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Rua de D. Pedro. (Porto)

sábado, 18 de janeiro de 2014

Já falamos em anteriores publicações (ver aqui e aqui) da extinta Praça de D. Pedro e do extinto edifício dos Paços do Concelho, demolido em 1916.
As obras para a abertura da Avenida das Nações Aliadas, vulgo Avenida dos Aliados, foram inauguradas  justamente em 01 de Fevereiro de 1916.
O projecto desta avenida sacrificou todo o casario, ruas e travessas entre a Praça de D. Pedro, actual Praça da Liberdade e a Praça da Trindade.
A Rua de D. Pedro (posteriormente iria ser alterado o nome para Rua de Elias Garcia, devido à implantação da República em 1910) seria uma das várias artérias a desaparecer.
Rua de D. Pedro. Destaque para o Hotel de Francfort, em baixo do qual funcionava o Café Chaves, que passaria para a Cordoaria, após a demolição, e o edifício do Credit Franco-Portugais
Rua de D. Pedro 
Vemos a capela dos 3 Reis Magos
Rua de D. Pedro. Cliché de Domingos Alvão
 Rua de D. Pedro - Festas de Verão de 1908
Na imagem de baixo: Proclamação da República, em 1910, na Praça de D. Pedro, frente aos Paços do Concelho. A Rua de D Pedro situava-se à direita, na imagem, seguindo a lateral do palacete

Imagens:
- BPI, Editor Alberto Ferreira
- Phot.ª Guedes
- Les Temps Perdu
- Alvão

Postigo dos Banhos. (Porto)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Postigo dos Banhos da Muralha Fernandina, c.1860.
A conhecida «Muralha Fernandina» da qual algumas partes chegaram aos nossos dias, veio substituir a antiga cerca alto-medieval, que no século XIV se mostrava demasiado pequena face ao desenvolvimento da cidade. 
O Rei D. Afonso IV determinou, em 1336, a construção de uma nova muralha. Porém, esta só ficaria concluída cerca de 1376, já no reinado de D. Fernando, de quem conservou o nome. 
O "Postigo dos Banhos" foi uma das diversas portas de acesso à cidade do Porto. O Postigo estava aberto numa reentrância da muralha e voltado directamente para o rio. 
A construção do edifício da nova alfândega e da rua que lhe dá acesso (1860-70) levaram à destruição do Bairro dos Banhos, do Postigo dos Banhos, da Porta Nova ou Nobre (já aqui abordada em outra publicação) bem como de uma boa parte da muralha.
Postigo dos Banhos c. 1860. Sépia
Na imagem (entre muitos outros pormenores) notamos que ainda não havia sido "rasgada" a Rua Mouzinho da Silveira nem a Praça do Infante, estando esses locais cobertos por casario. Notamos também a existência de uma capela encostada à igreja do convento dos Franciscanos, cujas pedras seriam levadas para a Foz e posteriormente, já em 1884, usadas na edificação da capela de Gondarém. 
O Porto dentro da muralha...
 Vista parcial da cidade do Porto.
Em primeiro plano vemos Miragaia, antes do edifício da Alfândega ser construído.
Porto. Vista parcial da cidade em 1849, por Frederick William Flower
Pormenores das Virtudes e Miragaia, Fotografia Alvão
Cais de Gaia. Desembarque de pipas, por Emílio Biel
Vista parcial de Miragaia e Massarelos por volta de 1865 
O edifício da Alfândega Nova estaria em construção desde 1859
Vemos já o demolido Palácio de Cristal (inaugurado nesse ano, 1865) no 
canto superior esquerdo da imagem

Imagens:
- BPI, Edições Le Temps Perdu
Frederick William Flower
- Alvão
- Emílio Biel
- AMP

