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O edifício mais estreito da cidade do Porto.

sábado, 4 de abril de 2015

aqui falamos da desaparecida Travessa do Carmo, publicação que, aconselhamos ser consultada pelos leitores que ainda não tiveram tal oportunidade. Por solicitação dos próprios leitores, vamos abordar agora um item local que não desapareceu. Está bem presente e é considerado o edifício de habitação, mais estreito da cidade do Porto (talvez até do país).
Igrejas dos Carmelitas (esquerda) e Carmo (direita) 
Entre as duas igrejas fica o "edifício mais estreito do Porto"
Clique na imagem para ampliar. Cliché de Alexandre Silva
Entre estas duas igrejas existe a casa mais estreita da cidade do Porto, habitada por muito tempo pelo sacristão e sineiro do Carmo.
Porto - Egrejas do Carmo (BPI)

Imagens:
- Alexandre Silva
- BPI (digitalização)

As escadas das Padeiras. (Porto)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Escadas das Padeiras
As escadas das Padeiras (Ribeira, Porto) ainda existem, aliás foram recentemente vítimas de restauro. 
As escadas são de granito e têm essa designação porque era mesmo junto delas que atracavam os barcos valboeiros, nos quais as padeiras de Avintes atravessavam o rio Douro, quando vinham ao Porto vender a broa original da sua terra.
Escadas das Padeiras. BPI - Editor - Arnaldo Soares
Ribeira vista do tabuleiro superior da Ponte Luís I. Início do séc. XX. Vemos as escadas das Padeiras
Vista da Ponte Luís I e do Cais da Ribeira, a partir da Praça com o mesmo nome
Ribeira - "Caes da Estiva". BPI - Vista obtida a partir de Vila Nova de Gaia
Padeiras de Avintes, com a sua famosa broa. Emílio Biel c. 1900
As padeiras de Avintes vendiam o seu pão (broa) na Praça de Santa Teresa e se fossem feitas vendas fora desta praça, as padeiras podiam ser multadas.
Praça de St.ª Teresa, actual Praça Guilherme Gomes Fernandes
Praça de St.ª Teresa (Largo da Feira do Pão)

Imagens:
- AMP
BPI - Editor - Arnaldo Soares
BPI - Papelaria Borges
- Emílio Biel

Rua do Laranjal / Bairro do Laranjal. (Porto)

