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Palacete Morais Alão Amorim. (Porto)

sábado, 11 de janeiro de 2020

Já aqui abordamos ao longo dos anos e em diversas publicações, o Palacete que existiu na antiga Praça de D. Pedro, onde por muitos anos, mais exactamente desde 1819, funcionaram os Paços do Concelho do Porto e que foi propriedade de Monteiro Moreira.
Falemos agora um pouco de um edifício adjacente, talvez algo menos imponente, mas não menos importante.
Adjacente aos Paços do Concelho, erguia-se um outro edifício majestoso, o Palacete de Morais Alão Amorim. O conjunto destes dois edifícios, definiam a Praça de D. Pedro a Norte.
Praça de D. Pedro IV, antes das demolições de 1916. Vemos o Palacete de Monteiro Moreira, que serviu de Paços do Concelho, na direita da imagem e na esquerda o Palacete de Morais Alão Amorim. Cliché in AHMP
Palacete Morais Alão, "atrás" do poste de iluminação pública, na esquerda da imagem. Cliché in AHMP

O bonito Palacete de Morais Alão Amorim, que serviria também como edifício de apoio aos Paços do Concelho, era tal como este último, datado da primeira metade do séc. XVIII e ostentava Pedra de Armas, ou Brasão.
Brasão in AHMP
O Palacete de Morais Alão teria no futuro exactamente o mesmo destino do edifício ocupado pelos Paços do Concelho (Palacete de Monteiro Moreira)
Ambos "sobreviveram" até 1916, quando foram demolidos para permitir a abertura da Avenida dos Aliados, como já referimos em publicações anteriores.

Solar da Quinta das Devesas (Devezas).

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Segundo informação da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, a família Conde das Devesas (1875-1945) teve uma acção importantíssima na vida da própria Misericórdia de Gaia, que beneficiou com o trabalho e a generosidade de muitos dos seus membros.
O primeiro Conde, Francisco Pereira Pinto Lemos (1849/1916) e a sua esposa D. Maria da Conceição Bandeira de Castro Lemos, Condessa das Devesas (1853/1928), tiveram três filhos, Alfredo, Ernani e Jorge.
Sucedeu a seu pai no título, o segundo Conde, Alfredo Pereira Pinto de Castro Lemos (1875/1945), que se casou com D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos (1879/1967), não tendo havido filhos deste casamento.
Por isso, à morte do segundo, seria terceiro Conde das Devesas, o irmão Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos (1876/1965), casado com D. Carlota Alberta Pimentel Maldonado Correia da Silva Araújo Lemos (1884/1971), sem descendentes.
Houve ainda o irmão Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos (1884/1962), de quem era esposa D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite de Castro Lemos (1882/1979), que também não tiveram herdeiros legitimários.
O Conde Alfredo, homem profundamente religioso e sempre pronto a auxiliar os mais desfavorecidos, envolveu-se no movimento iniciado no dia 27 de Novembro de 1928 pelo Notário Miguel da Silva Leal Júnior e por outros bons gaienses, para a criação da Misericórdia de Gaia. E quando a 26 de junho de 1929 a Misericórdia foi, oficialmente, constituída, os seus pares quiseram que fosse o Conde Alfredo a ocupar o lugar de Provedor.
Tinha então 54 anos e, durante mais sete, até 1936, ocupou esse cargo, tendo desenvolvido uma tarefa extremamente valiosa, para que fosse devidamente consolidada a vida da jovem e, então, ainda frágil instituição.
Por falecimento dos progenitores Conde Francisco e Condessa D. Maria da Conceição, herdaram os três filhos – Alfredo, Ernani e Jorge – em partes iguais, o património da família, de que era a parcela mais valiosa a chamada Quinta das Devezas, também então conhecida por Quinta do Estado, situada em Vila Nova de Gaia, onde a família tinha o seu solar.
A nível arquitectónico, a Quinta das Devesas é composta por uma casa de planta irregular, capela separada, a O., de planta longitudinal, com sineira adossada, e jardim. Casa com fachada principal composta por vários panos enquadrados por pilastras coroadas por urnas neoclássicas, com pano central mais elevado com pedra de armas, a acesso ao centro, através de escadaria, ao piso nobre. Capela com fachada principal rasgada por portal ladeado por pequenas janelas e encimado por janelão de recorte neogótico.
Ruínas do Solar da Quinta das Devesas (Devezas) - Escadaria principal
Solar da Quinta das Devesas - Vista parcial da fachada frontal
 Solar da Quinta das Devesas - Outra vista parcial da fachada frontal
Solar da Quinta das Devesas - Fachada frontal e lateral
Solar da Quinta das Devesas - Capela em ruínas
Esta propriedade tem a sua entrada principal na Rua D. Leonor de Freitas, junto às instalações da firma Barros, Almeida & C.a. – Vinhos S.A. e era constituída por uma casa apalaçada, de dois andares, capela, anexos, jardim, estufas, pomares, hortas, adegas, casa para gado e terras de lavradio e de vinha, com uma área de 101.500 metros quadrados.
Graças à benemerência desta magnífica família, a referida Quinta é propriedade da Misericórdia de Gaia. Esta passagem realizou-se de forma faseada:
Por legado em testamento do Conde Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos, falecido a 2 de Agosto de 1965, da terça parte desta propriedade.
Por doação feita no dia 8 de Março de 1966, pelas Senhoras D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos, viúva do Conde Alfredo, falecida a 20 de maio de 1967, e de D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite Castro Lemos, viúva de Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos, falecida a 14 de Fevereiro de 1971, das outras duas terças partes de que eram pertença das mesmas, deduzidas de uma parcela de 21.206 metros quadrados, que as doadoras reservaram para si. Estas doações, segundo os termos da escritura, foram feitas pelo facto de ambas desejarem contribuir para “os altos fins de assistência a que se dedica a Misericórdia de Gaia”.
Na altura da morte da última das senhoras, em 1971, a Misericórdia tornou-se proprietária da Quinta das Devezas.
Entretanto, para homenagear os dadores, a Misericórdia construiu um magnífico lar para idosos, que foi inaugurado no dia 4 de Julho de 1992, a que deu o nome de Lar Residencial Conde das Devezas, actualmente designado de Residências Seniores Conde das Devezas.

