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Submarino "Espadarte". (Portugal, 1913)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O submarino "Espadarte" foi o primeiro submarino a entrar ao serviço activo da Marinha Portuguesa.
Os projetos nacionais não tiveram sucesso, pelo que se optou pela aquisição ao estrangeiro de navios deste tipo. Após prolongados estudos, decidiu-se assinar contrato, em 17 de Junho de 1910, com a firma italiana Fiat San Giorgio, para construção do primeiro submersível português, Espadarte. O Ministro da Marinha que tomou esta opção foi João de Azevedo Coutinho.
Construído no estaleiro Orlando, de Livorno, o Espadarte foi lançado à água em 5 de Outubro de 1912, sendo entregue formalmente a Portugal em 15 de Abril de 1913, em cerimónia realizada em La Spezia, o que tornou a Marinha Portuguesa numa das primeiras do mundo a ser equipada com este tipo de plataforma de armas. 
O lançamento às águas do "Espadarte".  Na esquerda da imagem, o responsável pelo projecto, Eng.º Orlando
O primeiro comandante do submarino "Espadarte" foi o primeiro-tenente Joaquim de Almeida Henriques. 
Características do Espadarte:
Deslocamento à superfície
250 Toneladas
Deslocamento em imersão
301 Toneladas
Comprimento máximo
45,15 Metros
Velocidade máxima à superfície
13 Nós
Velocidade máxima em imersão
8 Nós
Autonomia máxima à superfície
1 524 Milhas
Autonomia máxima numa imersão
79 Milhas
Profundidade máxima
40 Metros
Armamento
2 Tubos lança-torpedos
4 Torpedos
O submarino "Espadarte" in Revista da Marinha 
Juntamente os submarinos da classe «Foca», de características semelhantes mas mais aperfeiçoados, adquiridos em 1917, o "Espadarte" formou a 1ª esquadrilha de submarinos da Marinha Portuguesa. 
Esta esquadrilha serviu durante a 1ª Grande Guerra Mundial sendo desactivada com a entrada ao serviço de novos submarinos em 1934, apesar do Espadarte ter sido desarmado ainda antes, em 1928.
Em 1934 o nome "Espadarte" seria novamente atribuído a um dos submarinos da nova classe «Delfim».

Fontes:
- Revista da Marinha 
- AML
- marinha.pt

A «Nau Portugal»

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Nau Portugal no estaleiro.
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A Nau Portugal foi construída nos estaleiros da Gafanha da Nazaré, segundo uma ideia do jornalista Leitão de Barros, para integrar a exposição do "Mundo Português de 1940".
Possuindo um comprimento de 42.2 metros, quando foi lançada às águas, em 07 de Junho de 1940, sucedeu o que algumas pessoas (que desconfiavam da sua eventual navegabilidade) previam... tombou lateralmente nas águas.
Apesar de todas as dificuldades, foi levada para Lisboa onde se tornou num item importante da referida exposição.
 A Nau Portugal em Belém, Lisboa, no ano de 1940. Cliché da Fotografia Beleza
O fim desta embarcação não seria dos mais dignos ou recomendáveis. Após a exposição do "Mundo Português de 1940", a Nau Portugal foi vendida à Companhia Colonial de Navegação, que em 1942 a transformou num básico e feio batelão costeiro, o qual foi chamado de «Nazaré». Esse batelão seria por sua vez vendido e desmantelado em Xabregas em 1952.
Nazaré...uma barcaça que já foi a Nau Portugal
Imagens:
- Beleza
- Mário Novais

Barco Valboeiro. (Valbom - Gondomar)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Barco Valboeiro também conhecido como o "Saveiro" de Valbom (devido a ser usado na pesca do sável). Como Valbom foi a segunda colónia de pesca mais importante do país, talvez seja essa a razão de darem uma importância tão destacável ao Barco Valboeiro. Não tem a fama do Barco Rabelo, mas tem um lugar de relevo muito importante, pois até uma figura no Museu da Marinha em Lisboa e esteve exposto na XVII Exposição sobre a Europa do Renascimento e os Descobrimentos.
No livro, "A Lancha Poveira" e o "Saveiro de Valbom" do Arquitecto Octávio Lixa Felgueira pode-se ler algo mais em pormenor sobre a beleza e a utilidade deste barco. Também Marcos de Oliveira dá um relevo muito especial aos barcos de pesca, mencionado o Barco nosso conterrâneo.
O Barco Valboeiro tinha não só, utilidade para a pesca como também para transporte de passageiros quer para a cidade quer às freguesias mais próximas situadas na margem esquerda do Douro.

