Torre de Punhete. (Constância)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Esta fotografia mostra a Torre de Punhete em ruínas, observando-se ainda uma janela e frisos com alguns elementos decorativos. A sua destruição iniciou-se em Junho de 1905 terminando em Setembro de 1906, por ordem da Câmara Municipal.

Constância situa-se do local de confluência do rio Tejo e do rio Zêzere, presumindo-se que já existia no ano 100 A.C., tendo sido ocupada por iberos, romanos, godos e árabes. Em 1150 é reconquistada e o Mestre da Ordem do Templo, Gualdim Pais, manda reconstruir o castelo que então existe em 1152. No século XVI, este castro está na posse da família Sande, os senhores de Punhete (nome antigo de Constância), que o mandam refazer, desta vez alterando as fachadas e mantendo a torre. O castelo fica assim com o aspecto de um palácio quinhentista. Mais tarde, no século XIX, já só existem as ruínas da torre e do palácio. por volta de 1905 é definitivamente demolido por ordem da Câmara Municipal.

Fonte parcial:
Arquivo Municipal de Constância

Palácio dos Marqueses de Marialva. (Lisboa)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

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O Palácio dos Marqueses de Marialva, que o célebre terramoto de 1755 em Lisboa destruiu, deixou no entanto vestígios que, as escavações feitas já em 1999 para a construção do parque de estacionamento subterrâneo situado no Largo de Camões, colocou a descoberto.
Segundo fonte do IPA-Ministério da Cultura, passamos a citar:
"Praticamente toda a actual Praça Luís de Camões abrange a área onde, no século XVII foi construído o Palácio do Marquês de Marialva. Este apresentava orientação E/W, sendo a fachada principal a que daria para o Largo das Duas Igrejas. Deste edifício somente se conhece uma planta, ao nível do r/c, pertencente ao projecto de remodelação e reconstrução, (subsequente ao terramoto de 1755) o qual, nunca chegou a ser implementado. Pela planta do Palácio até agora posta a descoberto, podemos inferir que a sinalização da referida planta de muros preexistentes não está correcta, sendo possível, mesmo não se encontrando a escavação concluída, rectificar o traçado original deste Palácio tal como ele seria na época de seiscentos. As várias informações documentais que possuímos acerca dos designados «Casebres do Loreto» podem, a partir de agora, ser entendido de melhor forma na medida em que é possível, desde já delinear tipos de ocupação deste espaço, funcionalidades e compartimentação inerente a essa nova realidade. Desta forma, o destino do Palácio foi bem distinto do que se previa logo após o Terramoto de 1755, altura em que o seu proprietário ainda solicitou o projecto de reconstrução do seu imóvel.
Foi até ao momento detectada a fachada Norte do Palácio, bem como a rua que, no século XVII, a contornava. O conhecimento da cota a que esta rua se encontrava em épocas anteriores ao Terramoto permite-nos calibrar os desníveis que actualmente existem e, consequentemente, reconstruir a planimetria desta parte da cidade na época de seiscentos" .

Na imagem de baixo, o parque de estacionamento automóvel a ser já construído, no exacto local onde se encontravam as ruínas do Palácio.

Fontes: 
IPA-Ministério da Cultura
SKYSCRAPERCITY
AFML
CML

Igreja do Socorro. (Lisboa)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Igreja do Socorro. AML
Igreja do Socorro
As demolições da Mouraria em Lisboa começaram na segunda metade da década de 40, para dar lugar ao actual Martim Moniz. A igreja do Socorro não foi excepção infelizmente, tendo sido demolida em 1949. 
Igreja do Socorro. Seria demolida em 1949
 Em baixo, o estaleiro de demolição da Igreja do Socorro, em 1949
Fotografia de Eduardo Portugal, in A.M.L.

Imagens: Arquivo Municipal de Lisboa

Fábrica OLIVA. (S. João da Madeira)

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 Situada na Rua da Fundição, a Fábrica Oliva é um importante marco na história económica e social de S. João da Madeira e até do País, tendo comemorado em 2000 o seu 75º aniversário. Fundada em 31 de Julho de 1925, sob a liderança de António José Pinto de Oliveira, figura grata a S. João da Madeira, a Oliva acabará por marcar a vida de muitos homens e mulheres sanjoanenses, dando um enorme contributo ao desenvolvimento da cidade. 
A Oliva dedicou-se à Indústria da Fundição, tendo dela saído as populares e muito antigas máquinas de costura Oliva. 
Em Julho de 2000 a Câmara Municipal promoveu a organização de uma exposição comemorativa do 75º aniversário desta empresa, comemorando assim parte significativa da história económica e social de S. João da Madeira e relembrando esse grande cidadão e empresário que foi António José Pinto de Oliveira, cuja tenacidade e perspicácia fizeram da Oliva um marco inquestionável no panorama industrial do País.
Terminou a sua laboração em 2010.