Bibliografia:
- In http://scmg.pt
- SIPA 

Imagens:
- Alexandre Silva

Palacete Samora Correia. (Lisboa)

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Edificado entre a Avenida da Liberdade e a Rua Júlio César Machado e com acessos (frontaria) para ambas as artérias, este sumptuoso edifício era propriedade e foi residência de Carlos Ferreira Prego, 3.º Barão de Samora Correia.
Seria posteriormente adquirido pela Sociedade Anglo-Portuguesa de Cinemas, SARL, com o objectivo de ali erguerem o Cinema São Jorge. Isto levou a que o palacete fosse demolido entre 1946 e 1948. O Cinema São Jorge seria inaugurado em 24 de Fevereiro de 1950.
Palacete Samora Correia. Fachada para a avenida da Liberdade
Cliché de Eduardo Portugal in AML
Palacete Samora Correia. Fachada para a rua Júlio César Machado
 Cliché de Eduardo Portugal in AML

Casino do Palácio de Cristal. (Porto)

terça-feira, 17 de abril de 2018

O formidável e demolido em 1951, Palácio de Cristal do Porto, que em 2009 mereceu da nossa parte uma dedicada e extensa publicação, a qual pode ser consultada clicando aquifoi um local dedicado tanto à cultura, como ao divertimento e lazer.
 Palácio de Cristal - BPI
Portuenses nos seus passeios de Domingo à tarde, aproveitando o sol Outonal que irradiava sobre a Avenida das Tílias, no palácio de Cristal
Conforme já referimos na nossa publicação datada de 2009, tendo o lançamento da primeira pedra ocorrido em 03/09/1861 e sido posteriormente inaugurado, em 1865, as instalações do majestoso edifício não dispensavam um Casino (algo muito na moda de então), que integrava também um Dancing, bem como um Restaurante.
 Casino do Palácio de Cristal - Dancing
 Casino do Palácio de Cristal - Sala D. Pedro V
 Casino do Palácio de Cristal - Sala Holandeza
Imagens:
- Casa Alvão
- AHCMP
- BPI (Digitalização)

