Funicular dos Guindais. (Cidade do Porto)

domingo, 29 de abril de 2012

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Imagem: Publicação de 1896 na revista «Branco e Negro».
elevador ou  funicular dos Guindais original, foi projectado por Raul Mesnier e inaugurado em 4 de Junho de 1891. Fechou apenas dois anos depois da sua inauguração devido a um terrível acidente ocorrido a 05 de Junho de 1893. 
Um inquérito mandado elaborar então para apurar responsabilidades, revelou que o acidente se deveu a um erro humano. O maquinista António Dias de Oliveira, que tripulava um dos carros, não abrandou, como se impunha, a marcha do veículo, o principal, que, rodando a grande velocidade, foi embater violentamente contra o respectivo suporte (uma mola em aço com formato de U). Deste embate resultou quebrar-se o cabo de ligação entre os dois carros e o do contrapeso começou por deslizar lentamente para atingir uma velocidade extrema indo desfazer-se contra uma plataforma junto ao tabuleiro inferior da ponte Luís I. Passavam cerca de quinze minutos das dezasseis horas quando ocorreu o acidente. Nos dois carros viajavam, naquela altura, apenas 8 pessoas. No carro principal, além do condutor, seguia a sua mulher, Deolinda Silva e mais três pessoas. No veículo que subia seguiam o respectivo condutor, António Martins, mais Alfredo Lopes da Costa Braga e uma filha deste, de apenas seis anos de idade. Por milagre apenas alguns deles sofreram ligeiras escoriações. Mas o acidente alarmou a cidade e, as primeiras noticias chegadas à Batalha, falavam de mortos e muitos feridos.
Não obstante os grandes prejuízos materiais sofridos a Parceria dos Elevadores do Porto anunciou a suspensão da actividade por apenas dois meses, que seria o tempo necessário para efectuar as reparações e recomeçar as actividades.
Foi totalmente reprojectado pelo mesmo engenheiro, na tentativa de o repor em funcionamento, mas tal nunca veio a acontecer. No local pouco mais restou que a antiga "casa das máquinas" no cimo da escarpa.
No âmbito do empreendimento PORTO 2001 - Capital Europeia de Cultura, foi a ideia aproveitada e projectado para o mesmo local um novo funicular. Do equipamento original praticamente não foram encontrados vestígios. A concretização foi da responsabilidade do Arq.º Adalberto Dias e da empresa POMA detentora da tecnologia, para além de outros projectistas e empreiteiro geral. Após um século, o moderno funicular foi inaugurado a 19 de Fevereiro de 2004É operado pelo Metro do Porto. Para viajar é necessário de um título Andante Z2.

Palacete Silva Graça. (Lisboa)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Palacete Silva Graça situava-se na  avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa.
Foi construído em 1904 sob projecto do Arquitecto António Abreu, sendo propriedade de José Joaquim da Silva Graça, também proprietário e Director do Jornal "O Século".
Em 1919 José Rugeroni, genro do proprietário, adquire o imóvel. 
Em 1931 dá-se início à transformação do Palacete em Hotel com a colaboração do Arquitecto Vasco Regaleira.
Em 1933 foi a inauguração do Aviz Hotel. 
Finalmente em 1962 procedeu-se a demolição do Hotel sendo este o fim definitivo do Palacete. O hotel Aviz foi também a morada de Calouste Gulbenkian durante os anos que habitou em Portugal.
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Fonte: Fotografias (não datadas) de Mário Novais, 1899-1967.

O "último Palácio" do Rei Garcia. (Castelo de Paiva)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Colocamos entre aspas parte do título pois este texto aborda um tema que não sabemos bem (e acreditamos que ninguém o sabe também) onde a lenda toca a realidade.
O Penedo de El-Rei Garcia, foi referenciado nas "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva" de Adriano Strecht de Vasconcelos. 
O Penedo é formado por um aglomerado de enormes pedras, existentes no monte do Côto e oculta  gruta onde, segundo a tradição local esteve refugiado D. Garcia, Rei da Galiza, quando em guerra com seu irmão D. Afonso, filhos de D. Fernando de Castelo, pelos anos 1065 D.C.
Segundo a lenda, o rei Garcia posteriormente foi aprisionado ali (ou num local muito perto) embora o irmão lhe tenha permitido manter as vestes de monarca e outras regalias reservadas a nobreza.
Segundo soubemos existiu nesta zona um conjunto de enormes pedras (Dólmen? Menir?) a qual era chamada a "REGARCIA" (Rei Garcia?) onde a lenda afirmava ter sido o local exacto do último palácio do rei aprisionado. Pelo que soubemos também, esses enormes penedos que, a terem existido, acreditamos serem obra do neolítico, foram há várias décadas desfeitos  e levados por camiões para aproveitar a pedra na construção civil....
Esta lenda que tem várias versões, assenta nas reminicências das cruzadas e peregrinações que nos ligam de forma directa à Galiza.