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Convento de Nossa Senhora da Graça. (Évora)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religioso renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Sé e São Pedro. Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.
O edifício é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os "Meninos da Graça". Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).
Foi classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional em 1910 e Património Mundial da UNESCO em 2001.
A bela capela da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da cidade de Évora, em mármores coloridos e embutidos, que situava no claustro, foi, em boa hora, transferida para a Igreja do Espírito Santo. O estado calamitoso de ruina atingiu o ponto máximo em 1884, com o desabamento da abóbada da igreja, perdendo-se os seus magníficos painés de azulejo (que representavam cenas da vida de Santo Agostinho). O edifício veio a ser restaurado só na segunda metade do século XX, conservando (o exterior e algumas dependências conventuais, como o claustro e o refeitório) as linhas da arte renascentista que o tornam num dos mais belos monumentos eborenses.
Actualmente serve de Messe de Oficiais da guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.

Fontes:
- IGESPAR
- CME

Capela de Nossa Senhora das Necessidades. (Chãs, Regueira de Pontes)

sábado, 4 de agosto de 2012

A Câmara Municipal de Leiria aprovou em 06 de Abril de 2010, a demolição da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, em Chãs, Regueira de Pontes.
O IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico arquivou, um pedido de classificação do monumento, mandado construir no século XVI, o que literalmente condenou a capela a destruição.
Várias instituições manifestaram-se contra a demolição. A proposta de classificação recusada foi apresentada pelo Centro de Património da Estremadura (CEPAE), Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e um conjunto de arquitectos de Leiria. O Conselho Directivo Regional Sul da Ordem dos Arquitetos considerou que a demolição da capela seria “uma machadada” na rede patrimonial do país.
A decisão foi então justificada porque, segundo o IGESPAR, a construção não reunia “os valores patrimoniais inerentes a uma distinção como valor cultural de importância nacional”. 



Fonte: Jornal Região de Leiria

Igreja do Socorro. (Lisboa)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Igreja do Socorro in a.f.C.M.L.
A "primeira" igreja do Socorro remonta a 1646, embora a freguesia se tenha separado muito antes, em 1596, da freguesia de Santa Justa. A imagem da Senhora do Socorro entrou nesta nova igreja em 1647.
Infelizmente, esta igreja nova sucumbiu ao terramoto de 1755, que devastou Lisboa e embora tenha sido reconstruída, só ficaria concluída em 1816.
Vistas parciais da Rua de S. Lázaro e da igreja do Socorro. Cliché de Eduardo Portugal in a.f.C.M.L.
Igreja do Socorro c.1944. Cliché de Eduardo Portugal in a.f.C.M.L.
As demolições da Mouraria, e o projecto de prolongamento da Rua da Palma, exigiram e resultaram na compra da igreja pela autarquia, tendo as mesmas, começado na segunda metade da década de 40, para dar lugar ao actual Martim Moniz. 
Ante-projecto do prolongamento da Rua da Palma, in A.M.L.
A igreja do Socorro não foi excepção infelizmente, tendo sido demolida em 1949. 
Igreja do Socorro, vendo-se o Teatro Apolo. Cliché de Joshua Benoliel. Seria demolida em 1949
 Em baixo, o estaleiro de demolição da Igreja do Socorro, em 1949
Fotografia de Eduardo Portugal, in A.M.L.
Igreja do Socorro. Interior da capela-mor durante a demolição. Cliché de autor não identificado in a.f.C.M.L.
Local onde esteve a igreja do Socorro, na década de 50. Cliché de J. Benoliel


Imagens: Arquivo Municipal de Lisboa

Igreja de S. Pedro. (Coimbra)

quarta-feira, 28 de março de 2012

«Começou a ser demolida a antiga igreja de SPedro», Gazeta de Coimbra, 31-8-1943, p. 1.
Documentos datados de 1087 a 1096 referem que, entre esses anos, se construiu a igreja de S. Pedro, pertencente ao Mosteiro do Lorvão, com seu cemitério anexo. Este terá sido o primeiro templo dedicado a S. Pedro, intramuros, que a igreja românica veio substituir.
Destruída no séc. XX para dar lugar à cidade universitária, correspondia, então, ao templo reedificado nos finais do séc. XVIII. Embora constituíndo uma grande reforma, essa obra de reedificação conservou o plano geral da igreja anterior, datada da segunda metade do séc. XII.


