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A Batalha de Ponte Ferreira em 1832. (Campo, Valongo)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ponte Ferreira - Onde se deu a Batalha entre as Forças de 
D. Miguel e D. Pedro em 23-07-1832
Ponte Ferreira, sobre o rio Ferreira, que lhe confere o nome, junto a Valongo...
A Batalha de Ponte Ferreira foi um recontro entre as tropas liberais e miguelistas travado a 23 de Julho de 1832 no lugar de Ponte de Ferreira, na freguesia de Campo, concelho de Valongo no contexto do Cerco do Porto durante a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834). O combate desenvolveu-se em torno de uma antiga ponte de granito pela qual o exército liberal pretendia realizar a travessia do rio Ferreira. O exército miguelista era constituído por cerca de 15 000 homens e o liberal por 8 000 homens, perfazendo um total de cerca de 23 000 militares em combate.
 Batalha de Ponte Ferreira. A. E. Hoffman (18??-18??)
Para além de regimentos portugueses da artilharia, infantaria e cavalaria, participaram na acção dois batalhões de mercenários ao serviço de D. Pedro IV de Portugal, um constituído por ingleses e outro por franceses.
A acção iniciou-se a 17 de Julho, quando os dois exércitos se defrontaram em pequenos recontros nos montes circundantes ao lugar e nas ruas de Valongo. No dia 22 de Julho o exército liberal recebeu ordens para atacar as forças miguelistas que se encontravam instaladas numa linha de batalha sobre montes situados adiante da povoação da Granja, na freguesia de Gandra, do outro lado do rio Ferreira, já no concelho de Paredes.
As tropas miguelistas estavam posicionadas numa extensa formação que se estendia até "Chão de Terronhas", actual lugar de Terronhas, freguesia de Recarei, concelho de Paredes. O extremo direito da linha chegava à margem esquerda do rio, em Balselhas, e era constituída pela 3.ª brigada com dois esquadrões de cavalaria e uma peça de artilharia. A força era protegida por uma íngreme colina, tendo o seu extremo esquerdo apoiado na Serra do Raio.
Entre os dois exércitos estava o rio Ferreira, o qual apenas podia ser atravessado por uma antiga ponte de granito situada no lugar de Ponte de Ferreira. Na manhã do dia 23 de Julho foi dada ordem para o exército liberal transpor a ponte. Durante mais de 12 horas, liberais e miguelistas bateram-se em torno da Ponte Ferreira, sem uma vantagem clara e definitiva de qualquer das partes, provocando grande número de mortos e de feridos nos dois lados. Esta pode contudo ser considerada uma vitória dos miguelistas, já que conseguiram fazer com que os objectivos dos liberais não fossem alcançados.

Bibliografia:
- Luz Soriano, História do Cerco do Porto
- A Voz de Ermesinde

Ponte sobre o Ribelas. (Chaves)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Antiga ponte sobre o Ribelas
Curiosamente e contrariando as outras publicações sobre pontes, que integram este blogue, a ponte sobre o Ribeiro Ribelas (ou Rivelas, como também lhe chamam) não desapareceu. 
O que desapareceu, foi o ribeiro que por baixo dela passava!
A Ponte sobre o Ribelas, é uma ponte de tabuleiro assente sobre dois arcos desiguais de volta perfeita. Originalmente, esta ponte encontrava-se sobre o Ribeiro de Ribelas, cujo curso foi depois desviado a montante, deixando a ponte numa zona seca. Isto sucedeu na década de 1950, altura em que foi construído o actual Pavilhão Termal, e o Ribelas foi desviado, para evitar inundações. Retiraram as guardas laterais da ponte e a mesma ficou parcialmente aterrada, devido à subida da cota do terreno, resultante da intervenção humana.
Mais recentemente foi criado um lago, artificial para dar à ponte uma ilusão da sua antiga função.

Ponte da Peça Má. (Trofa)

sábado, 25 de março de 2017

Ponte da Peça Má in Google Maps
A Ponte da Peça Má, inaugurada em 30 de Outubro de 1938, era construída em alvenaria de granito, tinha um vão de 19 metros e um arco de 89 aduelas. 
A ponte (viaduto) localizava-se sobre a Estrada Nacional 14, na Freguesia do Muro, Concelho da Trofa e servia de ligação ferroviária, até a linha do comboio Porto (Trindade) / Guimarães ter sido desactivada em Fevereiro de 2002.
Entre as várias "razões" para a demolição de mais uma estrutura em granito, obra irrealizável nos nossos dias cinzentos de betão armado, encontramos a miserável explicação da "inutilidade actual do viaduto" e a pálida acusação do mesmo ser "culpado" de alguns acidentes no local (talvez fosse a ponte que embatesse nos camiões, que circulam tranquilamente e ninguém tivesse reparado).

