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Central Hotel. (Matosinhos)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Central Hotel, na Rua de Brito Capelo - Fachada frontal
 
Central Hotel, localizou-se no n.º 19 da Rua de Brito Capelo em Matosinhos. O Central Hotel abriu as suas portas ao público, em Agosto de 1904, por motivação de José Alves de Brito e Francisco Xavier Gouveia, que já nessa altura eram proprietários do Café Central, instalado no edifício vizinho.
Central Hotel - Matosinhos
Central Hotel. Sala de Refeições in Guia de Leixões
O Central Hotel funcionou durante pelo menos quatro décadas. Foi demolido a meio da década de 40 do séc. XX, tendo sido erguido no seu local o edifício que veio a albergar o Hotel Porto Mar.

Colégio Mouzinho de Albuquerque / Colégio Portuense. (Porto)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

O antigo Colégio Mouzinho de Albuquerque funcionou num edifício antigo, estilo palacete, que mais tarde albergaria outro Colégio, o Colégio Portuense.
Localizava-se este edifício, no número 1.500 da Rua de Santa Catarina, quase em frente à “Casa de Saúde de Santa Catarina”.
Colégio Mouzinho de Albuquerque, que também se chamou Colégio Portuense e que existiu na Rua de Santa Catarina n. 1500. Destaque para um cartaz colado no muro do colégio, alusivo ao São João do Porto, de 1939
Jardim do Colégio Mouzinho de Albuquerque, que existiu na Rua de Santa Catarina n. 1500
Festa de final de ano do Colégio Portuense
Cliché remetido por leitor
O Colégio Portuense, foi comprado em 1958 pelo padre António Maria Pereira Barros, que foi durante anos o seu Director. Encerraria portas por altura do 25 de Abril de 1974 e lamentavelmente o palacete seria demolido pouco tempo depois dessa data, pelo que conseguimos saber, a demolição ocorreria em 1975.

Clichés:
-AHMP
- Autor desconhecido

Palacete Morais Alão Amorim. (Porto)

sábado, 11 de janeiro de 2020

Já aqui abordamos ao longo dos anos e em diversas publicações, o Palacete que existiu na antiga Praça de D. Pedro, onde por muitos anos, mais exactamente desde 1819, funcionaram os Paços do Concelho do Porto e que foi propriedade de Monteiro Moreira.
Falemos agora um pouco de um edifício adjacente, talvez algo menos imponente, mas não menos importante.
Adjacente aos Paços do Concelho, erguia-se um outro edifício majestoso, o Palacete de Morais Alão Amorim. O conjunto destes dois edifícios, definiam a Praça de D. Pedro a Norte.
Praça de D. Pedro IV, antes das demolições de 1916. Vemos o Palacete de Monteiro Moreira, que serviu de Paços do Concelho, na direita da imagem e na esquerda o Palacete de Morais Alão Amorim. Cliché in AHMP
Palacete Morais Alão, "atrás" do poste de iluminação pública, na esquerda da imagem. Cliché in AHMP

O bonito Palacete de Morais Alão Amorim, que serviria também como edifício de apoio aos Paços do Concelho, era tal como este último, datado da primeira metade do séc. XVIII e ostentava Pedra de Armas, ou Brasão.
Brasão in AHMP
O Palacete de Morais Alão teria no futuro exactamente o mesmo destino do edifício ocupado pelos Paços do Concelho (Palacete de Monteiro Moreira)
Ambos "sobreviveram" até 1916, quando foram demolidos para permitir a abertura da Avenida dos Aliados, como já referimos em publicações anteriores.