Destruição de um Palacete... para Hotel, claro! (Porto)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Nas palavras do grande conhecedor da história da Invicta Germano Silva, a história deste edifício é “nebulosa”, mas sabe-se que na segunda metade do século XVII, em 1862, pertenceu a Armando Artur Ferreira de Seabra da Mota Silva, da burguesia portuense da época.
Em meados do século XIX, o palacete secular esteve para ser expropriado pela Câmara do Porto, por alturas em que a autarquia andava a abrir a rua hoje baptizada de José Falcão.
Só não foi expropriado, porque o traçado da rua foi alterado”, conta Germano Silva, recordando que o edifício se distinguia pelos painéis de azulejos.
Em finais do século XIX, o palacete, que chegou a ser uma padaria e armazém de fazendas, pertencia a Artur Augusto de Albuquerque Seabra, professor de matemática e antigo jornalista que pertenceu à Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Palacete do século XVIII. Corpo total do edifício in Google Maps
 Palacete do século XVIII. Edifício completo
 O palacete, devoluto, mas ainda com todas as suas paredes e telhado in portojofotos
Recentemente foi (ou está ainda a ser) esventrado, aliás destruído na sua essência, visto do mesmo já só restar a sua fachada frontal. Todas as outras paredes de granito foram derrubadas e o seu interior desapareceu, dando, no momento exacto em que escrevemos este artigo, lugar ao um gigantesco e profundo abismo.
Destruição de um palacete
Fachada frontal. A única coisa que sobrou do palacete
  Traseira da única fachada que permaneceu de pé

 Destruição de um palacete. Uma cratera imensa no local do histórico edifício
Do palacete, restou apenas a fachada frontal voltada para o Largo Moinho de Vento
O objectivo desta, a nosso ver, abominável destruição, é criar mais um hotel de cinco estrelas, com 60 quartos, em 2019, segundo informou à comunicação social, o administrador da Vidamar, Pedro Costa.  
O novo hotel, que se vai chamar Hotel Oporto Wine & Books, vai ter seis pisos acima do solo e dois pisos abaixo da cota da soleira, e uma volumetria de 11 mil metros quadrados, lê-se no “Aviso” afixado junto à obra e cujo titular do alvará é a Worldlounge, Lda.
A constructora espanhola Sanjose foi a empresa que recebeu a adjudicação da Worldlounge Lda – Hoteis com restaurante para executar “primeira fase das obras do Hotel Oporto Wine & Books, lê-se na página da Internet daquela empresa.

