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Aqueduto do Mosteiro da Serra do Pilar. (Gaia)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Iniciada a reforma da Ordem dos Agostinhos por ordem de D. João III, sob a direcção de Frei Brás de Barros, os monges de São Salvador de Grijó foram transferidos para a Serra do Pilar. Foi então iniciada em 1537 a construção de um novo mosteiro na serra de Gaia, segundo projecto da autoria de Diogo de Castilho e João de Ruão. Em 1542 trabalhava-se na edificação dos alicerces da igreja e do claustro, bem como das salas do capítulo e do refeitório. A primeira fase da obra estaria terminada em 1567 e em 1576 iniciava-se a construção do claustro circular, terminado nos primeiros anos da década de 80. 
Em 1598 o prior D. Acúrsio de Santo Agostinho considerou a igreja do mosteiro "pequena e acanhada", pelo que decidiu refazer a estrutura do templo, consagrando-a a Santo Agostinho. A planta, de secção circular, adequava-se à estrutura do claustro, formando então os dois espaços um "infinito perfeito", destruído pela construção do retro-coro em 169. No entanto a estrutura circular da nova igreja, na "forma da (igreja) de Santa Maria Redonda de Roma", segundo os cronistas da ordem, foi com certeza inspirada no primeiro projecto da década de 30 (GOMES, Paulo Varela,2001,p.82), uma vez que a planimetria empregue era não só desajustada ao gosto arquitectónico da época como "desadequada" às normas tridentinas então vigentes. 
As obras do templo iriam arrastar-se por várias décadas, uma vez que foram interrompidas nos primeiros anos do século XVII, sendo terminada a edificação entre 1669 e 1672, data em que era finalmente inaugurada. 
Mosteiro da Serra do Pilar. Calótipo de Frederick William Flower, 1849-1859

O mosteiro localiza-se nos lugares antigamente designados por "Monte de Quebrantões" ou da "Meijoeira", um alto rochoso e de difícil acesso a água potável. A solução para tal problema, encontrava-se junto da igreja de Mafamude, no manancial do Agueiro.
A água que seguia, pelo aqueduto, até ao do Mosteiro da Serra do Pilar foi contratada com Diogo Leite, Senhor de Campo Belo, que a cedeu dos seus terrenos de Casais e Trancoso, da freguesia de Mafamude, em 23-5-1538.
O aqueduto tinha o seu manancial no lugar do Agueiro. Existem ainda na Quinta do Marques do Agueiro três respiros em terreno agrícola e um, bastante maior, no jardim da Praceta Adelino Amaro da Costa. A mina depois de receber água destes pontos atravessa a rua D. Pedro V e recebe água de vários pontos, situados no lugar de Trancoso, junto ao Colégio de Gaia. Entre a Rua D. Pedro V e a VCI existem dois respiros, nas traseiras dos prédios, que foram preservados aquando das obras de construção daquela via.
Vila Nova de Gaia em 1860. É visível o aqueduto no horizonte da imagem
Vista panorâmica de Vila Nova de Gaia, cerca de 1850. É visível o aqueduto
Na sua continuidade a mina atravessa a Avenida da República em direcção à Travessa Particular Honório Costa onde também existe um respiro, de grandes dimensões que, felizmente, foi integrado em condomínio urbano, sendo assim preservado. 
Deste local, o aqueduto seguia até ao sítio da actual praceta 25 de Abril onde existiu um pequeno outeiro chamado das Pedras de Pé de Azeite onde, antes da construção da praceta, existia a casa da família Cal Brandão. 
A partir daí o aqueduto seguia à superfície e em arcadas pela rua 14 de Outubro, passava junto à Fonte do Casal que era por ele abastecida e depois pela actual Alameda da Serra do Pilar, onde faz a separação entre as freguesias de Santa Marinha e Oliveira do Douro. A entrada no actual Quartel da Serra dava-se junto ao portão nascente.
Arcos do demolido aqueduto
Serra do Pilar, vista do Cais de Gaia, por volta de 1880

