 mil escudos.
Cumprindo as exigência do Ministério da Educação, com entradas separadas para rapazes e raparigas, o Colégio abriu no ano lectivo de 1948 / 1949, com uma lotação limitada de 128 alunos, dos quais 98 dos primeiro e segundo ciclo (liceal) e 30 da instrução primária. Benilde Pinto Marinho, uma das fundadoras, foi a primeira directora do estabelecimento. Recebeu o alvará 983 do Ministério da Educação Nacional e da Inspecção do Ensino Particular.
A matrícula custava 100 escuros (0,5 euros). O pagamento das propinas era feito por períodos escolares ou mensalmente, de forma excepcional. As notas dos alunos eram enviadas todos os meses aos encarregados de educação e as faltas comunicadas diariamente. Sempre por correio. Os intervalos entre aulas eram ocupados por estudos “fiscalizados e obrigatórios”. No primeiro ano, um aluno da primeira classe pagava 200 escudos por período. Já o quinto ano do curso do liceu implicava o pagamento de 700 escudos. A cantina era paga à parte. Era, pois, de acesso restrito a quem podia pagar. Não era só para ricos mas era necessário ter alguma disponibilidade financeira. Mas o facto de receber um apoio financeiro da autarquia levou a que as suas portas fossem abertas a muitos jovens menos bafejados pelo berço em que nasceram.
No ano seguinte ao da fundação, entrou para o colégio Gracinda Vales, que haveria de ser o denominador comum da instituição ao longo das décadas seguintes. Com a sua acção foram desenvolvidas diversas iniciativas e festejos que acabaram por dinamizar o ensino do colégio e o salvaram da falência.
Na década de 1960 o ensino preparatório chegou à Maia, instalando-se bem perto do colégio, num local próximo de onde se encontra o Fórum, transitando mais tarde para as instalações actuais. O colégio perdia o monopólio mas continuou a funcionar. Alguns anos depois, em 1977, a Direcção do Fundo de Fomento da Habitação anunciava o prédio onde o colégio tinha a sua existência como “de utilidade pública” para a construção de um empreendimento social. Ao lado estava a nascer o bairro do Sobreiro, que acabou por não chegar aquele local. No entanto, por essa altura já tinha encerrado a valência de ensino preparatório e apenas funcionava a primária. Em 1980 o colégio foi demolido.
Foram trinta anos de acolhimento de mais de 600 alunos, muitos dos quais frequentaram a escola durante 11 anos de formação escolar. “Muitos deles deixaram uma marca no concelho em termos culturais e educativos e deu muito ao concelho na formação de muita gente”, assinala Santos Leite, um dos elementos da Associação dos Antigos Alunos e Professores.
A maior parte dos alunos era do concelho da Maia, embora também houvesse estudantes que chegavam de Leça do Balio, Trofa e outros locais.

Mirandela - A Festa da Senhora do Amparo no ano de 1922.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Imagem da Nª  Sª do Amparo
«De 4 a 6 do corrente, com o maximo esplendor, realizou-se em Mirandela a festa á Senhora do Amparo; a procissão foi deveras imponente, não se faz nenhuma com mais brilho e grandeza na província de Traz-os-Montes. Houve arraial e lindas iluminações sobre o Tua.»
In "Ilustração Portugueza" - Agosto de 1922
Nas imagens de baixo: Uma vista geral da ermida de Nª Sª do Amparo e da tradicional feira do gado, seguida duma vista do tabuleiro da então única ponte sobre o rio Tua.
 Ermida de Nª Sª do Amparo
Tabuleiro da ponte antiga

