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Ferros Velhos. (Porto)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Sul para Norte
Cliché da Casa Alvão
Os "Ferros Velhos" uma espécie de feira ou mercado, equivalente à "Feira da Vandoma", ou à "Feira da Ladra" de Lisboa, era desde meados do século XIX um pitoresco mercado do Porto, onde se vendiam toda a espécie de artigos novos e usados. 
Situava-se no Largo do Correio, hoje Rua Cândido dos Reis, e ocupava a parte Nascente da cerca do Convento das Carmelitas.
Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Sul para Norte
Este mercado foi legalmente extinto, em de Abril de 1894, no entanto só em 1904 seriam demolidas as últimas barracas, pois alguns mercadores não queriam abandonar o seu espaço.
Antiga rua dos Ferros Velhos, actual cruzamento da rua dos Carmelitas com a rua de Cândido dos Reis
Ferros Velhos, Porto


Imagens:
- Alvão
- BPI - Editor- Arnaldo Soares
Photª Guedes

Mercado da Praça da Figueira. (Lisboa)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O mercado da Praça da Figueira, em Lisboa, foi construído no local antes ocupado pelo Hospital de Todos os Santos, destruído pelo terramoto de 1755 e igualmente abordado neste blogue. 
O mercado inicialmente foi concebido como uma simples praça tradicional ao ar livre, chamava-se então Horta do Hospital. 
Posteriormente o nome foi alterado para Praça das Ervas, Praça Nova e, finalmente, para Praça da Figueira. Com o tempo tempo, foi sofrendo algumas alterações consoante as necessidades da população. Assim, em 1835, é arborizado e iluminado, em 1849 foi-lhe colocado uma cerca gradeada, coberta e com 8 portas.
Em 1882 foi aprovado o projecto da nova praça. Em 1883 o velho mercado foi demolido.
O novo mercado inaugurado em 1885 apresentava quatro cúpulas, três naves e uma área de 8000 metros quadrados permanecendo assim durante 64 anos após os quais se procedeu à sua demolição definitiva.
Depois da sua demolição ocorrida em 1949, restou apenas um espaço rodeado de edifícios simples e equilibrados, de onde se tem uma boa perspectiva do Castelo de S. Jorge.
Em 1971, é inaugurada no centro da praça a estátua equestre de D. João I (Mestre de Avis), da autoria de Leopoldo de Almeida e Jorge Segurado.
Clique nas imagens para as ampliar
Aspectos do demolido mercado
Mercado da Praça da Figueira. BPI colorido à mão

Pormenor interior do extinto Mercado da Praça da Figueira
Mercado da Praça da Figueira

Em baixo vemos já a lamentável demolição do Mercado da Praça da Figueira em 1949, numa fotografia do AML 




Fontes:
- CML
- BN
- Informação de leitores
Imagens:
- AML
- Mário Novais

Antiga Feira da Cordoaria. (Cidade do Porto)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Clique na imagem para a ampliar
Feira da Cordoaria - 1835
Na imagem de cima, datada de 1835, vemos a antiga Feira da Cordoaria que se fazia às Terças-Feiras ao lado da antiga cadeia da relação, antes de existir o Mercado do Anjo, do qual já aqui falamos anteriormente.

Imagem:
- J. J. Forrester

Antigo Mercado Municipal de Braga.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Clique na imagem para a ampliar
No fotografia podemos observar como era o antigo mercado municipal de Braga na sua época de ouro.
O mercado municipal, estava localizado onde é actualmente a Praça do Município.