Serra do Pilar vista da Ponte D. Maria II c. 1860
Mosteiro da Serra do Pilar em 1920 - Em ruínas desde o cerco do Porto em 1832
Igreja do Mosteiro da Serra do Pilar. Casa Alvão c. 1900
Em finais do séc. XIX, era notório o estado de degradação de alguns dos arcos do aqueduto, havendo reclamações de moradores locais para que os mesmos fossem apeados, considerando-se que, para além da segurança pública, os mesmos eram um entrave ao progresso. 
O próprio jornal “A Luz do Operário”, em 03 de Junho de 1926 escreve sobre a preocupação dos moradores, temendo pela sua segurança e alertando para a necessidade de por fim a tal “pesadelo”. Foram assim derrubados os últimos arcos desta formidável construção.
Curiosamente em 20-08-1946, através do Decreto-Lei nº 35.817, o Estado Português, que nada havia feito pela preservação do aqueduto, procedeu à classificação do mesmo, como sendo um "imóvel de interesse público" o (suposto) troço ainda existente, do aqueduto da Serra do Pilar, no lugar do Sardão, freguesia de Oliveira do Douro. 
Assim, o Estado Português, classificou literalmente algo já inexistente, confundindo-o com outro aqueduto, do qual restam os conhecidos "Arcos do Sardão".

Fontes:
- DGPC
- Biblioteca Municipal

Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças. (Porto)

sábado, 12 de julho de 2014

Convento das Carmelitas Descalças – Foto de Antero Seabra, 1857 -1864
A Ordem das Carmelitas Descalças obteve autorização de D. Pedro II para fundar um convento no Porto, em 1701. A Câmara concordara com a condição de as mulheres nobres terem prioridade de admissão. 
As obras do convento decorreram entre 1702 e 1732.
O cerco do Porto, em 1832, precipitou a saída das religiosas deste convento. Em 1833, a Comissão Administrativa dos bens dos extintos conventos tomou conta do edifício e do que nele existia por ter sido abandonado pelas religiosas.
Após a extinção do convento, em 1833, as suas instalações acolheram a Escola Normal, a Direcção das Obras Públicas, os Correios e Telégrafos, o Teatro Variedades, entre outros serviços, e nos terrenos da sua cerca tiveram lugar uma série de diversões (exibições de animais ferozes, espectáculos de variedades e circo), para além de peças de teatro popular. E até um Mercado de Ferro Velho.
Antiga rua dos Ferros Velhos, actual cruzamento da rua dos Carmelitas com a rua de Cândido dos Reis
Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Sul para Norte
A cerca do convento deu lugar à Rua da Galeria de Paris, projectada para ter uma cobertura envidraçada à moda das galerias parisienses, onde, em 1906, se ergueu um edifício em estilo Arte Nova classificado como imóvel de interesse público.
As Monjas Carmelitas Descalças formam parte de uma Família Religiosa, que vem na esteira do monaquismo oriental e que tem como inspiradores os Padres Antigos do Monte Carmelo, particularmente o Profeta Elias e Eliseu. No século XVI, Santa Teresa de Jesus, monja Carmelita do Mosteiro da Encarnação de Ávila, reforma a Ordem, querendo voltar ao primitivo fervor do Monte Carmelo, e dando-lhe um cunho missionário e apostólico.
"A primeira «Fórmula de vida» carmelitana encontra-se expressa na Regra de Santo Alberto de Jerusalém."(const.I,3) Esta Regra data do início do século XIII. 
"Olhando os Padres Antigos do Carmelo, especialmente o Profeta Elias, a Ordem toma uma consciência mais viva da sua vocação contemplativa, orientada por completo à escuta da Palavra de Deus - LECTIO DIVINA - em completa solidão e total separação do mundo."(cfr.const.I,2) 

Bibliografia:
- U. Porto
- Arquivo Distrital do Porto
Imagens:
- Antero Seabra
- Phot.ª Guedes
- BPI - Editor Arnaldo Soares

