Ponte D. Maria Pia / Ponte Maria Pia.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Não, (ainda) não é um monumento desaparecido, mas é sem dúvidas, mais uma forte candidata a esse título.
Iniciada a sua construção em Janeiro de 1876, a ponte de D. Maria Pia foi uma obra construída "no limite das possibilidades clássicas da construção metálica". Disse-o, há mais de cem anos, o próprio Gustavo Eiffel. Na sua época a Ponte D. Maria Pia foi uma obra de engenharia que deslumbrou o mundo.
Gustavo Eiffel realizou sobre o Douro um audacioso e criativo trabalho. A construção da Ponte iniciou-se em Janeiro de 1876, concluindo-se em Outubro de 1877. Ocuparam-se 150 operários e utilizaram-se 1.600.000 quilos de ferro. As dimensões exigidas pela largura do rio e das escarpas envolventes, foi considerado o maior vão construído até essa data, aplicando métodos revolucionários para a época. Testes à segurança foram efectuados como o emprego dos meios existentes e essa segurança foi largamente comprovada pela utilização, durante mais de 100 anos, ao serviço do caminho de ferro.
A inauguração em 4 de Novembro de 1877, foi presidida pelo rei D. Luís I e pela Rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome.
Fases de construção
Ponte Maria Pia em 20 de Junho de 1876
Ponte Maria Pia em 22 de Julho de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 (mesmo cliché)
 Ponte Maria Pia em 30 de Setembro de 1876
Ponte Maria Pia em 24 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 30 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 15 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia em 27 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia já em funcionamento
Ponte  Maria Pia numa vista de Jusante
«Ponte D. Maria e Collegio dos Orphãos»
A ponte está classificada como monumento nacional e é o único monumento português que faz parte da lista de grandes obras de engenharia da American Society of Engineering (ASCE).
A ponte Maria Pia está sob a responsabilidade da REFER, que, desde 1991 e até hoje, efectuou apenas uma intervenção de restauro da ponte, em 2009. O seu futuro é incerto e não parece nada promissor.

Fontes:
- FEUP
- CMP
Imagens: 
- Emílio Biel
- BPI - Editor Alberto Ferreira

1 comment

ARPires disse...

E as Câmaras Municipais do Porto e de Gaia, não terão uma palavra a dizer!...

20 de janeiro de 2015 às 15:33

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