Largo da Aguardente. (Porto)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A actual Praça do Marquês do Pombal, no Porto, foi originalmente denominada por Largo da Aguardente, pelo simples facto de se realizar neste local o mercado da aguardente.
O nome actual da praça foi-lhe atribuído apenas em 1882, em homenagem ao estadista Sebastião José de Carvalho e Melo, o  célebre Marquês de Pombal.
Este local pertencia uma propriedade que se situava no limite norte da zona urbana do Porto.
Em 1832, durante o Cerco do Porto, passavam neste local as linhas de defesa liberais. O Largo da Aguardente, como então se chamava, formava uma das fronteiras da cidade, onde eram cobrados impostos sobre todas as mercadorias que entravam no Porto.
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Por volta de 1850 a praça possuía já a configuração actual, construindo-se, em 1870, uma praça de touros.
Este local seria ajardinado em 1898, plantando-se árvores e construindo-se o coreto em ferro que todos os que lá passam ainda podem observar.
Largo da Aguardente - Praça Marquês de Pombal, no Porto
Na imagem de baixo, vemos a Praça do Marquês  de Pombal, com o aspecto que possuía por volta de 1910, num bonito BPI colorido à mão.
Imagem:
- BPI - Edições Alberto Ferreira

Rua do Almada. (Porto)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Foi em 1761 que João de Almada e Melo começou a abrir um longo arruamento prolongando a pequena rua das Hortas, atual troço da rua do Almada entre a rua dos Clérigos e a rua da Fábrica. O traçado da nova via é da autoria de Francisco Xavier do Rego.
A rua do Almada foi o primeiro grande arruamento a ser aberto fora das Muralhas Fernandinas, criando um acesso directo ao, então, campo de Santo Ovídio, (mais tarde largo da Regeneração e actualmente praça da República) e obviamente, à estrada de Braga.
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Na fotografia de cima, vemos o término da rua do Almada a partir da praça da República. Na esquerda da imagem temos o antigo palacete dos Pestana, ainda existente e onde até recentemente funcionou o Governo Civil. Os edifícios do lado oposto (direita da imagem) deram lugar a prédios mais recentes, com estabelecimentos comercias no rés-do-chão.
Na imagem de baixo: Destaque para a antiga casa dos Pestana (e respectiva capela) em 1958.
Este palacete seria vandalizado e pilhado quando do 25 de Abril de 1974, pelas matilhas de desordeiros que infestaram as ruas. Serviria de habitação precária a retornados, até ser totalmente destruído num incêndio... seria mais tarde reconstruído e terá desde então servido para vários fins.
Frente à antiga casa dos Pestana, temos um belo edifício, que ainda existe e felizmente em bom estado. Conhecido como «casa das águias» actualmente é onde se encontra a «Ordem dos Advogados», mas já lá funcionou a Cooperativa «O Problema da Habitação».

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Teófilo Rego

Palacete de D. Antónia Ferreira, a "Ferreirinha". (Porto)

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D. Antónia Adelaide Ferreira (1811 - 1896), mais conhecida por Ferreirinha, foi uma empresária portuguesa notável do século XIX, helenicamente ligada ao negócio do vinho do Porto.
No ano de 1840, o marido de Dona Antónia Ferreira, de nome António Bernardo Ferreira II, homem empreendedor e algo excêntrico, iniciava a construção de um faustoso palácio na Trindade.
Palacete da Ferreirinha visto do Largo do Laranjal, actual Largo da Trindade
Palacete de D. Antónia Ferreira
Neste mesmo edifício, o filho de D. Adelaide, Bernardo Ferreira fundou o Clube Portuense
O magnifico edifício, desaparecido há muitos anos, situava-se no local aproximado onde mais tarde de construiria o colossal prédio que durante anos foi conhecido por "Palácio dos Correios" e que actualmente funciona também como escritórios da Câmara Municipal do Porto.

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Alvão

Assembleia Portuense. (Porto)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

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O edifício que podemos observar na imagem, pertenceu à Assembleia Portuense, posteriormente viria a pertencer à Casa Fotográfica União, que fazia esquina com a Praça da Trindade e a actual Rua do Dr. Ricardo Jorge, antigamente denominada por Travessa da Rua do Almada.
Este magnífico edifício, como muitos outros já aqui identificados noutras publicações, foi demolido para permitir a abertura da Avenida dos Aliados, para a construção dos actuais Paços do Concelho e para a construção do edifício do Clube Fenianos Portuenses.