Houve sempre a possibilidade de se rebaixar a estrada no local, ou até mesmo de fazer um pequeno desvio na mesma, permitindo poupar a estrutura à demolição. Mas essas ideias não interessavam a quem tem apenas a cultura do dinheiro.
Tudo se prendeu na realidade aos custos de manutenção da Ponte da Peça Má, que pelo apurado, a empresa Metro do Porto nunca fez intenção de assumir. A destruição foi o ideal para fugir a futuras responsabilidades de manutenção.
No início de Setembro de 2016, os interesses económicos, derrubariam fisicamente esta construção, em tudo respeitável.
Ponte da Peça Má in Arquivo Histórico
Fontes:
- Correio do Porto
- O Notícias da Trofa
- A Trofa é Minha

Ponte das Barcas. (Porto / Gaia)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Respondendo a várias solicitações, dos nossos estimados leitores, sobre a "Ponte das Barcas", vamos tornar a abordar o assunto e aprofundar mais, uma breve publicação que havíamos feito no blogue, em 14 de Outubro de 2009. 
Esta nova publicação irá dessa forma, substituir a antiga.
A inegável necessidade de haver uma travessia para a margem Sul do Douro para circulação de pessoas e mercadorias do Porto, constituiu uma preocupação permanente ao longo dos séculos.
Existiram diversas "Pontes das Barcas" ligando o Porto a Vila Nova de Gaia, tal era importante a ligação entre estas duas povoações vizinhas, separadas apenas pelo Rio Douro.
Ponte das barcas em 1817. Henry L'Eveque. Clique para ampliar
 Gravura de J. J. Forrester, 1835. Ponte das barcas
A Ponte das Barcas, construída com objectivos mais duradouros, foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada a 15 de Agosto de 1806. Era constituída por vinte barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial.
Foi nessa ponte que se deu a tristemente célebre catástrofe da Ponte das Barcas, em que milhares de vítimas pereceram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas da segunda invasão francesa, comandada pelo marechal Soult, em 29 de Março de 1809. Mais de quatro mil pessoas morreram.
Citando o relato do sucedido:
"Alguns soldados franceses desgarrados tinham sido apanhados pelos portugueses, que para se vingarem duma derrota em parte atribuível à sua cobardia, arrastaram estes desgraçados para a rua principal, a Rua Nova, e aí os mataram barbaramente, crucificando-os de cabeça para baixo, para além de os mutilarem da forma mais horrível.
"Quando três dias depois o Exército francês forçou as defesas do Porto, não só o espectáculo dos seus compatriotas assassinados logo se lhes apresentou mas, como para provocar ao máximo as malvadas paixões da força invasora, aqueles soldados portugueses que tinham fugido a enfrentar os franceses em campo aberto, faziam agora fogo dos telhados, aumentando com cada tiro a fúria dos franceses que passavam em baixo, e que cedo se manifestou fazendo correr rios de sangue.
"Quando estas tropas francesas desciam a Rua Nova com as suas espadas banhadas no sangue dos habitantes indefesos, milhares destes procuraram escapar pela ponte de barcos que estabelecia a ligação com a povoação e o Convento de Vila Nova.
"O inimigo tinha penetrado na cidade de forma tão inesperada que não restava outra esperança de refúgio senão aquele temporário que se conseguiria na margem oposta do rio: uma massa de seres desprotegidos - homens, mulheres, crianças - foi vista a fugir aterrorizada para a ponte.
"Que pena poderá descrever as atrocidades que foram perpetradas em todos os cantos da cidade nesse momento terrível. À medida que cada casa se tornava por sua vez num local de assassínio e violação, aumentava o horror; e como se a esperança de prolongar a obra de destruição se misturasse com os bárbaros desejos do momento, um corpo de cavalaria inimigo galopou para interceptar os fugitivos que se dirigiam à ponte, enquanto que várias peças de artilharia começaram um fogo mortal na mesma direcção.
"Há medida que os dragões franceses pressionavam na direcção da ponte que constituía a última esperança dos infelizes habitantes, teve lugar uma cena de horror excedendo talvez qualquer outra das que têm conspurcado os anais da guerra.
"Com ferocidade impiedosa os soldados sedentos de sangue espadeiravam para todos os lados, não poupando idade nem sexo. Inumeráveis vítimas indefesas foram assim destruídas e, como que para aumentar a intensidade do sofrimento, os primeiros dois barcos que suportavam a ponte afundaram-se sob a pressão do enorme peso, e massas de seres humanos foram precipitadas na torrente tumultuosa. Viam-se perseguidores e perseguidos agarrados freneticamente uns aos outros nos últimos momentos duma luta mortal, à medida que a forte corrente os arrastava do local da luta para a quietude da morte".
 "Alminhas da Ponte". Em memória das vítimas do desastre
Reconstruída depois da tragédia, a Ponte das Barcas acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte D. Maria II ou Pênsil em 1843. Sobre essa nova ponte, temos uma publicação específica neste blogue.
Ponte D. Maria II ou Pênsil. A primeira ponte feita para durar e resistir
Prova actual em papel salgado, tendo por base um Calótipo de Frederick William Flower
Ponte D. Maria II. Frederick William Flower