Marco de Canaveses - Imagem Histórica.

sábado, 13 de março de 2010

Imagens de grande dimensão e beleza, clique para as ampliar
Marco de Canaveses - Vista geral. BPI
Nova Praça do Mercado
Na fotografia de cima, podemos apreciar, a zona central do Marco de Canaveses no início do Séc. XX (talvez 1910). O gradeamento a direita localiza a então "Nova Praça do Mercado".
Na imagem de baixo, bem mais recente (1950?) podemos apreciar a beleza singela da Rua Gago Coutinho.
Marco de Canaveses. Rua Gago Coutinho. Cliché de A. Carneiro

Imagens: 
- BPI
- António Carneiro

Mercado do Bolhão. (Cidade do Porto)

sábado, 30 de janeiro de 2010

O Mercado do Bolhão é um dos mercados mais emblemáticos da cidade do Porto, em Portugal, ainda existe (e resiste) embora com um aspecto muito diferente do que possuía na sua origem, tendo sido classificado como imóvel de interesse público em 22 de Fevereiro de 2006.
O Mercado do Bolhão com o aspecto que possuía originalmente

Nas imagens (imediatamente em cima e em baixo) vemos a «Memória do Bolhão» 
Este memorial foi inaugurado em 9 de Julho de 1862 em memória do falecido rei D. Pedro V, sendo constituído por coluna em granito de sete metros e meio de altura assente num pedestal de quatro faces, rematada por uma estrela de bronze e rodeada na sua base por uma grade de ferro fundido.
Acesso setentrional ao Mercado do Bolhão, antes de 1910
 Obelisco dedicado ao rei D. Pedro V, pela fundição do Bolhão
A existência do mercado remonta a 1839, quando a Câmara Municipal do Porto pretendeu concentrar, neste local, todos os mercados existentes na cidade. Inicialmente estava ladeado apenas por um gradeamento em ferro.

Mercado do Bolhão
Entrada (portão de ferro) do antigo Mercado do Bolhão
Vendedeiras do Bolhão (Edição da Camara Municipal do Porto)
Mercado do Bolhão, antes de 1910
Interior do Mercado do Bolhão
Construção do actual Mercado do Bolhão, vendo-se ainda a «Memória do Bolhão» 
O actual edifício que todos conhecemos hoje em dia foi inaugurado em 1914, substituindo o anterior mercado existente no local. A obra foi conduzida pelo arquitecto António Correia da Silva por decisão da primeira vereação republicana da Câmara portuense, presidida por Elísio de Melo.
Fachada leste do novo edifício do Bolhão em 1914
A «Memória do Bolhão» foi justamente retirada em 1914, quando da construção do novo mercado.                
Actualmente encontra-se no cemitério do Prado do Repouso junto ao jazigo dos bombeiros falecidos.
Imagens:
- BPI, Edições Arnaldo Soares
- Phot.ª Guedes
- Alvão
- AMP

O Mercado do Anjo. (Cidade do Porto)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A torre dos Clérigos, com o desaparecido mercado do Anjo...
(Imagens de grande dimensão e beleza, clique para as ampliar)
 