Imagens de 1950, clique para as ampliar



Fontes parciais: 
- CMSJM
Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian
Fotógrafo: Estúdio Mário Novais.

Invicta Film L.ª (Porto)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Invicta Film L.ª foi uma produtora portuguesa de cinema, sediada na cidade do Porto (Carvalhido), cuja actividade se destacou nos anos vinte, com um número significativo de filmes relevantes para a história do cinema em Portugal.

Determinante para a produção documental, nos primórdios da República, a Invicta Film foi fundada no Porto, em 1912, por Alfredo Nunes de Mattos, gerente do Jardim Passos Manuel desde 1908. Para esta primitiva Invicta, transitaram Manuel Cardoso Pereira, que assim seguiu a sua obra após o desaparecimento da Portugalia Film; e Thomas Mary Rosell, um espanhol que se instalou entre nós durante alguns anos.
De entre a vasta produção desta fase da Invicta Film, podem salientar-se títulos como Exercícios dos Bombeiros Municipais do PortoMonoplano “Commet” ou Festas da Aviação em 1912Visita ao Porto do Presidente da República ou Exercícios de Artilharia, de 1914, Chaves, Incursões Monárquicas, Plácido de Abreu Treina-seou Naufrágio do “Silurian”, no ano seguinte, e Expedição Militar a Angola ou Expedicionários em Campanhã, de 1917.
Um dos registos mais espectaculares da Invicta - pela dimensão da ocorrência e pela divulgação do documentário no estrangeiro - foi o Naufrágio do “Veronese”. Mais de uma centena de cópias circulou por vários países europeus e pelo Brasil deste desastre ocorrido a poucos metros da costa, em frente da Boa Nova, perto de Leixões, a 10 de Fevereiro de 1913.


Os problemas financeiros surgem a partir de meados de 1923. Tenta-se ainda exportar alguns dos filmes já produzidos para o Brasil e Estados Unidos, visando os centros de emigração. Consegue-se vender alguns, mas os resultados são poucos. A Invicta Film dispensa todo o pessoal da produção a 15 de Fevereiro de 1924, mas mantém o laboratório aberto. Encerra definitivamente a actividade em 1928.

São Mamede de Infesta em 1930. (Ponte da Pedra)

terça-feira, 19 de junho de 2012



Excerto de filme de 35mm da Cinemateca Nacional. Singular documentário sobre  SÃO MAMEDE DE INFESTA realizado em 1930. 
Pode ser visto completo clicando no seguinte Link: 
Veja os eléctricos da Linha 7. As pessoas a passear junto a Ponte da Pedra e a andar de barco no então límpido rio Leça.

André Pereira de Moura - Realizador
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:10:45, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
AR: 1:1,33
ID CP-MC: 2002460-002-00.28.52.01

Farolim da Boa Nova. (Leça da Palmeira)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

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Entre 1916 e 1926, existiu nas imediações do local onde actualmente se situa o Farol da Boa Nova, (mais conhecido por Farol de Leça), o Farolim da Boa Nova, uma torre quadrangular branca com cerca de 12 metros, encimada por uma lanterna verde, com luz branca fixa, ficava a cerca de 380 metros a NW do actual farol, junto à Capela da Boa Nova, tendo estado dez anos em ensaios, findos os quais foi abandonado, passando a servir de camarata aos alunos da Escola de Faroleiros e mais tarde demolido. No local subsiste ainda hoje o muro em alvenaria de granito que sustentava a base da torre 41° 12.204′ N 8° 42.946′ W.
Foi já em 15 de Dezembro de 1926, que entrou em funcionamento a título experimental o actual Farol de Leça (Imagem de baixo), em substituição do Farolim da Boa Nova.
Farol da Boa Nova em 1927
Farol da Boa Nova
Fontes:
- CMM
-Wikipédia
Imagens:
- Autores desconhecidos
- BPI  -  in Jorge Fernandes Alves e José Lima Torres – Douro & Leixões APDL, ASA ed. 2002

Ponte dos Carcavelos. (Cidade de Aveiro)

quinta-feira, 14 de junho de 2012


A antiga Ponte dos Carcavelos sobre o Canal de S. Roque em Aveiro, era simples, rudimentar e pouco sólida. Construída em madeira, acabou por desabar a 09 de Setembro de 1942, numa altura em que estava segundo o «Correio do Vouga», edição de 19/09/1942 "cheia de pessoas que desejavam ver uma corrida de bateiras, integrada no programa das festas de Nossa Senhora das Febres", não havendo "desastres graves a lamentar".