Ponte velha do Faial. (Ilha da Madeira)

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ponte Velha do Faial
A "Ponte velha do Faial", na Ilha da Madeira, também conhecida como “Ponte das sete bocas”, pelos seus 7 arcos, localiza-se no sítio da Fajã, na freguesia do Faial. 
Originalmente atravessava a Ribeira do Faial e foi construída para unir as duas margens da freguesia, separadas pela ribeira, no início do século XX. 
Seria inaugurada em 1904 e foi, durante muitos anos, a maior ponte, em extensão, da ilha da Madeira, apresentando 130 metros. 
No ano de 1984 um forte temporal assolou a costa norte, levando a que a ponte não resistisse à fúria das águas da ribeira, acabando por desmoronar-se 4 dos seus 7 arcos. A sua reconstrução foi posta de parte, tendo sido construída uma nova ponte em betão, a "Ponte 1 de Julho" a escassos metros. 
O resto da estrutura da ponte permanece como um marco histórico desta freguesia e do concelho, símbolo do que resta de um verdadeiro monumento perdido...

Imagem:
- Autor desconhecido

Ponte Ferroviária de Magra.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ponte Ferroviária de Magra. Albumina de Emílio Biel
A antiga Ponte Ferroviária de Magra integrando o troço entre as Estações de Amoreiras-Odemira e Faro da Linha do Sul, onde esta estrutura se localizava, foi inaugurada em 1 de Julho de 1889.
A Ponte de Magra seria uma das contempladas pelo programa de melhoramentos levado a cabo pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses entre 1931 e 1932
Em Julho de 1938, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações aprovou um projecto da Direcção Geral de Caminhos de Ferro para uma variante entre os PKs 237,635.58 e 238,294.72 da Linha do Sul, de forma a substituir esta ponte; o concurso respectivo foi levado a cabo pela Direcção Geral, em 5 de Agosto do mesmo ano.

Fonte parcial:
- REFER
- TORRES, Carlos Manitto. (1 de Fevereiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1683): 76. 
- SOUSA, José Fernando de. (1 de Março de 1934). "Direcção-Geral de Caminhos de Ferro: Relatório de 1931-1932". Gazeta dos Caminhos de Ferro 47 (1109): 127. 

Imagem: 
- Emílio Biel

Ponte de Ferro ou Ponte do Comboio. (Matosinhos-Leça)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Já aqui abordamos, de forma colectiva e individual, as várias pontes que existiram na Foz do rio Leça, antes da abertura do porto artificial de Leixões. A titulo individual, consideramos que carece falarmos da antiga Ponte de Ferro, também chamada por Ponte do Comboio, que ligava Matosinhos a Leça da Palmeira.
Ponte de Ferro ou Ponte do Comboio
Por esta ponte atravessou a pedra necessária à construção do molhe Norte. A linha seria mais tarde usada pelos comboios da linha da Boavista-Leça e da Póvoa de Varzim.
O comboio passando junto ao Forte Nossa Senhora das Neves, em Leça da Palmeira
O Castelo de Leça ou Forte Nossa Senhora das Neves, em Leça da Palmeira
O eléctrico circulando quase encostado ao "Titan"