Fontes:
- Ilustração Portuguesa
- BN

SÃO JOÃO NO PORTO - Tradições na Invicta.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fogo de S. João sobre o Douro. Cliché de autor desconhecido
Em tempos idos, tal como hoje, os moradores dos bairros populares do Porto organizavam-se em comissões, para angariarem donativos, que revertiam para as despesas destinadas a enfeitar as ruas do seu bairro em homenagem ao Santo Precursor.
...
Festejou-se, entretanto, o São João da Corujeira, de Cedofeita, da Lapa (inicialmente o mais burguês), do Bonfim e do Palácio de Cristal (o eleito dos namorados) – supostamente, sendo em Cedofeita que o povo, primitivamente, se reunia para festejar o santo, com actos religiosos e pagãos (bailaricos, descantes, bombos e violas).
Já referenciados no século XIV, os festejos mudaram-se depois para a Lapa e o Bonfim, locais onde o São João, por volta de 1834, era festejado com a maior animação popular. Nas Fontainhas, por esses anos, começou por se fazer uma «cascata», que criou fama, dando origem a que se deslocassem ali diversos grupos – as rusgas – com roupas festivas, cantos e balões dependurados em ramos, numa afluência de gente ida de todos os cantos do Porto para se divertir e comemorar o santo.

Festas de Verão de 1908 
 Arco do Triunfo na rua Santo António, actual rua 31 de Janeiro
Havia também o hábito de servir café quente, aguardente e aletria. Tanto bastou para que o povo (ainda por isso) acorresse às Fontainhas, aproveitando para lavar o rosto numa fonte existente no local.
Sempre antes de nascer o Sol no dia 24, a manter o ritual da água benta, propiciatória e purificadora.
Nos mercados do Anjo (hoje Praça de Lisboa) e do Bolhão era grande a procura das plantas e ervas sagradas e profilácticas (procura que se mantém), principalmente do indispensável «alho-porro» ou «alho de São João».
S. João em 1960 
Noivas do São João no Claustro da Sé do Porto. Uma iniciativa louvável
 A iniciativa noivas do São João acabou nos anos 60, cliché de 1967. Arquivos JN
É com ele que se bate na cabeça de quem passa, a manter a tradição do desejo ritual de boa sorte e de fortuna. Desde os anos sessenta com o martelinho de plástico colorido a substituir a tradição da planta sagrada, que muitos, felizmente, teimam em levar à festa, no desejo de conservar a antiga praxe (atitude que o santo não deixará, por certo, de ter em conta). 
O martelo chegou às festas na década de 60, 1973. Arquivos JN
Actualmente (recuperado que foi o São João em 1924, após vários anos em que não se realizou), diz-se que “tudo começa e acaba na Ribeira”, estendendo-se às praias da Foz e à Boavista.
Todavia, parece ser no Bonfim que se concentra a maior parte do povo e se faz a grande festa são-joanina portuense, embora os pequenos arraiais dos bairros se espalhem por toda a cidade: Massarelos, Vilar, Miragaia, Entre-Quintas, São Pedro de Azevedo, Cantareira, Terreiro da Catedral, São Nicolau, Bairro da Sé, Cais da Estiva, entre outros.
Arraiais todos eles com ornamentações e iluminações festivas, tasquinhas de comes e bebes, fogueiras e bailaricos, num São João popular, folião, de convívio e alegria.
Por épocas mais antigas o São João no Porto contava já com iluminações e ornamentações nas ruas, música, descantes e danças, barracas de petiscos, diversões de todo o género, marchas dos bairros populares, colchas nas janelas, grandes ramos de carvalho encostados às casas ao longo das ruas, o chão coberto de juncos, espadanas, alecrim, rosmaninho e outras plantas aromáticas, que perfumavam a cidade, como acontece actualmente, ao juntarem-se às fogueiras.
O grande momento da noite é ainda o fogo-de-artifício, ou «fogo-de-São João», lançado da serra do Pilar (Cova da Onça), agora visto da Ribeira, lançado à meia-noite de 23 para 24 nas margens do rio Douro, junto da Ponte D. Luís.
Dos costumes antigos, nenhum se perdeu. Ganhou-se, isso sim, em 1911 o feriado municipal do Porto, instituído no dia de São João.
Os altares ao Santo Precursor, continuam também a armar-se dentro das igrejas, constituindo as imagens de São João Baptista, espalhadas em número considerável pelas igrejas do Porto (algumas de grande qualidade artística), assim como as preciosas pinturas onde ressalta a figura do santo, um património de valor inestimável.
As pequenas «cascatas» são-joaneiras, que povoam a cidade (com origem provável nos presépios), são erguidas num qualquer recanto, junto de uma parede, no passeio público ou nas soleiras das portas, geralmente pelas crianças. Embora surjam as «cascatas» mecânicas ou de grandes dimensões. Mas a mais importante, conhecida e tradicional é, sem dúvida, a da Alameda das Fontainhas, erguida, anualmente, há perto de setenta anos na fonte ali existente.

