Antero Tarquínio de Quental. (1842-1891)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Antero de Quental nasceu em 1842 na localidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores. Antero era filho do combatente Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia. Iniciou os seus estudos em Ponta Delgada. Com 16 anos foi estudar Direito para Coimbra. Em 1961 publica "Sonetos de Antero".
Antero de Quental  c. 1887
Em 1965, um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra, critica as velhas ideias do Romantismo, o que fez surgir uma polémica entre a velha e a nova geração de poetas. Essa manifestação originou-se de um texto do poeta romântico António Feliciano de Castilho, no qual ele criticava as novas ideias literárias de Antero de Quental e Teófilo Braga. Antero responde de maneira violenta, escrevendo uma carta aberta que foi divulgada com o título de "Bom senso e bom gosto", nela Antero acusa Castilho de obscurantismo e defende a liberdade de pensamento dos novos escritores. Essa polémica ficou conhecida como a "Questão Coimbrã. Neste mesmo ano publica "Odes Modernas".
Antero de Quental de "capa e batina"
Em 1866, foi morar para Lisboa, onde trabalhou numa tipografia. Em 1867, passa a residir em Paris, regressando para Lisboa em 1868. Em 1869, funda o jornal A República. Em 1871, junto com Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão, planeia uma série de "Conferências Democráticas", que eram realizadas no Casino Lisbonense. Em 1872, publica "Primaveras Românticas".
Os "Vencidos da Vida".
 Na fotografia e da esquerda para a direita Eça de Queirós, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro.
O programa divulgado dizia, entre outras coisas, da preocupação com a transformação social, moral e política dos povos; da necessidade de ligar Portugal com os movimentos modernos; de agitar na opinião pública as grandes questões da filosofia e da ciência e realizar transformações na política, economia e religião da sociedade portuguesa. Depois da quinta conferencia, por decreto real, o casino foi fechado.
Antero de Quental expressa nos seus sonetos a sua inquietação religiosa e metafísica constituindo a parte mais importante de sua obra: "Sonetos de Antero" (1861), "Primaveras Românticas"(1872), "Sonetos Completos" (1886), "Raios de Extinta Luz" (1892). É considerado, ao lado de Bocage e Camões, os grandes sonetistas da literatura portuguesa.
Antero Tarquínio de Quental sofrendo de depressão, suicidou-se no dia 11 de Setembro de 1891, em Ponta Delgada, sua terra natal, com 49 anos de idade.

Fonte parcial:
- E-Biografias
Carlos Loures. Antero de Quental - www.vidaslusofonas.pt. [S.l.: s.n.].

José Maria Eça de Queiroz/Queirós. (1845-1900)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Escritor português, José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de Novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de Agosto de 1900, em Paris. 
Celebração de 1906 na Póvoa de Varzim com a colocação de uma placa comemorando o nascimento de Eça naquela casa da Praça do Almada
Eça de Queirós é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Eça de Queirós c. 1882
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70, já então aglutinados em torno da figura carismática de Antero de Quental, e onde acedeu às recentes ou redescobertas correntes ideológicas e literárias europeias: o Positivismo, o Socialismo, o Realismo-Naturalismo, sem, contudo, participar activamente na que seria a primeira polémica dessa geração, a Questão Coimbrã (1865-1866).
Terminado o curso, fundou o jornal O Distrito de Évora, em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística como redactor. Colaborou ainda na Gazeta de Portugal, onde publicou muitos dos textos - indiciadores de uma nova estilística imaginativa - postumamente reeditados no volume das Prosas Bárbaras. No final desse ano, formou-se o "Cenáculo", de que viriam a fazer parte, nesta primeira fase, além de Eça, Jaime Batalha Reis, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Salomão Saragga, entre outros.
Após uma viagem pelo Oriente, para assistir à inauguração do canal de Suez como correspondente do Diário Nacional, regressou a Lisboa, onde participou, com Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, na criação do poeta satânico Carlos Fradique Mendes e escreveu, em 1870, em parceria com Ramalho Ortigão, o Mistério da Estrada de Sintra. No ano seguinte, proferiu a conferência "O Realismo como nova expressão da Arte", integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola, com influência das doutrinas de Proudhon e Taine. No mesmo ano, iniciou, novamente com Ramalho, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Emília de Castro - c. 1880
Fotog., Emilio Biel & Cª, Porto c. 1880
"Foi Santo Ovídio e a sua paz de convento, que a fez assim quiet and composed".
Carta a Emília de Castro, 18 Out. 1885
Eça de Queiroz e sua esposa D. Emília de Castro na Quinta de St.ª Ovídio, no Porto
Eça de Queirós e a filha Maria - c. 1887
Fotog., Cox & Durrant, Torquay, c. 1887
F.E.Q. 97
Biblioteca Nacional

"Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido! Algum opositor do actual governo? Não! "
Em 1872, iniciou também a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocuparia o cargo de cônsul sucessivamente em Havana (1872), Newcastle (1874), Bristol (1878) e Paris (1888). O afastamento do meio português - aonde só ia muito espaçadamente - não o impediu de colaborar na nossa imprensa, com crónicas e contos, em jornais como A Actualidade, a Gazeta de Notícias, a Revista Moderna, o Diário de Portugal, e de fundar a Revista de Portugal (1889), dando-lhe um critério de observação mais objectivo e crítico da sociedade portuguesa, sobretudo das camadas mais altas. Aliás, foi em Inglaterra que Eça escreveu a parte mais significativa da sua obra, através da qual se revelou um dos mais notáveis artistas da língua portuguesa. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa, de onde se destacam O Primo Basílio (1878), O Crime do Padre Amaro (2.ª edição em livro, 1880), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888), este último considerado a sua obra-prima. Parte da restante obra foi publicada já depois da sua morte, cuja comemoração do seu centenário teve lugar no ano 2000.
Os “Vencidos da Vida” fundado em 1888
António Maria Vasco de Melo César e Meneses, Luís Augusto Pinto de Soveral, Carlos Félix de Lima Mayer, Francisco Manuel de Melo Breyner, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Carlos Lobo d'Ávila, Bernardo Pinheiro Correia de Melo, Eça de Queirós e J. P. de Oliveira Martins. Cliché de P. Marinho
O Grupo dos Cinco (Sábios) 
Na fotografia e da esquerda para a direita: Eça de Queirós, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro. Fotografados no Palácio de Cristal

Na obra deste vulto máximo da literatura portuguesa, criador do romance moderno, distinguem-se usualmente três fases estéticas: a primeira, de influência romântica, que engloba os textos posteriormente incluídos nas Prosas Bárbaras e vai até ao Mistério da Estrada de Sintra; a segunda, de afirmação do Realismo, que se inicia com a participação nas Conferências do Casino Lisbonense e se manifesta plenamente nos romances O Primo Basílio e O Crime do Padre Amaro; e a terceira, de superação do Realismo-Naturalismo, espelhada nos romances Os Maias, A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras.
A (sobrevivente) Torre da Lagariça, mais conhecida por "A Illustre Casa de Ramires" do romance de Eça de Queirós, na freguesia de S. Cipriano em Resende
“A torre, antiquíssima, quadrada e negra, sobre os limoeiros do pomar que em redor cresceram, com uma pouca de hera num cunhal rachado, as fundas frestas gradeadas de ferro, as ameias e a miradoura bem cortadas no azul de Junho, robusta sobrevivência do Paço acastelado da falada Honra de Santa Ireneia solar dos Mendes Ramires desde os meados do século X”.

- in "A Illustre Casa de Ramires"
Torre da Lagariça - A Illustre Casa de Ramires

Fonte parcial:
- In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
- BNP

1.ª Feira do Livro de Lisboa.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

 
A primeira Feira do Livro de Lisboa organizada oficialmente, realizou-se no Rossio em Maio de 1930. Em 1931, este certame foi, pela primeira vez, organizado pela Associação de Classe de Livreiros de Portugal, mais tarde Grémio Nacional dos Editores e Livreiros e, actualmente, Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
A primeira Feira do Livro de Lisboa organizada oficialmente, realizou-se no Rossio em Maio de 1930. Em 1931, este certame foi, pela primeira vez, organizado pela Associação de Classe de Livreiros de Portugal, mais tarde Grémio Nacional dos Editores e Livreiros e, actualmente, Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
Na imagem de baixo vemos, ao centro, o Presidente da República General Óscar Carmona, à direita o secretário da "Associação dos Livreiros" Ventura Abrantes e à sua esquerda o Ministro da Instrução Pública Gustavo Cordeiro
Ao longo dos tempos, esta feira foi organizada em espaços distintos. No inicio realizou-se na Praça D. Pedro IV, depois passou para a Avenida da Liberdade e, actualmente, realiza-se no Parque Eduardo VIII.
Na imagem de baixo, o Presidente da República, General Óscar Carmona e o secretário da "Associação dos Livreiros" Ventura Abrantes