Imagens:
- in A.M.C.M.M.
- BPI, Edições Estrela Vermelha
- Autor desconhecido

Ponte de Guifões. (Matosinhos)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ponte de Guifões 
A Ponte de Guifões, de origem romana, seria totalmente reconstruída e melhorada durante a Idade Média.
Esta ponte possuía um tabuleiro de perfil horizontal de cerca de vinte metros de comprimento e reforçado através de guardas com aberturas semicirculares, a ponte apresentava na sua origem três arcos ogivais de dimensões variadas e respectivos talhamares. 
Classificada como IIP - Imóvel de Interesse Público, foi destruída  na sequência de um forte temporal que assolou toda a região em 1979. Da estrutura primitiva, chegaram até nós somente os arranques do arco da margem esquerda e parte do da margem direita. 

Imagem:
- Arquivos SIPA

Ponte de Cabaços. (Reriz/Castro Daire)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Reriz é uma freguesia do Concelho de Castro Daire, no Distrito de Viseu. Sobre as águas do Rio Paiva, que por ali passa, existem algumas pontes. Uma delas, é o que resta, da Ponte de Cabaços.
Construída em alvenaria de granito, de tabuleiro horizontal, apoiado em arcos e com um perfil medieval idêntico a muitas outras do género, como a ponte medieval de Canaveses, ou a ponte de Cavez, a ponte da Cabaços, foi definitivamente destruída por uma cheia, em meados dos anos 60 do séc XX.

Imagem:
- Autor desconhecido

Ponte D. Maria Pia / Ponte Maria Pia.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Não, (ainda) não é um monumento desaparecido, mas é sem dúvidas, mais uma forte candidata a esse título.
Iniciada a sua construção em Janeiro de 1876, a ponte de D. Maria Pia foi uma obra construída "no limite das possibilidades clássicas da construção metálica". Disse-o, há mais de cem anos, o próprio Gustavo Eiffel. Na sua época a Ponte D. Maria Pia foi uma obra de engenharia que deslumbrou o mundo.
Gustavo Eiffel realizou sobre o Douro um audacioso e criativo trabalho. A construção da Ponte iniciou-se em Janeiro de 1876, concluindo-se em Outubro de 1877. Ocuparam-se 150 operários e utilizaram-se 1.600.000 quilos de ferro. As dimensões exigidas pela largura do rio e das escarpas envolventes, foi considerado o maior vão construído até essa data, aplicando métodos revolucionários para a época. Testes à segurança foram efectuados como o emprego dos meios existentes e essa segurança foi largamente comprovada pela utilização, durante mais de 100 anos, ao serviço do caminho de ferro.
A inauguração em 4 de Novembro de 1877, foi presidida pelo rei D. Luís I e pela Rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome.
Fases de construção
Ponte Maria Pia em 20 de Junho de 1876
Ponte Maria Pia em 22 de Julho de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 (mesmo cliché)
 Ponte Maria Pia em 30 de Setembro de 1876
Ponte Maria Pia em 24 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 30 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 15 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia em 27 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia já em funcionamento
Ponte  Maria Pia numa vista de Jusante
«Ponte D. Maria e Collegio dos Orphãos»
A ponte está classificada como monumento nacional e é o único monumento português que faz parte da lista de grandes obras de engenharia da American Society of Engineering (ASCE).
A ponte Maria Pia está sob a responsabilidade da REFER, que, desde 1991 e até hoje, efectuou apenas uma intervenção de restauro da ponte, em 2009. O seu futuro é incerto e não parece nada promissor.

Fontes:
- FEUP
- CMP
Imagens: 
- Emílio Biel
- BPI - Editor Alberto Ferreira

Ponte de Remondes. (Remondes, Mogadouro)