Festas de S. João - Cascata do Museu de Etnografia e História em 1961. Cliché de Teófilo Rego
Outra alegoria a merecer a atenção dos Portuenses e de quem visita o Porto no São João, é a que se ergue ao cimo da Avenida dos Aliados, por deliberação da Câmara Municipal, frente aos Paços do Concelho.
Concebida sempre de forma diferente em cada ano, em 2008 a cascata da Câmara Municipal do Porto é constituida por uma espécie de labirinto que pode ser percorrido pelos visitantes.
As tradicionais «cascatas» – sinónimo de água, alusiva ao rio Jordão – com a figura do santo em lugar de destaque, incluem uma imensidade de enfeites e de figurinhas de barro, fabricadas outrora, como hoje, principalmente, em Avintes e Barcelos, pelos artistas oleiros dessas localidades.
Os manjares cerimoniais desta data continuam a ser o caldo-verde com broa e o carneiro ou anho assado. Se bem que a sardinha assada acompanhada com broa e salada de pimentos constitua o prato mais popular da noite da festa. Depois disso, manda a tradição que se beba o café com leite (a lembrar o antigo café servido nas Fontainhas) e saboreie o pão com manteiga – sem esquecer as «orvalhadas», que obrigam a que ninguém se deite antes de apanhar o orvalho bento «para ser feliz e ter saúde o resto do ano».
Devoção popular feita de alegria contagiante, a Festa de São João no Porto há quem a considere única no Mundo.


Fonte:
“Festas e Tradições Portuguesas” Vol. V
Imagens: 
- In, Ilustração Portuguesa
- Arquivos JN
- Teófilo Rego, AMP

Hotel Costa - Caldas de Arêgos.

sábado, 18 de junho de 2011

Grande Hotel Costa
O antigo Hotel Costa, em Caldas de Arêgos numa imagem (em baixo) dos anos 50 do século XX.  Foi demolido e substituído por outro edifício maior e mais moderno em 2000. É reaberto nesse ano com o nome "Douro Park Hotel".
Caldas de Aregos - Cheias de 1962, vendo-se o Hotel Costa no horizonte da imagem

‎10 de Junho de 1910 - Implantação da Republica Portuguesa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Partido Republicano
Fotografia (por Joshua Benoliel) do directório do Partido Republicano:
...
Da esquerda para a direita, Joaquim Ribeiro de Carvalho (jornalista), Marinha de Campos (oficial da Marinha), José Barbosa, Eusébio Leão, José Relvas, Malva do Vale e Inocêncio Camacho.
No dia 6 de Outubro de 1910, o Diário do Governo anunciava: "Ao Povo Português — Constituição do Governo Provisório da República — Hoje, 5 de Outubro de 1910, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal na sala nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da Revolução Nacional.
Constituiu-se, imediatamente o Governo Provisório: Presidência, Dr. Joaquim Teófilo Braga. Interior, Dr. António José de Almeida. Justiça, Dr. Afonso Costa. Fazenda, Basílio Teles. Guerra, António Xavier Correia Barreto. Marinha, Amaro Justiniano de Azevedo Gomes. Estrangeiros, Dr. Bernardino Luís Machado Guimarães. Obras Públicas, Dr. António Luís Gomes."
Por decreto de 8 de Outubro o Governo Provisório determinara a nova nomenclatura dos ministérios, sendo as modificações mais importantes as que atingiram os do Reino, da Fazenda e das Obras Públicas, que passaram a denominar-se, respectivamente, do Interior, das Finanças e do Fomento.
No entanto, Basílio Teles recusou, nem chegando sequer a tomar posse da pasta para que fora nomeado, sendo, no dia 12, substituído por José Relvas. Em 22 de Novembro, Brito Camacho entrou também para o governo, na vaga aberta pela saída de António Luís Gomes, nomeado embaixador de Portugal no Rio de Janeiro.
Os ministros [do Governo Provisório], inspirando-se num alto sentimento patriótico, procuraram sempre traduzir em suas medidas as mais altas e mais instantes aspirações do velho Partido Republicano, em termos de conciliar os interesses permanentes da sociedade com a nova ordem de coisas, inevitavelmente derivada do facto da revolução.