segunda-feira, 9 de março de 2015

Rua do Laranjal, vendo-se a igreja da Trindade, c. 1900. Cliché Alvão
Já anteriormente e mais exactamente, em 10 de Julho de 2012, se falou aqui, do Largo do Laranjal. Abordemos agora, a rua que neste local existiu e que ostentava o mesmo nome. O Bairro do Laranjal durou até 1916, ano em que começou a ser demolido para a abertura da futura Avenida. Com o bairro do Laranjal, e pelo mesmo motivo, também desapareceram os típicos lavadouros, um local muito abundante em água e onde existiam vários tanques que possibilitavam lavar as roupas. Existia até uma rua denominada Rua dos Lavadouros que também se chamou Rua de Santo António dos Lavadouros antes da abertura daquela que veio a ostentar o nome do santo taumaturgo e que é hoje a Rua de 31 de Janeiro.
Largo do Laranjal (Trindade). Cliché Alvão
O «tesouro escondido»
Segundo o doutor Pedro Vitorino, durante as suas crónicas no jornal portuense "A Voz Pública", na década de 20 do séc. XX, existiu um "tesouro escondido" no bairro de Laranjal.
Citamos:
«Procedia-se, então, à demolição do bairro do Laranjal e o assunto tinha plena actualidade - apesar de ter ocorrido oitenta anos antes. Foi o seguinte aí por 1840, sete anos depois do Cerco do Porto, numa casa da Rua do Laranjal, que tinha ligação para a Rua de D. Pedro, que lhe corria paralela, apareceu inesperadamente e de uma forma inusitada um autêntico tesouro. A casa não era um edifício qualquer. Habitava-a o cidadão João da Costa Lima, um ferrenho liberal, que, após o malogro da revolta de 1828 (a Belfastada), emigrou para Inglaterra com muitos outros patriotas. Voltaria anos mais tarde ao torrão natal como um dos cinco mil bravos do Mindelo e integrando o batalhão dos Voluntários da Rainha, para se bater ao lado de D. Pedro IV contra as tropas absolutistas de D. Miguel. E no desempenho dessa e de outras missões mostrou-se de tal modo destemido e valente que foi condecorado com a Ordem da Torre-e- Espada e a medalha de D. Pedro e D. Maria.
A ocupação da referida casa só aconteceu depois de terminado o Cerco. Um tio deste Costa Lima, rico negociante de cabedais, pressentindo o aproximar-se do fim da vida, chamou o sobrinho a quem confiou as rédeas do negócio. Não viveu muito tempo mais o velho negociante que habilitou como seu único herdeiro o sobrinho. Não sentindo grande vocação para a vida comercial, João da Costa Lima tratou de passar o negócio dos cabedais e decidiu-se a viver dos rendimentos na casa que fora do tio e que interiormente apresentava uma invulgar decoração com excelentes pinturas murais da autoria dos mais consagrados pintores da época, nomeadamente dos dois Vieiras, o Portuense e o pai, então conhecidos pelos "artistas da Porta do Olival".
Ora foi na casa de Costa Lima que se deu o estranho mas rendoso acontecimento. Num certo dia, ao romper da manhã, ao fugir de um criado que o perseguia, um gato subiu aos móveis, entrou numa espécie de postigo que dava para o forro e aí esbarrou com um objecto que se quebrou e provocou o estranho ruído da queda no soalho de dezenas e dezenas de moedas em ouro. Um verdadeiro tesouro. Pedro Vitorino escreveu que "a colheita foi farta e rendosa".
Naturalmente que o dono da casa acordou com o barulho que as moedas causavam ao cair sobre as tábuas do soalho. Acordou e não voltou para a cama. Foi pesquisar e o que encontrou deixou-o pasmado mas rico. Devidamente acamadas em panelas de ferro escondidas no forro da casa estavam centenas de peças de ouro. Pelo que se veio a saber, na altura, de antigos ocupantes da casa, chegou-se à conclusão de que o tesouro poderia ter sido escondido durante as invasões francesas e, por morte dos inquilinos, ou por qualquer outra razão, ficara para ali esquecido. O achado foi avaliado em dezoito contos em metal sonante. Uma fortuna, para aquele tempo, que João da Costa Lima utilizou para a construção de outros edifícios na Rua de D. Pedro e na Cancela Velha.»
Igreja da Trindade actualmente


Fontes parciais:
- CMP
- Jornal de Notícias
Imagens:
- Alvão
- Alexandre Silva

Travessa do Carmo. (Porto)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

 Fachadas das Igrejas do Carmo e das Carmelitas. Emílio Biel
"Igrejas dos Extinctos Carmelitas e do Carmo" (BPI)
Em tempos, frente à fachada da igreja do Carmo (direita da imagem) existiu uma artéria estreita e actualmente praticamente esquecida, denominada Travessa do Carmo. 
Esta viela, há muito desaparecida, ocupava parte do espaço da actual Praça de Parada Leitão. 
Começava, como dissemos, mesmo em frente à Igreja do Carmo e terminava na Cordoaria. 
Actualmente encontramos vestígios da mesma, no casario encostado ao edifício do café Âncora d'Ouro, mais conhecido por café "Piolho".
Segundo Germano Silva, num manuscrito existente na Biblioteca Pública do Porto, a que foi dado o nome de "Diário", pode-se ler: "a travessa do Carmo é uma viela que fica defronte da igreja do Carmo é alumiada por dois lampiões de azeite a sua numeração é de 1 a 14, sendo a casa nº 7 habitada pelo médico Assis [Francisco de Assis e Sousa Vaz]". 
Vista frontal das igrejas do Carmo e Carmelitas em 1930. Aqui existiu a Travessa do Carmo
Reitoria da Universidade do Porto, em 1940 
Praça de Parada Leitão. Cliché de Domingos Alvão
Na direita da imagem, existiu em tempos a Travessa do Carmo
 