Mercado do Anjo: Uma imagem do seu auge (cima) e da sua decadência (baixo)
Vista aérea da Torre dos Clérigos e zona envolvente. No canto inferior esquerdo da imagem, temos uma vista parcial do extinto Mercado do Anjo
Mercado do Anjo visto da Torre dos Clérigos
Torre dos Clérigos, vista do Campo dos Mártires da Pátria. Do lado esquerdo vê-se parte do extinto mercado do Anjo e de frente para o fotógrafo um grupo de homens e uma peixeira. Cliché da Phot.ª Guedes
Torre dos Clérigos, vendo-se parcialmente o Mercado do Anjo
 Cliché da Foto-Beleza
"O Mercado do Anjo"
Mercado do Anjo. Entrada principal
Este mercado funcionou até meados do século passado na agora designada Praça de Lisboa
 Aspectos interiores do extinto mercado...
Zona central...
Chafariz do Mercado do Anjo em 1908
Vendedeiras de castanhas, junto ao Mercado do Anjo, em frente da Torre dos Clérigos em 1912
Torre dos Clérigos e vista parcial do Mercado do Anjo
Mercado do Anjo 
Entrada pela Rua das Carmelitas ao chegar à "Praça dos Leões"
A extinção do antigo Mercado do Anjo, com o derrube das barracas, em 1948
Demolições
Mercado do Anjo - Demolições em 1948
Ruínas do Mercado do Anjo...
Dois ângulos das ruínas do antigo mercado
Um Sítio Que Nasceu De Uma Curiosa Lenda
A História Lendária De Um Local
Faz pena ver o estado de abandono a que chegou o espaço onde, ainda nos idos de cinquenta, nos nossos dias, portanto, funcionou o antigo Mercado do Anjo. Embora situado em pleno centro da cidade, mesmo à sombra desse ex--líbris portuense que é a Torre dos Clérigos, aquele sítio atingiu um tal estado de degradação que, nos tempos que atravessamos, as pessoas evitam passar por lá… mesmo de dia.
E, no entanto, foi um dos mais buliçosos sítios da cidade, verdadeiro caudal de bizarrias, formigueiro de vidas a par com a estridente algazarra cantante dos pregões.
Em Janeiro de 1838, a Câmara do Porto, presidida por Luciano Simões de Carvalho, no relatório que elaborou para a edilidade que, a seguir, iria administrar a cidade, escreveu o seguinte "… o Mercado do Anjo, no estado em que vo- -lo deixamos, não deve ter dificuldade de concluir-se até ao fim do corrente mês…
"E acrescentou mais isto "… a sua abertura, que não pudemos conseguir em nossa administração, fica reservada para glória vossa …" Simpático, sem dúvida.
Mas havia também algumas recomendações "… seja um dos vossos primeiros cuidados, a compra e demolição das duas moradas de casas isoladas defronte da Torre dos Clérigos e a colocação de toda a gradaria pelos lados da Rua das Carmelitas e da Fonte…"
A fonte a que se alude atrás, estava na parte do mercado voltada para a igreja dos Clérigos.
A rua ainda não tinha a designação actual Rua de S. Filipe de Nery, em alusão ao patrono da congregação que se instalou naquele templo: Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia, S. Pedro ad vincula e S. Filipe de Nery, do Socorro dos Clérigos Pobres da Cidade do Porto.
Em tempos muito recuados, a actual Rua de S. Filipe de Nery, que em 1864 se denominava, somente, Rua de S. Filipe, era um simples caminho que corria ao longo de um terreno conhecido pelo Adro Antigo dos Pobres ou Adro dos Enforcados por ser ali que se enterravam os facínoras que morriam na forca e os presos que faleciam nas celas da cadeia da Relação. Foi neste terreno que se construíram, nos meados do século XVIII, a igreja e a Torre dos Clérigos.
Quanto à Rua das Carmelitas, sabe-se, pela leitura do relatório camarário atrás citado, que a Câmara do Porto solicitara, naquele mesmo ano (1838) autorização à rainha - era a D. Maria I - para proceder ao seu alinhamento. Isto significa, naturalmente, que a artéria sofreu algumas alterações. O que é verdade.
À época em foi solicitado referido alinhamento, a rua, bastante mais estreita do que é actualmente, subia em curva por entre duas altas paredes, uma das quais delimitava a cerca do Convento de S. José e Santa Teresa de Carmelitas Descalças.
Na petição que a edilidade enviou à rainha refere-se, concretamente, que o alinhamento era para se feito nomeadamente "…defronte do correio". Há para isto uma explicação depois da extinção, em 1834, das Ordens Religiosas, os edifícios dos antigos mosteiros, ou foram vendidos a particulares, em hasta pública, ou foram ocupados por serviços do Estado.
No Convento das Carmelitas que ficava ao cima da rua com esta designação e ocupava, praticamente, todo o quarteirão compreendido entra as actuais ruas das Carmelitas, Galeria de Paris, Santa Teresa e a Praça de Guilherme Gomes Fernandes, instalaram-se, após a saída das religiosas, várias repartições públicas, nomeadamente a estação central da Mala Posta que fazia a ligação entre Lisboa e o Porto; e a estação dos Correios e porque estes serviços eram os mais concorridos, foi pela sua designação que o edifício se tornou, também, mais conhecido.
O Mercado do Anjo, enquanto funcionou ao serviço da cidade, durante mais de um século, foi um dos sítios de maior movimento do Porto. Tudo o que é generoso de expressão popular assentou ali arraial. Ao redor do ressonante chafariz que ornamentava o centro do mercado, fazia-se a cerimónia da eleição da Rainha das Vendedeiras e respectiva damas de honor.
Tudo desapareceu. Um conjunto de circunstâncias de acaso urbanístico fez do recinto do antigo mercado um couto da marginalidade, uma lixeira, uma vergonha.
E até quando os edis portuenses irão permitir que esta chaga purulenta continue exposta à comiseração pública de quem por ali passa ?
Uma piedosa e ingénua lenda anda ligada à origem do nome que celebrizou este sítio. Consta que, em certa ocasião, passando D. Mafalda e D. Afonso Henriques, por aqui, a caminho de Guimarães, a esposa do monarca sofreu grave acidente. Em hora de aflição, o nosso primeiro rei terá prometido mandar construir uma capela em honra de S. Miguel-o-Anjo se a rainha saísse ilesa do trágico acontecimento. A prece foi escutada e a promessa cumprida. Na ermida havia uma imagem de Sebastião e na seta que trespassava o coração do santo protector contra a peste estava pendurada uma chave - a da porta da cidade que se abria ali perto na muralha fernandina. Fora ali colocada para que o padroeiro protegesse a cidade dos surtos da peste tão frequentes e mortíferos durante toda a Idade Média. Ao redor da capela de S. Miguel-o-Anjo instituiu-se, em 1672, o Recolhimento do Anjo destinado a acolher viúvas e meninas órfãs filhas de pais nobres. A sua actividade durou até à extinção das ordens religiosas. O edifício foi demolido em 1837 para dar lugar ao Mercado, que acabou também por tomar o nome do padroeiro da capela original.