—Teófilo Braga, 21-06-1911

Durante o tempo que esteve em funções, o Governo Provisório tomou uma série de medidas importantes e que tiveram um efeito duradouro. Para apaziguar os ânimos e reparar as vítimas da monarquia, foi concedida uma ampla amnistia para crimes contra a segurança do Estado, contra a religião, de desobediência, de uso de armas proibidas, etc. A Igreja Católica ressentiu-se bastante das medidas tomadas pelo Governo Provisório.
Entre estas destacam-se a expulsão da Companhia de Jesus e das ordens do clero regular, o encerramento dos conventos, a proibição do ensino religioso nas escolas, a abolição do juramento religioso nas cerimónias civis e a laicização do Estado pela separação entre a Igreja e o Estado.
Foi institucionalizado o divórcio e a legalidade dos casamentos civis, a igualdade de direitos no casamento entre homem e mulher, a regularização jurídica dos filhos naturais; a protecção à infância e aos idosos, a reformulação das leis da imprensa, a extinção dos títulos nobiliárquicos e o reconhecimento do direito à greve.
O Governo Provisório optou, ainda, pela extinção das então guardas municipais de Lisboa e do Porto, substituídas por um novo corpo público de defesa da ordem, a Guarda Nacional Republicana.
Para as colónias, criou-se legislação com vista a conceder autonomia às províncias ultramarinas, condição necessária ao seu desenvolvimento. Entretanto, foram alterados também os símbolos nacionais — a bandeira e o hino —, foi adotada uma nova unidade monetária — o escudo, a equivaler a mil réis — e até a ortografia da língua portuguesa foi simplificada e devidamente regulamentada, através da Reforma Ortográfica de 1911.
O Governo Provisório gozou de amplos poderes até à abertura oficial da Assembleia Nacional Constituinte, em 19 de Junho de 1911, na sequência das eleições de 28 de maio desse ano. Nesse momento, o presidente do Governo Provisório, Teófilo Braga, entregou à Assembleia Nacional Constituinte os poderes que lhe haviam sido conferidos a 5 de Outubro de 1910.
No entanto, a Assembleia aprovou por aclamação a proposta apresentada ao congresso pelo seu presidente Anselmo Braamcamp Freire: "A Assembleia Nacional Constituinte confirma, até ulterior deliberação, as funções do Poder Executivo ao Governo Provisório da República".
Dois meses mais tarde, com a aprovação da Constituição Política da República Portuguesa e a eleição do primeiro presidente constitucional da República — Manuel de Arriaga —, a 24 de Agosto, o Governo Provisório apresentou a sua demissão, que foi aceite a 3 de Setembro de 1911 pelo presidente da república, pondo fim a um mandato de mais de 10 meses. Começava a Primeira República.

Alteração dos símbolos nacionais:
Com a implantação da República, os símbolos nacionais foram modificados. Por decreto datado de 15 de Outubro de 1910 do Governo Provisório, foi nomeada uma comissão encarregada de os criar. A modificação dos símbolos nacionais, segundo o historiador Nuno Severiano Teixeira, surgiu da dificuldade que os Republicanos enfrentaram para representar a República:
Na monarquia o rei tem um corpo físico e portanto é uma pessoa reconhecível e reconhecida pelos cidadãos. Mas a república é uma ideia abstracta.
 