Praça da Ribeira. (Porto)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Aspecto da Praça da Ribeira em inícios do séc. XX
A Praça da Ribeira foi o centro da actividade comercial da cidade até ser substituída nestas funções pela Praça Nova, nos inícios do século XIX. Daí toda a importância dada à sua valorização desde a época medieval. A sua existência é, provavelmente, anterior ao século XIV. Tendo ardido no século XV, foi posteriormente reconstruída. João de Almada e Melo, na altura Presidente da Junta das Obras Públicas é a figura notável que se encontra associada às transformações profundas operadas na Praça da Ribeira. Com efeito, impunha-se não só conferir um cariz monumental a esse espaço, mas também estabelecer uma ligação (que pressupunha a ordenação da área urbana medieval) entre a Praça da Ribeira com a Rua de S. João, desta com o Largo de S. Domingos, Rua das Flores e finalmente Rua do Almada, permitindo o escoamento dos produtos e a deslocação fácil dos habitantes. Entre as diversas figuras que colaboraram na remodelação da Praça da Ribeira destaca-se o cônsul britânico John Whitehead, homem de sólida formação artística e de apurado sentido estético. A ele se devem algumas das propostas mais interessantes para a Praça da Ribeira, designadamente a construção de uma arcada que fecharia os lados poente/sul/nascente, conferindo, assim, ao espaço uma grande unidade. Quanto ao lado sul teria a própria muralha como limite, com uma escada de acesso à parte superior, criando-se uma área de circulação que dominava simultaneamente o rio e o interior da praça. As obras tiveram o seu início em 1776, encontrando-se parcialmente concluídas em 1779. Ao lado da Rua da Fonte Taurina foram mandadas construir pela Junta duas casas que se harmonizavam com o conjunto e que, terminadas em 1785, foram vendidas dois anos depois pelo Senado (hoje, nesta zona, pode ver-se o trabalho cenográfico da autoria de José Rodrigues). Este programa de remodelação abrangeu também a Porta da Ribeira e a Capela de Nossa Senhora do Ó, concluindo-se os trabalhos em 1784. Refira-se que a capela era aberta e dominava a Praça, já que ficava por cima da Porta. Ambas seriam demolidas em 1821. Fora da Porta da Ribeira encontrava-se a Forca e, mais adiante, o Pelourinho. 
Vista parcial do Porto. Ribeira - Cliché de Carlos Relvas, pelo ano de 1865
O programa idealizado para a Praça da Ribeira foi completamente desvirtuado: com efeito, foram demolidas a Porta da Ribeira e a Capela de Nossa Senhora do Ó, e alterados, com acrescentos posteriores, os prédios mandados construir pela Junta. Resta, porém, o espírito dessa remodelação e a monumental Fonte da Praça da Ribeira, estrutura arquitectónica adossada à parede da casa fronteira ao rio, com uma altura equivalente a três andares. Iniciada antes de 1784, estava concluída em 1786, sendo John Whitehead, provavelmente, o autor da sua planta.
Ribeira vista do tabuleiro superior da Ponte Luís I. Início do séc. XX
Ribeira - "Caes da Estiva". BPI - Vista obtida a partir de Vila Nova de Gaia
 Praça da Ribeira em 1911
Ribeira - Mulheres com cestos à cabeça
Esta fonte viria a substituir um chafariz do séc. XVII que existiu na praça, hoje reconstruído no seu local de origem, no meio do qual se encontra a tão discutida peça escultórica da autoria de José Rodrigues, conhecida vulgarmente por "Cubo da Ribeira". Em seguimento à Praça propriamente dita e para nascente, foram abertas arcadas no Muro da Ribeira, cuja inspiração assenta no modelo londrino das Galerias Adelphi (hoje desaparecidas) e que estavam ligadas à actividade portuária dos inícios do século XIX. Pela sua raridade, constituem um núcleo ímpar na arquitectura portuense.

Fontes:
- CMP
- AMP

Avenida de Carreiros. (Porto)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Avenida de Carreiros, era uma via de ligação entre a Foz do Douro e Bouças (Matosinhos). 
Foi a partir de 1775 que surgiu com as designações de Carreiro d`Ipia, Carreiro Mau, Molhe de Carreiros, (o Molhe, foi projectado em 1838 e construído em 1884) ou mais tarde Avenida de Carreiros, devido à sua crescente importância, dado que foi justamente a abertura da estrada (avenida), em 1864,  que permitiu a construção dos primeiros «chalets» e casas mais importantes. Após a implantação da República, mudaram-lhe o nome para Avenida Brasil. Na década de 1920, construiu-se a Pérgola e a balaustrada e entre 1929 e 1930, seria electrificada a zona do Molhe.
Avenida de Carreiros, actual Avenida Brasil
 Antigo acesso ao Molhe de Carreiros
 O eléctrico na Avenida de Carreiros, na Foz. (1900-1910)
Forte S. Francisco Xavier, vulgo, Castelo do Queijo, na actual Praça de Gonçalves Zarco
Prova actual em papel salgado, obtida a partir de um calótipo, com autoria atribuída a 
Frederick William Flower, 1849-1859
Foz do Douro - A rua Senhora da Luz. Destacando-se as casas comerciais, Sapataria Tito Barbosa (Depósito de Calçado) e a Nova Casa Central
Eléctrico na Rua Senhora da Luz, c. 1910