 Fonte:
- AML
Imagens:
- Estúdio Horácio Novais

Confeitaria Carlos Teixeira da Costa. (Porto)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Confeitaria Carlos Teixeira da Costa, nos princípios do século XX
Confeitaria Carlos Teixeira da Costa na década de 40
A confeitaria Carlos Teixeira da Costa, foi inaugurada por um brasileiro que se estabeleceu no ramo da confeitaria, tendo fundado a mesma por volta de 1911, num edifício que sofreria várias alterações e ampliações, com o passar dos anos. 
Em 1915 encontra-se uma licença de obra n.º 464/1915 para reconstruir a armação do telhado. 
Confeitaria Carlos Teixeira da Costa na década de 50
Uma das especialidades desta confeitaria eram os Almendrados (biscoitos de amêndoa sobre hóstia).
Almendrados
Esta imponente construção seria demolida, dando lugar a um terreno baldio que assim o esteve por anos. Actualmente no local encontra-se um prédio de construção moderna.

Imagens:
- AMP

Fábrica de Produtos Estrela. (Porto)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Fábrica de Produtos Estrela
A Fábrica de Produtos Estrela foi fundada na década de 40 por Adérito Gomes Parente. A fábrica começou por fazer artefactos metálicos simples (clipes, botões, ferragens, peças, brinquedos de madeira, etc). 
Seria só nos anos 50, que iniciaria a produção de pequenos electrodomésticos, tendo as suas instalações sido sediadas na então, nova zona industrial do Porto, mais exactamente na Rotunda AEP, local que passou a ser conhecido justamente por “Rotunda dos Produtos Estrela”. 
Nessa altura desenvolveu o projecto de carrossagem de autocarros a partir de chassis e motores importados de Itália, em colaboração com a Sirius/Fiat. Seria o primeiro construtor nacional de carroçarias metálicas para autocarros.
Fábrica de Produtos Estrela encerraria no início dos anos 90 e após servir de armazém temporário para diversos fins, seria recuperada e reabriria em 2001, com a empresa de mobiliário "Moviflor".

Imagem:
- Autor desconhecido

Cemitério do Prado do Repouso. (Porto)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

  • O Cemitério do Prado do Repouso foi o primeiro cemitério público da cidade do Porto. 
    Nos finais do século XVI, o Bispo Dom Frei Marcos de Lisboa mandou construir uma brévia na Quinta do Prado, outrora no Couto de Campanhã. A quinta foi remodelada em meados do século XVIII, pelo Bispo Dom Tomás de Almeida. Pelo 2º quartel do século XIX, Dom João de Magalhães e Avelar cedeu parte dos seus terrenos para a construção da cerca do Seminário Episcopal. A 13 de Dezembro de 1838, o mesmo Prelado doou o que restava da Quinta para a construção do Cemitério Oriental da Cidade, hoje Cemitério do Prado do Repouso. O Cemitério foi inaugurado a 01 de Setembro de 1839 e a cerimónia de abertura centrou-se na transladação dos restos mortais de Francisco de Almada Mendonça, que tinha sido provedor entre 1794 e 1804, da capela-mor da Igreja da Misericórdia do Porto para o novo cemitério.
  • Avenida principal do Cemitério do Prado do Repouso em 1905 - Phot.ª Guedes
  • O Cemitério do Prado do Repouso integra uma das melhores colecções em Arquitectura e Escultura existentes na Cidade do Porto, reunindo obras da autoria de Soares dos Reis e Teixeira Lopes.
  • Rua no Cemitério do Prado do Repouso - 1900
  • Destaca-se a capela do cemitério, restos da inacabada Igreja de São Vítor, o mausoléu de Francisco Almada e Mendonça, a capela de Delfim Ferreira, o cruzeiro do antigo Mosteiro de São Bento da Ave-Maria, entre os muitos monumentos.
  • Cruzeiro do Cemitério do Prado do Repouso, 1907 - Phot.ª Guedes
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Edições Arnaldo Soares