Imagem:
- Phot.ª Guedes

Instituto Profissional do Terço ou Asilo do Terço. (Porto)

domingo, 26 de maio de 2013

Não é um edifício desaparecido, é pelo contrário, um edifício renovado e que acompanhou o passar do tempo. Merece a nosso ver um lugar na nossa secção sobre "Retratos do Passado".
Imagens de 1937. Clique para ampliar
Fundado em 1891 nas instalações da Irmandade de Nossa Senhora do Terço e Caridade em cerimónia a que assistiu o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, o Instituto Profissional do Terço, na altura Asilo-Escola, associava à mera instrução a aprendizagem de um ofício, acolhendo assim crianças e jovens que mendigavam pela Cidade do Porto.
Passaria por diversas instalações até se fixar em 1919 na Praça Marquês de Pombal no edifício com o Nº 103. Este Imóvel seria adquirido em 23 de Maio de 1932, por iniciativa do Director-Interno, Florentino Borges, que conseguiu reunir a quantia de 350 contos com quermesses realizadas no Jardim da Praça Marquês do Pombal e autorizadas pela Câmara do Porto.
Na imagem de baixo: A banda filarmónica do asilo na praça do Marquês de Pombal, preparada para uma saída.
Em 1 de Janeiro de 1935 foi inaugurado um pavilhão anexo ao edifício-mãe, com cerca de 80 metros de comprimento, onde foram instalados dormitórios, oficinas, salões de convívio, refeitório e cozinha.
Posteriormente foi também instalada a escola primária pública nº. 32 frequentada pelas crianças da cidade, algumas das quais vieram a integrar mais tarde os corpos sociais do Instituto.
Para obstar aos «Deficits» aflitivos do Asilo, instalaram no jardim interior o cinema popular - Cinema do Terço. Primeiro ao ar livre, no Verão e, depois, o pavilhão com mais de 700 lugares. O cinema seria demolido para em 2010 dar lugar a um parque de estacionamento subterrâneo com dois pisos.
Imagem actual e parcial do edifício.
Actualmente este edifício funciona como Lar de infância e juventude; Sala de estudo com OTL; Creche; Programa Ser+, Apartamentos de autonomização e Residência partilhada "Delfim de Lima".
 
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Panoramio

Antigo matadouro. (Porto)

sábado, 18 de maio de 2013

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Vista do pátio interior do antigo matadouro municipal do Porto, que funcionou como tal, até cerca de 1910, quando se mostrou ser necessário um matadouro maior, o que levaria à edificação do matadouro da rua de S. Roque, em Campanhã, actualmente também este desactivado.
O matadouro primitivo, cujo edifício ainda existe, situava-se na rua de S. Diniz e teve diversas funções posteriormente, sendo talvez a mais relevante, servir de parque de estacionamento para as viaturas de recolha do lixo. Actualmente ainda lá se encontra a Direcção de Ambiente da C.M.P.

Largo da Polícia. (Porto)

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O Largo da Polícia, é actualmente conhecido como Largo Actor Dias, local situado próximo à muralha Fernandina. Podemos observa-lo na imagem de cima, com o aspecto que possuía por volta de 1910. No roteiro de 1933 da C.M.P. ainda aparecia identificado com a designação de "Largo da Polícia". Pertence à Freguesia da Sé, Concelho do Porto.

A «Nau Portugal»

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Nau Portugal no estaleiro.
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A Nau Portugal foi construída nos estaleiros da Gafanha da Nazaré, segundo uma ideia do jornalista Leitão de Barros, para integrar a exposição do "Mundo Português de 1940".
Possuindo um comprimento de 42.2 metros, quando foi lançada às águas, em 07 de Junho de 1940, sucedeu o que algumas pessoas (que desconfiavam da sua eventual navegabilidade) previam... tombou lateralmente nas águas.
Apesar de todas as dificuldades, foi levada para Lisboa onde se tornou num item importante da referida exposição.
 A Nau Portugal em Belém, Lisboa, no ano de 1940. Cliché da Fotografia Beleza
O fim desta embarcação não seria dos mais dignos ou recomendáveis. Após a exposição do "Mundo Português de 1940", a Nau Portugal foi vendida à Companhia Colonial de Navegação, que em 1942 a transformou num básico e feio batelão costeiro, o qual foi chamado de «Nazaré». Esse batelão seria por sua vez vendido e desmantelado em Xabregas em 1952.
Nazaré...uma barcaça que já foi a Nau Portugal
Imagens:
- Beleza
- Mário Novais

