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O Teatro Camões. (Porto)

domingo, 14 de outubro de 2018

O «Theatro Camões» situava-se no que hoje designamos por centro da cidade, no local ocupado actualmente por uma boa parte da Estação de Metro da Trindade.
Foi erguido no correr da antiga Rua das Liceiras, próximo da Feira dos Carneiros (já aqui falada noutra publicação) em esquina com a Rua de Alferes Malheiro.
O «Theatro Camões» seria, a meio do séc. XIX, frequentado por figuras públicas de destaque, como o escritor Camilo Castelo Branco, ou o grande negociante Manuel Pinheiro Alves, marido de Ana Plácido (mulher que se tornaria amante do escritor).
Posteriormente, a 05 de Junho de 1858, o «Theatro Camões» passaria a denominar-se «Teatro das Variedades». Curiosamente, o escritor Camilo Castelo Branco, chamava ao já então Teatro das Variedades  "A barraca de Liceiras".
A Feira do Carvão na Praça de Camões
O Theatro Camões, é perceptível atrás das árvores - Emílio Biel
Em 1887, surgiu no local o «Theatro Chalet» que estreou com o drama “A escravatura na América”. O seu último espectáculo aconteceria em 02-04-1899, tendo sido em seguida demolido, para  permitir a ampliação do Horto Municipal. 

Fontes parciais:
-Arquivo Histórico Municipal do Porto
- Jornal "O Comércio do Porto"

Salão Jardim da Trindade. (Porto)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Salão Jardim da Trindade, 1913. Editor - Le Temps Perdu
O Salão Jardim da Trindade, como era designado em 1913, ano da sua inauguração, localizava-se na Rua do Almada e tinha uma lotação de quase 1200 lugares. Os antigos frequentadores da sala ainda hoje elogiam os seus distintivos vitrais azuis. Fechou em 1989 para dar lugar a um Bingo que funcionou até ao ano 2000.
Vistas exteriores, junto à Praça da Trindade. Clichés de autor desconhecido


Teatro Éden. (Porto)

sábado, 24 de janeiro de 2015

Teatro Éden, na rua de Alexandre Herculano
O Teatro Éden era um teatro existente na rua de Alexandre Herculano, no Porto (nesta rua também existia o Teatro D. Affonso, já aqui abordado anteriormente).
O Teatro Éden ficaria ligado à história do nosso país, pelo papel relevante que desempenhou durante o período da revolução monárquica de Janeiro em 1919. 
O teatro foi um ponto de encontro de simpatizantes da monarquia, sendo por isso escolhido de forma simbólica pelas forças republicanas, como prisão e local de interrogatório. 
Segundo os registos da época, existia no local um piano que tocava enquanto eram levadas a cabo torturas, de forma a "abafar" os gritos das vítimas. O Teatro Éden tornou-se um cinema durante as décadas de 30 e 40, sendo justamente demolido em 1948.

Fontes:
- CMP
- BMP

Teatro Chalet. (Porto)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Teatro Chalet 
O Teatro Chalet situava-se no lugar da Feira dos Carneiros, local onde mais tarde seria construída a estação de comboios da Trindade e mais recentemente, a estação do Metro com o mesmo nome. 
A sua existência chegaria ao fim com a apresentação do drama “A escravatura na América”. 
O último espectáculo ocorreria em 02 de Abril de 1899, tendo de seguida sido demolido para a ampliação do Horto Municipal. 

Cine Teatro Vitória. (Rio Tinto)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cine Teatro Vitória
O Cine Teatro Vitória, situado no Largo da Ponte, em Rio Tinto, foi inaugurado na década de 40 do séc. XX e chegou a ser um dos principais pólos culturais do concelho de Gondomar. Por este local passaram o cinema, o teatro, a música e até comícios políticos.
Teve de ser invadido pela PSP por se ter tornado um local de jogo ilegal. 
Fechou portas no início da década de 80 e nos anos 90 apresentava já um elevado grau de degradação, que manteve por muito tempo.
O Cine Teatro foi posteriormente demolido e deu lugar a um prédio de habitação.

