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1928 - Ano do início da circulação pela direita em Portugal.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Em Portugal e nas suas colónias, até 1928, a circulação automóvel era feita pela esquerda.
Em 1928, um ano após ter sido criada a Junta Autónoma de Estradas, foi legislado o primeiro código da estrada português e, pelo decreto n.º 18.406, de 31 de Maio de 1928, seria estabelecida a circulação pela direita nas estradas.
 1928 - Ano do início da circulação pela direita
Sinais colocados pelo Diário de Notícias e pela Vacuum Oil Company
 Acidente de automóvel no Largo do Chiado, Lisboa, em 1928. Estúdio Mário Novais
A partir das 5 horas da manhã de 01 de Junho de 1928 em Lisboa, e à meia noite no resto de Portugal continental, para os cerca de 31 mil condutores com carta de condução e cerca de 28.000 automóveis então existentes, passou a ser obrigatória a circulação rodoviária pelo lado direito das estradas. O mesmo aconteceu na Guiné, em Angola e Timor e, presume-se, na Fortaleza de São João Baptista de Ajudá. No entanto, em Macau, Goa e Moçambique, tendo em atenção as suas situações específicas, manteve-se a condução pelo lado esquerdo das estradas.
Em Timor, a condução passou a ser feita pela direita em Junho de 1928. Mais tarde, depois da Abrilada de 1974, mais exactamente em 1975, na sequência da anexação de Timor pela Indonésia, o sentido da condução foi novamente alterado para o lado esquerdo.

Fontes:
- Automóvel Clube de Portugal
- AHML 

Estação Ferroviária da Senhora da Hora.

sábado, 7 de novembro de 2015

Estação Ferroviária da Senhora da Hora. Digitalização. Cliché original: Autor desconhecido
Originalmente denominada de Vila de Bouças, a Estação Ferroviária da Senhora da Hora, entrou ao serviço em 01 de Outubro de 1875, sendo uma interface ferroviária da Linha do Porto à Póvoa e Famalicão, que funcionava como entroncamento com a Linha de Guimarães e o Ramal de Matosinhos, e que servia a localidade de Senhora da Hora, no Concelho de Matosinhos, em Portugal. 
Estação da Senhora da Hora - Locomotiva com destino à Póvoa
Locomotiva na Senhora da Hora. Cliché de autor desconhecido
Com o fim da circulação do comboio, a Estação foi encerrada em 2001, tendo as antigas dependências sido integradas na Estação Senhora da Hora do Metro do Porto.

Estação da Fonte da Moura. (Porto)

sábado, 18 de abril de 2015

Porto - Fonte da Moura. BPI, Editor - Alberto Ferreira
Estação da "máquina" (já aqui abordada anteriormente) na Fonte da Moura de Cima.
Entre 1878 e 1914, a ligação entre a rotunda da Boavista e Matosinhos era feita pela "máquina", uma pequena locomotiva a vapor que atrelava várias carruagens com passageiros. 
A "máquina" descia a Avenida da Boavista até à Fonte da Moura, onde inflectia à esquerda, seguindo para a Foz pela actual Rua de Correia de Sá.
A Estação da Fonte da Moura, ficava na esquina da Avenida da Boavista com a Rua da Ponte, hoje,  Rua Correia de Sá. 

O "Americano" e o "Chora". (Lisboa)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fundada em 1888, a empresa de Eduardo Jorge foi uma das empresas que ajudou o alfacinha a deslocar-se dentro da cidade, de uma forma económica. suas carroças puxadas por mulas eram bem conhecidas dos lisboetas, que muitas vezes as preferiam em detrimento dos "americanos" da Carris, pois o preço das suas viagens manteve-se praticamente inalterado durante os 26 anos da sua existência.
Conhecido como o CHORA, alcunha que alguns afirmam derivar do facto de "se andar sempre a queixar", junto do seu círculo de amigos, devido às dificuldades que a forte concorrência da Carris lhe trazia, provavelmente deriva antes do facto das suas carroças produzirem ruídos que eram semelhantes a lamentos, quando calcorreavam as ruas da cidade.
Fechou as portas em 1917, pois não conseguiu sobreviver à concorrência que lhe era movida pelo carro eléctrico e pelas dificuldades resultantes do pós-guerra. Reabriu 12 anos depois, agora já não com o popular Chora, mas com uma empresa de camionagem, que tinha a sua sede na Amadora, e que se manteve até finais dos anos 70, altura em que foi nacionalizada e passou a fazer parte da Rodoviária Nacional.

Um "Americano" de 1873
   Um "Chora", de 1900 da Empresa Eduardo Jorge

Carreiros do Monte. (Ilha da Madeira)

sábado, 29 de outubro de 2011

Clique nas imagens para as ampliar
Os Carreiros do Monte são os homens que conduzem o meio de transporte mais pitoresco da Ilha da Madeira: os “carros de cesto”, ou “tobogãs”, como também são conhecidos.
Estes interessantes meio de transporte surgiram em 1850, dada a falta de acesso para e do Monte, que na altura já era um dos locais de eleição da Ilha, escolhido pela nobreza e homens de negócio, e também pela rica comunidade britânica. Sobranceiro ao centro do Funchal, por acessos bem inclinados, para o Monte seguia-se a pé ou de bicicleta, até à chegada do desejado caminho de ferro e elevador.
Hoje em dia, os Carreiros estão organizados, e efectuam o muito famoso percurso já turístico dos carros cesto, que começa no Monte e acaba no Funchal.
Carreiros do Monte junto à antiga linha do comboio


Imagens:
- BPI (digitalização)