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Consultando o "Guia de Portugal" da Fundação Gulbenkian, podemos ler o que Sant'Anna Dionísio refere em relação à freguesia de Remondes.
Citamos: 
«Do lado de cá, no invisível alto do monte que estamos a contornar, oculta-se a aldeia velha de Remondes, no caminho antigo de Chacim e Castro Vicente para Mogadouro, muito mais directo mas também muito mais íngreme. Atingimos a vertente imediata do Sabor. Por momentos, domina-se perfeitamente a perspectiva declivosa do vale profundo, destacando-se ao longo do rio, na margem direita, a serpentina polida da estrada que segue pelas alturas de Izeda, para Bragança. Transpõe-se por fim o rio Sabor, sobre a longa e robusta ponte de Remondes.»
A ponte de Remondes entre Mogadouro e Macedo de Cavaleiros, teria sido construída em 1678, sendo obra da nobre família dos Távoras.
A ponte de Remondes compõe-se por um tabuleiro horizontal assente sobre cinco arcos de volta redonda. Apresenta, entre os arcos, contrafortes com talhamares e talhantes triangulares. Actualmente, (na data em que escrevemos este texto) ainda tem circulação automóvel.
Condenada à submersão pela barragem do Sabor a ponte de Remondes muito em breve será, juntamente com a ponte da Portela e todo um ecossistema único, num dos últimos rios selvagens de Portugal uma memória do passado, "afogada" numa albufeira de água estagnada, como pode ser visto na imagem artística imediatamente em baixo, onde vemos também já a ponte de betão que a vai substituir.



Imagens:
- Profico
António Baptista Cordeiro

Ponte D. Maria II. (Lagos)

terça-feira, 6 de novembro de 2012


Não é um "Monumento Desaparecido" mas na data em que redijo este texto é, sem dúvida, um monumento em degradação, senão em extinção.
A Ponte D. Maria II foi erigida em data incerta, embora apresente vestígios de construção romana. Mede aproximadamente, 103 metros de comprimento por 9 metros de largura e assenta sobre 12 arcos de meio ponto, com vãos desiguais; está construída em alvenaria de tijolo rebocada, com talhamares piramidais a jusante e montante, e um tabuleiro gradeado em Ferro. Foi referida por Henrique Fernandes Sarrão na sua obra História do Reino do Algarve, escrita por volta de 1600.
A Ponte D. Maria teve obras de conservação em 1618. Teria sido danificada no Terramoto de 1755, foi reconstruída em 1783 pelo Capitão General Conde de Rezende; nesta remodelação, foram adicionados dois patamares com bancos, e uma lápide comemorativa. Em Novembro de 1805, 3 arcos foram destruídos numa cheia, tendo as reparações durado até 1807. Sofreu obras de renovação entre 1958 e 1960, tendo a placa comemorativa sido removida e guardada no Museu Dr. José Formosinho.
Desde Fevereiro de 2012 que a ponte rodoviária D. Maria II, um dos principais acessos à cidade de Lagos, está interdita ao trânsito automóvel e pedonal  por apresentar "risco de colapso iminente".

Fontes parciais:
PAULA, Rui Mendes. Lagos: Evolução Urbana e Património. Vila Real de Santo António: Câmara Municipal de Lagos, 1992. 392 p.

Ponte de Salas.

domingo, 8 de julho de 2012

A Ponte de Salas  é uma antiga ponte em Alvenaria de um só arco, que agora se encontra quase sempre submersa devido a Barragem do Lindoso. Possui guardas laterais em cimento armado, que não faziam parte da construção original. Situada sobre o rio do qual herdou o nome "Salas" e perto de Lobios, a sua referencia aqui prende-se mais pelo facto de ter sido "vítima" da Albufeira em cima mencionada.

Clique nas imagens para as ampliar


Fonte: bordejar.com

Ponte do Caminho de Ferro. (Bougado/Trofa)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Clique na imagem para a ampliar

Ponte férrea sobre o rio Ave, num BPI dos finais do séc. XIX onde podemos ver sobre a antiga ponte, a travessia de um comboio de via larga e as pouco usuais carruagens de dois pisos em madeira. Esta ponte seria substituída por uma outra, mais moderna e robusta no ano de 1932, estando esta última, por suposto, actualmente ainda em serviço.

Ponte dos Carcavelos. (Cidade de Aveiro)

quinta-feira, 14 de junho de 2012


A antiga Ponte dos Carcavelos sobre o Canal de S. Roque em Aveiro, era simples, rudimentar e pouco sólida. Construída em madeira, acabou por desabar a 09 de Setembro de 1942, numa altura em que estava segundo o «Correio do Vouga», edição de 19/09/1942 "cheia de pessoas que desejavam ver uma corrida de bateiras, integrada no programa das festas de Nossa Senhora das Febres", não havendo "desastres graves a lamentar".

Clique nas imagens para as ampliar. As duas primeiras são da antiga ponte

Na imagem de baixo podemos ver a actual ponte dos Carcavelos, que veio substituir a de cima.