Mosteiro de Santa Maria de Cárquere. (Resende)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Não sendo um monumento desaparecido, este Mosteiro felizmente é um exemplo de resistência ao tempo e da preocupação que existiu em recuperar e manter o nosso património mais valioso.
Cárquere em 1957
Edificado na encosta norte do maciço da serra de Montemuro, quase à vista do Douro, o complexo monástico de Cárquere notabiliza-se não apenas pelo conjunto arquitectónico e artístico, mas pela profunda ligação aos primeiros anos da nacionalidade. 
Considerado, primeiramente, o local onde o pequeno infante Afonso Henriques se curara a pedido do seu aio Egas Moniz pela intercessão da Virgem Maria, constituiu mais tarde o panteão da poderosa família dos Resendes, até à sua dispersão, nos finais do século XV.
As lendas urdidas pelos cónegos regrantes que aqui governaram no espiritual e no temporal até ao século XVI faziam parte de uma estratégia de consolidação e promoção que notabilizasse um património naturalmente apoiado por um extenso conjunto de bens fundiários e contributivos, numa vasta região a sul do Douro. E foram as riquezas que falaram mais alto quando coube reformar o Mosteiro, entregue no século XV a alguns eclesiásticos menos cientes das suas funções. 
A chegada dos jesuítas, no século XVI, determinou um novo fôlego na ampliação e consolidação do domínio em Cárquere. 
O Mosteiro num BPI não datado (anos 80?)
Deste instituto partiu a missionação e a evangelização que ajudou a formar o muito afamado santuário da Senhora da Lapa, a sudeste, nos confins dos planaltos da Nave. 
A posse de Cárquere foi pacífica até ao século XVIII, quando a perseguição aos jesuítas pelo marquês de Pombal atingiu esta pequena comunidade.
Este percurso, não obstante as vicissitudes dos homens e a sua cobiça, ficou de certa forma registado nos espaços e nos elementos artísticos que definem o actual conjunto. 
Embora do período românico os vestígios - contemporâneos do tempo de Egas Moniz e Afonso Henriques - sejam pouco expressivos são, no entanto, dignos de registo a fresta da capela familiar dos Resendes e a torre, hoje imersa no conjunto, mas que teria estado destacada do edifício eclesial e anexos. 
No que concerne à fresta da parede testeira do panteão dos Resendes deve-se destacar que surge ornamentada de ambos os lados. Se no interior prevalece uma linguagem geométrica, não obstante o desalinhamento que se sente ao nível da composição das aduelas, é numa das arquivoltas do exterior que surge um dos seus elementos mais originais, as chamadas beak-heads, motivo de importação anglo-saxónica e que se caracteriza pela concepção, em cada uma das aduelas, de animais unifrontados carregados de grafismo. 
Nos capitéis optaram pela representação de aves, ora com pescoços enlaçados, ora sozinha, com as asas abertas. 
Em relação à torre, fundada sobre afloramento granítico, de natureza defensiva e senhorial, poderá ter sido edificada na mesma ocasião do conjunto monástico e que alguns autores colocam no último quartel do século XII ou já no XIII. 
No Mosteiro, a distribuição dos espaços, quer dentro da Igreja, quer exteriormente ao nível do atual cemitério (antigo claustro), denuncia a espacialidade românica. Todavia aquilo que ainda hoje podemos apreciar quando entramos na Igreja é fruto de uma apropriação manuelina da fábrica românica primitiva, pontilhada por prévias intervenções góticas, de que é expressão maior a cabeceira, com sua abóbada nervurada e janela mainelada, apenas visível a partir do exterior. 
Da época manuelina destaca-se o portal principal e o lateral norte. As pinturas murais preservadas (sob retábulos-colaterais de correr) contêm do lado da Epístola uma representação de Santo António e Santa Luzia e, no lado oposto, um conjunto de anjos esvoaçantes. 
Da medievalidade são ainda as imagens da Virgem de Cárquere e do Leite. A primeira tem despertado a curiosidade dos devotos pelas suas dimensões e, sobretudo, por ligar-se-lhe a já referida lenda.
A Época Moderna, coincidente com a presença jesuítica, trouxe consigo a reforma e sobretudo o barroco, de que salientaríamos o trabalho dos altares maior, lateral e o de São Sebastião (actualmente exposto na sacristia), todos integrados no período nacional.
O declínio de Cárquere começou em meados do século XVIII. Esvaziado dos seus guardiões e exposto o seu património à cobiça, viu-se reduzido à condição de igreja paroquial. Ao longo do século XIX a crescente secularização e laicismo da sociedade ditaram que muito do património religioso fosse alienado ou decaísse em ruínas.
Nesta imagem, vemos um pormenor, que seria alterado nas grande obras de restauro realizadas pelo Estado Novo.
 O telheiro, bem como a coluna em granito que o sustenta, seria retirado desta entrada da igreja
O século XX, pela mão de alguns investigadores e do crescente nacionalismo que buscava na história e no património os símbolos para reabilitar a nação e o novo regime republicano, olharam para Cárquere com a atenção devida a um dos legendários esteios da nossa nacionalidade.
Na imagem de baixo, constatamos que a coluna de sustentação foi removida, pois não integrava a estrutura original
O conjunto remanescente do Mosteiro de Santa Maria de Cárquere tem sido alvo de diversas intervenções de conservação desde 1950, tendo as mais importantes sido realizadas pelo Estado Novo.
Vista geral do Mosteiro de Santa Maria de Cárquere durante as obras de restauro realizadas pelo Estado Novo

Bibliografia:
 - Rota do Românico
Imagens:
 - Arquivos SIPA
 - BPI (digitalização)
 - Autores desconhecidos

