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Urinol da Academia de Bellas Artes. (Porto)

terça-feira, 8 de julho de 2014

A história do antigo convento de Santo António da Cidade, pertença dos frades menores reformados de São Francisco, remonta a 1783, ano em que teve início a sua construção, em terrenos situados em São Lázaro. Pensava-se, à época, que este poderia vir a ser um dos maiores edifícios conventuais da cidade do Porto, mas as obras prolongaram-se por longas décadas e em 1834, ano do decreto que estabelecia a Extinção dos Conventos, não estava ainda concluído. O que não impediu a instalação neste espaço das tropas inglesas, numa época (1831) em que os religiosos haviam já abandonado o convento. Depois de 1834, a história do edifício é paralela à da Biblioteca Municipal do Porto, que acolheu nas suas instalações a partir de 1842. Entretanto, também aqui estiveram sediadas a Escola de Belas Artes e o Museu Municipal.
Academia de Bellas Artes. Emílio Biel & C.
A Biblioteca foi criada por D. Pedro IV em decreto com data de 3 de Julho de 1833, tendo conhecido diversas instalações, antes de adoptar, definitivamente, as do antigo convento de Santo António, doado à Câmara em 1839. A inauguração ocorreu a 4 de Abril de 1842, remontando a esta época o retrato do rei, que ainda hoje se conserva. Aqui se recolheu boa parte das bibliotecas conventuais, constituindo este o fundo inicial da instituição, depois enriquecido pelas aquisições do seu 2º bibliotecário, Alexandre Herculano. 
Do antigo convento resta apenas o edifício, uma vez que a igreja foi demolida. Este, desenvolve-se em função do claustro, de dois andares, que se abre para o pátio através de uma arcaria de volta perfeita, no primeiro, e janelas de frontões curvos, no segundo. Ao centro, um chafariz ostenta a data de 1789. 
Na fachada, que fica voltada para a actual Avenida Rodrigues de Freitas, existiu um urinol público, tal como em muitos outros pontos da cidade. 
Situava-se junto à esquina com a Rua D. João IV e foi retirado há muitos anos do seu local. Tal, tem sido o destino de todos os antiquíssimos urinóis, que existiam na invicta.
Biblioteca do Porto. Phot.ª Guedes
 Clichés da Phot.ª Guedes
Imagens:
- BPI, cliché de Emílio Biel in Repositório Temático da U. P.
- Phot.ª Guedes
Bibliografia:
- Direcção-Geral do Património Cultural

O Urinol da Praça Luís Cipriano. (Cidade de Aveiro)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Clique nas imagens para as ampliar
Aspecto da Praça Luís Cipriano, nos finais do séc XIX ou inícios do séc. XX e certamente antes de 1911, mostrando um dos urinóis característicos na época e a Ponte dos Arcos, à direita. Ao fundo, a Capela de S. João derrubada em 1911.
Em baixo, outro aspecto mais recente (1920/30) da Praça Luís Cipriano. No lugar do urinol vemos o estacionamento dos carros de aluguer. A zona ajardinada desapareceu, subsistindo uma palmeira. Ao fundo, as barracas da Feira de Março.

O Urinol da Rua de Contumil. (Cidade do Porto)

terça-feira, 30 de março de 2010

Imagens de grande dimensão, clique para as ampliar
Na fotografia de cima vemos o Largo da Cruz visto do céu, a rua mais larga é a rua de Costa Cabral e a que parte desta em direcção ao canto superior esquerdo da imagem é a rua de Contumil, no início desta última situou-se até muito recentemente o Urinol Público, na parede da casa que na imagem podemos identificar como estando completamente em ruínas (sem telhado).
O Urinol Público da rua de Contumil, situado mesmo a saída do largo da Cruz, não possuia a beleza de muitos outros antigos urinóis da Invicta. Como todos sabemos um urinol não é mais que um lugar ou sítio público onde as pessoas podem urinar, um mictório, isto não impedia no entanto que alguns deles não fossem de grande beleza estética. Este era simplesmente "simples e funcional".
Não possuindo Bibliografia credível sobre o mesmo, penso no entanto não errar gravemente se disser que é originário dos finais do século XIX inícios do século XX... mas é uma opinião pessoal sem nada que a apoie.
Ficam no entanto aqui imagens que acompanharam gerações e que actualmente desapareceram, pois a casa ao qual o urinol estava acopolado foi derrubada recentemente, o que causou o seu óbvio desaparecimento.