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Fonte da Firmeza. (Porto)

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A Fonte da Firmeza na esquina da Rua da Firmeza com a Rua D. João IV 
 Ed. J. Bahia Júnior, 1909, pág. 39
A Fonte da Firmeza, foi cons­truída em meados do século XIX, com mate­riais provenientes da antiga Fonte da Trindade, demolida em 1853, era abastecida pela água proveniente do manancial da Póvoa de Cima, cuja nascente ficava na tal Póvoa de Cima, sensivelmente ao cimo da Rua de Santos Pousada. 
A Fonte da Firmeza foi erguida na esquina das ruas da Firmeza e de D. João IV, sensivelmente no local onde agora está o edifício da actual Escola de Turismo. Quando se construiu este imóvel, a fonte foi mudada para a Praça das Flores onde ainda hoje se encontra. Grande parte dos portuenses desconhece no entanto a sua origem.
Fonte da Firmeza, já na Praça das Flores - Teófilo Rego em 1961

Fonte Milenária de Águas Santas. (Maia)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

 Fonte Milenária de Águas Santas
Não é (para já) exactamente uma "fonte desaparecida", mas está bem escondida, esquecida e é totalmente desconhecida por muitos dos moradores da própria Freguesia.
A história desta fonte, prende-se à lenda do próprio local e tem pelo menos duas versões, sendo uma delas sustentada por um insigne habitante de Águas Santas, o Dr. Joaquim Moutinho dos Santos, dirigida a António Arroio e que este transcreve no livro "Singularidades da Minha Terra".
Afirmou o Dr. Joaquim Moutinho dos Santos a António Arroio em 1897:

«(...) fonte de abobada oval em toda a sua amplitude, hermeticamente fechada, dando apenas entrada aos aljôfares de puríssima agua que borbulhava do fundo, a qual estava situada no sopé do Mosteiro e, poucos anos antes, havia» sido deslocada do seu leito e transformada em uma cisterna lodosa e despojada de suas aguas perennes, a ponto de seccar em tempos áridos, «destruição sacrilega esta que é o assassinato mais estúpido que encontramos na meditação da nossa historia e não podemos por elle deixar de responsabilisar a memoria do parocho que então presidiu a tal offensa ! »

E diz António Arroio:

E apesar desta outra arremetida, também quasi logo acompanhada dos mais altos elogios ao pároco que três anos depois destruia as arcarias da igreja, o nosso doutor continua :

«Esta fonte, bem como Jesus Christo e S. João, baptisou-se a si com o sangue martyr das filhas de Calcia, e baptisou a freguezia pelo martyrio dos primeiros christãos que ali soffreram. Ás filhas de Calcia e Catilla Severo, regulo bracharense e cônsul nas terras da Maia, datam da era christã 138. E crivei que ali tiveram os romanos o seu templo, e que a sua divindade fora Maia, filha de Fauno, como idolo mais próprio dos romanos, que adoravam como deusa silvan, em lugares menos cultos; confirma d’alguma forma esta idea a existência d’um castello da Maia, perto do templo, cujos vestígios ainda ha quem lembre. E por consequência d’esta divindade passou o nome ás terras e ás famílias, e algumas dignas de memoria, como o célebre lidador Gonçalo Mendes da Maia, do século 9.°. Assim como bem perto desse castello existe um lugar denominado Picoa, que alguma originalidade tem de Pico, pai de Fauno da familia endeusada Maia, que parece não se deixou confundir com Maia, mãi de Mercúrio.

«O nosso fim, que era saber o nome e baptismo da freguezia de Aguas Santas, é o que vai coroar a nossa obra e deixar-nos cônscios de sua realidade.

«Ao pé d’aquella decantada fonte, como a descrevemos, soffreram as três filhas de Calcia, Basilia, Germana e Victoria, o antecipado martyrio que as beatificou, com Wilge Forte, que as capitaneava e instruía na religião do Crucificado, e habitavam em Silva-Escura em um erimiterio, onde se escondiam á perseguição dos idolatras infiéis. Ali aprehendidas pelos idolatras romanos foram martyrisadas junto áquella fonte, soffrendo flagícios e torturas, com que pretendiam fazel-as renegar da sua fé; não lhe poupariam a sede mortificadôra ao pé d’aquella agua refrigerante, augmentada com as suas lagrimas, e de Wilge Forte, que jamais as desacoroçoou da firmesa da sua crença.