Germano Silva
Texto publicado no Jornal de Notícias

Imagens:
- Alvão
- Aurélio da Paz dos Reis
- Phot.ª Guedes
- Foto-Beleza
- Arquivo Municipal do Porto
- BPI (digitalização)

O Mercado do Peixe. (Cidade do Porto)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O antigo Mercado do Peixe (onde actualmente se situa o Palácio de Justiça)Duas vistas do extinto mercado

Mercado do Peixe, c.1900. BPI, Editor - Alberto Ferreira
Construído em 1874, em local onde se situavam os antigos celeiros da cidade, situava-se na parte oeste da «Cordoaria», antigo Campo do Olival, actual (desde 1835) Campo dos Mártires da Pátria.
O Mercado do Peixe funcionou por muitas décadas, sendo demolido nos finais dos anos 50 do século XX. No mesmo local foi construído o actual edifício do Palácio de Justiça do Porto, onde funciona o Tribunal da Relação, cuja construção se iniciou em 1958 e foi inaugurado em 1961.
Mercado do Peixe. O edifício branco na esquerda da imagem era a Roda
Mercado do Peixe e Roda dos Expostos
Mercado do Peixe

Mercado do Peixe, c.1900
BPI, Editor - Arnaldo Soares
O Mercado, em segundo plano, nas imagens de cima 
O Mercado do Peixe em 1908
Mercado do Peixe em 1908. Aspecto interior
Praça do Peixe, c.1910
BPI, Editor - [Carlos Pereira Cardoso]
A fotografia de baixo, é uma vista das traseiras do edifício do Mercado do Peixe, a partir do Passeio das Virtudes.
Clique na imagem para a ampliar

Arquivos: 
- Alvão
- Les Temps Perdu
- BPI, Editor: Alberto Ferreira
- BPI, Editor: Arnaldo Soares