Lordelo do Ouro. (Porto)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lordelo do Ouro, em imagens impossíveis de contemplar actualmente, a não ser em arquivos fotográficos...
Estação do Ouro, num BPI com data de 1904 manuscrita 
Largo do Ouro
Cascata em Lordelo do Ouro , num BPI com data de 1907 manuscrita
Queda d'agua em Lordelo do Ouro, por volta de 1910
Várias perspectivas do Bairro Operário de Lordelo do Ouro, (localmente designado por "Bairro  Velho") entre 1947-1949, voltado para a Rua Granja de Lordelo, ao lado do Bairro das Condominhas e das piscinas do Fluvial. Destaque para um lavadouro público (desaparecido) e para as torres da Escola Primária das Condominhas. Vendo-se ao fundo a Capela de Santa Catarina.
Bairro Velho. Vemos a Capela de Santa Catarina
 Bairro Velho. Vemos a Escola Primária ao fundo
Bairro Velho. Escadas que acedem à Rua das  Condominhas
 Bairro Velho. Escadas que acedem à Rua das  Condominhas
 Lavadouros Públicos em Lordelo. A Escola Primária em segundo plano da imagem
Lordelo - Vista aérea em 1939
Repare-se no cemitério (canto superior direito) rodeado por campos de cultura. Um pouco mais abaixo, após o cruzamento com a actual rua do Campo Alegre, vemos a igreja de Lordelo, à frente da qual, passa a rua das Condominhas, tudo inserido num contexto fortemente rural
Fotografia aérea da zona ribeirinha, residencial e rural de Lordelo do Ouro (1939-40). Desde o bairro de Casas Económicas das Condominhas (Nordeste), ao Rio Douro (Sul). Identificando-se, o Bairro Operário de Lordelo do Ouro, na Rua da Granja de Lordelo; a central de Sobreiras, na Rua das Sobreiras; a capela de Nossa Senhora da Ajuda, na Rua com o mesmo nome; a Capela de Santa Catarina, rodeada de artérias com pequenos aglomerados habitacionais, no Largo de Santa Catarina; a Manutenção Militar e o Estaleiro, na Rua do Ouro.
Esta imagem de baixo, é mais recente (provavelmente dos anos 50) e tendo sido obtida, possivelmente próximo da Capela de St.ª Catarina, dá-nos uma ampla visão do Largo de António Cálem e da Rua do Ouro antes da implantação do monumento à "Grei". Os telhados em primeiro plano pertencem à manutenção militar, entre estes e o "casarão" que surge na direita da imagem (actualmente recuperado) existe a Rua das Condominhas.
Largo de António Cálem nos anos 50
Esta imagem abaixo, é ainda mais recente e tendo-nos sido enviada, desconhecemos no entanto o seu autor. A única informação que a acompanhou, é que a mesma seria de inícios dos anos 60 do séc. XX. Após análise curta à mesma (e conhecendo bem o local) podemos afirmar que a fotografia foi obtida provavelmente do local onde existe o já abordado, "Bairro Velho" das Condominhas, muito possivelmente perto da Escola. 
O edifício de maior porte, na esquerda da imagem, foi uma casa de habitação, (mencionada na imagem de cima, onde está vista de outro ângulo) parcialmente demolida, nos anos 80, estado em que permaneceu muitos anos, depois seria reconstruída e se não caímos em erro actualmente é uma empresa. Do outro lado desse edifício (não visível na imagem) situa-se a Rua das Condominhas. Os campos, em primeiro plano, actualmente obstruídos por prédios, representam o término da Rua Diogo Botelho, sendo as árvores ao fundo o actual Jardim do Cálem.
Neste local, viriam a funcionar as primeiras piscinas do Fluvial
Vistas panorâmicas da construção dos arruamentos da zona da Pasteleira; Ruas de Aleixo Mota e de Dom Pedro de Menses. Identificando-se o edifício da Manutenção Militar, o Bairro Operário de Lordelo do Ouro, a Capela do Sr. e da Sra. da Ajuda, o Largo de António Calem e o Rio Douro.




Vistas aéreas das obras de arruamentos na zona da Pasteleira (a nascente do Bairro Rainha D. Leonor), para construção de um bairro destinado a iniciativa particular, 1961-62,






Vista aérea do Jardim do Ouro (construído em 1960) também chamado de Jardim António Calem. No canto superior direito da fotografia vêem-se os acessos à zona da Pasteleira.
Jardim do Cálem, no início da década de 60, estando a Ponte da Arrábida em construção
 Jardim de António Cálem, na década de 60 do Séc. XX

Imagens:
- Editor Alberto Ferreira
- Autores desconhecidos
- Arquivo Municipal do Poto (AMP)
Fonte:
- CMP

5 comentários

Gostaria de falar dom o administrador deste blogue acerca da possibilidade de utilizar algumas das fotografias aqui publicadas. Cumprimentos.
Joaquim Pinto da Silva 918 349 272

25 de setembro de 2016 às 22:12

Gostaria de falar dom o administrador deste blogue acerca da possibilidade de utilizar algumas das fotografias aqui publicadas. Cumprimentos.
Joaquim Pinto da Silva 918 349 272

25 de setembro de 2016 às 22:13
Administrador disse...

Para qualquer assunto, por favor escrever para monumentosdesaparecidos@sapo.pt e/ou enviar mensagem privada através na nossa página do facebook.

Melhores cumprimentos

7 de outubro de 2016 às 10:51
RUI XARUTO disse...

Não posso afirmar com certeza mas creio que, na época em que fiz a escola primária, nesta mesma do Bairro das Condominhas, entre 1978 e 82, ainda existia o lavadouro ou vestígios dele, onde termina a Rua da Granja de Lordelo. Pode ser uma memória autosugerida mas creio não estar enganado. Era comum brincarmos ali.

7 de novembro de 2016 às 23:44
RUI XARUTO disse...

Apesar da legenda indicar Largo do Ouro, a primeira foto mostra o atual Largo do Calem e a estrutura que aparece ao centro marca a esquina do muro da Manutenção Militar que se estende para a Rua das Condominhas e para a Rua do Ouro (na foto). Lá no alto aparece a Quinta da Murta e um pouco do miradouro de Santa Catarina.
A segunda foto é tirada algumas dezenas de metros mais adiante, para montante do rio, mas desta feita a captar no sentido inverso. É à face do estaleiro naval, um lugar que está atualmente a ser alvo e nova transformação.
A queda de água é na Ribeira da Granja, atualmente coberta em grande parte da sua extensão e que desagua no Jardim do Calem. Chamamos-lhe "Caneiro". Desde criança que é essa a designação que conheço e certamente resulta do facto de correr em túnel e reunir as águas de inúmeros esgotos. A parte que mostra na foto, se ainda existir, poderá ser nas traseiras da Rua de Grijó. Ali permanecem umas quedas.
O Bairro Velho da Granja permanece com algumas alterações, próprias da passagem de várias gerações, mas mantendo em geral as suas características iniciais.
Curiosamente, é mais conhecida a parte traseira, muito usada como acesso principal dos moradores, por estar virada para a Rua da Figueira da Foz, por onde circula o trânsito e estabelece ligação entre a Rua das Condominhas e a escola.
A foto que indica o local das piscinas originais é tirada desse bairro Velho, e a foto do Calem dos anos 50, bem com as primeiras da área de contrução das torres da Pasteleira Sul (ou Varanda da Barra), são tiradas do Miradouro de Santa Catarina.

8 de novembro de 2016 às 00:19

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