«Aquella fonte era como dissemos oval e fechada, só tinha a meia laranja o lugar por onde lançava a agua. Em algum tempo bem remoto a fonte foi arrombada pelo lado d’onde sahia a agua, e consta que dentro se achou a imagem da Santa Virgem, que as Santas lá poderam introduzir, para não ser queimada pelos infiéis. Não sabemos se antes do seu apparecimento ou depois, os povos deram ás aguas d’aquella fonte o nome de Santas, e pegaram a usar d’ella como virtuosa em certas enfermidades ophtalmicas e cutâneas; virtude que foi esquecendo com o tempo. O que é certo é que desde o principio do christianismo tem feito muitas almas christãs, e graças ao zelo do actual parocho da nossa freguezia, o Rev.do António de Ascenção e Oliveira, que assim como tem reedificado e melhorado as condicções do templo, não deixará de decorar o lugar da fonte, fazendo-lhe restituir as Santas lagrimas das virgens, que ali verteram pelos mysterios da sagrada religião do Crucificado.

«Contando já da nossa parte, como holocausto, com a lapide commemorativa ás martyres que ali soffreram, com a seguinte legenda:

As três filhas de Calcia, que Wilge Forte
Na fé christã creou robustecidas.
Aqui, ás mãos dos impios homicidas,
Soffreram pela cruz do martyrio a sorte.

É vão supplicio ao justo! É gloria á morte;
Seu sangue em puras lagrimas vertidas
Orvalhos são do céo, que convertidas
As almas dos pagãos lhe mandam acorte.

Triumpho foi de Wilge em vêr Germana,
Basilia resignada, assim Victoria,
C’roada a sã virtude á mão profana!

Dezoito séculos contam lá na gloria
Das virgens, d’esta fonte o pranto mana
Em Aguas Santas correm por memoria !»

Termina António Arroio:

O bom do dr. Moutinho não conseguiu ver satisfeito o seu poético desejo. Os padres não fizeram caso, nem da fonte, nem do seu clássico cantor. Desprezaram-n’os. Pois, a meu ver, não valiam mais do que ele. E por isso aqui os deixo aos três, reunidos em póstumo, saudoso e jovial convívio.
No site da Junta de Freguesia de Águas Santas, podemos ler uma segunda versão, talvez mais popular e menos exacta:
Conta a lenda que em tempos remotos, mais propriamente cerca do século II depois de Cristo, existiu um convento na freguesia de Silva Escura do concelho da Maia. Nesse convento era venerada a Virgem Santa Maria, cuja imagem encimava o altar principal da capela do convento.
Certo dia, soube-se no convento que os romanos estavam prestes a atingir o Rio Ave na sua missão de destruir tudo que se relacionasse com os prosseguidores de Cristo na terra.
A madre-superiora do convento, de nome “Sophia”, receando que os romanos maculassem a imagem da Virgem, foi, pela calada da noite, acompanhada pelas noviças, Krissana e Mafalda, esconder a imagem a alguns quilómetros do local.
Depositaram-na embrulhada nuns panos no meio dum silvado, junto a uma fonte.
Regressaram ao convento. Três dias depois, o convento era invadido pelos romanos que chacinaram todas as freiras.
Tempos depois, uma mulher que fora buscar água à citada fonte, reparou que no meio do silvado estava qualquer coisa estranha. Tomou o embrulho, retirou os panos e deparou com uma linda imagem de Nossa Senhora chorando.
Aquela mulher correu a dar a notícia. Uma multidão veio ver e logo apelidaram a fonte de “FONTE DAS ÁGUAS SANTAS”.
Mais tarde, foi construída naquele local uma igreja que se passou a chamar a Igreja das Águas Santas.

Bibliografia e fontes:
- C.M.M
- J.F.A.S.
- https://issuu.com/aderitogomes2/docs/singularidades_da_minha_terra_de_an

Imagens:
-Alexandre Silva

Fonte do Mercado Ferreira Borges. (Porto)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fonte do Mercado de Ferreira Borges em 1908. Editor - Le Temps Perdu
   
Esta belíssima fonte, que se localizava no amplo espaço, existente sob a escadaria frontal do Mercado Ferreira Borges, foi substituída em 1932 por um Posto Eléctrico da C.M.P. que ainda lá se encontra.
A fonte recebia água dos mananciais de Paranhos e Salgueiros (que forneciam água à maior parte das muitas fontes que existiam na cidade) e possuía um espaçoso tanque com duas bicas, integradas em dois cangirões que as figuras femininas seguravam.
Segundo Gemano Silva, o elemento decorativo desta fonte (as duas senhoras com os cântaros) está actualmente nos jardins do Palácio de Cristal. Facto que é facilmente comprovável.
Mercado Ferreira Borges in Arquivo Municipal

