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A Fonte de S. Domingos. (Cidade do Porto)

sábado, 22 de janeiro de 2011

No Largo frente ao antigo Convento de S. Domingos (1238-1832) existiu desde meados do Séc. XVI um Chafariz, que em 1845 foi transferido para o Largo do Laranjal e que actualmente se encontra em frente da Igreja da Trindade, no espaço existente entre esta Igreja e a C. M. do Porto. Falamos desse Chafariz, numa publicação específica sobre o mesmo.
Largo do Laranjal e Cancela Velha - Chafariz
Na altura da transladação do dito chafariz, por motivo de arranjo urbanístico do largo e maior fluência viária, mandou a vereação portuense erguer em local próximo, uma fonte, conforme projecto aprovado em sessão da Câmara de 30 de Julho de 1845.
Esta fonte foi incrustada num prédio que foi igualmente construído na mesma altura pelo seu proprietário, o conselheiro Domingos Faria. Anos mais tarde foi o prédio vendido a Manuel Francisco Araújo que em 1829 fundara a Papelaria Araújo & Sobrinho, ainda hoje ali existente.
Nas duas fotografias, vemos o edifício da Papelaria Araújo & Sobrinho, mas em épocas distintas. Na fachada frontal deste edifício existiu uma fonte, destinada a substituir o chafariz entretanto demolido. Essa fonte, construída entre 1846/50, foi também demolida em 1922, passando (supostamente) para o Jardim de S. Lázaro.
 Cliché de autor desconhecido
A Fonte, (segundo alguns) encontra-se actualmente no Jardim de S. Lázaro, perto da Biblioteca (foto abaixo). Na opinião de outros tal não é verdade, pois esta fonte de S. Lázaro seria a da Sacristia do antigo Convento de S. Domingos e encontra-se naquele Jardim desde a sua abertura, em 1834. 
Segundo esta segunda versão  o prédio (onde funcionou a papelaria) ficou a pertencer a Manuel Francisco de Araújo (que fundou em 1829, a Papelaria Araújo & Sobrinho). Esta sociedade comercial, para alargar uma das montras, teria retirado a fonte, colocando-a no interior do edifício... Será a fonte que lá está com a imagem de Santa Catarina?
Fonte no Jardim de S. Lázaro - Cliché de autor desconhecido
 
Imagens: 
- Autores não identificados
- Remetidas por leitores

Fonte dos Leões. (Cidade do Porto)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fonte monumental
Em baixo, a fonte ainda com o gradeamento - Arquivo Fotográfico dos SMAS

Em frente à Reitoria da Universidade do Porto, na Praça Gomes Teixeira ou Praça dos Leões, como é mais conhecida, encontra-se uma das fontes mais emblemáticas da cidade designada por Fonte dos Leões. Na realidade as figuras representam grifos e não leões. Esta fonte data de 1887, altura em que terá substituído um chafariz aí existente, no entanto poucos são os que conheceram a fonte com o gradeamento que inicialmente a circundava. Deixamos aqui essa imagem do passado.

Fonte de N. S. das Virtudes. (Cidade do Porto)

domingo, 11 de julho de 2010

Fonte N. S. das Virtudes
Deu o nome a alameda actualmente conhecida por Passeio das Virtudes. Neste local faziam os judeus os seus enterros, denominando-se por isso o monte por "Jazigo dos Judeus". Com expulsão dos judeus no século XVI o local foi arranjado e transformado em passeio público.
Esta fonte de facto ainda existe e resiste, no mesmo local. A sua História no entanto torna-a merecedora de uma publicação.
A Fonte das Virtudes, também chamada localmente por Chafariz da Virtudes, foi mandada construir pela Câmara Municipal do Porto em 1619, para aproveitamento das águas de várias minas da cidade. Foi edificada segundo desenho de Pantaleão de Seabra e Sousa, Fidalgo da Casa Real e Regedor da cidade. É composta por um alto frontão encimado pelas armas reais. Ao centro um nicho, agora vazio, albergava a imagem de Nossa Senhora que, juntamente com os castelos, representa as armas da cidade.
O estado desta antiga fonte já era precário no início do séc. XX, como podemos constatar num texto de Firmino Pereira,  que refere a situação da mesma por volta do ano de 1912...
(…)A magnifica fonte, para a qual se desce pela rampa pedregosa que principia à entrada da Cordoaria Velha, está completamente abandonada. Quem quer encher o seu cântaro vae á fonte das Taipas. As Virtudes, que viram passar as mais lindas mulheres do século XVII e XVIII, que foram o ponto de reunião dos peraltas e faceiras do velho burgo episcopal, que serviram de recreio a fidalgos, desembargadores e fra­des, é hoje o que era antes de ser convertido em jazigo dos judeus — um local abandonado onde se acoitam va­dios e gatunos... Da fonte monumental, adornada de pirâmides, com as suas carrancas gigantescas, lavradas em pedra, fabrica magnifica que Archimedes y Vitruvio y Eadides paeden inbidiar para sus ingenios, como diz Novaes (op. cit., pag. 40), pouco ou nada existe. Restam os tanques, onde o mulherio do bairro vae lavar os seus trapos e catar os filhos, em dias de sol...”
Fonte das Virtudes. 
Cliché de Emílio Biel para cartão estereoscópico, c. 1898
Fonte das Virtudes nos anos 50