Imagens:
- Emílio Biel
- BPI (digitalização)
- Alvão
- Autor desconhecido

Cruz das Regateiras. (Porto)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cruz das Regateiras, vendo-se a demolida capela. Em segundo plano, o Hospital dos alienados Conde de Ferreira
Fonte da imagem in JN. Autor desconhecido 
Clique na imagem para a ampliar
Segundo o grande conhecedor do passado portuense, Germano Silva, na sua habitual crónica no Jornal de Notícias, por muitos anos, a cruz ergueu-se num largo que depois veio a chamar-se Largo da Cruz das Regateiras
O sítio, naquele tempo, ficava longe da cidade, na parte arrabaldina, onde, em 1883, se inaugurou o hospital do Conde de Ferreira e onde, também, se situava um posto municipal de cobrança de impostos. 
As mulheres que vinham vender pro­dutos à cidade, tinham, obrigatoriamen­te, de parar para pagar o imposto devido sobre os géneros que transportavam. E, como sempre, regateavam com os fiscais o preço a pagar. Daí o epíteto de "regateiras" . 
No mesmo largo havia uma pequena ca­pela, "pertença dos moradores da freguesia", lê-se nas "Memórias paroquiais" de 1758, que tinha anexa uma Confraria do Santíssimo Sacramento e que passou a ser conhecida, também, pela capela do Se­nhor da Cruz das Regateiras.
 Cruz das Regateiras. Phototipia da Photo Moderna. Clique para ampliar
Cruz das Regateiras. Phototipia recortada. Em segundo plano, o Hospital dos alienados Conde de Ferreira
Era bem curiosa esta ermida. Na parte de cima da fachada, sobre a padieira da porta principal, ostentava esta legenda: "Obra de caridade do ano de 1732". No interior, jun­to ao altar-mor, do lado da Epístola, havia uma porta e por cima estava esta inscrição: "Entrada para beijar o Senhor morto". 
No altar-mor, em lugar de destaque fi­gurava uma belíssima imagem de Nossa Senhora das Dores em louvor da qual to­dos os anos se fazia uma festa no último domingo de Julho. 

Diz um panfleto dos começos do século XIX que no dia da festa "havia animado arraial com embandeiramentos, ornamentações, danças ao som gemebundo de violas chuleiras". Consta do mesmo documento que "ao declinar do dia saía uma procissão com o andor da virgem, em miniatura, sobre uma simulada nuvem feita de algodão em rama e ladeado por homens empunhando lanternas e cruzes que eram precedidos de um reduzido grupo de zés-pereiras"
Durante o Cerco do Porto (1832/1833) as tropas miguelistas montaram um re­duto na Cruz das Regateiras. No dia 25 de Março de 1833, os soldados do exército de D. Pedro IV lançaram um duro ataque contra este reduto pondo os soldados miguelistas em fuga. Quando a guerra civil acabou, foi dado ao lugar da Cruz das Regateiras o nome de lugar de 25 de Março, evocativo do combate referido. Mas esta denominação durou muito pouco tempo. 
Em 1900, ainda se fazia a grande festa de Julho. Nesse ano, conta Horácio Marçal na sua obra "S. Veríssimo de Paranhos", um tal Francisco dos Santos Fonseca e sua mulher, Sofia Ermelinda Braga da Fonseca, ofereceram "para adornar as imagens de Nossa senhora das Dores e do Senhor do Socorro da capela da Cruz das Regateiras, uns brincos e um broche cravejados de pedras finas para a primeira imagem; e para o Senhor do Socorro um artístico resplendor de prata com o competente dístico"
Dezasseis anos depois, em 12 de Setembro de 1916, a Câmara Municipal do Porto, com o pretexto de que necessitava de proceder ao alinhamento da Rua de Costa Cabral, expropriou a capela que, logo a seguir, mandou demolir, providenciando, ao mesmo tempo, no sentido de que o cruzeiro fosse removido do local onde estava, sendo então colocado onde agora se encontra. Está atrás da igreja paroquial de Paranhos. 
Hospital Conde de Ferreira (vista aérea) in Virtual Earth 3D
Vemos assinalado com um círculo vermelho, o local que foi conhecido por "Cruz das Regateiras"
O topónimo Cruz das Regateiras foi dado também à estrada que passava ao lado do cruzeiro e circundava, se assim se pode dizer, o casal do Vale que pertencia à antiquíssima quinta do Paço, já referida com esta designação em documentos de 1673, mas que, pela proximidade com o cruzeiro, também se chamou quinta da Cruz das Regateiras