Imagens:
- Google Maps
- Blogue portojofotos
- Alexandre Silva

Palacete Leite Pereira. (Porto) Será "salvo" pelo turismo?!?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Quem nasceu e cresceu, ou frequentou com assiduidade a cidade do Porto nas últimas décadas, não será estranho ao fenómeno do turismo explosivo, que assolou a mesma a partir de 2005/2008, pouco mais ou menos...
Um centro histórico, no qual se viam os portuenses no seu trabalho diário e que se tornava um "deserto" a partir do fim do expediente, é hoje um "enxame" de turistas estrangeiros. Alemães, Ingleses, Franceses, Chineses, Brasileiros, etc. etc. entopem a Baixa de noite e de dia.
Já correm vozes, que muito brevemente a cidade do Porto terá de tudo, menos portuenses...
Tudo tem o seu lado bom e o seu lado mau. Aqui não será excepção. O lado bom, é obviamente o lado referente à economia. Os cafés e restaurantes da Baixa do Porto, que são cada vez mais, passaram a ostentar preços para bolsos de Alemães e Ingleses, que ganham em média 5 ou 6 vezes mais que o trabalhador português. As casas antigas, ou "velhas" como preferem alguns e nas quais já ninguém podia morar, por falta de condições, estão a ser reconstruídas (umas com mais rigor histórico que outras) e transformadas em "habitação de luxo" vendidas por preços exorbitantes. Os antigos Palacetes de famílias nobres, estão a dar lugar a Hoteis de luxo, um atrás do outro...
O lado mau será o crescente e já evidente despovoamento, por parte dos seus habitantes autóctones, que não possuem possibilidades financeiras, para fazer frente aos seus "concorrentes" estrangeiros.
A cidade velha perde assim o resto dos seus habitantes e com eles as suas características próprias...
Mas, após esta ligeira reflexão, vamos ao verdadeiro item desta publicação: O Palacete Leite Pereira.
Localiza-se na antiga Rua do Olival, sitio onde em 1485, apareceu a peste e para evitar a propagação dessa terrível epidemia, o arruamento foi entaipado. Isso fez com que em 1486 se alterasse o nome para a actualmente conhecida Rua das Taipas.
 Palacete Leite Pereira na Rua das Taipas in AMP
Os Leite Pereira, Viscondes de Alcobaça, eram a família nobre, proprietária desta formidável casa e cujo brasão (ou pedra de armas) ainda se pode observar na fachada.
 Palacete Leite Pereira
 A pedra de armas na casa nº 74 da Rua das Taipas
Tendo deixado de ser residência nobre em data, que neste momento não possuímos dados para referir, o certo é que este espaço serviu posteriormente de sede ao Clube Inglês. Funcionou ainda como uma drogaria durante largos anos.
O Palacete nestes últimos anos... ou décadas
Nos últimos anos o Palacete tem estado neste crescente estado de degradação... será também "salvo" pelo turismo? Se for o caso esperemos que o "salvamento", seja feito de forma mais digna, que outros que temos observado. Edifícios magníficos, onde são derrubadas todas as paredes antigas de pedra (e substituídas por outras de betão) ficando do edifício original, apenas a fachada frontal. 
Exemplos? Passeiem pelo Largo Moinho de Vento, ou pela Rua de Sá Noronha...


Imagens: 
- Arquivo Histórico Municipal do Porto 
- Google Maps

Palacete de Manoel Pinto da Fonseca. (Porto)

sábado, 6 de maio de 2017

 Palacete do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca . BPI (digitalização)
Esta formidável habitação foi a moradia de Manoel Pinto da Fonseca, fundador, em conjunto com o seu irmão, da Casa Fonseca, que posteriormente haveria de dar origem ao já desaparecido Banco Fonsecas e Burnay. Localizava-se na Avenida da Boavista, esquina com a Rua de Belos Ares, onde actualmente se encontra o prédio que alberga o Bingo da Boavista. Foi devastada por um incêndio em 14 de Outubro de 1926.
Bombeiros a apagar o incêndio do Palacete do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca, localizado na esquina da Rua de Belos Ares com a Avenida da Boavista, no Porto. Cliché Alvão. 1926-10-14 in Centro Português de Fotografia
Palacete do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca
 Av.ª da Boavista, vendo-se o Palacete Manoel Pinto da Fonseca

Imagens:
-Centro Português de Fotografia
-AHMP
-BPI (digitalização)

Palácio da Batalha. (Porto)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Clique na imagem para a ampliar
Palácio da Batalha. Edifício dos correios em 1905
No lado oriental da praça da Batalha, no coração da cidade do Porto, podemos ver um palacete brasonado mandado construir nos fins do século XVIII por José Anastácio da Silva da Fonseca, cavaleiro da Casa Real.
Na altura do Cerco do Porto os proprietários pró-miguelistas abandonaram o palacete, o que fez com que o governo liberal lá se instalasse, usando-o para várias instituições públicas e hospital de sangue. Foi aqui que Bernardo de Sá Nogueira, mais tarde Marquês de Sá da Bandeira, foi internado após ter sido gravemente ferido, acabando-se por lhe amputar o braço direito ferido. Em 1842, foi restituído aos antigos donos e, em 1861, quando a câmara mandou terraplanar o largo, o palácio ficou cerca de um metro mais alto que o pavimento da praça.
Antigo edifício dos Correios, na praça da Batalha em 1905
Palácio da Batalha ou Palácio dos Guedes
 Praça da Batalha no Porto
Observamos o Hotel Universal na direita e o palacete dos Guedes na esquerda
 Praça da Batalha no Porto
Observamos o High-Life na esquerda junto ao Palacete dos Guedes, 
posterior edifício dos correios e actual Hotel
Praça da Batalha, c.1910 
BPI - Editor: Grandes Armazéns Hermínios
A câmara deu ao proprietário 800 mil réis de indemnização, dinheiro usado para rebaixar o pavimento do palácio. Estação central dos Correios, Telégrafos e Telefones ao longo de grande parte do século XX, em 2009 o edifício foi vendido ao grupo hoteleiro Hotel Dona Inês que actualmente se encontra a elaborar profundas obras neste edifício para o transformar em mais um hotel de luxo.
Aditamento (Março de 2015): O actual Hotel pode ser visualizado, clicando aqui.