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Repositório Temático da U. P.
- Frederick William Flower
- CMP

Casa de Banhos. (Rua de Santo António / Rua 31 de Janeiro, Porto)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Casa de Banhos" da Rua de St.º António/31 de Janeiro
Esta rua foi construída sobre estacaria e arcos em pedra, para vencer o grande declive entre as extremidades da rua e também para permitir passagem à "mina do Bolhão" que lá passava para abastecer com água o extinto Mosteiro de São Bento de Avé-Maria. A Rua de Santo António/Rua 31 de Janeiro foi uma rua meticulosamente planeada, com os alçados dos seus prédios projectados pelo arquitecto Teodoro de Sousa Maldonado, entre 1787 e 1793.
A rua foi finalmente aberta em 1805 com o nome Rua Nova de Santo António. Santo António, devido a Santo António dos Congregados; Nova, porque já existia outra Rua de Santo António, na Picaria.
A par da Rua dos Clérigos e a Praça de D. Pedro, depois, da Liberdade, a Rua de Santo António/31 de Janeiro apesar da forte inclinação, ganhou foros de excelência. Era a artéria onde imperavam os luveiros, as alfaiatarias e os cabeleireiros da moda. Local onde existia a Casa de Banhos (aberta em 1866 e que recebia água do manancial de Camões, através de uma mina. Seria encerrada em 27 de Setembro de 1909), o Teatro Circo e o Teatro Baquet, este mandado construir pelo alfaiate António Pereira Baquet em 1859 e que, 29 anos depois, foi consumido por um violento incêndio. Sobre as suas ruínas ergueram-se os magníficos Armazéns Hermínios, já por nós abordados neste blogue.
Segundo "O Tripeiro" Série V, Ano VI, podemos ler sobre esta Casa de Banhos:
“Está aberto este estabelecimento todos os dias, de verão, desde as 5 horas da manhã até às nove da noite, e no Inverno, desde as oito da manhã até às seis da tarde. Aos Domingos fecha-se ao meio dia. 
Por um banho de tina, da água doce 160 reis 
Por assinatura( 12 banhos) 1$680 reis 
Um banho sulfúrio (cada) 300 reis 
Um banho de vapor 600 reis 
Um banho de chuva 120 reis 
Assinatura (12 banhos) 960 reis 
Um banho de água do mar 300 reis 
Em todo o tempo se pode ir tomar banhos de água doce, de chuva, de águas termais e de vapor. Os de água de mar só principiam no primeiro de Agosto e acabam em 31 de Outubro.” 
O mesmo local actualmente, na Rua 31 de Janeiro