Fonte:
- CMC
Gazeta de Coimbra

Capela de Santo António. (Loriga)

sábado, 3 de março de 2012

Capela de Santo António
Segundo informação gentilmente cedida, a capela de Santo António situava-se no largo da “Carvalha”, actualmente denominado largo de Santo António, nome dado precisamente por ser o local onde se erguia a  capela. Este edifício era muito antigo, sabendo-se que a sua construção vinha já do século XVIII, conforme escritos existentes, datados de 1758, em que se faz referência a esta capela como “situada no cimo da vila”, dando a entender que, quando foi construída, o povoado de Loriga não existia para lá deste local.
Na década de 1880, a capela do Santo António, à semelhança da capela de Nossa Senhora do Carmo, passou a substituir a Igreja Matriz nos cultos religiosos por motivo desta ter ruído com um forte sismo que se fez sentir nesta região beirã.
A primeira Capela tinha alpendre e campanário, não tendo nada as ver com a capela que chegou aos nossos dias, precisamente até à sua demolição, ocorrida na década de 1970, aquando da modernização de todo aquele espaço envolvente. A construção de uma capela naquele local poderá estar relacionada com o facto de ter sido ali o antigo cemitério de Loriga. Depois da construção do novo e actual cemitério, nos últimos anos da década de 1890, e após total trasladação dos restos mortais, esta capela foi ficando em estado de degradação. Foi reedificada por altura do ano de 1920, sendo restituída ao culto em 1923. No entanto, em Junho de 1925 foi interdita pelo Prelado, interdição que durou até princípios de Maio de 1927. Nas últimas décadas da sua existência, foram poucas as actividades religiosas ali realizadas e, aos poucos, foi ficando degradada e mesmo abandonada. Já em projecto a respectiva demolição e com algumas obras a decorrer naquele local, esteve prestes a ruir completamente, pondo mesmo em perigo quem por ali passasse. Entretanto, a imagem de Santo António já há muito que tinha sido transferida para a Igreja Paroquial, onde hoje ainda se encontra. Foi ainda projectada a construção de uma nova capela num outro local, o que viria a gerar bastante polémica. Num local denominado de Fonte do Mouro, chegou mesmo a ser iniciada a respectiva construção, no entanto, pouco tempo depois, este projecto foi definitivamente posto de parte.

Capelas laterais da Sé de Évora.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A antiquíssima Sé de Évora possuía um conjunto de capelas na sua Nave lateral. Foram demolidas já na década de 1940/ 1950, durante as obras de restauro.
Pormenor interior de uma das capelas laterais, já demolidas faz várias décadas...

Fonte das imagens:  CME

Igreja dos Anjos. (Lisboa)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Igreja dos Anjos - Fachada frontal
Igreja dos Anjos - Fachada lateral
Igreja dos Anjos - Torre sineira
A extinta Igreja dos Anjos em Lisboa, vista de vários ângulos, onde podemos apreciar a sua única torre sineira. 
Vítima do progresso, infelizmente, esta igreja foi demolida por volta de 1908 quando foi aberta a Av. D. Amélia, actual Av. Almirante Reis.
Segundo informação adicional de um nosso leitor, o sr. João Baptista, a Igreja dos Anjos seria posteriormente reconstruida na própria Avenida Almirante de Reis, onde se encontra actualmente.

Imagens:
- AML

Igreja Matriz de Paredes. (Paredes)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

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Dispomos de pouca bibliografia sobre esta igreja já desaparecida. Na imagem de cima, que nos foi gentilmente enviada, apenas nos chegou a informação de que se tratava das exéquias do Concelheiro José Guilherme Pacheco a 3 de Julho de 1894. A fotografia terá sido tirada no trajecto da igreja para o cemitério.

Capela de Nossa Senhora da Conceição. (Valongo do Vouga)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

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Segundo informação gentilmente cedida, a fotografia publicada em cima representa a extinta capela de Nossa Senhora da Conceição.
Este edifício existia antes do prédio actual e ficava colocado, virado para nascente, tal como sempre foi da tradição nos altares dos templos, ao longo da estrada que vai para o Santo António. Não possuimos de momento dados sobre a data da sua demolição.

Capela de Santo António de Arrancada do Vouga. (Valongo do Vouga)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fotografias da  primitiva capela de Santo António demolida para dar lugar à actual, mandada edificar por Sousa Baptista.