Chafariz do Passeio Alegre / Chafariz do Convento de S. Francisco. (Porto)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O chafariz do Passeio Alegre (como é conhecido actualmente) não desapareceu, mas muitos portuenses desconhecem que esta obra de arte, com autoria atribuída a Nicolau Nasoni, se encontra bastante distante do local para o qual foi originalmente projectada.
Chafariz do Passeio Alegre - BPI
O chafariz é um belíssimo monumento em granito, constituído por uma coluna central decorada com motivos vegetalistas e zoomórficos. 
A ladear a coluna existe uma taça com quatro carrancas que jorram água para uma taça inferior em forma de trevo, e que delimita o chafariz.
Chafariz do Convento de S. Francisco. Actualmente está no Passeio Alegre, Foz
Cliché de Guilherme B. Barreiros - 1941
Pode-se ler em diversos sítios, inclusive na Wikipédia, que o local de origem deste chafariz seria a Quinta da Prelada, mas não nos parece que isso seja verdade.
Vista geral da igreja de São Francisco, no Porto, voltada para a rua do Infante D. Henrique
Imagem não datada (1900?) com autoria de Emílio Biel
Este chafariz estava no claustro do antigo Convento de S. Francisco e foi deslocado para o jardim do Passeio Alegre depois daquele edifício ter sido reduzido a escombros, durante a fase final do cerco da cidade (Agosto de 1833), e no seu lugar ter-se erguido o actual Palácio da Bolsa. 
O chafariz foi transferido para o jardim do Passeio Alegre a 3 de Julho de 1869, pela Comissão Administrativa do Salva-vidas, por forma a combater a falta de água durante o estio e satisfazer o aumento populacional desta freguesia piscatória.
Citamos Germano Silva in "Fontes e Chafarizes do Porto" pág.146 e 147:
"...o chafariz que está no Passeio Alegre pertenceu ao extinto mosteiro de S. Francisco que existiu onde está agora o Palácio da Bolsa".

Citando ainda o Dr. Hélder Pacheco in "Porto" da Editorial Presença, pág.198 e 199 :
"No Jardim do Passeio Alegre, admiramos o mais harmonioso e monumental chafariz portuense. É nítida a sua configuração de elemento arquitectónico monástico. De facto pertenceu à cerca do extinto convento de S. Francisco, nos terrenos do qual foi construído o Palácio da Bolsa".
Igrejas do Convento de S. Francisco e dos Terceiros Franciscanos em 1900  
Cliché da Phot.ª Guedes

Fontanário da Praça de Santa Teresa. (Porto)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

aqui falamos da Praça do Pão (local onde se realizava a Feira do Pão), mais tarde Praça de Santa Teresa e actualmente Praça Guilherme Gomes Fernandes.
Neste sitio existiu originalmente uma fonte que possuía três carrancas, provenientes da Fonte da Natividade, na desaparecida Praça de D. Pedro. Essa fonte primitiva, seria substituída por um fontanário, idêntico ao da Praça de Carlos Alberto, em 1905. 
Fontanário da Praça Santa Teresa em 1908
Em 1915 o fontanário foi destruído para dar lugar ao monumento (Busto) a Guilherme Gomes Fernandes, que todos podem actualmente, observar no local.

Bebedouro ou Marco Fontanário da Praça de Carlos Alberto. (Porto)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Praça de Carlos Alberto (BPI). O fontanário em primeiro plano
Localizava-se na Praça de Carlos Alberto, no Porto, conforme podemos observar nas imagens. É um marco fontanário (ou fontenário), com duas conchas onde cai a água que saia de uma torneira. É feito em ferro fundido, sendo um dos mais bonitos exemplares da FUNDIÇÃO DO BOM SUCESSO
Tem duas taças, uma superior para os cavalos beberem e outra inferior para os cães e gatos. No alçado oposto, existe uma torneira para as pessoas poderem beber.
Devido à sua dupla função de fornecer água e iluminação, encontra-se no seu topo um magnifico lampião que remata e embeleza o marco. Foi doado por Júlio D`Andrade.
Praça de Carlos Alberto. O fontanário em destaque. Cliché Alvão
 Praça de Carlos Alberto (BPI)  sendo visível o fontanário
Praça de Carlos Alberto. Edição dos Grandes Armazéns Hermínios.
Porto - Praça Carlos Alberto - BPI - Estrela Vermelha n. 12
"Não nos cancemos de 
fazer o bem.
O homem é o rei dos 
animaes mas não de-
ve ser o seu tyranno
SOCIEDADE 
PROTECTORA DOS ANIMAES
FUNDADA NO PORTO EM 1878
Doado a sociedade por 
JULIO D`ANDRADE"
Como já em cima referimos, encontrava-se instalado na Praça de Carlos Alberto por influência da Sociedade Protectora dos Animais, conforme se verifica pela tabuleta colocada no seu corpo principal. 
Actualmente, encontra-se recolhido nos jardins do SMAS, na rua Barão de Nova Sintra, no Porto.
Fontanário/bebedouro

