Visivelmente desaparecida no coração da Invicta!!! (Cidade do Porto)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ainda pode contemplar este edifício... - Mas por quanto tempo?
No meio de frondoso verde, constituído tanto por mato, como algumas árvores de porte considerável e mesmo vestígios de antigos jardins há muito descuidados, insinua-se a figura imponente, ainda que já algo decadente, de um velho palacete que há muito se encontra em total abandono.
Esta "Mansão" foi habitada e quem andar actualmente na "carreira" dos trinta e picos anos (não é preciso mais) também se lembrará, desde que obviamente conheça o local e o edifício...
Fica ao cimo da Rua do Bonjardim, entre a Rua de Oliveira Ramos e a Praça do Marquês de Pombal, no n.º 1276, quase no coração da cidade do Porto.

A planta da moradia 
Um magnifico projecto do Arquitecto António Rigaud Nogueira 
(in, Construção Moderna, n.º 188)

É a meu entender uma "pedra preciosa" como muitas outras na Invicta, desprezadas pelos proprietários (muitas das vezes estes não possuem meios para as manter, é uma verdade) mas também e principalmente pela C.M. do Porto e mesmo o próprio Estado Português.
Desprezadas da mesma forma que um porco despreza pérolas... Pois gastam-se milhões em edifícios novos, (as vezes verdadeiras aberrações de cimento) quando edifícios como este poderiam facilmente e com simples remodelações tornarem-se em centros de lazer, centros culturais, postos clínicos ou uma infinidade de alternativas mantendo o seu aspecto secular e envolvidos num pequeno nicho verdejante e melancólico, no centro de selvas de betão armado.
Deixamos aqui um alerta as autoridades competentes.

Imagens: 
- Alexandre Silva

2 comentários

Deda Beleza disse...

Eu tinha uma amiga que viveu quase em frente. E como uma criança ficava imaginando como foi viver neste palacete.

12 de janeiro de 2014 às 14:11
Marcos Nogueira disse...

Seu cometário está repleto de razão meu caro blogueiro, ou bloguista. Gostaria de saber como posso ter acesso, em melhor resolução, das plantas desse palacete e talvez de outras obras de Rigaud.
Meu endereço de e-mail é marcosarnogueira@gmail.com
Por sua atenção agradeço.

10 de setembro de 2015 às 21:28

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