Clique nesta imagem para a ampliar

Casa e Capela da Quinta do Bom Sucesso. (Porto)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Capela do Bom Sucesso por Frederick William Flower 1849 - 1850

O conjunto da Casa e Capela da Quinta do Bom Sucesso é um dos poucos exemplares de casas agrícolas do século XVIII ainda existentes no Porto, em vias de classificação como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR, localizando-se na proximidade da Rotunda da Boavista, na cidade do Porto.

A Quinta de Bom Sucesso era uma antiga propriedade rural dos arredores do Porto. No século XVIII e XIX, a cidade invicta era ainda uma cidade relativamente pequena (em comparação ao seu tamanho actual), e estava rodeada por propriedades rurais, pertencentes às grandes famílias do Porto. Sim, porque a maioria dos seus donos vivia em permanência em grandes mansões e palacetes na cidade. Eram fidalgos, burgueses e mercadores abastados que compravam essas quintas para veraneio e recreio. Por outro lado, era de muitas destas quintas que vinham os mantimentos da cidade, as frutas e hortaliças vendidas nos mercados da cidade.

Esta quinta foi construída no fim do século XVIII por António de Almeida Saraiva. Este era um dos muitos comerciantes e burgueses abastados da cidade, que utilizava a propriedade campestre para lazer. Construiu uma boa casa, de desenho e linhas simples e levemente rurais, e ao lado, formando um L com a habitação, uma capela barroca, de desenho mais elaborado, que dedicou a Nossa Senhora do Bom Sucesso. E baptizou a quinta como Quinta do Bom Sucesso.
A capela ganhou fiéis, e segundo as "Memórias Paroquiais", escritas em 1758, a capela já tinha alguns devotos que vinham desde a cidade do Porto até à capela para orar e dirigir preces à imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso. A propriedade passou por casamento para a posse do desembargador António de Sá Lopes.
Mas o avançar da cidade não poupou a propriedade. Os tempos ditaram a sua venda e urbanização. Hoje, as terras ocupadas pela quinta, outrora cultivadas, estão sob o alcatrão e o cimento das ruas e edifícios do Porto urbano do nosso tempo, e da antiga propriedade restou a casa da quinta, e a capela pegada. Estas foram por sua vez incorporadas no arranha-céus de vidro do Shopping Cidade do Porto. Estão restauradas, mantiveram a sua traça original no exterior. A casa é hoje um restaurante-bar; a Capela foi reaberta ao culto, ao cuidado dos Missionários da Fraternidade Missionária Verbum Dei.
Aspecto geral da Casa e da Capela da Quinta do Bom Sucesso em 1961, numa fotografia de Teófilo Rego. Uma construção do século XVIII, presente em pleno século XXI...
Fontes:
- Casa e Capela do Bom Sucesso (Pesquisa de Património / IGESPAR).
- Casa e Capela do Bom Sucesso (SIPA / IHRU)

Igreja antiga de Alfena.

domingo, 11 de setembro de 2011

Pela informação que nos foi gentilmente cedida sobre este item, segundo o Tombo de 1689, na parte sul do adro, havia um pardieiro que se dizia ter sido antigamente igreja.

Nesta altura a igreja tinha a porta principal virada para o poente, a porta travessa para o norte, a capela-mor (com retábulo dourado e sacristia anexa a norte da mesma) no lado nascente, possuindo dois altares colaterais: do norte, nossa Senhora do Rosário; do lado sul São João baptista.
No corpo da igreja havia duas capelas com o seu arco: do lado norte, a de Santa Catarina; do lado sul, a de Santo António.
Nesta data já havia as Confrarias do santíssimo, de Jesus, da Senhora, etc. etc.

Igreja Matriz da Gafanha da Encarnação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

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A Igreja Matriz da Gafanha da Encarnação, foi demolida na década de 30 de 1900. No seu lugar está a igreja em betão que conhecemos actualmente.

Rossio de Alcobaça, 1915 - Demolição da Igreja Nova.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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Demolição da «Igreja Nova» em 1915...
Segundo informação de um estimado leitor a igreja situava-se no local onde está desde 15 de Agosto de 1938 o edifício dos Correios, na actual Praça 25 de Abril, no Rossio de Alcobaça.
Esta lamentável demolição juntou-se a outras duas, que ocorreram antes, na sequência da sanha anti-eclesiástica dos tempos que se seguiram à implantação da Republica. Essas que também desapareceram no mesmo período, foram a Igreja de Santo António e a Capela de Nª Sª da Paz.