Fontes:
- SMAS
Imagens:
- BPI (digitalização)
- BPI - Edição dos Armazéns Hermínios
- Alvão
- BPI - Estrela Vermelha n. 12
- Alexandre Silva

Fonte do Mercado do Anjo. (Porto)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Fonte do Mercado do Anjo. Inaugurada em 1845
Já falamos anteriormente do Chafariz do Mercado do Anjo, que se situava no interior do mesmo. 
Ao contrário do chafariz, a Fonte do Mercado do Anjo, ficava localizada entre uma escadaria dupla de alvenaria, virada para a Rua das Carmelitas. Possuía um tanque, para o qual brotava uma fonte, sendo deste modo, parecida com diversas outras fontes, que nesta época existiam na cidade.

Imagem:
- AMP

Chafariz do Mercado do Anjo. (Porto)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Em 2009 elaboramos aqui, uma publicação sobre o extinto Mercado do Anjo do Porto. Nesta publicação, abordaremos um item em particular, que integrava o mercado.
Chafariz do Mercado do Anjo, 1908
O Mercado do Anjo, tinha no seu interior um chafariz de serventia dos ocupantes que foi mudando de lugar. O chafariz original era muito simples e data da época da abertura do mercado, por volta de 1839. 
O chafariz era um ponto de encontro de muitas pessoas, principalmente mulheres e crianças a ele se dirigiam com os seus cântaros canecos e regadores para se abastecerem da água que poderia ser usada pelas vendedeiras, para que os produtos que vendiam se mantivessem frescos.
O chafariz tinha um gradeamento que circundava o tanque, exercendo protecção contra todas as porcarias que, segundo os jornais da época, era frequente as pessoas tentarem lançar lá para dentro. O chafariz seria destruído, do mesmo apenas restando algumas fotografias.

Chafariz do Laranjal. (Porto)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Chafariz do Laranjal
O Chafariz do Laranjal não desapareceu, mas, tal como outras fontes, foi deslocado mais que uma vez. Esteve originalmente no Largo de S. Domingos. Seria alterado e colocado no Laranjal em Fevereiro de 1854 e passou a receber água do manancial de Camões. 
Foi desmontado em 1916 quando da abertura da Avenida dos Aliados. Em 1943 foi reconstruído nos jardins dos SMAS. Posteriormente seria colocado no Largo da Trindade em frente da Igreja.

Citando:
“No alto do Laranjal, quase à entrada da demolida Viela do Cirne, houve outrora uma fonte conhecida pelo burlesco chamadoiro de Fonte do Olho do C…, cujo acesso, por ficar em nível inferior da rua era feito por alguns degraus de pedra. No fundo, via-se a bica a deitar água para uma pequena pia e dela se abasteciam os moradores de vizinhança. Em meados do Séc. XIX, contudo, desta fonte já não se lobrigavam vestígios". 
 Largo do Laranjal e Cancela Velha
Imagens: 
- Les Temps Perdu
- AMP

Fonte do Largo do Padrão. (Porto)

Fonte do Largo do Padrão
A Fonte do Largo do Padrão localizava-se originalmente na esquina das Ruas de Santo Ildefonso e Coelho Neto, no local denominado justamente por Largo do Padrão.
Não desapareceu, embora tenha sido remodelada, tendo-lhe sido acrescentados uma concha e um peixe.
Foi no entanto deslocada para o seu local actual, na confluência das Rua dos Mártires da Liberdade e General Silveira. 