Imagens:
- AMP
- Emílio Biel
- Teófilo Rego

A Fonte do Mocho. (Cidade de Espinho)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Situava-se ao norte de Espinho, perto do local onde hoje se ergue o Pavilhão da Associação Académica de Espinho e foi sacrificada à urbanização, pela necessidade de se continuar a Rua 20 e abrir perspectivas para o norte.
Consta-se que tinha uma água muito pura, que servia para o chá e preparar bebidas mais requintadas.
Afirmava-se ser uma zona de passeio muito agradável e dizia-se que, quem uma vez bebesse a água da Fonte do Mocho, nunca mais saía de Espinho.
Tinha largas tradições entre os naturais de Espinho e os seus veraneantes, não só pela frescura da sua água como pelo interesse do local.
Ao lado da Fonte do Mocho existia um grande tanque, onde muita gente ia lavar a roupa, que as lavadeiras anunciavam como mais bem lavada, se o fosse pela água do Mocho.


Clique nas imagens para as ampliar


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1.ª Fonte da Arrábida. (Cidade do Porto)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Como o nome indica foi a primeira fonte pública do Monte da Arrabida. Situava-se abaixo do Lugar do Bicalho, quase na confluencia do ponto em que se divide a freguesia de Lordelo do Ouro e de Nossa senhora da Boa Viagem de Massarelos, junto portanto da estrada marginal do Rio Douro, nas fraldas do referido Monte. Encontrava-se primitivamente entre dois barracões próprios para oficinas de serralheiro e ferreiro. Explorando-se a pedreira daquele monte, no sitio proximo as dezoito bracas, afim da Companhia Geral dos Vinhos do Alto Douro prosseguir com as obras da barra do ouro, que por lei estavam a seu cargo, rebentou espontaneamente da rocha viva, uma porção de agua purissima e fresca, a qual por ordem da citada Companhia foi desde logo aproveitada para se construir uma fonte publica.assim apareceu a primeira Fonte da Arrabida. O seu frontespicio, de arquitectura simples, tinha uma bica de ferro chumbada, onde a água chegava através de uma caldeira de pedra a qual caia dentro de um pequeno tanque, aos ladosdo qual estavam dois assentos de pedra., cuja finalidade seria o descanso dos viandantes que por ali passavam. Aponta-se para o ano de 1863 o ano da sua construção e tendo sido removida para os Jardins do SMAS em 1948 ano em que foi reconstruida.

Fonte: SMAS

Chafariz do Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria. (Cidade do Porto)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Não se sabe bem a data exacta em que este chafariz foi colocado nos Jardins dos SMAS. 
Como é evidente foi após a infeliz destruição do Mosteiro (para ser substituído pela actual Estação de S. Bento), como já aqui referimos anteriormente. 
Hélder Pacheco (in -Porto -, Lisboa 1984, paginas 172) ao referir-se a este chafariz afirma que: "...a única característica e a de possuir bicas em três níveis sobrepostos, despejando a água para duas taças e um tanque inferior". Realmente a sobriedade deste chafariz é tão grande quanto a sua beleza, a qual é mais realçada pelas plantas aquáticas que ornamentam o seu tanque.
Na imagem de baixo, o mesmo chafariz numa época em que ainda era um elemento central do pátio interior do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria, este convento situava-se, já o dissemos várias vezes, onde é hoje a Estação Ferroviária de S. Bento.

Claustro do Mosteiro de São Bento de Avé Maria, vendo-se o chafariz na esquerda da imagem

A Fonte da Rua Garrett. (Cidade do Porto)

segunda-feira, 12 de abril de 2010


Esta fonte foi retirada da Rua Garrett, actual Rua do Padre António Vieira sendo a sua decoração extremamente simples. Assim é só de salientar a forma monolitica no seu corpo central. Era alimentada pela água da mina da Póvoa, mina essa que era particular. A entrada desta velha mina é na Calçada da Póvoa, seguindo pela Trav. do mesmo nome, Av. Fernao de Magalhaes, Campo 24 de Agosto, R. Ferreira Cardoso, Rua do Heroismo (com derivação para a rua do Barão de Nova Sintra), e Rua Padre Antonio Vieira. Era conhecida também pela mina do Gaspar Cardoso. Não é possivel determinar com exactidão a data da sua construção.