Convento de Santo Elói. (Porto)

segunda-feira, 31 de março de 2014

O Convento de Santo Elói pertencia à Ordem de Cónegos de São João Evangelista (Padres Lóios) e foi fundado em 1490. Foi, também, designado com o nome de Nossa Senhora da Consolação do Porto, por ter sido edificado junto à ermida com o mesmo nome, cuja doação se deveu a Dona Violante Afonso, a pedido do Bispo do Porto, D. João de Azevedo. As obras iniciaram-se no ano seguinte.
Convento de Santo Elói 
Gravura de J. Vitória Villa-Nova em 1833, vendo-se ainda a igreja dos Lóios
Em 1493, o convento foi agregado à congregação e, em 1496, D. Diogo de Sousa, sucessor de D. João de Azevedo no bispado do Porto e também ele afeiçoado aos Lóios, confirmou todas as doações e privilégios anteriormente concedidos à congregação. Ao convento do Porto foram anexadas numerosas igrejas e as suas principais rendas eram constituídas por dízimos. O número de religiosos foi crescendo e em 1592, o capítulo geral mandou reedificar e ampliar os edifícios da igreja e do Porto.
Nos finais do séc. XVIII, o convento, atingia um estado de degradação que  exigia uma reformação urgente. Assim, os Lóios resolvem iniciar as obras, onde se incluía o levantamento de uma nova fachada que ficaria voltada para a actual Praça da Liberdade. Em 1798 iniciaram-se as obras da nova fachada, da autoria do arquitecto José de Champalimaud. Com as convulsões do princípio do século XIX e a entrada de D. Pedro IV à frente do Exército Libertador, no Porto, originaram a fuga da Ordem Religiosa que apoiava D. Miguel, abandonando o convento e deixando as obras a meio. 
Com a extinção da Ordem, o Mosteiro foi vendido em hasta pública e comprado por Manuel Cardoso dos Santos, um burguês abastado, com fortuna feita no Brasil, com a condição de ele acabar as obras da frontaria. Pouco tempo depois, Manuel Cardoso dos Santos morreu e os seus bens passam para a sua mulher e suas três filhas, conhecidas então como as Cardosas, razão pela qual o edifício passou a ser popularmente conhecido como "O Palácio das Cardosas" ou mais simplesmente "Edifício das Cardosas".
Edifício das Cardosas - Albumina de 1860-70
Palácio das Cardosas - BPI- Data incerta. Provavelmente anos 20 do séc. XX

Fontes e bibliografia:
- BMP
- IGESPAR

Convento da Madre de Deus de Monchique. (Porto)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Não é (ainda) propriamente um «Monumento Desaparecido» embora, ao longo de muitos anos, tenha "andado" como forte candidato a tal.... É um retrato do passado do Porto e um ícone, imortalizado pelo também imortal escritor, Camilo Castelo Branco...
O Convento da Madre de Deus de Monchique de Miragaia era feminino, pertencia à Ordem dos Frades Menores, e à Província de Portugal da Observância.
Em 1533, foi fundado, no sítio de Monchique (local onde existia uma sinagoga, em pleno território da judiaria) na freguesia de Miragaia, fora dos muros da cidade do Porto.
No ano seguinte, terminou a construção do edifício.
No canto inferior esquerdo da imagem de baixo: O edifício da Alfandega e o antigo Convento
Em 1535, pela bula "Debitum Pastoralis Officii" do papa Paulo III, de 12 de Novembro foi autorizada a fundação, à época em que o bispo do Porto era D. Pedro da Costa (1507-1535).
Os fundadores D. Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher, D. Beatriz de Vilhena, cederam os paços para esse efeito, e dotaram o convento com inúmeros bens. Doaram ao convento os padroados das igrejas de São Vicente de Cidadelhe, no bispado do Porto, e de Santa Maria do Sovral e da Velosa, no bispado da Guarda.
A fundadora conseguiu ainda que o papa lhe concedesse vários privilégios.
Obteve então, licença para nomear as primeiras religiosas, a faculdade do convento guardar todos os bens que ela lhe concedesse, a possibilidade de eleger como confessores sacerdotes seculares não havendo frades nem capelão, e ainda, que ela própria e a abadessa pudessem ordenar algumas leis para o governo da casa.
Em 1538, acolheu as primeiras religiosas já observantes, sendo a primeira abadessa Dona Isabel de Noronha, filha de Rui Teles de Meneses.
A fundadora foi sepultada na capela-mor do convento, deixando a comunidade como herdeira de todos os seus bens. 
 Vista parcial do Porto. Cliché de Carlos Relvas, 1871 
In Panorama Fotográfico de Portugal, Coimbra 1872, p. 20-21
Porto. Vista parcial da cidade em 1849, por Frederick William Flower
Convento de Monchique em 1860, estando a Alfândega em construção
Vista geral sobre o convento, tirada em 1862. Em primeiro plano a Alfândega do Porto ainda em construção. Cliché da colecção Vitorino Ribeiro
No final do século XVI, viveu neste convento a venerável serva de Deus, Leocádia da Conceição.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.
Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Em 1834, em Agosto, foi encerrado, devido à transferência das freiras para outros cenóbios da cidade do Porto.
Vista parcial de Miragaia e Massarelos por volta de 1865 
O edifício da Alfândega Nova estaria em construção desde 1859
Vemos já o demolido Palácio de Cristal (inaugurado nesse ano, 1865) no 
canto superior esquerdo da imagem
O Convento de Monchique, tornou-se num mito. Uma mescla de poesia e encanto, símbolo do Amor mais Puro e Nobre que algum dia se escreveu em Portugal. Em "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, Teresa de Albuquerque, que da janela do seu quarto, bem virada para o rio, veria passar, pela última vez, nesse navio que se dirigia para o degredo, aonde para sempre deveria ficar, o seu Simão, que nunca lá chegaria, só porque a saudade desse amor o havia de matar logo depois, em pleno mar...
Sede da Sociedade Clemente Menéres, que seria instalada no extinto Convento de 
Monchique desde a sua fundação, em 1874
Clemente Menéres criou a Quinta do Romeu, perto de Mirandela, em 1874 e passados 140 anos, a empresa continua a produzir vinho do Porto, com Denominação de Origem Controlada do Douro, azeite e cortiça, além de ter também o restaurante Maria Rita, no Romeu.
 Sociedade Clemente Menéres