Imagem:
- Joshua Benoliel

A igreja da freguesia de Parada, em Vila do Conde.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A igreja da freguesia de Parada, em Vila do Conde, foi, ontem, demolida, sem autorização da diocese. A obra não tem licença nem projecto e o presidente da Junta vai, amanhã, apresentar queixa no tribunal por atentado contra o património.
"Segunda-feira vieram cá e demoliram uma parede. Chamei a fiscalização da Câmara, que embargou a obra. Hoje [ontem], como sabem que ao sábado não há fiscalização, demoliram o resto", explicou o presidente da Junta de Parada, Aníbal Pereira, que, ontem de manhã, chamou a GNR, mas já pouco pode fazer para "salvar" a igreja. Com a confusão instalada, o empreiteiro abandonou o local, antes da chegada da GNR.
Ao JN, Aníbal Pereira explicou o caso: há cinco anos, a freguesia começou a pensar as obras de restauro e ampliação da igreja. Em 2007, o projecto, custeado pela Junta, foi aprovado pela diocese de Braga e pela Câmara. Feito o concurso, a obra estava, agora, pronta a avançar e do templo tinham já sido retiradas as imagens e toda a arte sacra.
Mas um grupo de cidadãos da freguesia, entre os quais se incluem elementos da comissão fabriqueira, e que recusou prestar esclarecimentos ao JN, parece não ter gostado do projecto e decidiu demolir a Igreja e construir uma nova. "Intitulam-se PAC e exploram um bar, a funcionar sem autorização de ninguém, no salão paroquial", continuou o autarca.
O grupo terá contratado um empreiteiro e, na segunda-feira, arrancou com a demolição. "A obra que estavam a fazer está sem licença. Nem projecto aprovado tem", explicou, ao JN, o presidente da Câmara, lamentando o "atentado contra o património".
Mário Almeida já falou com o arciprestado Póvoa/Vila do Conde, que alertou a diocese. Para todos a demolição, "recebida com muita preocupação", foi "uma surpresa infeliz", já que se trata de uma igreja, que embora pequena, tem mais de dois séculos. "O senhor padre, já com mais de 70 anos, diz que foi enganado por eles", lamentou Aníbal Pereira
"Isto é de loucos", diz Delfina Silva, ainda incrédula. A pequena freguesia, com cerca de 400 habitantes, está revoltada: primeiro, ocupam "ilegalmente" o salão paroquial "e as crianças nem sequer têm lugar para ter catequese", depois "atiram a igreja abaixo sem ordem". "Alguém tem que ser responsabilizado", remata um outro morador, Filipe Silva, lembrando que agora há missa apenas numa pequena capela, "onde cabem meia dúzia de pessoas".

Fonte: JN

Palacete Villa Sousa. (Lisboa)

sábado, 4 de junho de 2011

Ruínas do Palacete Villa Sousa (foto: ruin´arte).

A Villa Sousa, prémio Valmor de 1912 da autoria de Norte Júnior. É um palacete arte nova que é uma autentica “peça de joalharia” de arquitectura num calamitoso estado de conservação. Fica situada na Alameda das Linhas de Torres, 22 .Foi encomendado por José Carreira de Sousa.

Ponte da Portela sobre o rio Sabor, EN 102.


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Em cima e em baixo, dois ângulos de vista da ponte da Portela, ambos tirados de montante da mesma.
A ponte da Portela sobre o rio Sabor (sobre a qual atravessei muitas vezes), situada na EN 102, que dá acesso ao concelho de Torre de Moncorvo.

Ponte do rio Sabor... com o rio do qual herdou o nome por baixo, com os seus belissimos areais limpidos... É com profunda tristeza que digo que tal imagem é quase a certeza para mais tarde recordar, pois a zona irá ficar submersa com a construção da barragem do Baixo Sabor, que o nosso, (na minha opinião) incompetente primeiro ministro Sócrates fez questão de mandar construir. Vão-se perder mais um rio selvagem, (dos últimos) flora, fauna e uma beleza paisagistica impar nesta zona. Quem puder que passe por lá este Verão, aproveite a vá almoçar ao restaurante Lagar no centro de Torre de Moncorvo, não sou sócio, nem recebo comissão, mas como cliente antigo só posso falar bem do mesmo.

Descida da fragada da Cardanha com a Ponte da Portela e o rio Sabor, uma paisagem magnifica e prenhe de vida, que brevemente estará reduzida a areia e lodo no fundo das águas da amaldiçoada barragem do Baixo Sabor, apadrinhada pelo PS de Sócrates.

Fonte parcial das imagens: André Rolo