Fontes: 
- scmp.pt
- CMP

Praça da Ribeira. (Porto)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Aspecto da Praça da Ribeira em inícios do séc. XX
A Praça da Ribeira foi o centro da actividade comercial da cidade até ser substituída nestas funções pela Praça Nova, nos inícios do século XIX. Daí toda a importância dada à sua valorização desde a época medieval. A sua existência é, provavelmente, anterior ao século XIV. Tendo ardido no século XV, foi posteriormente reconstruída. João de Almada e Melo, na altura Presidente da Junta das Obras Públicas é a figura notável que se encontra associada às transformações profundas operadas na Praça da Ribeira. Com efeito, impunha-se não só conferir um cariz monumental a esse espaço, mas também estabelecer uma ligação (que pressupunha a ordenação da área urbana medieval) entre a Praça da Ribeira com a Rua de S. João, desta com o Largo de S. Domingos, Rua das Flores e finalmente Rua do Almada, permitindo o escoamento dos produtos e a deslocação fácil dos habitantes. Entre as diversas figuras que colaboraram na remodelação da Praça da Ribeira destaca-se o cônsul britânico John Whitehead, homem de sólida formação artística e de apurado sentido estético. A ele se devem algumas das propostas mais interessantes para a Praça da Ribeira, designadamente a construção de uma arcada que fecharia os lados poente/sul/nascente, conferindo, assim, ao espaço uma grande unidade. Quanto ao lado sul teria a própria muralha como limite, com uma escada de acesso à parte superior, criando-se uma área de circulação que dominava simultaneamente o rio e o interior da praça. As obras tiveram o seu início em 1776, encontrando-se parcialmente concluídas em 1779. Ao lado da Rua da Fonte Taurina foram mandadas construir pela Junta duas casas que se harmonizavam com o conjunto e que, terminadas em 1785, foram vendidas dois anos depois pelo Senado (hoje, nesta zona, pode ver-se o trabalho cenográfico da autoria de José Rodrigues). Este programa de remodelação abrangeu também a Porta da Ribeira e a Capela de Nossa Senhora do Ó, concluindo-se os trabalhos em 1784. Refira-se que a capela era aberta e dominava a Praça, já que ficava por cima da Porta. Ambas seriam demolidas em 1821. Fora da Porta da Ribeira encontrava-se a Forca e, mais adiante, o Pelourinho. 
Vista parcial do Porto. Ribeira - Cliché de Carlos Relvas, pelo ano de 1865
O programa idealizado para a Praça da Ribeira foi completamente desvirtuado: com efeito, foram demolidas a Porta da Ribeira e a Capela de Nossa Senhora do Ó, e alterados, com acrescentos posteriores, os prédios mandados construir pela Junta. Resta, porém, o espírito dessa remodelação e a monumental Fonte da Praça da Ribeira, estrutura arquitectónica adossada à parede da casa fronteira ao rio, com uma altura equivalente a três andares. Iniciada antes de 1784, estava concluída em 1786, sendo John Whitehead, provavelmente, o autor da sua planta.
Ribeira vista do tabuleiro superior da Ponte Luís I. Início do séc. XX
Ribeira - "Caes da Estiva". BPI - Vista obtida a partir de Vila Nova de Gaia
 Praça da Ribeira em 1911
Ribeira - Mulheres com cestos à cabeça
Esta fonte viria a substituir um chafariz do séc. XVII que existiu na praça, hoje reconstruído no seu local de origem, no meio do qual se encontra a tão discutida peça escultórica da autoria de José Rodrigues, conhecida vulgarmente por "Cubo da Ribeira". Em seguimento à Praça propriamente dita e para nascente, foram abertas arcadas no Muro da Ribeira, cuja inspiração assenta no modelo londrino das Galerias Adelphi (hoje desaparecidas) e que estavam ligadas à actividade portuária dos inícios do século XIX. Pela sua raridade, constituem um núcleo ímpar na arquitectura portuense.

Fontes:
- CMP
- AMP