O Hotel de Francfort. (Porto)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

O Hotel Francfort, foi construído em 1851, por iniciativa do rico negociante da praça do Porto, Luis Domingos da Silva Araújo. O terreno onde se ergueu o Hotel tinha má fama, pois servira, antes, de cemitério de cães. O Porto foi uma das primeiras cidades da Europa a ter um terreno para o exclusivo enterramento de cães. Era um terreno em forma de cunha pois fazia gaveto entre duas das mais movimentadas artérias do Porto do século XIX: a rua do Laranjal que tomou o nome de uma quinta com esse nome; e a rua de D. Pedro (D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I do Brasil) que primitivamente se chamara rua do Bispo, por ter sido aberta em terrenos que eram da Mitra, ou seja, da diocese; e à qual, após a implantação da República, deram o nome de Elias Garcia, um grande propagandista dos ideias republicanos.
Rua de D. Pedro. O Hotel de Francfort, em baixo do qual funcionava o Café Chaves
Rua de D. Pedro. Destaque para o Hotel de Francfort, em baixo do qual funcionava o Café Chaves, que passaria para a Cordoaria, após a demolição, e o edifício do Credit Franco-Portugais
BPI - Editor, Alberto Ferreira 
Foi muito procurado, especialmente, por pessoas do Teatro, como actores e músicos, na sua maioria. Uma das celebridades que por lá passou foi a actriz Elisa Hensler que veio a casar com o rei D. Fernando
As obras para a abertura da Avenida das Nações Aliadas, vulgo Avenida dos Aliados, foram inauguradas em 01 de Fevereiro de 1916.
O projecto desta avenida sacrificou todo o casario, ruas e travessas entre a Praça de D. Pedro, actual Praça da Liberdade e a Praça da Trindade.
A rua de D. Pedro (posteriormente iria ser alterado o nome para rua de Elias Garcia, devido à implantação da República em 1910) seria uma das várias artérias a desaparecer.
O Hotel de Francfort ainda funcionava e tinha hóspedes quando o camartelo municipal o começou a demolir. 
Ao noticiar a demolição, um jornalista da época escreveu que “algo de saudoso lhe custava a desprender-se do sítio onde estava”.
Início das demolições

Bibliografia e imagens:
- AHMP
- Germano Silva
- BMP

Hotel Lisbonense. (Porto)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O magnífico Hotel Lisbonense começou por funcionar no Largo do Carmo, tendo sido mais tarde, transferido para o nº 1 da Rua de Sá da Bandeira, e nas suas antigas instalações, estabeleceu-se então o Hotel Novo Lisbonense que antecedeu no local, o Hotel Âncora de Ouro.
Seria por volta de 1842, que começaria a ser aberta a ligação entre a Praça Nova e a Travessa dos Congregados, a que foi atribuído o topónimo de Rua de Sá da Bandeira. Esta rua, por sua vez "amputou" e substituiu parte da Rua do Bonjardim, ou seja o pequeno troço que ligava à Praça de Almeida Garrett.
Hotel Lisbonense, c.1922
Seria derrubado nos anos 60
O segundo troço, ou fase, desta rua, (entre a travessa dos Congregados e a Rua Formosa) surgiria um pouco mais tarde, apenas entre os anos de 1875 e 1880.
Deste modo, tendo o Hotel Lisbonense sido transferido do Carmo, em 1863, para a Rua de Sá da Bandeira, nº 1, obviamente só poderia ir ocupar o primeiro troço da mesma, a que actualmente denominamos por Rua de Sampaio Bruno.
Deste modo, estando o hotel localizado na esquina com a Rua do Bonjardim, acabou por ocupar o local onde existia, a fonte da Rua de Sá da Bandeira, esquina com a Rua do Bonjardim e já aqui por nós abordada em tempos.
Rua de Sampaio Bruno c.1930
 Vista parcial do Hotel Lisbonense
“O proprietário deste estabelecimento, no largo do Carmo, da cidade do Porto, mudou para a Rua de Sá da Bandeira, nº 1, próximo à praça D. Pedro, aonde oferece aos seus amigos e fregueses muitas boas salas e quartos.”
In “Diário do Povo, 12 de Janeiro de 1863 – 2ª Feira

“Recomendamos ao público o Hotel Lisbonense, situado na rua de Sá da Bandeira, fazendo esquina para a rua do Bonjardim.
Esta casa é uma das melhores do Porto pela limpeza dos quartos e das iguarias.”
In jornal “A Verdade”, 24 Dezembro de 1884 – 4ª Feira

