Teatro Circo do Príncipe Real ou Teatro Avenida. (Coimbra)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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Postal. Malva, [Coimbra], [c. 1910]
O Teatro Circo do Príncipe Real D. Luís Filipe, Teatro Circo de Coimbra, ou Teatro Avenida e posteriormente apenas "Avenida", foi inaugurado em 20 de Janeiro de 1893  e seria demolido nos finais dos anos 80, para dar lugar a um centro comercial.
Com uma valia arquitectónica modesta, o Teatro Avenida era, tal como a Cadeia Penitenciária, um belo exemplo da consagração local oitocentista da arquitectura do ferro. O grande recinto central tinha a forma de um coliseu. A toda volta da sala nasciam pilares de sustentação, sobre os quais se apoiavam dois anéis corridos de camarins guarnecidos com gradins metálicos. A estrutura metálica da cúpula veio de um mais antigo Teatro Circo do Arnado (Cf. Gonçalo dos Reis Torgal, "Coimbra. Boémia e saudade", Tomo I, Coimbra, 2003).

Estufa do Parque da Lavandeira. (Vila Nova de Gaia)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Quinta da Lavandeira é uma antiga propriedade agrícola e de recreio, pertencente, inicialmente, a Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal que a vendeu ao Conde António da Silva Monteiro (1822 - 1885), que lá viveu com a sua esposa, Sra. Condessa D. Carolina Júlia Ferreira Monteiro, que continuou a residir na Quinta até 1921, razão pela qual a propriedade também é conhecida por Quinta da Condessa.
Junto ao Parque da Lavandeira  (antiga Quinta) em Vila Nova de Gaia existe uma estufa, em ferro forjado, construída em 1881 e recentemente classificada como imóvel de interesse municipal.
Sobre a estufa, podemos ler num artigo de José Duarte de Oliveira publicado no "Comércio do Porto" em Agosto de 1883:
«A estufa do Sr. Conde da Silva Monteiro é um documento eloquente do progresso que a arte e a indústria têm feito em Portugal, porque, nessa edificação, nova no seu género entre nós, encontramos uma e outra levadas a um grau de perfeição que pode fazer a inveja de engenheiros distintos. (...) Não se procurou, como se vê, fazer uma edificação vulgar, uma estufa como todas as outras. Recorreu-se à arte, pensou-se muito na parte ornamental, e é este o seu maior mérito. Conhecemos as principais estufas e jardins de Inverno da Europa, em geral umas construções simples, pouco ou nada arquitectónicas, e que, portanto, diferem muito desta. Aqui, o desenhador pegou no lápis e foi descrevendo traços sobre o papel, à medida que a fantasia divagava pelos domínios da arte dos séculos passados. Não se pode dizer que seguisse rigorosamente este ou aquele estilo, mas o conjunto é agradável à vista.
A porta do centro é ampla (3m,30 de largo), elegante, bem proporcionada, e as laterais condizem com o resto do edifício. Os rendilhados da cobertura são todos de ferro e de uma leveza tão extraordinária, que mais parecem recortes feitos em papel transparente. O corpo principal é sustentado por quatro arcos, nos quais se observa o mesmo estilo da parte exterior, que recorda muito o gótico. Nesta edificação é tudo harmonioso e bem proporcionado. Tem 24 metros de frente, 12 de altura no centro e 12 de fundo. Quando estiver povoada de plantas, deve produzir efeito surpreendente. Daqui se vê que esta estufa é uma das maiores que existem em Portugal e a primeira entre todas quantas possuem os amadores portugueses.
Na parte exterior da estufa há uma escada que dá acesso a todos os pontos, o que é importante, porque facilita muito qualquer reparo que se torne necessário fazer. Segundo nos informaram os construtores, a organização dos moldes em madeira, chumbo e zinco levou 883 dias a um entalhador, e a fabricação das suas diferentes peças 2372 dias a um serralheiro. O peso total do ferro empregado na sua construção é de 38 285 quilos. A estufa ficou pronta por 10 000 $ 00 réis.»
1881
Segundo o historiador Francisco Queiroz, apesar de abandonada à muitos anos, e bastante degrada, a estufa é passível de recuperação voltando ao seu anterior uso ou a um outro uso compatível com a sua natureza arquitectónica, sendo que depois de recuperada, passaria a ser um ex-líbris do Parque da Quinta da Lavandeira e até um fortíssimo elemento identitário da Arquitectura do Ferro em Portugal, e de Vila Nova de Gaia em particular, a juntar à Ponte D. Maria Pia e à Ponte D. Luís.
Fontes:
- CMVNG
- Porto XXI