 Imagem:
- Les Temps Perdu

Fonte do Bom Sucesso. (Porto)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Fonte do Bom Sucesso em finais dos anos 50 do séc. XX
Já aqui abordamos em tempos, a Casa e Capela da Quinta do Bom Sucesso erguidas em 1748, por António de Almeida Saraiva, um abastado mercador do Largo de S. Domingos, para lhe servir como casa de férias, afastada da cidade.
Abordemos agora o pormenor da fonte de alvenaria de granito que integrava na altura o conjunto.
António de Almeida Saraiva mandou edificar o conjunto perto da ermida de N. Sra. do Bom Sucesso, já lá existente, que mandou entretanto mandou restaurar. 
FONTE DO BOM SUCESSO - PORMENOR
A casa estava inserida numa enorme quinta que ia de Agro Monte, pela viela do Friage (actual Rua Arquitecto Marques da Silva e que foi da Friagem) até ao Campo Alegre. Ao lado da ermida, construiu uma fonte onde numa lápide poderia ler:
“Foi mandada construir no ano de 1748, por António de Almeida Saraiva, Senhor da Quinta do mesmo nome, cuja água se prontificava a fornecer quando e na quantidade que muito bem lhe parecesse. É toda de pedra trabalhada e, em plano alto, ostenta uma pequena imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso resguardada num nicho com grade de ferro e, sob este, um golfinho a lançar água para uma taça conchada de granito.”
 Pormenor da fonte, com as habituais aguadeiras e um transeunte  
Quinta do Bom Sucesso (Casa, Capela e Fonte) Frederick William Flower, 1849-1859.
A Fonte do Bom Sucesso ainda existe. Pelo que nos foi dado a conhecer, encontra-se actualmente numa quinta que pertenceu à família Rocha Ferreira, na freguesia de Martim em Barcelos, local onde foi recolhida junto com mais algum património escultórico que a Quinta do Bom Sucesso possuía.  

Imagens:
- AMP
Frederick William Flower

Fonte na esquina das Ruas do Bonjardim e Sá da Bandeira. (Porto)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Clique na imagem para a ampliar
Rua Sá da Bandeira começou a ser aberta em 1836, através de terrenos que pertenciam à abandonada cerca dos padres Congregados, que fugiram do Porto, abandonando o convento, quando D. Pedro entrou na cidade à frente do Exército Libertador.
A intenção do município, ao rasgar esta nova artéria, foi a de estabelecer uma ligação rápida e directa entre a então Praça de D. Pedro e a Rua do Bonjardim. As obras começaram em 1836 mas só sete anos depois (1843) se começaram a construir casas e as primeiras que se levantaram foram as que ficaram com as traseiras voltadas para a Viela dos Congregados.
Em 1848 no cunhal do prédio que fazia esquina da nova artéria com a antiga parte do Bonjardim, ou seja, na esquina do prédio que viria, posteriormente, a dar lugar a outro onde esteve o Banco Pinto de Magalhães, construiu-se uma fonte pública, com duas bicas que era alimentada pelo manancial de Camões. Por volta de 1875 a Câmara deliberou arrasar as Vielas da Neta (já aqui abordada anteriormente) e fazer o prolongamento da Rua de Sá da Bandeira para o Norte.
Sobre esta Fonte foi publicado no  "O Tripeiro" de Abril de 1948:
«...Existiu, no ângulo direito das ruas do Bonjardim e Sá da Bandeira uma fonte, que foi demolida, tendo-se construído no local uma marquise envidraçada, que ainda lá está.»
A Fonte em 1909

Chafariz da rua de Xabregas. (Cidade de Lisboa)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Na rua de Xabregas, em Lisboa, mais exactamente no largo de Xabregas, existiu um Chafariz e Lavadouro Público encostado ao muro de suporte à linha-férrea. Nesse chafariz abasteciam-se as pessoas necessitadas de água potável.
Nessa época à direita do chafariz, existia ainda o rectangular e alpendrado lavadouro, que se animava de mulheres, irrequietas e tagarelas. Cenário pitoresco das lavadeiras do tanque de Xabregas.
Depois do Chafariz e antes do  Lavadouro Público existiu um tanque de dimensões reduzidas, onde os animais de grande porte (gado), iam beber água, embora esse tanque fosse utilizado também para passar a roupa já lavada.
 Chafariz e tanque. In AML
Um pormenor curioso;  Existe mesmo na parte superior do pequeno tanque um baixo-relevo, que lembra um brasão, simbolizando uma caravela, esculpido em pedra de feição seiscentista, assinalando o provável sítio onde existiu em tempos a Fonte Samaritana.
Actualmente já nada resta no local do Chafariz e do seu Lavadouro.