Imagem:
- AMP

Teatro do Príncipe Real ou Teatro Apolo. (Lisboa)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Teatro Apolo pertencente a Francisco Viana Ruas, foi Inaugurado em 1866. Originalmente chamou-se Teatro do Príncipe Real, em homenagem ao futuro rei D. Carlos. Sendo a sua localização na esquina das ruas da Palma e Mouraria em Lisboa, Dois pobres e uma porta”, em 3 actos e, “Muito padece quem ama” são as comédias apresentadas na inauguração. Depois de 1910, o regime Republicano rebaptizou-o de Teatro Apolo“Agulha em Palheiro” seria a primeira revista original após a instauração da República, em 1911. Apesar do seu sucesso o edifício seria demolido em 1957.
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Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980
Postal. 1289, S. R. Lisboa, [c. 1910]. 
Teatro Apolo (anos 50?). Cliché de autor desconhecido

Imagens:
Estúdio Horácio Novais
- BPI (digitalização)
- Autor desconhecido

Teatro Circo do Príncipe Real ou Teatro Avenida. (Coimbra)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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Postal. Malva, [Coimbra], [c. 1910]
O Teatro Circo do Príncipe Real D. Luís Filipe, Teatro Circo de Coimbra, ou Teatro Avenida e posteriormente apenas "Avenida", foi inaugurado em 20 de Janeiro de 1893  e seria demolido nos finais dos anos 80, para dar lugar a um centro comercial.
Com uma valia arquitectónica modesta, o Teatro Avenida era, tal como a Cadeia Penitenciária, um belo exemplo da consagração local oitocentista da arquitectura do ferro. O grande recinto central tinha a forma de um coliseu. A toda volta da sala nasciam pilares de sustentação, sobre os quais se apoiavam dois anéis corridos de camarins guarnecidos com gradins metálicos. A estrutura metálica da cúpula veio de um mais antigo Teatro Circo do Arnado (Cf. Gonçalo dos Reis Torgal, "Coimbra. Boémia e saudade", Tomo I, Coimbra, 2003).

Cinema de Ermesinde. (Cidade de Ermesinde)

domingo, 20 de maio de 2012

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O antigo cinema de Ermesinde é um edifício devoluto há décadas. Milagrosamente não ruiu ou foi demolido. Segundo informação obtida é propriedade do Dr. Henrique Rodrigues (Presidente-Fundador da instituição "Ermesinde Cidade Aberta" e ex-presidente do Centro Social de Ermesinde).  Segundo apuramos também o edifício está destinado a ser transformado num centro de ocupação de tempos livres (OTL), para crianças e jovens. Vamos a ver... de momento continua num estado de ruína que dispensa comentários.

Fotografia: 
- Estúdio Mário Novais

Cine-Teatro Vale Formoso. (Porto)

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O edifício ainda existe e aliás podemos dizer que está até muito bem conservado, mas já faz muito tempo que deixou de cumprir as funções para o qual foi destinado...
O Cine-Teatro Vale Formoso, foi construído em 1944 sob o projecto do arquitecto Francisco Granja.
Este Cine Teatro foi nas décadas de 50 a 70, em conjunto com o «Júlio Dinis», o "Terço", o «Nun' Alvares», o «Passos Manuel», o «Pedro Cem«, o «Lumiére» e outros cujos edifícios que existiam e foram entretanto demolidos, uma das salas de referência da cidade do Porto. Foi posteriormente comprado pela IURD que o transformou em Templo da Seita. Actualmente continua propriedade da IURD, embora nos tenha chegado a informação que a mesma o deseja vender, por já não necessitar daquelas instalações.

Fotografia não datada:  Estúdio Mário Novais (1933-1983).

Novo Salão High-Life. (Cidade do Porto)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O armazém High-Life, então situado na praça da Batalha (onde posteriormente foi edificado o cinema Batalha) foi em 1908 rebaptizado com o nome de "Novo Salão High-Life" e iniciou a projecção de filmes convertendo-se num cinema. Segundo a bibliografia da época, existiam mais dois cinemas com o nome "High-Life" na Invicta: - Um na Rotunda da Boa Vista (1906) e outro no Jardim da Cordoaria (1908). Podemos ver toda a beleza do edifício na imagem de cima e a sua localização face à Praça da Batalha nas imagens de baixo.
Clique nas imagens para as ampliar

High-Life
Na imagem de baixo, um pormenor da Praça da Batalha em 1905, vendo-se em primeiro plano o edifício dos correios. O High-Life, situava-se ao seu lado, em segundo plano, na esquerda da imagem.
 Praça da Batalha no Porto
Observamos o High-Life na esquerda junto 
ao Palacete dos Guedes, posterior edifício dos correios
Praça da Batalha. O demolido Salão High-Life e o palacete dos Guedes, actual Hotel