Fonte parcial: CMA

Ponte de Abragão. (Penafiel)

domingo, 10 de junho de 2012

Ponte sobre o Tâmega em Vila Boa do Bispo.( Ed. Bazar do Marco Nº 10)
Autor desconhecido. Fonte - Blogue Vila Boa do Bispo Sempre
A Ponte de Abragão, ou Ponte do Canal, era uma ponte sobre o rio Tâmega. Construída em alvenaria de granito, foi mais uma obra notável do Eng.º Edgar Cardoso, tendo sido inaugurada em 1949. 
Caracterizava-a um vão de 60,00m, flecha de 7,00m 1/9
Construção da Ponte do Canal - Vista lateral do arco
 Construção da Ponte do Canal - Vista obtida de um ponto alto da margem
Foi submersa pela EDP (estado no qual se encontra actualmente) nas águas do Tâmega em 1988, quando se concluiu a barragem do Torrão.

Imagens: 
- BPI, Edições Bazar do Marco
- Blogue: Vila Boa do Bispo Sempre

Ponte do Pedrogão. (Avis)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Uma rara vista da ponte do Pedrogão, no Concelho de Avis (Alentejo).  
De época romana, esta magnifica ponte encontra-se actualmente submersa pela Barragem do Maranhão.

Localização por GPS 


Lat - 39° 7.731'N  
Lon - 7° 51.625'W

Ponte das Curadeiras. (Penafiel)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Clique na imagem para a ampliar
Um antigo e belíssimo BPI da Ponte das Curadeiras sobre o Rio Cavalum em Penafiel.

Não é um MONUMENTO DESAPARECIDO mas é forte candidata... Em Dezembro de 1995, uma tromba de água caiu sobre Penafiel, e o Rio Cavalum, encheu de tal modo que galgou as margens derrubando os resguardos em pedra da Ponte das Curadeiras, estando até hoje as mesmas amontoadas no campo a jusante da ponte... 

Ponte Velha do Vouga. (Lamas do Vouga - Águeda).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A construção da Ponte Velha do Vouga foi ordenada por D. João III em 1529 e sofreu reparações em 1713 por ordem de D. João V que lhe terão dado a feição que ainda (sublinhemos o "ainda") se vê hoje. Existe também a forte possibilidade desta ponte quinhentista ter sido construída sobre uma anterior romana, até porque aqui era justamente o ponto onde a grande via romana que ligava Bracara Augusta a Olisipo transpunha o rio Vouga, passagem controlada pela civitas Talabriga que fica no cabeço sobranceiro ao rio, conhecido como Cabeço do Vouga.
Em baixo uma imagem da ponte recentemente semi-destruída (Novembro de 2011) devido a intempérie e ao abandono. O que revolta é a vontade da autarquia, que como muitas outras parece padecer de bases minimas de cultura, em demolir a ponte. (ver notícia)


O infeliz testemunho das entidades competentes... ou incompetentes pelo que tudo indica:
«A Câmara Municipal de Águeda não pretende recuperar a ponte quinhentista de Lamas do Vouga que ruiu parcialmente na noite do passado sábado. Muito pelo contrário: a autarquia pretende, agora, avançar com um estudo para “a demolição da estrutura que resta”, avançou ao PÚBLICO o vice-presidente do executivo, Jorge Almeida.» 

A ponte sobre o rio Vouga, se bem que modificada e beneficiada nas épocas em cima citadas, é um dos principais monumentos viários da época romana em território nacional e não deveria ser demolida, antes pelo contrário, devidamente reconstruida.

Ponte de Ferro. (Figueira da Foz)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Clique na imagem para a ampliar

Uma vista do Rio Mondego, na Figueira a Foz, vendo-se ainda a antiga ponte de ferro ao lado da ponte engenheiro Edgar Cardoso

A antiga Ponte de Ferro, situava-se na Figueira da Foz, no litoral centro de Portugal. Foi substituida em 1982 pela actual Ponte engenheiro Edgar Cardoso, conhecida como Ponte sobre o Mondego e antigamente também como Ponte da Figueira da Foz.
Esta última está integrada na EN109/IC1.
A Ponte engenheiro Edgar Cardoso (inaugurada em 1982)  beneficiou de uma reabilitação profunda durante dois anos, a qual foi dada por concluída a 28 de Julho de 2005, ocasião em que a estrutura recebeu o nome do engenheiro que a projectou.