Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças. (Porto)

sábado, 12 de julho de 2014

Convento das Carmelitas Descalças – Foto de Antero Seabra, 1857 -1864
A Ordem das Carmelitas Descalças obteve autorização de D. Pedro II para fundar um convento no Porto, em 1701. A Câmara concordara com a condição de as mulheres nobres terem prioridade de admissão. 
As obras do convento decorreram entre 1702 e 1732.
O cerco do Porto, em 1832, precipitou a saída das religiosas deste convento. Em 1833, a Comissão Administrativa dos bens dos extintos conventos tomou conta do edifício e do que nele existia por ter sido abandonado pelas religiosas.
Após a extinção do convento, em 1833, as suas instalações acolheram a Escola Normal, a Direcção das Obras Públicas, os Correios e Telégrafos, o Teatro Variedades, entre outros serviços, e nos terrenos da sua cerca tiveram lugar uma série de diversões (exibições de animais ferozes, espectáculos de variedades e circo), para além de peças de teatro popular. E até um Mercado de Ferro Velho.
Antiga rua dos Ferros Velhos, actual cruzamento da rua dos Carmelitas com a rua de Cândido dos Reis
Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Sul para Norte
A cerca do convento deu lugar à Rua da Galeria de Paris, projectada para ter uma cobertura envidraçada à moda das galerias parisienses, onde, em 1906, se ergueu um edifício em estilo Arte Nova classificado como imóvel de interesse público.
As Monjas Carmelitas Descalças formam parte de uma Família Religiosa, que vem na esteira do monaquismo oriental e que tem como inspiradores os Padres Antigos do Monte Carmelo, particularmente o Profeta Elias e Eliseu. No século XVI, Santa Teresa de Jesus, monja Carmelita do Mosteiro da Encarnação de Ávila, reforma a Ordem, querendo voltar ao primitivo fervor do Monte Carmelo, e dando-lhe um cunho missionário e apostólico.
"A primeira «Fórmula de vida» carmelitana encontra-se expressa na Regra de Santo Alberto de Jerusalém."(const.I,3) Esta Regra data do início do século XIII. 
"Olhando os Padres Antigos do Carmelo, especialmente o Profeta Elias, a Ordem toma uma consciência mais viva da sua vocação contemplativa, orientada por completo à escuta da Palavra de Deus - LECTIO DIVINA - em completa solidão e total separação do mundo."(cfr.const.I,2) 

Bibliografia:
- U. Porto
- Arquivo Distrital do Porto
Imagens:
- Antero Seabra
- Phot.ª Guedes
- BPI - Editor Arnaldo Soares

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