Clique nas imagens para as ampliar. As duas primeiras são da antiga ponte

Na imagem de baixo podemos ver a actual ponte dos Carcavelos, que veio substituir a de cima.

Fonte parcial: CMA

Ponte de Abragão. (Penafiel)

domingo, 10 de junho de 2012

Ponte sobre o Tâmega em Vila Boa do Bispo.( Ed. Bazar do Marco Nº 10)
Autor desconhecido. Fonte - Blogue Vila Boa do Bispo Sempre
A Ponte de Abragão, ou Ponte do Canal, era uma ponte sobre o rio Tâmega. Construída em alvenaria de granito, foi mais uma obra notável do Eng.º Edgar Cardoso, tendo sido inaugurada em 1949. Caracterizava-a um vão de 60,00m, flecha de 7,00m 1/9
Foi submersa pela EDP (estado no qual se encontra actualmente) nas águas do Tâmega em 1988, quando se concluiu a barragem do Torrão.



Imagens: 
- BPI, Edições Bazar do Marco
- Blogue: Vila Boa do Bispo Sempre

Fábrica de Cerâmica da Branca. (Albergaria)

sexta-feira, 8 de junho de 2012



A construção de uma filial da Empresa Cerâmica do Fojo, a Fábrica da Branca ocorreu no ano de 1918.
Esta Fábrica era uma Sociedade Anónima por Quotas, já com uma certa projecção nacional, e na qual diversos branquenses investiram as suas economias, sem no entanto nunca terem visto quaisquer lucros.
Nesta empresa produzia-se essencialmente tijolo, que era transportado através da Linha Férrea do Vale do Vouga  para os mais diversas locais do país. Por aqui transportava-se também o minério das Minas do Palhal para Espinho que seria depois exportado para o estrangeiro pelo porto de Leixões.
No ano de 1940, um grupo de homens abastados e ilustres vindos do Brasil deslocaram-se ao Fojo na expectativa de realizarem o negócio que acabou por se concretizar. Os Srs. Manuel Ferreira Ribeiro, José Dias Marques e Joaquim Nunes da Silva adquiriram a Fábrica da Branca pela quantia de 240 contos.
Cinco anos após a compra procedeu-se à primeira remodelação da fachada, compra de máquinas para a Fábrica e melhoramentos consecutivos.
Esta Fábrica desde o seu início até ao seu declínio nos anos  80, empregou grande parte da população branquense.
Da Fábrica, actualmente sobrevive apenas a colossal chaminé.