Imagens:
- Domingos Alvão
- Phot.ª Guedes
- BPI (Digitalização)

Theatro Circo. (Cidade de Braga)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Theatro Circo
O Theatro Circo foi construído entre 1911 e 1914, segundo o projecto de Moura Coutinho, tendo sido inaugurado em 1915. Na década de 30 é equipado com sistema de cinema sonoro. Na década de 80 entra em manifesto declínio, não resistindo à concorrência de novas salas de cinemas e da televisão. O teatro acabaria por ser comprado pela Câmara Municipal de Braga em 1988.
Em 2001 iniciam-se as obras de recuperação e ampliação, segundo projecto do Arquitecto Sérgio Borges, da Câmara Municipal de Braga, com Projecto Cénico de Espaço Tempo e Utopia em parceria com Arsuna. Além de se recuperar o auditório principal, com cerca de 1.000 lugares, os átrios e foyer, foi criada uma nova sala, para teatro experimental, com 250 lugares, por baixo da sala principal. Foram ainda criados um restaurante, um café concerto e uma zona museológica. O palco foi ampliado lateralmente e em altura; foram criados novos camarins e uma sala de ensaios por baixo do sub-palco. A sala reabriu ao público em Novembro de 2006.

Teatro Avenida. (Cidade de Lisboa)

domingo, 20 de junho de 2010

Imagem de grande dimensão, clique para a ampliar
O Teatro Avenida em Lisboa, foi inaugurado em 1888 e existiu até 1967. Foi completamente destruído por um incêndio.

Imagem:
- AML

O Real Theatro de S. João. (Porto)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Mandado construir por Francisco de Almada e Mendonça, Desembargador Corregedor e Provedor do Porto, com projecto de Vicente Mazzoneschi, foi inaugurado com a peça «A Viandeira», a 13 de Maio de 1798, em homenagem ao príncipe regente D. João por ser o seu aniversário.
O edifício na Batalha foi construído para substituir o seu antecessor, o Teatro do Corpo da Guarda, instalado no Palácio do Conde de Miranda e inaugurado a 15 de Maio de 1762, o primeiro teatro lírico do país.
O Real Theatro de S. João, destruído por um incêndio em 1908 e mais tarde substituído pelo edifício actual, que todos os habitantes da Invicta conhecem.
Imagens de grande dimensão, clique para as ampliar
Postal. J. N. B. 241, Arnaldo Soares, [Porto], [c. 1905].
Teatro Nacional S. João (antigo), s.d., postal ilustrado.
Interior do Teatro antes do fatídico incêndio, Phot.ª Guedes
 Real Theatro S. João 
Incêndio em 11-04-1908
O Teatro já depois do fatídico incêndio
Real Theatro de S. João, após o incêndio em 1908
A empresa "Soconstroi" foi a responsável pela edificação do novo Teatro S. João, tendo o mesmo sido concluído em 1918. A sua inauguração, seria no entanto realizada apenas a 7 de Novembro de 1920.
Construção do actual Teatro de S. João
Nas imagens de baixo, o Teatro S. João tal como ainda pode ser visto actualmente. A segunda imagem é de grandes dimensões, clique na mesma para a ampliar.

Postal. 23, Vasconcellos em Cta (Tabacaria Africana), Porto, [c. 1920].

O Cinema Águia D'Ouro. (Cidade do Porto)

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Café Águia D'ouro abriu as suas portas no primeiro mês de 1839, por lá passaram algumas figuras ilustres portuguesas como Camilo Castelo Branco e Antero de Quental .No Teatro com entrada lateral ao café também passaram inúmeros artistas. Em 1908 esta casa, alarga-se ao sector do cinema. A novidade era o "cronomegaphone", considerado "o mais moderno aperfeiçoamento do cinematógrafo falante", não sendo cinema sonoro, já que este só apareceu 20 anos mais tarde. Ainda em Agosto de 1907, chegara a estrear o "Cynematographo Edison" sendo o espectáculo dividido em três partes e visto com um só bilhete, os preços para a altura eram bastante económicos; cadeiras 100 réis e galerias a 50 réis Em 15 de Setembro de 1930 viria a inaugurar-se o cinema sonoro com o filme "All That Jazz" com Al Joson. O Águia seria então uma das melhores salas de cinema do Porto.
Em 7 de Fevereiro de 1931 foi reaberto após obras de remodelação, tendo ficado com uma nova fachada, a actual e sustentando no seu pórtico o símbolo do seu nome, uma Águia de Ouro.
Em
1989, já com o café fechado e a ausência dos espectadores às salas de cinema, o Águia viu-se forçado a encerrar as portas, tendo sido comprado pela empresa Solverde com o objectivo de abrir um Bingo, tal como aconteceu ao Olympia, na Rua Passos Manuel. Tendo sido reprovado tal projecto por parte da Câmara. O espaço ficou ao abandono e com o passar do tempo tornou-se uma ruína em elevado estado de degradação. Em Agosto de 2006 a Solverde põem o imóvel à venda por três milhões de euros. 
Dos tempos áureos da sétima arte resta apenas a fachada preservada. Vinte anos após o encerramento, o antigo cinema Águia D´Ouro reabriu novamente as portas à cidade, agora como hotel.