A corveta Afonso de Albuquerque. (1884-1909)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


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A corveta «Afonso de Albuquerque», foi construída em Londres, em 1884 e constituiu o primeiro navio português a dispor de instalação eléctrica para iluminação a bordo. Era uma Corveta mista de propulsão vélica e vapor. Tendo servido no Ultramar, foi em Moçambique que se encontrava quando se deu o Ultimato Britânico a Portugal, em 1890. Após sujeita a grandes fabricos, partiu para o Brasil em 1893 para, tal como a «Mindelo», dar protecção aos súbditos portugueses durante o período de agitação política que ali ocorreu. De regresso à Inglaterra, onde efectuou grandes fabricos, a «Afonso de Albuquerque» voltou para Moçambique, onde permaneceu até 1901. Só em 1909 foi desarmada e abatida ao efectivo sendo vendida em 1911.

A Corveta Estephania.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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Corveta " Estephania"
A Corveta "Estephania" substituiu como navio-escola a Corveta "Sagres". 
Esta bonita embarcação foi desarmada em 1898 e infelizmente naufragou durante a trágica cheia no Douro de 1909.
Cheia no Douro em 1909
Imagens:
- BPI - Editor Arnaldo Soares
- BPI - Editor Alberto Ferreira
- Alvão

Tollan. (Tejo - Lisboa)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Tollan (por vezes também grafado Tolan, por apropriação popular do nome) foi um porta-contentores inglês, que se afundou no Tejo, em frente ao Terreiro do Paço, em Lisboa, a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro sueco Barranduna.
O naufrágio ceifou a vida de 4 dos 16 tripulantes do navio, tendo a intervenção de mergulhadores nas buscas de salvamento nos dias que se seguiriam se revelado infrutífera.
Rodando ainda 180 graus, dois dias após o naufrágio, o Tollan viria a ficar encalhado com o casco vermelho voltado para cima, a alguns metros da margem, passando a ser um perigo para a navegação.
Tollan no Tejo - Imagens de autores desconhecidos

Tollan no Tejo
Tendo havido várias tentativas falhadas para o remover do local, tornou-se uma atracção turística, um verdadeiro monumento local e um símbolo de incompetência, dando origem a alcunhas (tinha o significado de "aquele que ninguém consegue virar" ou "o encalhado") e dando nome a cafés e restaurantes. 
Retirada do "Tollan"
Foi finalmente voltado e levado a 02 de Dezembro de 1983.
Pelo que nos foi informado, existe um Bar chamado "A Casa do Leme" que foi feito a partir de material retirado do Tollan. De certa forma o navio nunca nos deixou totalmente.

Imagens:
- Autores desconhecidos

Jakob Maersk. (Cidade do Porto)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

No dia 29 de Janeiro de 1975, ás 12 horas e 30 minutos, o petroleiro Jakob Maersk, enquanto tentava entrar no Porto de Leixões, embateu numa rocha. Segundos após o embate deu-se uma explosão na casa das máquinas, o petroleiro incendiou-se e partiu-se em três.
Jacob Maersk em chamas. 29 de Janeiro de 1975
Fontes: Autoridade Marítima e www.wunderground.com
As zona central e a popa afundaram-se quase de imediato tendo a proa ficado a flutuar, a qual viria dar à costa dias depois tendo lá ficado durante anos
As explosões rebentaram com todos os tanques e reservatórios do petroleiro, tendo o crude ficado espalhado por uma grande extensão. Uma parte do crude ardeu enquanto que a restante veio dar à costa. Durante alguns dias, as chamas do crude que ardia tinham mais de 100 metros de altura e o céu do Porto ficou escurecido por uma grande nuvem de fumo preto.
7 dos 17 tripulantes tiveram morte imediata, uma vez que se encontravam na casa das máquinas. Alguns dos habitantes de zonas próximas do acidente foram para ao hospital devido ao fumo. De imediato foram feitos vôos de reconhecimento sobre o local do acidente mas as chamas que duraram dias não permitiam qualquer tipo de acção de recolha do crude que estava no mar. A colaboração entre o Ministro das Pescas, Marinha, exército, o armador (The Shell Oil Company) e parte da população local, permitiu que agissem depressa evitando uma situação mais grave. Cerca de 50000 toneladas de crude arderam no mar, cerca de 25000 toneladas ficaram à deriva no mar e cerca de 15000 toneladas deram à praia.
Em baixo, a proa do navio encalhada nas rochas mesmo junto ao forte conhecido por "castelo do queijo"
 Forte S. Francisco Xavier - Jacob Maersk. Clichés de autor desconhecido
A proa do Jacob Maersk. Fotografia de autor desconhecido
A proa do navio tornou-se um ícone deste local, tendo lá permanecido décadas, um verdadeiro  monumento a uma tragédia humana e ambiental. Muitos dos moradores da Invicta recordam por certo estas imagens.
A proa do Jacob Maersk. Fotografia de autor desconhecido