Igreja de S. Tiago em Alenquer.

sábado, 25 de agosto de 2012

Na imagem de cima: A Torre nos inícios dos anos 80

Segundo Guilherme J. C. Henriques, em "A Vila de Alenquer" (fac-simile da edição de 1902), na pág. 108, pode-se: " nas costas, por assim dizer da Vila de Alenquer, a meia altura do monte, ergue-se presentemente uma torre esguia e solitária, único vestígio que resta de uma igreja (a de S. Tiago) que foi fundada pelo primeiro rei de Portugal, em comemoração de um milagre que teve lugar ao pé do postigo nas muralhas, em frente do sítio dela". Mas, mais adiante, o mesmo autor escreve: "a Igreja, da qual a torre ainda existe, foi edificada por D. Afonso VI, no sítio da primitiva, à custa da fazenda real; a sagração teve lugar a 11 de Setembro de 1663". Portanto, depreende-se que a fundação da Igreja foi obra de D. Afonso Henriques, talvez a seguir ao ano de 1148, ano em que tomou Alenquer aos Mouros, e passados 500 anos foi reedificada por D. Afonso VI. Porém, começou o seu destino de ruína sem vigilância desde a época em que foram extintas as Ordens Religiosas, isto por volta de 1834. A torre sineira, o seu último vestígio existente ainda nos anos 80 do século XX caiu... encontra-se no local transformada num monte de pedras...

"Situada na encosta norte da colina de Alenquer, esta velha torre solitária, quase destruída e encoberta pelo arvoredo envolvente, é o que hoje resta de uma antiga Igreja, sede de freguesia.
O prior de Santiago, em 1758, diz que "foi quase reedificada toda à custa da Fazenda Real por mercê do Rei D. Afonso VI de 11 de Setembro de 1663”
O Dicionário Geográfico (1747) acrescenta que a Igreja tem “um só altar; no retábulo que é obra moderna está colocada a imagem de Santiago, padroeiro da Igreja, de uma parte, e outra, S. Bento e S. Bernardo. Esta Igreja não tem sacrário por estar em lugar solitário, nem irmandade”
O mesmo documento de 1758 refere que Alenquer foi conquistada por D. Afonso Henriques e que “segundo uma memória antiga a entrou (…) pela porta que hoje se chama postigo de Santiago; e por entender a piedade do Rei conquistador que o Santo Apóstolo o socorrera naquela acção lhe mandava edificar junto da mesma porta, e da parte de fora da muralha uma Igreja que é a Paroquial e Matriz”
A este respeito escreveu Guilherme Henriques (1873): “Há poucos annos acabou-se de a desmoronar para aproveitar o material numa ponte que liga à estrada da Merceana”
Em Novembro de 1895, no Almanach Provinciano, publicado em Alenquer por Jayme Ferreira, escrevia Luiz Carlos Pereira d’Azambuja: “A torre de S. Thiago é um venerável Padrão Histórico, que presentemente está votado ao mais completo desprezo, e cujos restos, que alguma coisa representam, teem direito a serem resguardados do furioso vandalismo d’um povo, que vive mais das tradições...


Fontes Bibliográficas e de imagem:  
O Concelho de Alenquer, Subsídios para um roteiro de arte e Etnografia, 3ª edição; António de Oliveira Melo, António Rodrigues Guapo, Padre José Eduardo Martins, 3ª edição.
-  AL AIN KEIR, José Henrique Tomé Leitão Lourenço.
-  A Vila de Alenquer  - fac-simile da edição de 1902, de Guilherme João Carlos Henriques.
-   Lendas e Narrativas, de Alexandre Herculano.