Imagens:
-AHMP

Bibliografia:
-BMP
-AHMP - Casa do Infante

Ginásio Lauret. (Porto)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Em 11 de Fevereiro de 1882, Paulo Lauret fundou no Porto, no Largo da Picaria, o Gymnasio Lauret e Sala D’Armas. Com o sucesso que teve nos primeiros anos, Paulo Lauret transferiu-se, em 24 de Julho de 1884, para o Largo do Laranjal 4, e depois para a Rua do Laranjal 193.
Gravura representando uma vista da antiga Rua do Laranjal e do edifício do Ginásio Lauret, vendo-se na sacada a respectiva placa publicitária. Trata-se da reprodução de uma gravura, a partir de fotografia, publicada na revista O Occidente, em 1887. Responsabilidade: João Ribeiro Cristino da Silva (des.); Domingos Caselas Branco (grav.) Local de edição: [Porto] Editor: [Arquivo Histórico] Preto e branco
A imprensa caracteriza-o como possuindo todas as diversões próprias de um club, embora se tratasse de uma escola de ginástica e sala d’armas onde “se ensina methodicamente estas duas artes, com notavel aproveitamento dos discipulos, tanto creanças como adultos” e considerando que “nesta nova casa acha-se o Gymnasio Lauret perfeitamente instalado, tendo salas de gymnastica, de armas, bilhares, dança, tiro defferentes jogos, electricidade, banhos etc., o que tudo faz um conjuncto de estabelecimento de primeira ordem” (Ginásio Lauret no Porto, 1887, p. 19). Bem equipado, constituía um espaço agradável, arejado e bem iluminado, habilitado para o desenvolvimento de todo o tipo de aulas de ginástica (médica ou profilática, ortopédica, higiénica e artístico recreativa), contando com a colaboração de um médico e de vários professores de competência reconhecida (Ferreira, 1998, pp. 304-305). O ginásio, em 1887, oferecia diferentes cursos adequados à idade e ao sexo, como se sublinhava n’ O Ocidente: O ensino no Gymnasio Lauret está devidido em differentes cursos, conforme as idades dos discipulos, e regulado de modo a dar rezultados mais praticos e proveitosos. A sua frequencia é de 100 alumnos devididos do seguinte modo: meninas 7, meninos 33, adultos 60, tem um medico effectivo, o sr. Dr. Aureliano Cirne, e 250 socios protectores (Ginásio Lauret no Porto, 1887). 

Bibliografia:
-lauret.pt
-Luís Mota, Paulo Lauret e o ensino da Educação Física em Portugal no último quartel do século XIX



Solar da Quinta das Devesas (Devezas).