Fonte parcial: AFML

O Tanque da Oliveira. (Cidade de Guimarães)

sábado, 20 de agosto de 2011

Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e padrão do Salado 
Cliché da Phot.ª Guedes in AMP
A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira ou Igreja da Colegiada de Guimarães é uma igreja no Centro Histórico de Guimarães e um dos mais significativos exemplares de arquitectura gótica no norte do país. O padrão do Salado é um monumento construído no século XIV pelo rei Afonso IV para comemorar a vitória na Batalha de Salado, em 1340. 
O tanque-chafariz quinhentista da Oliveira encontrava-se encostado à torre da Colegiada. 
A água que dele jorrava, provinha do manancial da Penha era conduzida através do Cano da Vila. Foi instalado no século XVI e desmantelado em 1904, aquando da montagem do sistema de abastecimento público de água ao domicílio. Havia já tempos que alguma vozes defendiam a sua remoção, pelos danos que a humidade da mesma causava aos túmulos dos Pinheiros, que ocupam no interior da torre.
(Clique nas imagens para as ampliar)
Tanque da Oliveira. Calótipo de Frederick William Flower
O tanque da Oliveira, (imagem de cima e de baixo) entre o final do século XIX e o início do séc. XX. Se observarmos o muro frontal do tanque, constatamos que desapareceu a reentrância central visível na fotografia de cima. Tal deve-se ao facto de, na década de 1870, a oliveira da praça ter sido  derrubada e o seu tronco replantado no interior do tanque.
Cliché de autor não identificado
Em baixo: A praça da Oliveira, depois de 1904. Reparem nas marcas que ficaram na parede da torre, depois da remoção do tanque.
Finalmente, nesta última imagem, temos a praça da Oliveira, depois de 1904. Depois da remoção do tanque, foi instalado um bebedouro no mesmo local.

Fontes:
- Elementos (texto informativo) recebidos por mail
- Câmara Municipal de Guimarães (CMG)
Imagens:
 - Phot.ª Guedes
- AMP
- Frederick William Flower
- CMG
- Autores desconhecidos

Fonte da Feira dos Carneiros. (Cidade do Porto)

sábado, 13 de agosto de 2011


Sabe-se poucos pormenores sobre o seu historial. Situava-se encostada a Travessa das Liceiras e relativamente próximo a Rua de Camões. Era alimentada pelo chamado Manancial de Camões. Era uma fonte sólida em granito, assente em laje da mesma pedra que servia para posar as vasilhas onde antigamente as pessoas transportavam a água.

Fonte do Ribeirinho ou dos Ablativos. (Cidade do Porto)

Clique nas imagens para as ampliar
A Fonte do Ribeirinho ou dos Ablativos no seu lugar original (imagem de baixo)
As pedras numeradas (imagem de baixo) denunciam a desmontagem da fonte
Esta fonte, esteve antigamente instalada na Rua de Cedofeita do lado Este, entre os nº 672 e 674.  Na opinião de Américo Costa, in «Dicionário Coreográfico de Portugal Continental e Insular» o nome de Fonte do Ribeirinho ou dos Ablativos, deve-se a dois factos. A primeira razão seria porque perto de onde estava colocada, ao lado norte passava um ribeiro que se formava de várias nascentes que se localizavam no Monte Cativo e na Lapa. Segundo Horacio Marcal, esse ribeiro tinha o seguinte percurso: Passava em Salgueiros, atravessava a Quinta Do Melo ou Águas-Férreas (Dos Viscondes de Veiroa), a rua de Cedofeita e a Ponte de Vilar, desaguando no Douro, na Praia de Massarelos.
Em segundo lugar, também foi designada por Fonte dos Ablativos, devido a inscrição nela existente ser composta por vinte e quatro Ablativos. São vários os autores que transcrevem essa inscrição, assim como o seu significado. No entanto a que se transcreve é da autoria de Horacio Marcal. - O antigo sitio do Laranjal - in - O Tripeiro, Marco de 1966, VI serie, ano VI- no qual afirma que a inscrição lhe parece ter algumas palavras que não são latinas e, em sua opinião, não é fácil de traduzir. Contudo, dá-nos a tradução da dita inscrição que e a seguinte: - Com aprazimento muitos e desagrado de outros, foram reunidas as aguas que corriam sujas e desaproveitadas, pelas lajes da rua, e pelas margens do ribeiro, formando charcos imundos, e dificultando a passagem de transeuntes. Assim as águas conduzidas para esta fonte, tornavam o sitio, até então incómodo e sujo, em belo e comodissimo ; e as águas agora limpissimas, desalteraram os suburbanos sequiosos. Foi feita esta obra no reinado da piedosa, feliz e augusta Rainha D. Maria I, por diligências de José Ribeiro Vidal da Gama, dos Conselhos de sua Real Majestade, Chanceler Portuense, servindo de Presidente do Tribunal de Justiça, no ano de 1790.