Antiga Igreja de Cabril. (Pampilhosa da Serra)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

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Em cima: A torre da antiga Igreja
Cabril é uma freguesia portuguesa do concelho de Pampilhosa da Serra, com 34,47 km² de área e 309 habitantes (2001). 
A primitiva igreja de Cabril, era um templo de arquitectura simples, mas bem localizado e de dimensões adequadas ao número de habitantes da freguesia. Os altares, primitivamente 3 e depois 5, eram quase todos de talha dourada. A porta principal do templo dava para noroeste e no exterior da frontaria existiam 3 nichos com imagens de S. Domingos no alto, Nossa Senhora do Rosário do lado esquerdo e uma Nossa Senhora com o menino Jesus do lado direito. Essas imagens ainda hoje existem na cave da actual igreja, mereciam condigna exposição no museu da freguesia contíguo ao Centro Social. As horas eram dadas ao povo através da sineta do relógio de pesos colocado no telhado, no centro sul junto à frontaria, espalhando o som aos quatro ventos, cuja direcção o galo da torre ali ao lado, diligentemente indicava. A forte e vetusta torre sineira manteve-se intacta após a derrocada da igreja nos anos 50 e foi sensatamente integrada no edifício do Centro Social, constituindo, deste modo, uma valiosa referência histórica e significativo símbolo de religiosidade local.
O interior da antiga igreja que colapsou na década de 50

Fonte: ligamfcabril.dyndns.org

Convento de S. Francisco. (Funchal - Madeira)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

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O extinto Convento de S. Francisco, foi começado a construir em 1473, sendo fundado por Luís Álvaro da Costa e situava-se no espaço agora ocupado pelo Jardim Municipal. Em 1865 seria demolido.
Demolição do Convento
Imagem da demolição em 1865 in ARM, colecção fotográfica Aragão Mendes Correia, n.º 591. Editor: Fotografias Vicente

Templo Romano de Évora ou Templo de Diana. (Évora)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

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Um monumento que não tendo desaparecido, muito se modificou ao longo dos séculos...

Tendo sido começado a construir na época de Augusto, no século I D.C., terá sido durante as duas centúrias seguintes que a sua edificação se foi completando. Este facto ter-se-á ficado a dever à campanha então empreendida de mudança da malha urbana pré-existente, quando o culto imperial impôs a existência de uma cidadela. 
Como muitas outras edificações, também este templo sofreu alterações estruturais ao longo dos séculos. Assim, logo no século V, seria destruído durante as invasões "bárbaras", enquanto no século XIV serviu de casa-forte ao castelo de Évora, ao mesmo tempo que de açougue. No século XIX ainda apresentava os merlões (ameias) em forma de pirâmide, erguidos durante as campanhas de adaptação mudéjar e manuelina. Além destes elementos, eram de igual modo visíveis as empenas cegas de onde despontava uma colunata. Finalmente, em 1836, deixou de funcionar como açougue. É nesta altura que são demolidos os edifícios anexos ao alçado Norte do Templo, dando-se início àquela que poderá ser considerada como a primeira grande intervenção arqueológica empreendida entre nós, durante a qual se descobriram os tanques pertencentes a um primitivo aqueduto. 

A imagem de baixo foi publicada em 06 de Junho de 1835 no "PENNY MAGAZINE"


Em 1863, o investigador Augusto Filipe Simões propôs a demolição de todos os elementos medievais, ao defender a reposição da "traça primitiva" do Templo. É, então, que, num ambiente verdadeiramente romântico e idealizado, o projecto é entregue ao Arquitecto Italiano José Cinatti, que concebe o seu restauro integral. Este Templo constitui o que resta do forum da cidade de Évora, que uma tradição seiscentista considerou dedicado à deusa Diana mas que, na realidade, seria consagrado ao culto imperial. 
De linhas asumidamente clássicas, pertencente a uma tipologia que assistiu ao seu desenvolvimento especialmente no território da Península Ibérica, esta estrutura demonstra uma convivência plenamente harmoniosa entre materiais de construção tão diferentes, como o mármore e o granito. 

De todo o complexo, chegaram até aos nossos dias o podium, quase completo, onde é ainda bem visível a escadaria, apesar do seu desmoronamento. Opodium, propriamente dito, encontra-se estruturado numa área de c. de 25 m de comprimento, 15 m de largura e 3,5 m de altura, em cantaria granítica de aspecto irregular, o denominado opus incertum . Quanto às colunas, este Templo - um dos mais bem conservados da P. I. -, apresenta a colunata intacta, composta de 6 colunas, arquitrave e fragmentos do friso no seu topo N, enquanto do seu lado O. surgem apenas 3 colunas inteiras - uma das quais sem capitel e base -, fragmentos da arquitrave e um dos frisos. No respeitante à tipologia, são colunas coríntias com fustes vincadamente canelados, constituídas por 7 tambores de tamanho irregular. As colunas assentam em bases circulares de mármore branco de Estremoz. Em relação aos capitéis, eles apresentam-se lavrados no mesmo mármore, com decoração estruturada em 3 ordens de acantos e ábacos, ornamentados de florões e flores, como malmequeres, girassóis e rosas. 
Escavações mais recentes, nomeadamente as orientadas por Th. Hauschild, revelaram que o Templo seria rodeado por pórtico monumental e um espelho de água. 
 Aspecto actual do Templo