O Morro de Gaia e as portagens da Ponte Luís I. (Porto/V.N.Gaia)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vista parcial do Douro e de Vila Nova de Gaia. Vemos sobre o rio a desaparecida Ponte D. Maria II, ou Ponte Pênsil. Em destaque, no horizonte da imagem, vemos o Mosteiro da Serra do Pilar, à volta do qual se erguia o "Morro de Gaia"
Prova actual em papel salgado, a partir de um calótipo de Frederick William Flower c. 1850
A Ponte Luís I, inaugurada a 31 de Outubro de 1886, e que une Porto e Gaia, possuí (ao contrário da sua antecessora) um tabuleiro a uma cota  (bastante) superior, o que levou inevitavelmente à abertura, na margem de Vila Nova de Gaia, de uma nova via de acesso. No entanto, a existência no local do morro da Serra do Pilar impossibilitou que fosse imediatamente aberta a actual avenida.
A via começou por contornar o morro, após o que seguia um trajecto rectilíneo até à actual Rua de Luís de Camões, na época estrada de ligação a Oliveira de Azeméis
 Término do tabuleiro da Ponte Luís I, sendo visível ainda parte do "Morro de Gaia"
Ponte Luís I em 1914
Tabuleiro superior da Ponte Luís I. Vemos parte do Morro de Gaia. BPI - Editor - Grandes Armazéns Hermínios, 1910
A instalação da linha do eléctrico, em 1905, a partir do Porto, levou à abertura de uma passagem em pleno morro da Serra do Pilar, alinhada com o traçado da via que seguia para sul, na época designada Avenida de Campos Henriques. No entanto, a metade oeste do morro só seria completamente arrasada em 1927, construindo-se no seu lugar o Jardim do Morro.
Local ocupado pelo actual jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, à saída do tabuleiro superior da Ponte Luís I, sendo perceptível a linha do eléctrico, c. 1910
A fotografia de baixo (virada a Sul) é de 1923. Vemos à direita da mesma, o espaço actualmente ocupado pelo Jardim do Morro
Em 1923 foi rasgada uma nesga no morro granítico para permitir a passagem do eléctrico, de pessoas a pé e de carros de bois
Vista parcial do Mosteiro da Serra do Pilar e Morro envolvente
O casario visível na imagem, foi demolido quando das obras de abertura da, actualmente designada, Avenida da Republica e seu acesso ao tabuleiro superior da Ponte Luís I, bem como para permitir a subida de acesso ao Mosteiro
Serra do Pilar, vista do Estaleiro Rei Ramiro, por volta de 1880
«Egreja da Serra do pilar» - O Mosteiro ainda em ruínas, antes da recuperação
Mosteiro da Serra do Pilar visto do Porto
 Mais pormenor, num cliché idêntico
O Jardim do Morro
 
Ponte Luís (Luiz) I "rasgando" o morro de Gaia
Ponte Luís I - Uma obra notável de engenharia
Ponte Luís I - Vista parcial do Porto
Eléctrico na entrada do tabuleiro superior da ponte Luís I em 1912 
Como algumas pessoas saberão, em 01 de Novembro de 1886, entraria em vigor o sistema de portagens a favor da empresa adjudicatária, cujo término só surgira durante o Estado Novo, no ano de 1944.
A Ponte Luís I em 1903, onde são evidentes os demolidos postos de cobrança
Ponte Luís I com portagens 
Na imagem de baixo, vemos exactamente a demolição de um posto de cobrança de portagens, junto ao tabuleiro superior da ponte Luís I, na margem da cidade do Porto, no ano de 1944.
Vista geral do Porto, a partir da Serra do Pilar. Fotografia sem data
Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983)

Imagens:
Frederick William Flower 
- Emílio Biel
- BPI - Editor - Grandes Armazéns Hermínios
- Aurélio da Paz dos Reis
- Alvão
- BMP
- Arquivos SIPA
- Phot.ª Guedes
- Mário Novais

Hotel Francfort. (Rossio, Lisboa)

sábado, 4 de maio de 2013

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O Hotel Francfort no Rossio, Lisboa. Foi neste mesmo edifício que, até 1970, esteve instalado o restaurante "Irmãos Unidos". Este Hotel encerraria as suas portas com o 25 de Abril de 1974.
Pelo que apuramos, este edifício embora ainda exista, está devoluto e em franca degradação, pelo menos até a data em que escrevemos estas linhas...
 
Imagem:
- Mário Novais