A Fonte do Ribeirinho ou dos Ablativos, já nos jardins dos SMAS

Fonte parcial:
- SMAS
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Frederick William Flower 
- Alexandre Silva

O Tanque do Bolhão. (Cidade do Porto)


O extinto "tanque do Bolhão", no mercado com o mesmo nome
Bolhão significa "bolha grande", e tem o seu nome origem no local do próprio mercado, edificado sobre uma nascente de água (bolhão) que ali existia. Há dois séculos, onde hoje é o coração da baixa do Porto, ali havia um grande lameiro, parte integrante de uma quinta, propriedade dos condes de S. Martinho, onde serpenteavam ribeiros e algumas serventias, vielas e ruelas já desaparecidas (Travessa das Almas -esta ainda existe-, do Grande Hotel, de S. Marcos e de S. Marçal), de que só restam parcos vestígios. Foi só em 1837 que a Câmara do Porto mandou ali construir um mercado, mas só em 1851 se começaram a edificar as respectivas barracas.
A actual Rua do Bolhão não é nenhuma das ruas que circundam o famoso mercado (existiu realmente um troço da rua Fernandes Tomás, entre a Rua do Bonjardim e a de Santa Catarina, com o nome de Rua Nova de S. Marçal, depois Rua Santo António do Bolhão, e finalmente só Rua do Bolhão, mas este nome não vingou), mas fica a noroeste do mesmo, a cerca de cinco minutos a pé, e liga a Rua Fernandes Tomás à Rua Guedes de Azevedo, tendo como imediatas paralelas a Rua Sá da Bandeira, a oriente, e a Rua do Bonjardim, a ocidente. Esta rua aparece já com o nome de Rua de São José do Bolhão num documento da Misericórdia de 1763, e pensa-se que deve o seu nome a uma bica que ali existia, chamada exactamente de Fonte do Bolhão ou Tanque do Bolhão.
O desaparecido "tanque do Bolhão" 
 

Fontes:
- BMP
- CMP
Imagens: 
BPI - Editor Alberto Ferreira

Arca de Água de Mijavelhas e Lugar de Mijavelhas. (Cidade do Porto)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011



Até Março de 1882, data em que foi firmado o contrato para abastecimento de água ao domicilio entre a Câmara do Porto e a Companhia (Compagnie Général dês Eaux pour l’Etranger), os cidadãos do Porto que não possuíssem poços privados, tinham que se abastecer nas fontes e chafarizes que existiam pela cidade.

Estas fontes e chafarizes eram abastecidos por vários cursos de água. Entre estes estava o manancial ou aqueduto do Campo Grande. Este, é hoje o actual Campo 24 de Agosto. Este local teve várias denominações ao longo da história. Na Idade Média, denominava-se Campo de Mijavelhas; depois passou a chamar-se Poço das Patas devido às características alagadiças do terreno que originava a formação de grandes poças que as “patas” frequentavam . Em 1833, denominava-se Campo da Feira do Gado porque ali se realizava um mercado de gado bovino; volvidos seis anos ficou Campo Grande. Em 1 de Agosto de 1860 por decisão camarária, foi designado Campo 24 de Agosto.

Uma das fontes que beneficiava da água deste aqueduto era a “Fonte de Mijavelhas”. Esta fonte ficava situada onde se encontra hoje a estação do metro do Campo 24 de Agosto. Quem já usou a referida estação deve ter reparado com toda a certeza no achado arqueológico que foi encontrado no local e que retrata aquela que foi a “Arca de Água de Mijavelhas” antigo chafariz, reservatório. A sua reconstrução aviva a memória de todos os portuenses e relembra a sua história.

Fontes abastecidas pela água do Campo Grande. (Cidade do Porto)