Fonte:
- Arquivo Nacional Torre do Tombo
- DN
Imagens:
- Teófilo Rego
- Frederick William Flower
- AMP

Convento de Nossa Senhora das Mercês.(Funchal)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


Segundo elementos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Convento estava situado na Travessa das Capuchinhas, freguesia de São Pedro, cidade do Funchal.
O Convento de acordo com a instituição e profissão de religião da Primeira Regra de Santa Clara, não podia possuir propriedades.
Antes da sua erecção em mosteiro, servia de recolhimento de algumas moças nobres, virtuosas e pobres.
Foi fundado pelo capitão Gaspar Berenguer de Andrade, e sua mulher D. Isabel de França, existindo à data da sua fundação, na casa religiosa, dezassete recolhidas, que viviam unicamente das esmolas dos fiéis, e de três móios de trigo de renda que possuíam.
Por escritura de 1 de Julho de 167, feita na nota do tabelião Manuel Fernandes Silva, por capitão Gaspar Berenguer de Andrade e os seus três filhos, o padre Bartolomeu César Berenguer, José de França Berenguer e Gaspar Berenguer de Andrade, passou a Mosteiro.
Dotaram-no com onze móios de trigo em cada ano, no caso de lhes faltarem as esmolas dos fiéis. As recolhidas contribuíram com três móios para a sustentação de vinte e uma religiosas, um confessor, um capelão feitor, e um servente de fora.
Os fundadores e seus sucessores podiam ainda conceder mais dois lugares a quem quisessem, sendo pessoas beneméritas da sua geração ou de outras, declarando que assim como foram fundadores do dito recolhimento, o eram do Convento, no qual teriam o direito, padroado, administração, proeminências, honras e isenções que o direito lhes concedia.
Esta doação e contrato, só entrava em vigor, no caso do recolhimento passar a convento.
Foi regulada a sucessão da administração e padroado do Convento pelo fundador, por esta escritura e por testamento feito em 21 de Dezembro de 1686.
Sendo-lhe concedida por Alvará de 20 de Dezembro de 1663, e licença da Sé Apostólica, de 17 de Agosto de 1665.
Os rendimentos descritos eram provenientes de dotações, doações, pensões e esmolas.
Foi extinto em 26 de Março de 1895, por morte da última religiosa a madre Ana Joaquina das Mercês e tendo sido ainda pensado utilizar este edifício como cadeia, o mesmo acabou sendo demolido em 1911. 
No local do edifício passa actualmente a Cota 40. 