Bebedouro ou Marco Fontenario da Praça de Carlos Alberto.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Praça de Carlos Alberto (BPI). O fontanário em primeiro plano
Localizava-se na Praça de Carlos Alberto, no Porto. 
Um marco fontanário (ou fontenário), com duas conchas onde caia a água que saia da torneira. É feito em ferro fundido, sendo um dos mais bonitos exemplares da FUNDIÇÃO DO BOM SUCESSO
Tem duas taças, uma superior para os cavalos beberem e outra inferior para os cães e gatos. No alçado oposto, existe uma torneira para as pessoas poderem beber.
Dada a sua dupla função de fornecer água e iluminação, encontra-se no seu topo um magnifico lampião que quase parece de ferro forjado. Foi doado por Júlio D"Andrade.
 Praça de Carlos Alberto (BPI)  sendo visível o fontanário
Praça de Carlos Alberto. Edição dos Grandes Armazéns Hermínios.
"Não nos cancemos de 
fazer o bem.
O homem é o rei dos 
animaes mas não de-
ve ser o seu tyranno
SOCIEDADE 
PROTECTORA DOS ANIMAES
FUNDADA NO PORTO EM 1878
Doado a sociedade por 
JULIO D`ANDRADE"
Como já em cima referimos encontrava-se instalado na Praça de Carlos Aberto por influência da Sociedade Protectora dos Animais, conforme se verifica pela tabuleta colocada no seu corpo principal. 
Actualmente, encontra-se recolhido nos jardins do SMAS, na rua Barão de Nova Sintra, no Porto.

Fontes:
- SMAS
Imagens:
- BPI (digitalização)
- BPI - Edição dos Armazéns Hermínios
- Alexandre Silva

A Fonte da Fontinha. (Cidade do Porto)

FONTE DA FONTINHA - Segundo Horacio Marçal, embora esta fonte fosse de risco simples era de aspecto atraente. A sua origem nasceu no facto da Fonte Seca, tal como o nome indica, ter secado. A titulo informativo, a Fonte Seca tambem era conecida como Terceira Fonte de Santa Catarina e estava instalada da parte de cima da entao chamada Rua Bela da Princesa. Devido ao facto da Fonte Seca ter secado, foi necessario abastecer de água a zona que anteriormente esta servia. Bahia Junior, afirma que com base no Livro 2 de documentos originais que a medicao dos terrenos para a construcão desta Fonte se teria realizado em 9 de Setembro de 1861, motivo pelo qual foi levado a concluir que a construcão da mesma se tivesse iniciado nesse ano. Primitivamente esta fonte era abastecida pelo Manacial da Povoa, mas devido a grande despesa que isso trazia, ficou a ser fornecida por uma mina propria situada no Largo da Fontinha. Em 1852, A Fonte da Fontinha foi transferida do lugar primitivo, (Embocadura da Trav. da Fontinha, junto da Rua Bela da Princesa-Parte cimeira da Rua de Sta. Catarina ) para a Rua da Fontinha, no termino da Rua das Carvalheiras. Mais tarde foi desmontada e transferida para os Jardins dos SMAS.

Fonte de Cedofeita. (Cidade do Porto)

O Dr. Adriano Fontes, na sua obra - Contribuição para a Higiene do Porto - Página 29 (Porto 1908) afirma e passamos a citar:
«Podemos dizer que a 4 de Julho de 1825 foi praticada vistoria, a requerimento de José Braga e outros as suas propriedades de Cedofeita e situadas na Rua da Torrinha, para ai se edificar um chafariz.... Assim oferecia o citado munícipe o terreno necessário a construção da fonte, mas impondo como condição a cedência por parte da câmara de pena e meia de água diários, (945 litros). Segundo o mesmo autor a fonte teria gravado no seu cume a data de 1826. Em 1893, sofreu esta fonte um pequeno corte no seu tanque, a fim de que as pessoas lá se dirigissem para colher água pudessem estar abrigadas em caso de chuva.»
Pormenor da Fonte da Rua de Cedofeita em 1908
O edifício que envolvia a fonte
Fonte de Cedofeita
Esta fonte era abastecida de água pelo Manancial de Paranhos-Salgueiros, pelo menos até 1892.
Não possuímos elementos precisos que nos digam quando foi desmontada esta fonte. A única peça que restou foi o elemento decorativo que se encontra nos Jardins dos SMAS. Tudo nos indica que era uma fonte singela, simples, mas bonita, com duas bicas de ferro, que presentemente, lançam a água, não para o tanque primitivo, mas para uma espécie de taça arredondada, onde bailam pequenas moitas de erva fininha e muito delicada tal como a fonte.
Nas imagens de cima e na fotografia de baixo vemos o edifício que já foi a "Pension La Fontaine". 
Durante algumas décadas esteve em funcionamento, não se sabendo quando dali foi retirada a fonte, embora provavelmente quando encerrada a pensão e feitas obras para adaptação a loja comercial no piso inferior, sendo o espaço da fonte ocupado com a montra de loja. O prédio acabou posteriormente abandonado e para venda, funcionando no piso térreo loja de representação de produtos para tricot da marca «Brancal».
 
Em baixo, a «Fonte de Cedofeita» nos dias de hoje guardada nos jardins dos SMAS...
... e o prédio que já foi pensão e antes disso, albergou a escola «Von Hafe Schule»,  no qual ela esteve incorporada, numa imagem bastante recente de autor desconhecido.
Bibliografia:
- SMAS
- BMP 
Imagens:
- Les Temps Perdu
- Arquivos SMAS
- A. Amen
- Bonfim Barreiros
- Autor desconhecido