Antiga Igreja Paroquial de Pataias.

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Fotografia da antiquíssima (e infelizmente já desaparecida)  Igreja Paroquial de Pataias, com referências à sua existência já em 1622.
A igreja foi demolida nos finais da década de 1940, para permitir a construção de outra mais moderna e que ainda existe actualmente.
É ainda visível, nesta antiga fotografia, parte do rossio (actual Largo Comendador Joaquim Matias) e do antigo coreto, também atingido pela febre das demolições.

Igreja de S. Paio. (Cidade de Guimarães)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Antiga igreja de S. Paio com o aspecto que manteve até a sua demolição em 1912.
Imagem de grande dimensão clique para a ampliar
Em Maio de 1912 a Câmara de Guimarães obteve licença da Comissão Distrital de Braga para aplicar a verba remanescente da construção do mercado das Caldas das Taipas no aformoseamento do antigo largo de S. Paio, que carecia de ser alargado, por motivos de higiene pública. Para tanto, havia que proceder a algumas demolições. Em Maio de 1913, a Câmara decide pedir autorização ao Governo para demolir a igreja paroquial de S. Paio, passando a paróquia a ter sede na igreja de S. Domingos. O decreto que entrega à Câmara a paroquial de S. Paio foi publicado em Fevereiro de 1914. Em Março, foi tornada pública a assinatura da escritura de aquisição pela Câmara da igreja de S. Paio e a decisão de proceder à sua demolição. O Santíssimo Sacramento da paróquia de S. Paio seria transferido para S. Domingos no dia 15 de Abril de 1914, depois de concluída a missa das almas, às 6 horas da manhã. Levou grande acompanhamento de povo. A demolição da velha igreja de S. Paio, que já tinha começado em 1912, seguiria o seu curso, apesar de algumas críticas que a declaravam “vítima da República”.
Fotografia antiga, tirada a partir do Toural. Podemos localizar assim a antiga igreja de S. Paio
No edifício que aparece à direita, está hoje instalado o Café Milenário

Fontes:
- Elementos recebidos por mail
- Nota: Segundo o sr. A. Amaro das Neves, a informação que recebemos provém de um publicação do blogue ARADUCA, ao qual desde já agradecemos
- CMG

Capela de Nossa Senhora da Batalha. (Porto)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Real Teatro S. João após o devastador incêndio
Na praça da Batalha, como podemos ver na imagem de cima encontram-se ainda as ruínas do Real Teatro S. João, já aqui anteriormente falado, inicialmente chamado de Teatro do Príncipe, obra de Vicenzo Mazzoneschi (1747-1807), foi construído a partir de 1796, e inaugurado em 1798.
Este teatro, já com algumas alterações, foi destruído por um incêndio em 11 de Abril de 1908.
Praça da Batalha - BPI circulado em 1904
Vemos a Capela da Batalha, na direita da imagem
                            
Será com a construção do novo Teatro S. João cujo avanço da sua frente correspondendo ao alinhamento da Rua Alexandre Herculano, que implicará a expropriação e demolição da capela de Nossa Senhora da Batalha, cuja existência é praticamente desconhecida nos nossos dias pelos portuenses. 
A capela de Nossa Senhora da Batalha que foi demolida, em 1924. para "desafogo da fachada do Teatro de S. João" era já no entanto posterior a uma outra, bastante mais antiga, sob a mesma invocação, num local extramuros, da parte de fora, portanto, da muralha fernandina, mas que pertencia à freguesia de Santo Ildefonso. Nessa capela foi colocada a imagem de Nossa Senhora da Batalha que antes havia estado numa edícula sobre a porta da muralha fernandina de Cima de Vila.
Em 1686 já se falava "…da fabrica da capella de Nossa senhora da Batalha, Nossa senhora dos Remédios e S. José…"

Capela da Batalha em 1916
No lugar desta antiga ermida é que terá sido construída aquela que foi demolida em 1924 e que pertencia ao Município portuense. Nessa capela teve a sua sede a influente e importante Confraria dos Sirgueiros.
A imagem da padroeira foi recolhida na Catedral em cujo museu está exposta ao público.