Imagem: 
- Phot.ª Guedes
- Alexandre Silva
Fontes:
- CMP
- BMP
- O Tripeiro

Lordelo do Ouro. (Porto)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lordelo do Ouro, em imagens impossíveis de contemplar actualmente, a não ser em arquivos fotográficos...
Estação do Ouro, num BPI com data de 1904 manuscrita 
Largo do Ouro
Cascata em Lordelo do Ouro , num BPI com data de 1907 manuscrita
Queda d'agua em Lordelo do Ouro, por volta de 1910
Várias perspectivas do Bairro Operário de Lordelo do Ouro, (localmente designado por "Bairro  Velho") entre 1947-1949, voltado para a Rua Granja de Lordelo, ao lado do Bairro das Condominhas e das piscinas do Fluvial. Destaque para um lavadouro público (desaparecido) e para as torres da Escola Primária das Condominhas. Vendo-se ao fundo a Capela de Santa Catarina.
Bairro Velho. Vemos a Capela de Santa Catarina
 Bairro Velho. Vemos a Escola Primária ao fundo
Bairro Velho. Escadas que acedem à Rua das  Condominhas
 Bairro Velho. Escadas que acedem à Rua das  Condominhas
 Lavadouros Públicos em Lordelo. A Escola Primária em segundo plano da imagem
Lordelo - Vista aérea em 1939
Repare-se no cemitério (canto superior direito) rodeado por campos de cultura. Um pouco mais abaixo, após o cruzamento com a actual rua do Campo Alegre, vemos a igreja de Lordelo, à frente da qual, passa a rua das Condominhas, tudo inserido num contexto fortemente rural
Fotografia aérea da zona ribeirinha, residencial e rural de Lordelo do Ouro (1939-40). Desde o bairro de Casas Económicas das Condominhas (Nordeste), ao Rio Douro (Sul). Identificando-se, o Bairro Operário de Lordelo do Ouro, na Rua da Granja de Lordelo; a central de Sobreiras, na Rua das Sobreiras; a capela de Nossa Senhora da Ajuda, na Rua com o mesmo nome; a Capela de Santa Catarina, rodeada de artérias com pequenos aglomerados habitacionais, no Largo de Santa Catarina; a Manutenção Militar e o Estaleiro, na Rua do Ouro.
Largo António Calem, no Porto, na
década de 40 do séc. XX, vendo-se parcialmente, a Manutenção Militar
O edifício de habitação, em primeiro plano, actualmente é uma empresa.
In Civitas, revista trimestral, edicção CMP
Esta imagem de baixo, é mais recente (provavelmente dos anos 50) e tendo sido obtida, possivelmente próximo da Capela de St.ª Catarina, dá-nos uma ampla visão do Largo de António Cálem e da Rua do Ouro antes da implantação do monumento à "Grei". Os telhados em primeiro plano pertencem à manutenção militar, entre estes e o "casarão" que surge na direita da imagem (actualmente recuperado) existe a Rua das Condominhas.
Largo de António Cálem nos anos 50
Esta imagem abaixo, é ainda mais recente e tendo-nos sido enviada, desconhecemos no entanto o seu autor. A única informação que a acompanhou, é que a mesma seria de inícios dos anos 60 do séc. XX. Após análise curta à mesma (e conhecendo bem o local) podemos afirmar que a fotografia foi obtida provavelmente do local onde existe o já abordado, "Bairro Velho" das Condominhas, muito possivelmente perto da Escola. 
O edifício de maior porte, na esquerda da imagem, foi uma casa de habitação, (mencionada na imagem de cima, onde está vista de outro ângulo) parcialmente demolida, nos anos 80, estado em que permaneceu muitos anos, depois seria reconstruída e se não caímos em erro actualmente é uma empresa. Do outro lado desse edifício (não visível na imagem) situa-se a Rua das Condominhas. Os campos, em primeiro plano, actualmente obstruídos por prédios, representam o término da Rua Diogo Botelho, sendo as árvores ao fundo o actual Jardim do Cálem.
Neste local, viriam a funcionar as primeiras piscinas do Fluvial
Vistas panorâmicas da construção dos arruamentos da zona da Pasteleira; Ruas de Aleixo Mota e de Dom Pedro de Menses. Identificando-se o edifício da Manutenção Militar, o Bairro Operário de Lordelo do Ouro, a Capela do Sr. e da Sra. da Ajuda, o Largo de António Calem e o Rio Douro.




Vistas aéreas das obras de arruamentos na zona da Pasteleira (a nascente do Bairro Rainha D. Leonor), para construção de um bairro destinado a iniciativa particular, 1961-62,






Vista aérea do Jardim do Ouro (construído em 1960) também chamado de Jardim António Calem. No canto superior direito da fotografia vêem-se os acessos à zona da Pasteleira.
Jardim do Cálem, no início da década de 60, estando a Ponte da Arrábida em construção
 Jardim de António Cálem, na década de 60 do Séc. XX
Local do término da Linha n. 35, em Lordelo do Ouro, na década 60 do séc. XX.
Na direita da imagem, vemos terras de cultivo actualmente ocupadas pela urbanização das Condominhas, bem como a Igreja de Lordelo do Ouro, vista de traseira
Em Janeiro de 1959 o então Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP) inaugurou a Linha de troleicarros número 35, que começava o seu trajecto na Praça de Almeida Garrett terminando em Lordelo do Ouro
Cliché de Teófilo Rego in Museu do Carro Eléctrico
Aspecto antigo do cruzamento entre a rua do Campo Alegre e a rua das Condominhas
Caminho que percorria o troleicarro, no local onde hoje fica a urbanização das Condominhas

Imagens:
- Editor Alberto Ferreira
- Autores desconhecidos
- Arquivo Municipal do Poto (AMP)
- Teófilo Rego in Museu do Carro Eléctrico
Fonte:
- CMP