Bibliografia parcial:
Torre do Tombo, Arquivo Nacional 

Convento de São João de Tarouca. (Tarouca, Viseu)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Como exemplo de um Monumento Nacional parcialmente recuperado, podemos indicar o Convento de São João de Tarouca. Este Convento localiza-se na encosta da serra de Leomil, sobranceiro ao vale do rio Varosa, na freguesia de São João de Tarouca, concelho de Tarouca, no distrito de Viseu.
Vista do Convento
Inicialmente foi um ermitério mas, em 1152, após a vitória de D. Afonso Henriques sobre os mouros em Trancoso, foi lançada a primeira pedra da igreja conventual cisterciense.
Este Mosteiro foi assim o primeiro em Portugal a adoptar a Regra da Ordem de Cister. Uma inscrição na fachada da igreja data o início da construção de 1152, e uma outra a sua sagração em 1169. O templo medieval possuía cabeceira "ad quadratum", com capelas quadrangulares escalonadas, transepto pouco saliente e três naves abobadadas.
Ruínas do dormitório
No século XVIII o Mosteiro foi alvo de sucessivas ampliações e renovação do mobiliário litúrgico e linguagem artística, como o prova a renovação da fachada, a execução dos azulejos da capela-mor (1718), o cadeiral do coro, que tem a particularidade de possuir nos espaldares representações pintadas de figuras ligadas à Ordem de Cister, ou o órgão, encomendado em 1766. Antes disso, ainda no século XVII, a capela-mor havia sido totalmente reformulada e ampliada para albergar um retábulo de talha dourada.
Entrada da Igreja
A Norte da igreja, em volta do primitivo claustro erguiam-se os edifícios conventuais medievais, sucessivamente acrescentados entre os sécs. XVI e XVIII. Primeiro com um novo pátio claustral, edificado sobre o curso dos dois ribeiros encanados, depois com uma enorme ala, situada a Norte, destinada às celas dos monges.
Nas naves podem admirar-se diversos retábulos de talha dourada e outras belas obras de arte. Assim, perto da entrada observa-se uma imagem de madeira policromada seiscentista de N. Sra. da Piedade e o políptico do século XVI executado por Gaspar Vaz, aludindo a episódios da vida da Virgem e de Cristo.

Numa outra capela lateral está exposto o notável quadro de S. Pedro, uma da sobras-primas da pintura de Quinhentos e que tem sido atribuída a Vasco Fernandes, mais conhecido por Grão Vasco. Várias esculturas em pedra ou madeira ornamentam os diversos retábulos, destacando-se deste conjunto de imaginária sacra as esculturas medievais de S. Gabriel e da Virgem com o Menino. No transepto encontra-se um políptico do século XVII narrando a infância de Cristo. No lado oposto, pode admirar-se uma outra notável pintura quinhentista de Gaspar Vaz, S. Miguel. Aqui encontra-se o grandioso túmulo românico do infante D. Pedro, Conde de Barcelos. Em sólido granito, este túmulo é constituído pela estátua jazente do homenageado, repousando e com um cão a seus pés, símbolo da fidelidade. Uma das faces do túmulo é decorado por uma cena de caçada ao javali, em baixo-relevo. Próximo está o magnífico cadeiral de madeira exótica, obra executada pelo portuense Luís Pereira da Costa e pelo barcelense Ambrósio Coelho entre 1729- 1730 e que é, sem dúvida, uma das obras maiores do barroco joanino. O espaldar de talha dourada apresenta uma galeria de figuras que pertenceram à Ordem de Cister. Mais acima, adossado à parede, está o exuberante órgão de tubos, obra barroca de Luís Pereira da Costa e que tinha uma curiosa particularidade funcional: quando era tocado, o órgão tinha uma figura que movia o braço para marcar o andamento, ao mesmo tempo que deitava a língua de fora. As paredes da capela-mor são forradas por revestimento azulejar do século XVIII (1718), mostrando episódios alusivos à fundação deste mosteiro cisterciense. O retábulo-mor é uma soberba composição de talha dourada do Barroco Nacional dos inícios de Setecentos.
O Convento foi classificado em 1956 como Monumento Nacional.
O Mosteiro de São João de Tarouca tem vindo a ser objecto, nos últimos anos, de uma intervenção profunda de investigação, conservação e restauro por parte do Ministério da Cultura. Foi adquirida todo a cerca interior e a área em que se implantavam os edifícios conventuais medievais que têm vindo a ser exumados através de intervenção arqueológica.
A intervenção de conservação e restauro permitiu preservar o património integrado no interior da igreja e estabilizar o conjunto de edifícios conventuais dos sécs. XVI a XVIII que se encontram em estado de ruína.