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Segundo informação da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, a família Conde das Devesas (1875-1945) teve uma acção importantíssima na vida da própria Misericórdia de Gaia, que beneficiou com o trabalho e a generosidade de muitos dos seus membros.
O primeiro Conde, Francisco Pereira Pinto Lemos (1849/1916) e a sua esposa D. Maria da Conceição Bandeira de Castro Lemos, Condessa das Devesas (1853/1928), tiveram três filhos, Alfredo, Ernani e Jorge.
Sucedeu a seu pai no título, o segundo Conde, Alfredo Pereira Pinto de Castro Lemos (1875/1945), que se casou com D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos (1879/1967), não tendo havido filhos deste casamento.
Por isso, à morte do segundo, seria terceiro Conde das Devesas, o irmão Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos (1876/1965), casado com D. Carlota Alberta Pimentel Maldonado Correia da Silva Araújo Lemos (1884/1971), sem descendentes.
Houve ainda o irmão Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos (1884/1962), de quem era esposa D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite de Castro Lemos (1882/1979), que também não tiveram herdeiros legitimários.
O Conde Alfredo, homem profundamente religioso e sempre pronto a auxiliar os mais desfavorecidos, envolveu-se no movimento iniciado no dia 27 de Novembro de 1928 pelo Notário Miguel da Silva Leal Júnior e por outros bons gaienses, para a criação da Misericórdia de Gaia. E quando a 26 de junho de 1929 a Misericórdia foi, oficialmente, constituída, os seus pares quiseram que fosse o Conde Alfredo a ocupar o lugar de Provedor.
Tinha então 54 anos e, durante mais sete, até 1936, ocupou esse cargo, tendo desenvolvido uma tarefa extremamente valiosa, para que fosse devidamente consolidada a vida da jovem e, então, ainda frágil instituição.
Por falecimento dos progenitores Conde Francisco e Condessa D. Maria da Conceição, herdaram os três filhos – Alfredo, Ernani e Jorge – em partes iguais, o património da família, de que era a parcela mais valiosa a chamada Quinta das Devezas, também então conhecida por Quinta do Estado, situada em Vila Nova de Gaia, onde a família tinha o seu solar.
A nível arquitectónico, a Quinta das Devesas é composta por uma casa de planta irregular, capela separada, a O., de planta longitudinal, com sineira adossada, e jardim. Casa com fachada principal composta por vários panos enquadrados por pilastras coroadas por urnas neoclássicas, com pano central mais elevado com pedra de armas, a acesso ao centro, através de escadaria, ao piso nobre. Capela com fachada principal rasgada por portal ladeado por pequenas janelas e encimado por janelão de recorte neogótico.
Ruínas do Solar da Quinta das Devesas (Devezas) - Escadaria principal
Solar da Quinta das Devesas - Vista parcial da fachada frontal
 Solar da Quinta das Devesas - Outra vista parcial da fachada frontal
Solar da Quinta das Devesas - Fachada frontal e lateral
Solar da Quinta das Devesas - Capela em ruínas
Esta propriedade tem a sua entrada principal na Rua D. Leonor de Freitas, junto às instalações da firma Barros, Almeida & C.a. – Vinhos S.A. e era constituída por uma casa apalaçada, de dois andares, capela, anexos, jardim, estufas, pomares, hortas, adegas, casa para gado e terras de lavradio e de vinha, com uma área de 101.500 metros quadrados.
Graças à benemerência desta magnífica família, a referida Quinta é propriedade da Misericórdia de Gaia. Esta passagem realizou-se de forma faseada:
Por legado em testamento do Conde Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos, falecido a 2 de Agosto de 1965, da terça parte desta propriedade.
Por doação feita no dia 8 de Março de 1966, pelas Senhoras D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos, viúva do Conde Alfredo, falecida a 20 de maio de 1967, e de D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite Castro Lemos, viúva de Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos, falecida a 14 de Fevereiro de 1971, das outras duas terças partes de que eram pertença das mesmas, deduzidas de uma parcela de 21.206 metros quadrados, que as doadoras reservaram para si. Estas doações, segundo os termos da escritura, foram feitas pelo facto de ambas desejarem contribuir para “os altos fins de assistência a que se dedica a Misericórdia de Gaia”.
Na altura da morte da última das senhoras, em 1971, a Misericórdia tornou-se proprietária da Quinta das Devezas.
Entretanto, para homenagear os dadores, a Misericórdia construiu um magnífico lar para idosos, que foi inaugurado no dia 4 de Julho de 1992, a que deu o nome de Lar Residencial Conde das Devezas, actualmente designado de Residências Seniores Conde das Devezas.

Bibliografia:
- In http://scmg.pt
- SIPA 

Imagens:
- Alexandre Silva

Casa Oriental. (Porto)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A Casa Oriental, no Porto, não desapareceu... modernizou-se.
A Casa Oriental foi fundada em 1910 no Campo dos Mártires da Pátria, n.º 111/112, próximo à Torre dos Clérigos tendo começado por comercializar produtos das colónias orientais e africanas. O café, o chocolate e os chás vendidos desde o início do século XIX, ainda hoje são evidenciados na fachada desta famosa mercearia, com a representação de uma cena da África Colonial, um atractivo para todos os turistas que visitam o Porto.
Após a 2ª Guerra Mundial, a gama de produtos aumenta e a Casa Oriental passou a vender produtos regionais portugueses: doçaria, enchidos e carnes fumadas, frutas, legumes, queijos, azeitonas, vinhos e licores. Passado o 25 de Abril de 1974 a loja é adquirida pelo actual proprietário, José Maria Gama, que decide fazer do bacalhau a imagem de marca da casa.
Casa Oriental antigamente
Reconhecendo a importância histórica do daquele espaço e compreendendo o impulso que o mesmo deu no passado a outros produtos icónicos da gastronomia portuguesa, a COMUR – Fábrica das Conservas da Murtosa confiou recentemente à Casa Oriental o exclusivo para toda a cidade do Porto da colecção “Valor do Tempo®”. 
Duas marcas de elevadíssima reputação que se unem por um só objectivo: retribuir à Sardinha Portuguesa o muito que esta já fez por Portugal.
A Casa Oriental é actualmente uma Mercearia Fina, com um interior remodelado, onde a beleza do estilo antigo se enquadra harmoniosamente com o novo, despertando a curiosidade da massa turística que actualmente visita o Porto.
Casa Oriental actualmente
Interior da Casa Oriental
 Enlatados da firma COMUR - Fábrica de Conservas da Murtosa
Fontes parciais: 
- casaoriental.pt
- www.conservasportuguesas.com/