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- AHMP
- BPI (Digitalização)

Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, ou "Obras do Fidalgo".

sábado, 1 de junho de 2013

Cliché da Phot.ª Guedes in AMP
Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, Obras do Fidalgo, também conhecida como Casa dos Porto Carreira ou mesmo como Casa das obras.
Já falamos dela diversas vezes na nossa página do facebook, mas até à data não lhe dedicamos nenhuma publicação neste blogue... achamos que é um item, que, embora não desaparecido, é merecedor.
Pormenor da parte central da fachada. Imagem remetida por leitor
Situa-se no lugar do Pombal, em Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses, distrito do Porto.
Esta magnifica fachada, nunca concluída, foi mandada edificar por António de Vasconcelos de Carvalho e Menezes por volta de 1740/1760.
Este edifício é um importante exemplar da arquitectura barroca, sendo de destacar as paredes da fachada que são de uma espessura invulgar, a fachada em granito com grande profusão decorativa e porta muito trabalhada.
No contexto da arquitectura civil portuguesa do século XVIII, a Casa de Vila Boa de Quires mantém-se fiel a uma tradição planimétrica, que se pauta pela linearidade e organização em comprimento, ou seja, a denominada casa comprida.
A interrupção a que a obra foi sujeita permanece, ainda hoje, por explicar, muito embora a tradição impute a paragem dos trabalhos à morte do hipotético arquitecto espanhol, responsável pelo projecto.
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Imagem recebida por email

Palacete de D. Antónia Ferreira, a "Ferreirinha". (Porto)

terça-feira, 28 de maio de 2013

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D. Antónia Adelaide Ferreira (1811 - 1896), mais conhecida por Ferreirinha, foi uma empresária portuguesa notável do século XIX, helenicamente ligada ao negócio do vinho do Porto.
No ano de 1840, o marido de Dona Antónia Ferreira, de nome António Bernardo Ferreira II, homem empreendedor e algo excêntrico, iniciava a construção de um faustoso palácio na Trindade.
Palacete da Ferreirinha visto do Largo do Laranjal, actual Largo da Trindade
Palacete de D. Antónia Ferreira
Neste mesmo edifício, o filho de D. Adelaide, Bernardo Ferreira fundou o Clube Portuense
Palacete da "Ferreirinha" junto à Igreja da Trindade in AHMP
O magnifico edifício, desaparecido há muitos anos, situava-se no local aproximado onde mais tarde se construiria o colossal prédio que durante anos foi conhecido por "Palácio dos Correios" e que actualmente funciona também como escritórios da Câmara Municipal do Porto.

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Alvão
- AHMP

Palácio dos Marqueses de Marialva. (Lisboa)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