Fontes:
- IGESPAR
- PENNY MAGAZINE
Barata, António Francisco
"Restauração do Templo Romano em Évora" - 1872

Mirantes da porta do Sol e Guindais. (Porto)

sábado, 18 de agosto de 2012

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O Dispensário Rainha D. Amélia, vendo-se o torreão com o mirante, atrás de uma extinta capela
Imagem actual do local, obtida por Augusto Vilaça
Já aqui se falou do Convento de Santa Clara, num "post" anterior. Neste local, mais precisamente nas Torres da muralha Fernandina as freiras construíram, em dois cubelos, mirantes cobertos e fechados por janelas envidraçadas, para as proteger das intempéries. 
Os dois mirantes são hoje aquilo que conhecemos por Torreões da muralha Fernandina, estando o outro na escarpa dos Guindais, junto ao tabuleiro da ponte Luís I.
O Dispensário Rainha D. Amélia, sendo visível à direita as torres da Sé
Foi já no séc. XX que retiraram os mirantes com a finalidade de repor a traça original. O edifício que vemos na imagem de cima ligado a uma capela (actualmente inexistente) foi onde funcionou o Dispensário Rainha D. Amélia, destinado a crianças órfãs.
Vista da Rua de Augusto Rosa, a partir da Muralha Fernandina, o mirante é perfeitamente visível no Torreão. Identificamos o Teatro S. João, no horizonte da imagem. O edifício branco com uma capela, na direita da  fotografia, é onde funciona a actual Universidade Lusófona (antiga U. Moderna) tendo o casario, na direita do mesmo, sido posteriormente demolido.
Mirante do antigo Convento de Santa Clara
Mirante do antigo Convento de Santa Clara. BPI
Muralha Fernandina nos Guindais. Em cima a Torre ainda com o mirante coberto e em baixo com o seu aspecto actual provida de ameias.
Muralha Fernandina. José Marques Abreu Júnior, 1936, FOTO.00047564
Imagem actual, autoria de Augusto Vilaça
Em baixo, uma imagem obtida a partir do tabuleiro inferior da ponte Luís I, onde podemos observar parte da muralha Fernandina na escarpa dos Guindais, demolida, provavelmente devido a uma derrocada da escarpa, que, condicionou novas obras de restauro realizadas no Estado Novo.
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Muralha Fernandina. Pormenor da derrocada, na imagem de baixo.  
José Marques Abreu Júnior, 1959, FOTO.00047647


Imagens:
- BPI, Edições Arnaldo Soares
- Alvão
- Novais
- Augusto Vilaça
José Marques Abreu Júnior

Antiga Barragem do Lindoso.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A primeira Barragem surgiu quando Justino Antunes Guimarães e Jesus Palacios Ramilo, apresentaram em 11 de Maio de 1905 o anteprojecto para a exploração hidráulica do salto de Lindoso. 
Em 1907, o Rei D. Carlos I autorgou a concessão do aproveitamento hidroeléctrico, através do alvará de concessão do Aproveitamento hidroeléctrico no rio Lima, de 14-2-1907, publicado no Diário do Governo nº 40 de 20-2-1907. O alvará autorizava a derivação de um caudal de 7000 litros/segundo, por um período de 99 anos, com uma exigência de que as obras começassem num período de um ano, e que fosse terminada em quatro anos. A concessão foi transmitida à Sociedade Anónima Electro del Lima no ano seguinte, constituída em Madrid a 19 de Maio de 1908.
As obras começaram a 16 de Setembro de 1908, mas dificuldades várias, incluindo a morte de um dos accionistas iniciais, retardaram a construção. A construção do canal de derivação, entretanto prolongado, resultou em diversos problemas com a população local, sobretudo devido a problemas nas nascentes de água. 
A Primeira Guerra Mundial trouxe ainda mais dificuldades, embora trabalhassem na altura entre 500 e 1000 pessoas nas obras. Em 02 de Abril de 1921 deram-se por concluídas as obras, com a instalação dos geradores Escher Wyss da General Electric, com uma potência de 8750 kVA, na central hidroeléctrica.  
No dia 10 de Abril de 1922 a energia chega finalmente à central eléctrica do Freixo, no Porto. Entre 1923 e 1924 a barragem foi sobrelevada, da altura de 5 metros para uma altura de 22.5 metros. Sucederam-se mais ampliações que terminaram em 1951, quando foi montado o último grupo gerador, de 40 000 kVA, que permitiu alcançar uma potência de 92 500 kVA.
Obras na antiga barragem..
Em baixo vemos já a Barragem do Alto Lindoso, que foi projectada em 1983 e concluída em 1992 causando o desaparecimento da antiga.