Imagens:
- Autoridade Marítima 
- www.wunderground.com
- Autores desconhecidos
- AMP

Barco Rabelo. (Rio Douro, Porto).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

barco rabelo (rabelo, porque tem um "rabo") é uma embarcação Portuguesa e típica do Rio Douro, tendo-se tornado um ícone do mesmo. Tradicionalmente o rabelo transportava as pipas de Vinho do Porto do Alto Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia e Porto. O barco rabelo não tem quilha e é de fundo chato, com um comprimento variável entre os 19 e 23 metros e 4,5 metros de boca. A sua construção, de tábuas sobrepostas, tábua trincada, é nórdica, em comparação com a do Mediterrâneo.
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Na imagem de cima, observamos um barco rabelo passando sob a Ponte D. Maria Pia, entre Vila Nova de Gaia e Porto, enquanto na imagem de baixo, vemos outro barco rabelo navegando no Douro, junto a praia de Sampaio em Porto Manso, freguesia de Ribadouro, concelho de Baião! A (antiga) ponte de Mosteirô estaria a pouquíssima distancia.
Possuindo uma vela quadrada, o barco rabelo era manejado normalmente por seis ou sete homens. Quanto aos mastros, os primeiros só usavam um, enquanto que os segundos usavam também um mastro à proa. Para governo, utiliza um remo longo à popa "a espadela". Quando era necessário, devido a força das águas, os barcos eram puxados a partir de caminhos de sirga por homens ou por juntas de bois.
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Como tudo neste mundo, o barco rabelo entrou aos poucos em desuso. A conclusão, em 1887, da linha de caminho-de-ferro do Douro e o desenvolvimento das comunicações rodoviárias durante o século XX, assegurou o declínio do tráfego fluvial dos barcos rabelo. Em 1961, no início do programa de aproveitamento hidroeléctrico do Douro nacional, apenas restavam seis barcos rabelos em actividade permanente.
Realidades de outros tempos...
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No BPI de cima, vemos um barco rabelo (meio de transporte crucial na época) na margem do rio Douro em Vila Nova de Gaia. Na outra margem vemos a cidade do Porto estando em primeiro plano o edifício da Alfândega Nova.
Segundo diz o "Remo Informativo" junto a Alfândega Nova do Porto, esta foi construída sobre estacaria no antigo areal de Miragaia, o edifício da nova Alfândega foi projectado em 1860 pelo arquitecto francês C. Colson e inaugurado em 1869.
Durante a execução das obras houve alterações ao nível do projecto base com a criação de um terceiro piso dos corpos laterais da responsabilidade dos engenheiros Alberto e Torquato Alvares Ribeiro. A sua construção impulsionou uma reforma urbanística da zona, nomeadamente com a abertura da Rua Nova da Alfândega.
Barco Rabelo no Douro entre Porto e Gaia. Cliché Alvão
Barco Rabelo e Ponte Luís I - BPI - ED. P.C.
O Barco Rabelo e o Rio Douro -  Cliché da Casa Alvão

Imagens:
- BPI (digitalização) Editor - Arnaldo Soares
- Autor desconhecido
- Casa Alvão