A igreja da freguesia de Parada, em Vila do Conde.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A igreja da freguesia de Parada, em Vila do Conde, foi, ontem, demolida, sem autorização da diocese. A obra não tem licença nem projecto e o presidente da Junta vai, amanhã, apresentar queixa no tribunal por atentado contra o património.
"Segunda-feira vieram cá e demoliram uma parede. Chamei a fiscalização da Câmara, que embargou a obra. Hoje [ontem], como sabem que ao sábado não há fiscalização, demoliram o resto", explicou o presidente da Junta de Parada, Aníbal Pereira, que, ontem de manhã, chamou a GNR, mas já pouco pode fazer para "salvar" a igreja. Com a confusão instalada, o empreiteiro abandonou o local, antes da chegada da GNR.
Ao JN, Aníbal Pereira explicou o caso: há cinco anos, a freguesia começou a pensar as obras de restauro e ampliação da igreja. Em 2007, o projecto, custeado pela Junta, foi aprovado pela diocese de Braga e pela Câmara. Feito o concurso, a obra estava, agora, pronta a avançar e do templo tinham já sido retiradas as imagens e toda a arte sacra.
Mas um grupo de cidadãos da freguesia, entre os quais se incluem elementos da comissão fabriqueira, e que recusou prestar esclarecimentos ao JN, parece não ter gostado do projecto e decidiu demolir a Igreja e construir uma nova. "Intitulam-se PAC e exploram um bar, a funcionar sem autorização de ninguém, no salão paroquial", continuou o autarca.
O grupo terá contratado um empreiteiro e, na segunda-feira, arrancou com a demolição. "A obra que estavam a fazer está sem licença. Nem projecto aprovado tem", explicou, ao JN, o presidente da Câmara, lamentando o "atentado contra o património".
Mário Almeida já falou com o arciprestado Póvoa/Vila do Conde, que alertou a diocese. Para todos a demolição, "recebida com muita preocupação", foi "uma surpresa infeliz", já que se trata de uma igreja, que embora pequena, tem mais de dois séculos. "O senhor padre, já com mais de 70 anos, diz que foi enganado por eles", lamentou Aníbal Pereira
"Isto é de loucos", diz Delfina Silva, ainda incrédula. A pequena freguesia, com cerca de 400 habitantes, está revoltada: primeiro, ocupam "ilegalmente" o salão paroquial "e as crianças nem sequer têm lugar para ter catequese", depois "atiram a igreja abaixo sem ordem". "Alguém tem que ser responsabilizado", remata um outro morador, Filipe Silva, lembrando que agora há missa apenas numa pequena capela, "onde cabem meia dúzia de pessoas".

Fonte: JN

Capela do Sr. do Carvalhinho. (Cidade do Porto)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

No número 24 de 9 de Junho de 1821 do jornal "A Borboleta dos Campos Constitucionais", um dos muitos periódicos que apareceram a seguir à Revolução Liberal de 1820 pode-se ler "... alugão-se para o S. Miguel do corrente ano as Casas com sua Capella e Quinta do Carvalhinho para baixo do Passeio das Fontaínhas, junto ao Rio Douro desta Cidade do Porto, as quaes contém accomodações para uma família numerosa..."
A Capela, dedicada ao Senhor do Carvalhinho, actualmente está em ruínas e pertencia a uma propriedade denominada Quinta da Fraga.
Ruínas da Capela do Senhor do Carvalhinho, estranhamente pintadas de azul e vermelho
Nos terrenos que rodeavam a capela foram inauguradas em 1840 as primeiras instalações de uma Fábrica de Cerâmica que tomou o nome do Carvalhinho e depois se viria a mudar para V. N. de Gaia.
As ruínas da capela do Sr. do Carvalhinho (fotografia de cima) e a mesma, mas 100 anos no passado (fotografia de baixo) ainda em perfeito estado de conservação.
Capela do Senhor do Carvalhinho (canto direito) durante a edificação da Ponte Luís I

Imagens:
- Alexandre Silva
- Autor desconhecido
- BPI - Editor Alberto Ferreira
- AMP

Capela de São Bento do Casal. (Oliveira de Azeméis)

A Capela de São Bento do Casal situava-se, como o seu nome indica, no Lugar do Casal, em Oliveira de Azeméis. Não possuo bibliografia sobre esta antiga capela, mas segundo informação recebida o seu desaparecimento ou demolição, foi resultado do abandono total e do peso do tempo.