Fonte parcial:
- REN
- BMP

A "Porta Nobre" ou "Porta Nova". (Porto)

A "Porta Nobre" ou "Porta Nova"
Segundo apuramos o Rei D. Manuel I mandou demolir no ano de 1522 um postigo, nas muralhas Fernandinas, chamado «da Praia», que o Rei D. Fernando havia mandado construir e no qual tinha posto as suas armas (Brasão). 
Mandou edificar em seu lugar, uma porta mais majestosa que foi chamada de "Porta Nobre" ou "Porta Nova". Por esta porta passariam as figuras principais da Nobreza e Clero que entravam ou saiam no Porto.
No entanto D. Manuel, na reconstrução desta porta, mandou colocar sobre o arco das mesmas o Brasão de armas de D. Fernando I (que estavam no antigo postigo e possuíam 13 castelos). 
Foi construída uma casa para a Guarda sobre a porta, que posteriormente também serviu para inspecção sanitária das "toleradas". Sobre a porta da entrada estavam as armas de Portugal. Em 1872 foi demolida esta porta e as pedras com as armas de D. Fernando e de D. Manuel (que estavam no Baluarte da Esperança) foram enviadas para o Museu Allen no actual Largo do Viriato e já mais tarde transferidas para o Museu Nacional de Soares dos Reis.
 A destruição da Porta Nobre em 1860, para permitir a abertura da Rua Nova da Alfândega
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Miragaia, zona do edifício da Alfandega (nas imagens ainda por construir). Neste local ficava a "Porta Nobre" ou "Porta Nova".
Miragaia, antes da construção do edifício da Alfandega
Porto. Vista parcial da cidade em 1849
Postigo dos Banhos c. 1860
Miragaia e Morro das Virtudes
Margens do Douro. Albumina de Emílio Biel


Imagens:
- Emílio Biel
- Alvão
- Frederick William Flower

Convento de Nossa Senhora da Graça. (Évora)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religioso renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Sé e São Pedro. Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.
O edifício é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os "Meninos da Graça". Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).
Foi classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional em 1910 e Património Mundial da UNESCO em 2001.
A bela capela da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da cidade de Évora, em mármores coloridos e embutidos, que situava no claustro, foi, em boa hora, transferida para a Igreja do Espírito Santo. O estado calamitoso de ruina atingiu o ponto máximo em 1884, com o desabamento da abóbada da igreja, perdendo-se os seus magníficos painés de azulejo (que representavam cenas da vida de Santo Agostinho). O edifício veio a ser restaurado só na segunda metade do século XX, conservando (o exterior e algumas dependências conventuais, como o claustro e o refeitório) as linhas da arte renascentista que o tornam num dos mais belos monumentos eborenses.
Actualmente serve de Messe de Oficiais da guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.

Fontes:
- IGESPAR
- CME

Capela de Nossa Senhora das Necessidades. (Chãs, Regueira de Pontes)

sábado, 4 de agosto de 2012

A Câmara Municipal de Leiria aprovou em 06 de Abril de 2010, a demolição da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, em Chãs, Regueira de Pontes.
O IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico arquivou, um pedido de classificação do monumento, mandado construir no século XVI, o que literalmente condenou a capela a destruição.
Várias instituições manifestaram-se contra a demolição. A proposta de classificação recusada foi apresentada pelo Centro de Património da Estremadura (CEPAE), Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e um conjunto de arquitectos de Leiria. O Conselho Directivo Regional Sul da Ordem dos Arquitetos considerou que a demolição da capela seria “uma machadada” na rede patrimonial do país.
A decisão foi então justificada porque, segundo o IGESPAR, a construção não reunia “os valores patrimoniais inerentes a uma distinção como valor cultural de importância nacional”. 



Fonte: Jornal Região de Leiria