Praça da Batalha, vendo-se o então o cinema ÁGUIA D`OURO e o HIGH-LIFE, onde mais tarde veio a ser edificado o cinema Batalha.
Clique na imagem para a ampliar.
« Egreja e Rua de Santo Ildefonso» num BPI de 1920, na imagem de baixo. Vemos o Cinema quando o mesmo ainda era um Teatro
Praça de Táxis, frente à escadaria da igreja de Santo Ildefonso, c.1920
Carnaval de 1905 - Edifício do Clube Fenianos e Teatro Águia d' Ouro
Fotografia dos anos 70 (em baixo)
Em baixo outra fotografia do cinema, obtida em 1968, que engloba também a igreja de Santo Ildefonso


Imagens:
- BPI (digitalização)
- AHCMP
- Óscar Coelho da Silva

O Teatro D. Affonso.(Cidade do Porto)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Teatro D. Affonso
Não encontrei muitas referências a este antigo Teatro. É facto assente que se situava na Rua Alexandre Herculano, provavelmente no então número 356, já relativamente próximo da actual Praça da Batalha.

O Teatro Baquet. (Cidade do Porto)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Teatro Baquet (fachada para a Rua St. António /31 de Janeiro) gravura feita em 1863
Estava localizado na antiga Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro) na cidade do Porto. Mandado construir pelo alfaiate portuense António Pereira Baquet, em 21 de Fevereiro de 1858, foi estreado com um baile de Carnaval, em 13 de Fevereiro do ano seguinte.
Em 21 de Março de 1888, deflagrou um fulminante incêndio no Teatro Baquet, devido à chama de um bico de gás de uma gambiarra do palco, que pegou fogo a uma bambolina, destruiu por completo o edifício e motivou inúmeras mortes. Decorria uma representação e a sala acolhia muito público, o qual entrou em pânico.
Viveram-se momentos de horror, durante e após o acontecido, conforme testemunha a imprensa da época.
Uma das fontes consultadas aponta para 84 vítimas mortais e 86 feridos, enquanto outra refere que perderam a vida cerca de 170 pessoas.

Clique na imagem para a ampliar
A ocorrência do incêndio viu-se envolta em polémica, mormente na avaliação da sua causa, sendo alegada a falta de segurança do edifício e a demora no socorro por parte dos bombeiros.
Guilherme Gomes Fernandes previu um sinistro daquela dimensão. Inclusive, com base num relatório da sua responsabilidade, elaborado onze meses antes do incêndio, havia sido indicada a necessidade da realização de obras tendentes a criar condições de segurança no teatro, o que foi ignorado. Em consequência, entendeu oficiar às entidades competentes afirmando não se responsabilizar por o que pudesse vir a acontecer. Não obstante a sua actuação preventiva, a classe política procurou culpabilizá-lo, mas o Inspector, de consciência tranquila, decidiu fazer frente e mostrar o seu génio. O facto foi relatado na revista Ilustração, por ocasião da Grande Parada dos Bombeiros Portugueses, realizada no Porto, em 1934, num artigo intitulado "Evocação dum herói: Guilherme Gomes Fernandes, uma vida ao serviço da comunidade".

Incêndio no Teatro Baquet, fachada que dava para a Rua de Santo António, actual 31 de Janeiro
Incêndio no Teatro Baquet em 1888, fachada que dava para a Rua Sá da Bandeira
Incêndio no Teatro Baquet, fachada que dava para a Rua Sá da Bandeira

Ruínas do Teatro Baquet, após o incêndio

Imagens:
- AMP