Fontes e bibliografia:
- JN
- Photo Moderna
- Germano Silva
- Virtual Earth 3D

Carvalhido. (Porto)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Carvalhido. Cliché de 1930 in AMP
O Carvalhido deve o seu nome à concentração de soutos de carvalheiras. Desconhece-se a data de origem deste topónimo. Sabe-se que era um grande conjunto de propriedades rústicas foreiro à Misericórdia do Porto, pertencente aos Noronhas, da vizinha Quinta da Prelada, e como tal o encontramos denominado numa carta de demarcação com o vizinho Casal das Vendas, em 1638.
Em 18 de Junho de 1692 a Misericórdia fez Prazo do Carvalhido a D. Garcia Martins de Mesquita e Noronha, como sucessor de seu pai D. Bartolomeu Martins de Mesquita e Noronha e D. Manuel Martins de Mesquita e Noronha.
Igreja do Carvalhido nos anos 50 - Cliché de Teófilo Rego
Data de 1738 a construção do Cruzeiro do Senhor do Padrão que saúda os viajantes que seguiam pelo caminho para Norte, nomeadamente para Santiago de Compostela. Por seu lado, a capela do Carvalhido é pela primeira vez mencionada em registo paroquial de Santo Ildefonso de 1760. Começou por ter como padroeira Nossa Senhora da Anunciação e o Espírito Santo.
O lugar do Carvalhido surge na "Planta das Linhas do Porto", do coronel Arbués Moreira, de 1833, a propósito das posições de liberais e absolutistas durante o Cerco do Porto. E foi precisamente em honra dos hostes de D. Pedro que a Câmara Municipal do Porto, em sessão de 28 de Outubro de 1835, decretou que a Praça do Carvalhido se passasse a denominar Praça do Exército Libertador.
No inventário que se fez em 1904, por morte de D. Francisco de Noronha e Meneses, da Prelada, foi descrito o Casal do Carvalhido, com sua morada de casas sobradas, palheiro, aido e a Rua da Prelada dos Castelos e rua particular, do nascente com a Rua Nova de Paranhos, sendo avaliado em nove contos de réis. Esta Rua Nova de Paranhos é a actual Rua do Carvalhido.
A Paróquia do Coração de Jesus do Carvalhido foi criada por provisão do bispo do Porto, António Augusto de Castro Meireles, de 24 de Dezembro de 1940. Serviu de primeira igreja paroquial do Carvalhido a capela que está na Praça do Exército Libertador e que pertencia, desde 1886, à Confraria de Nossa Senhora da Conceição. Só em 1969 se pôde celebrar a primeira missa na nova igreja, projecto do arquitecto Luís Cunha. Esta nova igreja é consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, Maria e José.
Igreja do Carvalhido nos anos 50 - Cliché de Teófilo Rego
O Carvalhido em 1974. Cliché de autor desconhecido

Fontes parciais:
- Comunidade Paroquial do Carvalhido
- Comunidade do Monte Pedral - Diocese do Porto
- Wikipédia 