Fontes: 
«Auranca e a Vila da Branca: perspectivas»
CMA

Valongo. (Vallis Longus)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

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A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação humana desta região é muito anterior à romanização. Atendendo às características geo-morfológicas do território do actual concelho, Valongo apresenta uma grande riqueza geológica e paleontológica – factos que têm interessado particularmente os meios universitários. A sua evolução histórica enquadra-se, com maior ou menor especificidade, no devir histórico da sua envolvente. A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos funerários inerentes à ocupação destas zonas no período Neolítico. Uma ocupação mais tardia corresponde às civilizações castrejas da Idade do Ferro, localizadas nas Serras de Stª. Justa e Pias. Estão aí referenciados três castros: Alto do Castro; Castro de Pias e Castro de Couce. Povoados primitivos posteriormente ocupados pelos Romanos. Os materiais romanos como mós, tegulae e cerâmica são frequentes nestes castros, locais muito próximos das jazidas minerais profundamente exploradas em Valongo por este povo. É muito significativa a ocupação romana desta área. Repare-se que o próprio topónimo que a designa teve origem nas palavras latinas Vallis Longus. Sem constituir, pelos factos conhecidos, um núcleo populacional importante do ponto de vista urbano, Valongo teria a sua importância como centro mineiro, de onde saía ouro para o Império. Estando, embora, afastado das principais vias mencionadas no Itinerário de Antonino, servia, este centro, uma rede viária cuja criação terá obedecido ao plano seguido por Augusto. Restam ainda vestígios que permitiriam a detecção de dois eixos principais que atravessariam o concelho: estrada Porto-Guimarães; estrada Alfena-Valongo-Aguiar de Sousa/Penafiel. É também nesta altura que se inicia uma implantação habitacional de planície, mais ligada à exploração agrícola, como meio de alimentar os grupos que não trabalhavam no campo, como o exército, os administradores das minas e os servos ou operários que nelas labutavam. Abundam os vestígios materiais desta ocupação: aras votivas e uma estela funerária, numerosos achados arqueológicos e grande quantidade de poços e galerias, respiros e cortas que se encontram na serra. Há ainda testemunhos seguros de uma necrópole de incineração. A queda de Roma marca o fim de um ciclo histórico, mas não leva consigo os grandes contributos para sempre legados à civilização ocidental. A romanização tinha feito emergir um novo sistema económico-social, determinando uma nova organização administrativa em tempos de ocupação e usufruto do território, tendo introduzindo novas técnicas agrícolas – factores que marcarão todo o desenvolvimento da vida económica e social durante a Idade Média. Não dispomos de dados que permitam traçar o perfil individual do concelho de Valongo nos tempos que se seguiram às invasões bárbaras. Os antecedentes onomásticos do topónimo “Luriz” apontam para uma origem germânica. Da presença muçulmana, sobrevivem topónimos como “Moirama”, “Ilhar Mourisco” e “Alfena”.
É todavia inquestionável que se assista por estes séculos, ainda que com reveses, à progressiva fixação da mancha ocupacional nas terras baixas, nos vales férteis dos Rios Ferrreira e Leça, com exploração fundeada no casal como unidade económica de base. Formam-se povoados como S. Lourenço de Asmes, Cabeda, Rua, Ferraria, Transleça e Baguim, em Ermesinde e Alfena; e Malta, Susão, Valongo de Cima, Balselhas e Vilar, em Valongo, Campo e Sobrado. Todas estas povoações estão ligadas por uma rede viária cada vez mais densa, entroncando nos dois grandes eixos que atravessam o concelho e ligam Porto a Guimarães e Porto a Vila Real. Valongo aparece então colocado na órbita de influência de cidades tão importantes como o Porto e Guimarães. Pelas Inquirições Gerais de 1258 sabemos que o actual concelho se repartia à data, entre o Julgado de Aguiar de Sousa – que incluía S.Martinho de Campo e Sobrado, e o Julgado da Maia, onde se incorporavam S.Vicente da Queimadela, Valongo e S.Lourenço de Asmes.
Do ponto de vista económico-social, a terra, como base da economia e do posicionamento social de cada um, constitui, neste período, o elemento primordial de sobrevivência e de poder. Na área do concelho, os grandes senhores da terra são o Rei e o Clero – particularmente o Clero Regular. As parcelas detidas pela Nobreza e outras instituições não adquirem especial relevo. Em contrapartida, o número de terras reguengas era significativo e a propriedade dos mosteiros beneditinos (fundamentalmente) tinha uma forte implantação na zona. Logo em 1062 o padroado da Igreja da Freguesia de Valongo é doado às freiras do Mosteiro de S.Bento da Avé Maria, sucedendo a esta doação muitas outras de terras privilegiadas. Com o tempo, vários outros mosteiros são detentores de propriedades e benefícios no concelho. Repartida a terra entre dois grandes possidentes – sem ter constituído, no entanto, zona patrimonial de nenhum senhor – a larga maioria da população seria constituída por camponeses e rendeiros, agentes de uma economia agro-pastoril. Todavia, é possível registar desde cedo o exercício de outras actividades, como complemento ou não da prática agrícola. Referências a moinhos chamam a atenção para a importância do aproveitamento económico dos cursos de água – actividade que conhecerá um franco desenvolvimento com a introdução do cultivo do milho graúdo a partir do final da centúria de quinhentos. 
Valongo - "Moleirinha dorme, dorme...". Cliché da Casa Alvão
Encontram-se também alusões à profissão de artífices como ferreiros, correeiros, sapateiros e outros. E à profissão de almocreve, esta particularmente favorecida pela situação geográfica de Valongo, como ponto de ligação entre o litoral e o interior. O aparecimento de novos povoados, o alargamento progressivo do termo das povoações já existentes, a multiplicação de capelas sufragâneas e o fraccionamento da propriedade, comprova o notório crescimento demográfico desta região ao longo dos séculos. Acompanha este aumento da população um progressivo desenvolvimento de outros sectores de economia. A indústria e o comércio, assentando inicialmente em formas incipientes, adquirem uma forte expressão na economia. A indústria panificadora tradicional é disso exemplo excelente: as suas origens remontam à Baixa Idade Média, mas conhece tal desenvolvimento o fabrico de pão de trigo, que permitirá aos padeiros de Valongo alimentar toda a região envolvente e com o produto do seu trabalho, contribuir decisivamente para a construção da nova igreja, começada a edificar pelos finais do século XVIII. No dealbar do séc. XIX, Valongo vive as vicissitudes da presença do invasor francês. Uma divisão instala-se em Valongo, transforma a igreja em cavalariça e saqueia valores a particulares e à igreja. Em 1832, o concelho é palco das Guerras Liberais – Constitucionais e Miguelistas enfrentam-se na Batalha da Ponte Ferreira. 
Valongo - Ponte Ferreira
Em Ermesinde, o antigo Convento de Nª. Srª. do Bom Despacho (Stª. Rita), torna-se hospital militar das forças absolutistas e no adro da igreja são enterrados em vala comum muitos dos que pareceram no Cerco do Porto. Contudo, num plano mais geral, recrudescem os factores de desenvolvimento que se vinham observando. É entre os finais do séc. XVIII e os inícios do séc. XX que se constroem as grandes casas de lavoura em todas as povoações cujo cariz rural permanecerá por mais tempo. 
Igreja Matriz de Valongo. Foi construída em meados do século XIX 
Tem uma só nave coberta por uma abóbada cilíndrica cingida por quatro arcos
Adensa-se e multiplica-se a rede viária dentro dos limites do concelho, que passa a ser servido por transportes como o carro eléctrico e o comboio. Sucede-se a abertura de estabelecimentos comerciais, com particular relevo para a principal artéria de Valongo e outros locais de Ermesinde. Os agregados populacionais alongam sucessivamente os seus termos com a chegada contínua de gentes vindas do interior. Assiste-se também à instalação de várias indústrias. Por meados do séc. XIX, começa a exploração sistemática de ardósia (uma indústria tradicional com grandes implicações ao nível social). Extrai-se ainda do subsolo antimónio, volfrâmio e carvão. Nos limites de Ermesinde implantam-se grandes fábricas como a “Resineira”, a “Cerâmica” – “Empresa Industrial de Ermesinde” e a “Têxtil de Sá”. Outras nascerão noutras áreas do concelho. Com maiores ou menores dimensões, adquirem relevo no concelho ramos da indústria como a Metalomecânica, a Metalúrgica, a Têxtil, a Construção Civil e Obras Públicas, a Alimentar e as Madeiras e Mobiliário. Freguesias como Campo e Sobrado conservam um maior pendor de ruralidade. Domina o regime de minifúndio com produções tradicionais – a vinha, o milho e as forragens, a que está ligada a produção de leite. Têm surgido culturas novas como a kiwicultura e a hortifloricultura. Valongo é hoje um concelho empenhado em cumprir um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O crescimento económico terá que conviver com a preservação dos bens culturais e naturais. Uma dualidade que garantirá sempre a qualidade de vida.