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O Palácio dos Marqueses de Marialva, que o célebre terramoto de 1755 em Lisboa destruiu, deixou no entanto vestígios que, as escavações feitas já em 1999 para a construção do parque de estacionamento subterrâneo situado no Largo de Camões, colocou a descoberto.
Segundo fonte do IPA-Ministério da Cultura, passamos a citar:
"Praticamente toda a actual Praça Luís de Camões abrange a área onde, no século XVII foi construído o Palácio do Marquês de Marialva. Este apresentava orientação E/W, sendo a fachada principal a que daria para o Largo das Duas Igrejas. Deste edifício somente se conhece uma planta, ao nível do r/c, pertencente ao projecto de remodelação e reconstrução, (subsequente ao terramoto de 1755) o qual, nunca chegou a ser implementado. Pela planta do Palácio até agora posta a descoberto, podemos inferir que a sinalização da referida planta de muros preexistentes não está correcta, sendo possível, mesmo não se encontrando a escavação concluída, rectificar o traçado original deste Palácio tal como ele seria na época de seiscentos. As várias informações documentais que possuímos acerca dos designados «Casebres do Loreto» podem, a partir de agora, ser entendido de melhor forma na medida em que é possível, desde já delinear tipos de ocupação deste espaço, funcionalidades e compartimentação inerente a essa nova realidade. Desta forma, o destino do Palácio foi bem distinto do que se previa logo após o Terramoto de 1755, altura em que o seu proprietário ainda solicitou o projecto de reconstrução do seu imóvel.
Foi até ao momento detectada a fachada Norte do Palácio, bem como a rua que, no século XVII, a contornava. O conhecimento da cota a que esta rua se encontrava em épocas anteriores ao Terramoto permite-nos calibrar os desníveis que actualmente existem e, consequentemente, reconstruir a planimetria desta parte da cidade na época de seiscentos" .

Na imagem de baixo, o parque de estacionamento automóvel a ser já construído, no exacto local onde se encontravam as ruínas do Palácio.

Fontes: 
IPA-Ministério da Cultura
SKYSCRAPERCITY
AFML
CML

O "último Palácio" do Rei Garcia. (Castelo de Paiva)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Colocamos entre aspas parte do título pois este texto aborda um tema que não sabemos bem (e acreditamos que ninguém o sabe também) onde a lenda toca a realidade.
O Penedo de El-Rei Garcia, foi referenciado nas "Lendas e Tradições de Castelo de Paiva" de Adriano Strecht de Vasconcelos. 
O Penedo é formado por um aglomerado de enormes pedras, existentes no monte do Côto e oculta  gruta onde, segundo a tradição local esteve refugiado D. Garcia, Rei da Galiza, quando em guerra com seu irmão D. Afonso, filhos de D. Fernando de Castelo, pelos anos 1065 D.C.
Segundo a lenda, o rei Garcia posteriormente foi aprisionado ali (ou num local muito perto) embora o irmão lhe tenha permitido manter as vestes de monarca e outras regalias reservadas a nobreza.
Segundo soubemos existiu nesta zona um conjunto de enormes pedras (Dólmen? Menir?) a qual era chamada a "REGARCIA" (Rei Garcia?) onde a lenda afirmava ter sido o local exacto do último palácio do rei aprisionado. Pelo que soubemos também, esses enormes penedos que, a terem existido, acreditamos serem obra do neolítico, foram há várias décadas desfeitos  e levados por camiões para aproveitar a pedra na construção civil....
Esta lenda que tem várias versões, assenta nas reminicências das cruzadas e peregrinações que nos ligam de forma directa à Galiza.

Palácio do Farrobo. (Évora)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Antigo Palácio do Farrobo,  que durante anos funcionou como Quartel dos Bombeiros. Ficava no Largo da Porta de Moura. Este edifício foi demolido em 1963 para dar lugar ao Palácio da Justiça.

O portal do antigo palácio do Farrobo

Fonte: Arquivo Fotográfico CME

Paço dos Condes da Feira (Vila da Feira)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

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Paço dos Condes, construído no século XVII no interior do Castelo de Santa Maria da Feira
As suas ruínas foram demolidas em 1929
No séc. XV foi construído dentro da cerca, o primeiro palácio, palácio este que veio a ser substituído, no séc. XVII por uma nova construção. 
Infelizmente esta última foi também demolida nos anos 20 do século passado, mais exactamente em 1929.
 Ruínas do Paço dos Condes da Feira (séc. XVII)
Paço dos Condes da Feira. Cliché de Carneiro da Silva

Imagens: 
- BPI colorido a mão
- Autor desconhecido
Carneiro da Silva