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O verdadeiro "Pica do 7". O Revisor de Eléctrico.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Revisores. O verdadeiro "Pica do 7" e não só...
Alguns dos nossos estimados leitores, ainda se lembrarão por certo dos antigos Revisores de Eléctricos, troleis e autocarros, vulgarmente denominados pelos "Pica", figura que recentemente serviu de inspiração ao tema "Pica do 7", escrito por Miguel Araújo e cantado por António Zambujo.
Os Revisores, usavam bonitas e robustas bolsas em pele para guardar o dinheiro dos bilhetes vendidos. Eram carteiras que colocavam à tiracolo e que envelheciam com o tempo, ficando mais escuras, marcadas pelas mãos dos que as usavam. Andavam também com uma espécie de alicate, o obliterador, que era o que permitia "picar" o bilhete dos viajantes, conferindo assim a sua validade e autenticidade.
Eléctrico n.º 115 da Linha 7
Bilhete de eléctrico, já obliterado pelo "Pica"
Eléctrico n.º 185 da Linha 7, com destino a S. Mamede
A Linha 7, partia da Praça da Liberdade, no Porto, para S. Mamede, mais exactamente até à Ponte da Pedra, sendo desactivada na década de 70 do séc. XX. Paradoxalmente o video de António Zambujo, foi realizado em Lisboa, o que não diminuiu em nada a sua beleza, nem o valor da música.
O eléctrico chega a S. Mamede no dia 19 de Fevereiro de 1910
Eléctrico da Linha 10, com destino a Rio-Tinto 
De notar a presença dos Revisores (o 'Pica') entre os transeuntes
António Zambujo - Pica Do 7

Imagens:
- Museu do Carro Eléctrico 

Eléctricos de Lisboa. (Lisboa)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A rede electroviária lisboeta foi desenvolvida pela Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa, que desde 1872 era uma das concessionárias de transportes públicos de passageiros na capital portuguesa, assegurando as carreiras que explorava com veículos de tracção cavalar rodando sobre os epónimos carris; os “carros americanos”. A rede de eléctricos da cidade iria desenvolver-se a partir destas linhas, que se estendiam à época já a Algés, Xabregas, e Benfica.
Uma primeira experiência de motorização electrificada deu-se em 1887, com a introdução de dois carros equipados com baterias de acumuladores, que foi abandonada por inconclusiva.
Em 1900 instalaram-se os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoeléctrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira carreira electromotriz, do Cais do Sodré a Algés
Eléctrico para Belém. Inauguração da tracção eléctrica, em 1901
Clique nas imagens para ampliar
Eléctricos na capital
Na imagem de cima: Eléctricos na rua do Arsenal, em Lisboa. Na esquerda, temos o largo do Município. A fotografia foi tirada do balcão sobre a entrada do Arsenal da Marinha.
O eléctrico que vai para S.Amaro é o último dos carros eléctricos da "1ª geração". Entrou em circulação em 1926 e saiu de circulação em finais dos anos setenta. Foi vendido para a América do Norte.
Nas duas imagens: O Largo do Corpo Santo. Na esquerda, o telheiro para recolha de carruagens de aluguer que existia em 1889. Em Janeiro de 1943 já havia sido demolido. Em frente, edifício anexo ao Arsenal da Marinha, já demolido em Março de 1952. À direita, o início da rua Bernardino Costa.
Em primeiro plano da imagem, vemos um dos primeiros eléctricos que circularam em Lisboa. Chamados carros pequenos abertos, caixa J.G.Brill, foram 80 carros que entraram em circulação em 1901.
Aos poucos seriam retirados de circulação, entre os anos de 1932 e 1937. No entanto cinco deles circularam até aos anos 40.
Na imagem de baixo:  Perfil de um carro grande aberto. Foram os primeiros carros grandes a circular em Lisboa (1902) e logo alcunhados de "almanjarras" - fabricados pela J.G.Brill, (EUA) formavam a série "283 - 322" e saíram de circulação até 1955.
Depois de muitos anos no Parque Infantil do Alvito o "283" foi reconstruido para figurar do acervo do Museu da Carris.


Fonte:
- «Lisboa-125 anos sobre carris« de João de Azevedo
Imagens:

- Mário Novais