Viela da Polé. (Porto)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Praça de D. Pedro. Primeiros anos da República. Vemos  a extinta Viela da Polé do lado direito da imagem, no seguimento das escadas. Cliché de Aurélio da Paz dos Reis
Sobre esta viela, escrevia Alberto Pimentel em 1913: "a antiga viela da Polé, hoje entaipada, em atenção à higiene pública, por duas portas de ferro, numa e noutra extremidade".
A Viela da Polé, era uma travessia estreita existente no meio da frente urbana poente da praça, ligando esta à Rua do Almada (antiga Rua das Hortas). Era um local frequentado por ladrões e prostitutas.
Praça de D. Pedro, vendo-se os antigos Paços do Concelho
Na esquerda do cliché (não visível) situava-se a antiga Viela da Polé
Derrube dos antigos Paços do Concelho e demais casario envolvente, para a abertura da Avenida dos Aliados 
É visível a Viela da Polé à esquerda do eléctrico. Cliché de Aurélio Maria de Matos Lobão (cedido a este blogue)
Quando se iniciou a abertura da Avenida dos Aliados, com o derrube do casario existente e a edificação de novos prédios mais modernos e majestosos, o Banco de Portugal adquiriu vários imóveis e terrenos no local, com o objectivo de erguer aí, a sua nova delegação no Porto. As aquisições englobaram a velha viela, o que permitiu aumentar ainda mais a fachada do Banco.
S. Gens. Pedras para edificar o Banco de Portugal
Construção do Banco de Portugal na Praça da Liberdade - 1923

Imagens:
- Aurélio da Paz dos Reis
Aurélio Maria de Matos Lobão
- AMP

Desabamento nos Guindais em 27 de Janeiro de 1879. (Porto)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Já abordamos os Guindais, no Porto, sob vários temas, como por exemplo, o Funicular original. 
O local, por alguma razão, parece ser propenso a eventos, muitas vezes pouco agradáveis. Nesta publicação falaremos do terrível desabamento, ocorrido em 27 de Janeiro de 1879.
Clique nas imagens para as ampliar
Derrocada nos Guindais, seguida de incêndio (27 de Janeiro de 1879). Gravura de J. J. Pinto
Em 27 de Janeiro de 1879, a escarpa dos Guindais desabou, levando consigo o casario existente no local, nomeadamente todo aquele que se estendia pela sua sua base. 
Seguidamente, por entre os destroços das casas, deflagrou um grande incêndio que se prolongou por toda a tarde. A catástrofe atingiu tal magnitude, que nem no próprio rio Douro se estava a salvo. Uma embarcação despedaçou-se, após de ter sido atingida por um penedo que, após rolar pela encosta, a alcançou. 
A Ponte Pênsil (Ponte D. Maria II) oscilou com as ondas de choque, originadas pelo impacto da derrocada.
Derrocada e incêndio dos Guindais, em 27 de Janeiro de 1879. Gravura de Soares dos Reis
Desabamento nos Guindais, seguido de incêndio. Gravura de J. J. Pinto
 Guindaes e Ponte Maria Pia. Uma imagem um pouco mais recente
 
Imagens:
- Soares dos Reis
- J. J. Pinto
- BPI (Digitalização)

Bairro de lata no Morro do Seminário. (Porto)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Vista dos diversos casebres, barracas feitas de madeiras velhas, que existiram na encosta do Morro do Seminário, perto do actual Colégio Salesiano, também denominado Colégio dos Órfãos do Porto. 
O conjunto de clichés data de 1947.
Clique nas imagens para as ampliar
 Casebres
 Vista parcial da Ponte Maria Pia, em segundo plano da imagem


