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Quiosque de Sebastião Vieira de Magalhães, "O Correligionário". (Porto)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Porto - Praça de D. Pedro, vendo-se o edifício dos Paços do Concelho
Em primeiro plano, vemos o quiosque do "Correligionário". Cliché da Phot.ª Guedes
Na Praça de D. Pedro (já aqui abordada) também designada por Praça Nova e presentemente por Praça da Liberdade, existiu um quiosque pertencente a um interessante indivíduo.
Chamava-se Sebastião Vieira de Magalhães, usava o típico barrete judaico e barba, procurando ser afável para com todos os seus clientes, a quem se dirigia, com termos semelhantes a este: 
"Aqui está o jornal que o ilustre correligionário* procura".
Desta forma, Sebastião Vieira de Magalhães era "correligionário" de todos os seus clientes, ficando o termo para sempre associado à sua pessoa.
Praça de D. Pedro. O quiosque em primeiro plano
Quiosque na Praça de D. Pedro
Praça de D. Pedro c.1900
O quiosque do "Correligionário". Em segundo plano, vemos a igreja dos Congregados e os edifícios adjacentes à mesma, que antecederam os que conhecemos actualmente naquele local. Um deles foi ocupado pelo restaurante "Camanho"
 
Caricatura do "Correligionário" no seu local de trabalho
Sebastião Vieira de Magalhães, faleceu nos anos 20 do séc. passado e o quiosque, devido às muitas obras que este local sofreria, a partir de 1916, começou por ficar isolado num separador central e mais tarde, inevitavelmente desapareceria.
*Nota:  Correligionário - Aquele que é da mesma religião ou do mesmo partido político que o outro.

Quiosque da Avenida da Liberdade. (Lisboa)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Quiosque da Av. da Liberdade em Lisboa. 1908
A Avenida da Liberdade, em Lisboa, foi construída entre 1879 e 1886, à imagem dos boulevards de Paris. 
A sua criação foi um marco na expansão da cidade para norte, e tornou-se rapidamente uma referência para as classes mais abastadas aí localizarem as suas residências.
Muitos dos edifícios originais da avenida foram sendo substituídos nas últimas décadas por edifícios de escritórios e hotéis. Hoje a avenida ainda contém edifícios muito interessantes do ponto de vista artístico e arquitectónico, sobretudo do século XIX tardio e século XX inicial. 
 Quiosque da Av. da Liberdade em Lisboa. 1917
Actualmente ainda existe o neoclássico Teatro Tivoli, com um quiosque da década de 1920 no exterior, bem com algumas mansões. Muitas das fachadas no estilo arte nova deram lugar a edifícios de betão ocupados por escritórios, hotéis ou complexos comerciais, como já referimos em cima.
Como se faz crer que vivemos num país de "gente rica", apesar da CML nesta data em que escrevemos, ter um Presidente que se proclama "socialista", os automóveis com matrículas anteriores ao ano 2000 passaram a estar proibidos, a partir de 15 de Janeiro de 2015, de circular, entre as 07:00 e as 21:00 dos dias úteis, na Avenida da Liberdade. Uma medida, a nosso entender de pura exclusão social, para mais não referirmos. 

Imagens:
- Arquivo Municipal de Lisboa (AML)