Padaria Flor do Paraíso. (Porto)

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Padaria Flor do Paraíso
A rua do Paraíso foi aberta em 1784, inicialmente baptizada como Rua da Senhora da Lapa e informalmente chamada Rua dos Ferreiros, até que  em meados do século XIX a rua passou a ter o nome que conhecemos hoje (Paraíso). Nesta rua existia a Padaria Flor do Paraiso possuindo um painel de azulejos histórico e protegido que foi preservado, pelo seu valor, pois foi criado pela mais famosa fábrica de azulejos publicitários portugueses, a Fábrica do Carvalhinho. O antigo edifício foi reabilitado, no ano de 2018, para habitação.

Cliché: Alexandre Silva

Dois edifícios centenários demolidos. (Porto)

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Quem conheça, frequente ou resida na cidade do Porto e por hábito ou necessidade, costume passar pela Praça da República, por certo se recordará destes dois edifícios antigos, situados entre a Rua dos Mártires e a Rua do Almada. Um era mais alto e possuía uma fachada frontal mais simples, sendo o outro mais rico (e a nosso ver) mais bonito.
 Edifícios demolidos na Praça da República in Google Maps
 Edifícios demolidos na Praça da República in Google Maps
  Edifícios demolidos na Praça da República 
Pormenor da fachada in Google Maps
Devolutos por muitos anos, esperávamos que a "azáfama turística" que envolve a cidade actualmente e que promove obras, restauros, construções e até destruições, fosse reabilitar estes dois prédios, mais que não fosse, mantendo as suas paredes exteriores de granito. Foi uma esperança vã!
Demolidos meses atrás, o lugar é, neste momento exacto em que escrevemos esta publicação, um estaleiro de obras, local de onde provavelmente de erguerá mais uma torre de betão... é uma pena.

Palacete Samora Correia. (Lisboa)

Edificado entre a Avenida da Liberdade e a Rua Júlio César Machado e com acessos (frontaria) para ambas as artérias, este sumptuoso edifício era propriedade e foi residência de Carlos Ferreira Prego, 3.º Barão de Samora Correia.
Seria posteriormente adquirido pela Sociedade Anglo-Portuguesa de Cinemas, SARL, com o objectivo de ali erguerem o Cinema São Jorge. Isto levou a que o palacete fosse demolido entre 1946 e 1948. O Cinema São Jorge seria inaugurado em 24 de Fevereiro de 1950.
Palacete Samora Correia. Fachada para a avenida da Liberdade
Cliché de Eduardo Portugal in AML
Palacete Samora Correia. Fachada para a rua Júlio César Machado
 Cliché de Eduardo Portugal in AML

