Quinta e Casa da Picota. (Alvarenga)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Casa da Picota
Alguns dos habitantes locais e visitantes, já a classificam como "a casa mais assombrada de Alvarenga" desde há muitos anos, mas se nada tem de assombrada, muito tem de abandonada. 
A quinta da Picota e a casa com o mesmo nome pertenceram a um homem que está considerado como benfeitor da região.
De facto, esta propriedade pertenceu a um médico e sua esposa. O Dr. Manuel Teixeira de Brito, nascido em 1910 e que viria a falecer em 1974.
Sem filhos, a propriedade teria sido vendida numa espécie de «sistema por cotas» em que inúmeras pessoas da região participaram e adquiriram assim, em conjunto, esta propriedade. 
Neste contexto, sendo "de todos e de ninguém", a casa ainda serviu para propósitos secundários, durante anos, sem no entanto escapar a uma degradação constante, inevitável com o passar do tempo, que, acrescida de uma total falta de obras de preservação conduziram o imóvel a uma ruína total, pouco mais restando actualmente, que as paredes exteriores.
Recentemente, leu-se na comunicação social, que a Câmara de Arouca iria adquirir a Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga, para aí criar uma quinta-museu da raça arouquesa destinada a promover o conhecimento sobre aquela espécie bovina autóctone e a sua gastronomia própria. Tendo em declarações à Lusa, o actual presidente da autarquia, José Artur Neves, explicado que o projecto integra a área de influência dos Passadiços do Paiva e deverá funcionar com complemento turístico desse percurso a partir de 2017.
O investimento previsto para a reconversão da Quinta da Picota é na ordem dos 500 mil euros e deverá ser candidatado a financiamento pelo PROVER - Programa de Desenvolvimento Rural ou pelo PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano. 
Resta-nos apenas agora ver, se as coisas, são assim tão simples na prática, como o parecem ser na teoria.

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