Fontes parciais:
- CMT
- Direcção Regional da Cultura do Norte
- BMP

Convento de São Francisco do Monte. (Viana do Castelo)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como outros itens já aqui abordados (ainda) não é um "Monumento Desaparecido", mas será certamente um forte candidato a tal, merecendo assim a nossa atenção.
Convento de São Francisco do Monte localiza-se na freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Viana do Castelo. Este Convento foi fundado no mês de Julho do ano de 1392 por D. Gonçalo Marinho, sendo dessa forma um dos três primeiros conventos da Ordem dos Frades Menores a ser erguido no país, datando dos finais do século XIV.
O Convento sofreu diversas obras de ampliação no decorrer de sua existência, vindo eventualmente a tornar-se um oratório, quando os seus frades foram transferidos para o Convento de Santo António dos Capuchos em 1625.
O Convento posteriormente veio a ser abandonado, talvez em parte devido à sua localização de difícil acesso, tendo sido reedificado a partir de 1751.
Com a extinção das ordens religiosas no país em 1834 e a consequente alienação dos seus bens pelo estado liberal, o convento passou para as mãos da Santa Casa da Misericórdia.
Encontra-se actualmente na posse do Instituto Politécnico de Viana do Castelo desde 2001, tendo o processo de classificação do imóvel sido aberto por um Despacho emitido em 08 de Fevereiro de 2002.
Infelizmente mantém-se em total estado de ruína. Curiosamente no terreiro da entrada principal encontra-se um cruzeiro, classificado como Imóvel de Interesse Público.




Fontes:
-CMVC
-Imagens: Autores desconhecidos

Convento de S. Francisco. (Funchal - Madeira)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Clique nas imagens para as ampliar
O extinto Convento de S. Francisco, foi começado a construir em 1473, sendo fundado por Luís Álvaro da Costa e situava-se no espaço agora ocupado pelo Jardim Municipal. Em 1865 seria demolido.
Demolição do Convento
Imagem da demolição em 1865 in ARM, colecção fotográfica Aragão Mendes Correia, n.º 591. Editor: Fotografias Vicente

Convento de Nossa Senhora da Graça. (Évora)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religioso renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Sé e São Pedro. Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.
O edifício é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os "Meninos da Graça". Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).
Foi classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional em 1910 e Património Mundial da UNESCO em 2001.
A bela capela da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da cidade de Évora, em mármores coloridos e embutidos, que situava no claustro, foi, em boa hora, transferida para a Igreja do Espírito Santo. O estado calamitoso de ruina atingiu o ponto máximo em 1884, com o desabamento da abóbada da igreja, perdendo-se os seus magníficos painés de azulejo (que representavam cenas da vida de Santo Agostinho). O edifício veio a ser restaurado só na segunda metade do século XX, conservando (o exterior e algumas dependências conventuais, como o claustro e o refeitório) as linhas da arte renascentista que o tornam num dos mais belos monumentos eborenses.
Actualmente serve de Messe de Oficiais da guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.

Fontes:
- IGESPAR
- CME

O Convento das Francesinhas. (Lisboa)

domingo, 18 de março de 2012

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Convento da Francesinhas in AFCML
O Convento das Francesinhas foi fundado em 1667 pela Rainha de Portugal Maria Francisca de Sabóia, esposa de D. Afonso VI e, em segundas núpcias, de D. Pedro II ( era fresca para a rambóia, a Francisca da Sabóia!). Quando morreu, a rainha foi sepultada no convento que fundou. Em 1912, o corpo foi trasladado para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dando-se então início à demolição do convento. Nos terrenos foram deixadas durante muito tempo as pedras do Arco de São Bento, desmantelado ali perto (actualmente, na Praça de Espanha). 
Nos jardins do Convento encontra-se actualmente o Instituto Superior de Economia e Gestão. Só em 1949 se desenhou o jardim na sua forma actual. Com uma homenagem à Família numa escultura de Leopoldo de Almeida que ornamenta um chafariz de 8 bicas. Posteriormente, foi inaugurado um monumento em homenagem a Bento de Jesus Caraça. 

Convento de Nossa Sr.ª do Paraíso. (Évora)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Convento pertencia à Ordem de São Domingos, estava situado na freguesia da Sé, da cidade de Évora. Foi extinto em 18 de Novembro de 1897, por morte da última religiosa. 

Demolição do Convento (1900?)
Por Decreto de 18 de Novembro de 1929, o terreno que foi ocupado pelo Convento foi cedido à Associação do Dinheiro dos Pobres. A parte restante do terreno foi cedida à Câmara Municipal de Évora para a construção de um jardim público, a 19 de Abril de 1930. 