Tabacaria Africana. (Porto)

sábado, 31 de março de 2018

A Tabacaria Africana não desapareceu, continua localizada na esquina da Rua de Santo António / 31 de Janeiro e Praça da Batalha. É um conhecido estabelecimento comercial que pertenceu a António de Almeida Campos até 1902 e foi posteriormente trespassado a Alberto Vieira da Cruz. 
Em tempos, além de tabaco e todos os itens que eram comuns estarem à venda numa tabacaria, a Tabacaria Africana também editava postais ilustrados, com clichés dos mais ilustres fotógrafos portuenses.
Chegou a possuir uma belíssima frontaria metálica, que formava um bucólico conjunto com a antiga Ourivesaria Reis Filhos, (mesmo em frente) e cuja fachada ainda se mantém e o cunhal da Livraria Latina, na esquina do lado da igreja de Santo Ildefonso. 
O edifício seria alvo de uma colossal obra de ampliação por volta de 1952, que removeu do mesmo a imponente frontaria.
Tabacaria Africana (antes de 1910) ao cimo da Rua de Santo António
 Tabacaria Africana depois de 1910
Cliché da Casa Alvão
Tabacaria Africana BPI - A magnífica frontaria metálica
Tabacaria Africana - A frontaria "recente" - Cliché de autor desconhecido

A Casa Grande de Romarigães. (Romarigães, Paredes de Coura)

quarta-feira, 14 de março de 2018

Quando falamos sobre "A Casa Grande de Romarigães" é impossível não nos saltar à ideia o escritor Aquilino Ribeiro (1885-1965) e a obra que o mesmo escreveu, com esse título.
Aquilino Ribeiro, esse escritor beirão, está de facto intimamente ligado à vida cultural da freguesia de Romarigães, concelho de Paredes de Coura, graças ao seu romance datado de 1957. 
Na verdade, a casa retratada no livro foi morada do ex-Presidente Bernardino Machado e do próprio Aquilino, que se casou com uma filha daquele presidente.
A "Casa Grande de Romarigães" não é um mito nem foi pura ficção do escritor. 
A casa ainda existe actualmente, em Romarigães, no sudoeste de Paredes de Coura, embora ao longo das décadas tenha sido muito alvo de descuido.
A Casa Grande de Romarigães in Arquivo Histórico
Aquilino Ribeiro Machado e Aquilino Ribeiro - Casa Grande de Romarigães in CCB
A Casa Grande de Romarigães - Livro - Circulo de Leitores
A construção desta casa deverá ter-se iniciado na segunda década do século XVII, época em que se instituiu o vínculo de Nossa Senhora do Amparo. Depois de algumas vicissitudes, a quinta foi adquirida em processo judicial pelo Par do Reino, Conselheiro Miguel de Antas, à família Meneses de Montenegro. A propriedade só viria a conhecer uma intervenção de restauro no século XX, quando, depois de ter passado pela posse do genro de Bernardino Machado (Presidente da primeira Republica), foi herdada pela mulher de Aquilino Ribeiro (CUNHA, 1909). É o próprio Aquilino que nos relata, no prefácio que escreve ao seu romance, como a casa estava em mau estado e como, no decorrer das obras, encontrou uma série de documentação que o levariam a escrever a "Casa Grande de Romarigães: "Quando se procedeu ao restauro da Casa Grande, que foi solar dos Meneses e Montenegros, houve que demolir paredes de côvado e meio de bitola em que há um século lavrava a ruína, ocasionando-lhes fendas por onde entravam os andorinhões de asas abertas e desníveis com tal bojo que a derrocada parecia por horas. Num armário, não maior que o nicho dum santo, embutido na ombreira da janela, que a portada, em geral aberta, dissimulava atrás de si, encontrou-se uma volumosa rima de papéis velhos"
O conjunto formado pela casa, anexos de função rural e capela do Amparo. Casa nobre, oitocentista, antecedida por um grande portal armoreado. A capela do Amparo apresenta a fachada decorada com nichos, imagens, carrancas, volutas, frontões e um óculo, tudo lavrado em pedra da região. A fachada é rematada por um campanário.
"A Casa Grande de Romarigães", está classificada como Imóvel de Interesse Público, desde o ano de 1986.
A Casa Grande de Romarigães - Fachada voltada à rua. Cliché in patrimoniocultural.gov.pt

Bibliografia:
"Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado" - IPPAR, 1993
patrimoniocultural.gov.pt