Fontes: 
- CMV
- Arquivo Municipal de Valongo

Torralta. (Tróia)

A história de Tróia confunde-se com a da Torralta - Club Internacional de Férias, empresa dos irmãos José e Agostinho Silva que criou naquela península o primeiro conceito de casa de férias em Portugal. Constituída em 1967, a Torralta (que já lançara o turismo de massas no Algarve) pretendia fazer o mesmo em Tróia, preparando-a para 70 mil camas. As obras arrancaram em 1970 e ali nasceu o hotel Torralta. A empresa entrou em falência, pouco depois de 25 de Abril de 1974. Perante novas opções políticas e económicas, acabou nas mãos do Estado que, em 1998, a vendeu à Sonae.

Despedida do Comboio a Vapor. (Porto)

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Porto. A despedida do Comboio a Vapor Via Larga, em 25-03-1977. Local da imagem: Escarpa das Fontainhas. Atrás da coluna de fumo, vemos parte do edifico conhecido por "Colégio dos Órfãos". Na direita da imagem e num plano inferior, vemos outra linha férrea (já aqui abordada) que não é mais que o desactivado Ramal da Alfandega.

Imagem:
- BPI policromático

Portas da Vila. (Vila Real)

Vila Real - Portas da Vila, demolidas em 1873
As “portas da Vila” constituem desde sempre no imaginário dos vila-realenses o local onde a cidade teve a sua origem.
As “portas da Vila”, sendo a entrada nobre na cintura da amuralhada da Vila, foi alvo de várias transformações ao longo dos séculos, sendo de referir a transformação que ocorreu em 1694 que alterou a configuração fortificada inicial, pois foi acrescentado um corpo avançado com três arcos e escadarias laterais de acesso à capela situada sobre o arco de entrada.
A porta de acesso a Vila (interior das muralhas) estava sacralizada por uma capela inicialmente de invocação da nossa senhora da piedade, e depois da nossa senhora do desterro, cuja imagem se encontra exposta no Museu da Vila Velha. A demolição das “portas da Vila” ocorreu em 1873, com o objectivo de reutilizar a sua pedra e supostamente melhor permitir a expansão da própria Vila.