 Vista parcial do antigo Seminário, em segundo plano da imagem

Imagens:
- In Arquivo Municipal do Porto

Travessa das Águas Férreas. (Porto)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Travessa das Águas Férreas
As estrelas determinam o começo e o fim da via. Os círculos identificam o local onde foram colocados dois modernos portões que passaram a impedir a população de utilizar essa antiga via
A Travessa das Águas Férreas, é uma artéria que liga, (ou ligava até um passado recente) a Rua das Águas Férreas à Rua do Barão de Forrester, muito próximo da Rua da Boavista. Quando da construção do edifício branco localizado na Rua do Barão de Forrester, que podemos observar na imagem de baixo, foi colocado um portão que passou a impedir as pessoas de seguir por esta antiquíssima artéria. Dizemos antiquíssima pois esta aparente "viela", que foi vedada também por outro portão, no lado que desemboca na Rua das Águas Férreas, não é nem mais nem menos do que resta de uma estrada Romana.
A Travessa das Águas Férreas, na imagem de baixo, vista por um interstício do moderno portão eléctrico, que foi colocado na entrada localizada junto à Rua das Águas Férreas. 
Desconhecemos por completo, porque foi vedada esta via e com que direito ou autorização legal.
Na fotografia de baixo, vemos a casa onde morou Oliveira Martins, na Rua das Águas Férreas. 
Na direita da mesma situa-se a Travessa das Águas Férreas

Imagens:
- Google maps
- Alexandre Silva
- Teófilo Rego

Arco de Sant'Ana. (Porto)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Arco de Sant'Ana - Gravura de J. J. Alves Coelho
A porta ou arco de Sant'Ana, foi uma das quatro portas da antiga Muralha Primitiva, inicialmente erguida durante a dominação romana e reconstruída, no século XII, pelo bispo D. Hugo. Esta porta e rua homónima foram celebrizadas por Almeida Garrett através do famoso romance "O Arco de Sant'Ana".
Almeida Garrett, nunca aceitou a destruição deste arco, tendo à imagem de Alexandre Herculano sobre a destruição do Mosteiro de São Bento de Avé Maria, uma reacção de escárnio muito peculiar: "Ah! miseráveis reformadores..."
O Arco começou a ser demolido em 2 de Junho de 1821, a requerimento de Manoel Luís da Silva Leça, que do lado direito construíra ali uma casa, e António Joaquim Carvalho, proprietário na mesma rua. 
Litografia de Almeida Garrett por Pedro Augusto Guglielmi 
in Biblioteca Nacional de Portugal
Caíste tu, ó arco de Sant’Ana, como, em nossos tristes e minguados dias, vai caindo quanto há nobre e antigo às mãos de inovadores plebeus, para quem nobiliarquias são quimeras, e os veneráveis caracteres heráldicos do rei-de-armas-Portugal língua morta e esquecida que nossa ignorância despreza, hieroglíficos da terra dos Faraós antes de descoberta a inscrição de Damieta! 
– Assentaram os miseráveis reformadores que uma pouca de luz mais e uma pouca de imundície menos, em rua já de si tão escura e mal enxuta, era preferível à conservação daquele monumento em todos os sentidos respeitável.

- A. Garrett
Almanaque - O Tripeiro

Rua de Sant'Ana, vendo-se o santuário (nicho) local onde se situou o arco
Cliché de Alexandre Silva
A actual designação de rua de Sant'Ana data apenas do século XVIII quando, por motivos ainda hoje desconhecidos, foram trocados vários topónimos. Durante a Idade Média, era conhecida por rua das Aldas e, no início da Idade Moderna, por rua do Colégio depois da construção do Colégio de São Lourenço, dos jesuítas.
A antiga rua das Aldas começava acima da confluência das ruas dos Mercadores e da Bainharia, passava a porta de Sant'Ana, subia alguns degraus (na documentação mediévica designados por "escadas das Aldas") e seguia burgo dentro. A rua seria inicialmente bastante mais extensa do que hoje podemos observar já que, em 1577, parte significativa do seu itinerário foi sacrificada com a construção do colégio de São Lourenço.

Fontes:
- BNP
- Porto XXI