Fonte da imagem: Grupo Pró-Évora

Mosteiro de Santa Mónica. (Évora)

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Demolição da Igreja do Convento de Santa Mónica em 1889

O Mosteiro de Santa Mónica teve origem numa comunidade de “beatas” ou de mulheres «da pobre vida», instalada, desde o século XV, junto à igreja de S. Mamede que, cerca de 1508, se converte numa comunidade monástica sujeita à Regra de Santo Agostinho, sob o título de Santa Mónica, acompanhando a fundação, na mesma cidade, da comunidade masculina de Santa Maria da Graça, amplamente apoiada pelos monarcas e pelo prelado eborense. Contudo, a nova comunidade, devido a incidentes ocorridos em 1541 durante o provincialato de Fr. André Torneiro, acabaria por ser colocada sob a jurisdição do prelado eborense e definitivamente sujeita à clausura em 1564. Também conhecido por mosteiro do Menino Jesus, devido à devoção a uma imagem outrora existente na capela conventual, seria extinto em 1881, com o falecimento da última prioresa, D. Ana Rita do Carmo. O abandono e o estado de ruína subsequentes conduziriam à sua definitiva demolição já nos finais do século XIX / princípios do século XX.


Fonte da imagem: Grupo Pró-Évora

Antigo Convento de Santa Apolónia. (Cidade de Lisboa)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

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Na rua dos Caminhos de ferro, Estação de Santa Apolónia, na Freguesia de Santa Engrácia existiu um recolhimento fundado em finais do Século XVII por D. Isabel da Madre de Deus protegida dos duques de Bragança: D. João IV e D. Luísa de Gusmão. Mais tarde, já em 1718, o recolhimento foi transformado em convento por determinação do Papa Clemente XI, permanecendo assim até 1833, data em que as religiosas foram transferidas para os conventos de Santa Ana e de Santa Mónica.
Extinta a casa conventual, as dependências serviram de residência para os alunos da Real Casa Pia e para o estabelecimento de um colégio do Arsenal do Exército.
Em 1852, o antigo convento de Santa Apolónia é adquirido pela Companhia Real dos Caminhos-de-Ferro, sendo actualmente a Estação de Caminhos de ferro de Santa Apolónia.
Estação de Santa Apolónia - AML

Bibliografia:
SANTANA, Francisco e SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, 1.ª ed., Sacavém, Carlos Quintas & Associados – Consultores, 1994, p. 839.
Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, 1.ª ed., Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1975, pp.191-192.

Mosteiro dos Jerónimos em 1878. (Lisboa)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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Seria em finais do Séc. XIX, mais exactamente em 1833, que por decreto de 28 de Dezembro o Estado seculariza o Mosteiro dos Jerónimos e entrega-o à Real Casa Pia de Lisboa, instituição de acolhimento de órfãos, mendigos, e de desfavorecidos. A Igreja passaria a servir de igreja paroquial da nova freguesia de Belém. Perde-se grande parte do seu valioso recheio.
Vemos nas imagens as obras de remodelação iniciadas em 1860, com o levantamento e desenho da fachada sul do Mosteiro pelo arquitecto Rafael Silva e Castro, copiado em 1898 pelo arquitecto Domingos Parente da Silva. Nestas obras seria demolido o tanque do claustro, os tabiques das galerias e a cozinha do Mosteiro. Entre os anos de 1863 e 1865 reorganizou-se o andar superior do antigo dormitório e desenham-se as janelas. Entre 1867 e 1878 estes cenógrafos vão reformular profundamente o anexo e a fachada da igreja, dando ao monumento o aspecto actual. 
Foi também nestes anos (1867 a 1878) que se procedeu a demolição da galilé e a sala dos reis, foram construídos os torreões do lado nascente do dormitório, a rosácea do coro-alto e substituída a cobertura piramidal da torre sineira por uma cobertura mitrada. Estas obras sofrem um contratempo quando, em 1878, se dá a derrocada do corpo central do dormitório (ver imagem de baixo). A partir 1884, entra em campo o Eng. Raymundo Valladas que em 1886 inicia o restauro do Claustro e da Sala da Capítulo, com a construção da respectiva abóbada. Nessa sala é colocado, em 1888, o túmulo de Alexandre Herculano cuja autoria é de Eduardo Augusto da Silva.
O Mosteiro dos Jerónimos no ano de 1878. Numa imagem difícil de entender actualmente, dado que numa primeira vista, parece mais uma ruína em demolição... mas nem tudo é o que aparenta... tratam-se das obras oitocentistas que foram promovidas pelo Ministério das Obras Públicas por causa da instalação da Casa Pia, que ali estava desde meados da década 30 do séc. XIX.