O contrato para o abastecimento de água ao domicílio, feito entre a Câmara do Porto e a Companhia (Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger) é de 22 de Março de 1882.
Isto quer dizer que, até àquele ano, os cidadãos do Porto que não tivessem poços privados, se abasteciam nas fontes e nos chafarizes que havia espalhados por toda a cidade.
Por sua vez, as fontes e chafarizes eram abastecidos por água proveniente de vários mananciais. Os mais célebres eram o de Paranhos ou Arca d'Água, por ter nesta última localidade as nascentes, que eram três; o de Camões e o da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal); e outros, entre os quais estava o manancial ou aqueduto do Campo Grande, de que se não tem falado muito, embora abastecesse um significativo número de fontes e chafarizes.
O Campo Grande é o actual Campo de 24 de Agosto. Este concorrido local do Porto teve várias denominações ao longo dos tempos. Tinha, na Idade Média, a pitoresca denominação de Campo de Mijavelhas; depois deram-lhe o nome de Poço das Patas, o que até se compreende se tivermos em conta as características alagadiças do terreno onde se formavam enormes poças que aquelas aves frequentavam com assiduidade; por 1833, era o Campo da Feira do Gado, porque nesse espaço se realizava um importante mercado de gado bovino; seis anos depois, já era só o Campo Grande; e a actual designação foi-lhe dada por deliberação camarária de 1 de Agosto de 1860.
Como atrás ficou dito, o Manancial do Campo Grande tem sido, em comparação com os demais, o que menos atenção tem despertado a quem se tem debruçado sobre a história do abastecimento de água à cidade do Porto. Daí que escasseiem alguns dados históricos, nomeadamente, o da data da sua construção. Sabe-se, no entanto, que é anterior ao ano de 1849, pois existe um documento que fala de "uma biqueira" (telha por onde corre a água) que lançava no Manancial do Campo Grande água que vinha de uma mina do Visconde de Castelões.
O abastecimento deste manancial era feito por nascentes "nativas" ou seja, que ficavam por ali muito perto; e ainda pela água de uma mina pertencente a José de Melo Peixoto, da Póvoa de Baixo (na confluência da Rua de Santos Pousada com o Campo de 24 de Agosto); e de uma outra mina de que era proprietário Florido Rodrigues Pereira Ferraz, situada na "Estrada do senhor do Bonfim", a Rua do Bonfim dos nossos dias. Em data que não é possível confirmar, a Misericórdia do Porto comprou a Manuel Correia Espadeiro e mulher, moradores no Poço das Patas, "huma poça d'Agua, no Monte de Mijavelhas, junto aonde antigamente estivera a forca" para ser introduzida no manancial e daí seguir para o recolhimento das Órfãs (Nossa Senhora da Esperança).
Vejamos agora quais eram as fontes e os chafarizes que beneficiavam da água deste manancial. Em primeiro lugar, naturalmente, a "Fonte de Mijavelhas" , aquela que foi encontrada aquando da construção da estação do Metro e cujas pedras a administração daquela empresa em boa hora resolveu conservar, dentro da própria estação, como memória histórica do sítio. As "vertentes" (águas que sobravam) iam abastecer "os magníficos lavadouros públicos" que ali havia e, após isso, continuavam a céu aberto e a sua força era aproveitada para mover os moinhos das Fontainhas.
A água do Campo Grande abastecia mais as seguintes fontes públicas uma na Rua das Fontainhas, que ficava mesmo à entrada desta artéria; o chafariz da Praça da Batalha, obra monumental "que evocava os melhoramentos feitos nesta praça nos tempos passados"; seguia depois "o encanamento" pela "Rua da Senhora do Terço" e pela Rua Chã, até ao chafariz do Anjo (S. Miguel), construído por iniciativa do Cabido, no antigo Largo da Sé, acima do sítio onde estava a Porta de Vandoma e onde ainda está; o célebre chafariz da Rua Chã, que ficava entre a rua deste nome e a Rua do Cativo, em frente à casa conhecida pelo Paço da Marquesa, por nela ter vivido a última Marquesa de Abrantes; a Fonte do Largo de S. Sebastião, uma das mais antigas que havia na cidade, actualmente no Largo do Dr. Pedro Vitorino.
A água do Manancial do Campo Grande seguia, também, devidamente encanada, por baixo da Rua da Murta (Rua do Morgado de Mateus) e saia em S. Lázaro, "defronte onde estava a Igreja Velha dos religiosos Antoninos" (edifício da Biblioteca Pública Municipal) para onde seguia um anel de água. Um anel equivalia a oito penas e cada pena correspondia a um fornecimento diário de 1.272 litros. Era com um anel de água, por exemplo, que o aqueduto abastecia a Fonte de S. Lázaro.

Fontanário da Praça D. João I. (Cidade do Porto)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

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Antigo fontanário existente na Praça D. João I, no Porto, numa imagem (em cima) de 1960/70. 
Foi eliminado quando das obras de requalificação da baixa da Invicta, no Porto 2001, capital da cultura. Podemos observa-lo actualmente, na Praça Marquês de Pombal, no local onde existiu um "repuxo" de água.
Construção da Fonte na Praça D. João I
 A fonte, vendo-se o Teatro Rivoli
  Esta fonte encontra-se actualmente na Praça Marquês de Pombal
Imagens:
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