Antiga Estação Ferroviária de Contumil. (Porto)

terça-feira, 6 de março de 2018

Fachada da antiga Estação Ferroviária de Contumil, em Campanhã, anos 80 in AHMP
A Estação Ferroviária de Contumil, originalmente denominada por Estação de "Contomil", é uma interface ferroviária da Linha do Minho, que funciona como ponto de entroncamento com a Linha de Leixões, e que serve a zona de Contumil, no Concelho do Porto, em Portugal. Foi planeada nos finais do Século XIX para servir como ponto de bifurcação entre as duas linhas e como ponto de gestão e manutenção de material circulante, tendo entrado ao serviço na Década de 1910 apenas com funções técnicas, devido ao atraso na construção da linha para Leixões, que só abriu à exploração em 18 de Setembro de 1938.
Estação Ferroviária de Contumil, c.1970
Construção da nova Estação de Contumil, vendo-se o edifício da Estação antiga
Imagens de arquivo, extraídas da LUISFER TV, a quem agradecemos
Tendo este local sofrido enormes obras de ampliação, sabe-se que no Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005, publicado em 13 de Outubro de 2004 pela Rede Ferroviária Nacional, a estação de Contumil contava já com 11 vias de circulação. No Directório da Rede de 2011, de 25 de Março de 2010, ainda existia o mesmo número de vias de circulação, cuja extensão variava entre os 63 e os 481 m; as plataformas tinham 210 e 180 m de comprimento, e uma altura de 90 cm.


Bibliografia:
- SOUSA, José Fernando de (1 de Outubro de 1938). «Linha de Circunvalação do Porto» (PDF)Gazeta dos Caminhos de Ferro50(1219). p. 439-442.
-  «Linhas de Circulação em Estações». Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005. Rede Ferroviária Nacional. 13 de Outubro de 2004. p. 59-64
 - «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2011. Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 67-89

O Palacete Nº 75 da Praça da República. (Porto)

Aspecto geral da casa brasonada, onde funcionou o Instituto Francês, situada na praça da República, 75 
Construção do século XIX. Cliché de Teófilo Rego
Este formidável edifício, cujas actuais ruínas ainda se erguem no cruzamento da rua de Alvares Cabral, esquina com a Praça da República, teve a sua origem com o fim da formidável Quinta de Santo Ovídio, já por nós aqui abordada em publicação específica, propriedade dos Condes de Resende e pelos mesmos alienada para urbanização em finais de 1800.
Nos últimos anos da sua imponente existência, este edifício albergou o Instituto Francês.
Um incêndio de grandes proporções destruiu em Abril de 2008 as antigas instalações do Instituto Francês do Porto, na Praça da República. O edifício de quatro andares, desocupado desde 2004, estava a ser remodelado para albergar uma clínica privada.
Aquela que é tida como uma das casas mais emblemáticas da Praça da República acolheu durante 30 anos o Instituto Francês. 
Para Bernard Despomadères, responsável cultural de Consulado Francês no Porto, a destruição da casa representa "a segunda morte do instituto, talvez a definitiva". A casa, com os interiores todos em madeira de riga, "era um testemunho do que melhor se fazia no Porto a nível arquitectónico no início do século XX".

Requiem pela casa com os n.º 53-55, na rua de São Sebastião. (Porto)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

  
Aspecto geral da casa com os n.º 53-55 e do nicho, da rua de São Sebastião, junto à Sé do Porto. 
Uma sólida construção do século XVII, aqui visível em dois clichés obtidos por Teófilo Rego por volta de 1958.
Cliché de Teófilo Rego
Casa na rua de S. Sebastião. Cliché de Bomfim Barreiros
Costureirinha da Sé - 1959 - "Barbearia Bocage"
O edifício com o nicho. Um dos vários locais, que serviram de "palco" para a realização do filme português "A Costureirinha da Sé" em 1959. Fotogramas do filme citado.
As duas fotografias que se seguem, foram obtidas em Setembro de 2017. Do secular edifício, resta a fachada, suportada por vigas metálicas, já tão enferrujadas e deformadas, que a estrutura aparenta um eminente colapso. É mais que urgente uma intervenção!!! Se nada for feito, muito em breve, tudo se perderá.
 Cliché de Alexandre Silva
 No nicho (agora vazio) podemos ler uma data: 1699