Palacete Morais Alão Amorim. (Porto)

sábado, 11 de janeiro de 2020

Já aqui abordamos ao longo dos anos e em diversas publicações, o Palacete que existiu na antiga Praça de D. Pedro, onde por muitos anos, mais exactamente desde 1819, funcionaram os Paços do Concelho do Porto e que foi propriedade de Monteiro Moreira.
Falemos agora um pouco de um edifício adjacente, talvez algo menos imponente, mas não menos importante.
Adjacente aos Paços do Concelho, erguia-se um outro edifício majestoso, o Palacete de Morais Alão Amorim. O conjunto destes dois edifícios, definiam a Praça de D. Pedro a Norte.
Praça de D. Pedro IV, antes das demolições de 1916. Vemos o Palacete de Monteiro Moreira, que serviu de Paços do Concelho, na direita da imagem e na esquerda o Palacete de Morais Alão Amorim. Cliché in AHMP
Palacete Morais Alão, "atrás" do poste de iluminação pública, na esquerda da imagem. Cliché in AHMP

O bonito Palacete de Morais Alão Amorim, que serviria também como edifício de apoio aos Paços do Concelho, era tal como este último, datado da primeira metade do séc. XVIII e ostentava Pedra de Armas, ou Brasão.
Brasão in AHMP
O Palacete de Morais Alão teria no futuro exactamente o mesmo destino do edifício ocupado pelos Paços do Concelho (Palacete de Monteiro Moreira)
Ambos "sobreviveram" até 1916, quando foram demolidos para permitir a abertura da Avenida dos Aliados, como já referimos em publicações anteriores.

Fonte das Águas Férreas. (Porto)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Fonte das Águas Férreas no seu local original (J. Bahia. Júnior, 1909: 71) - Ed. Porto Desconhecido e Insólito, Porto Editora
Localizada junto à Rua das Águas Férreas e a escassos metros da Rua da Boavista, a Fonte das Águas Férreas, era abastecida por um manancial descoberto em 1784 e teria sido edificada cerca de uns 5 anos após a descoberta do mesmo. 
Era uma fonte em alvenaria de granito, que possuía duas bicas de onde brotavam águas ferruginosas e assim, à luz da época, consideradas águas medicinais. 
A maior afluência a esta fonte decorreria durante o séc. XIX, pelo que a fonte chegou a ter um guarda, o célebre "Cartola" assim chamado por usar sempre uma cartola na cabeça. 
Grande parte da população que procurava esta fonte, eram raparigas jovens, pelo que os rapazes tinham por hábito dar uma moeda ao "Cartola" para que ele os deixasse beber pela mesma caneca usada pela moças.
A fonte esteve abandonada e literalmente coberta por mato, muitos anos, até ser desmontada, pedra a pedra e voltada a ser erguida no actual Parque da Cidade do Porto, local em que pode ser vista.

Citamos:
“A Fonte das Aguas Férreas situada dentro da quinta de Santo Antonio das Aguas Férreas foi por muito tempo considerada como agua minero-medicinal e ainda, parece contar alguns crentes. De muito boa construcção, está colloeada a nivel inferior do solo e a ella se desce por uma larga escadaria de pedra.
Tem duas bicas, sendo cada uma d'ellas de nascente propria e, ainda, ao lado direito da fonte, se encontra um recipiente rectangular, de granito, medindo 0,70m de comprimento por 0,28m de largura e com uma profundidade de 0,64m onde propria mente é a nascente medicinal das Aguas Férreas. Este óculo está fechado com tampa de ferro e cadeado, estando de posse da chave um guarda que, tem a seu cargo vigiar esta fonte. No jardim, por detraz d'ella, vê-se o óculo de entrada para as suas duas minas.” 

J. Bahia Junior

Fonte das Águas Férreas in JN
 Local onde esteve localizada a fonte. Actualmente é um Parque de Estacionamento. A fonte estava aproximadamente onde vemos a letra -P-
In Google Maps
 Actual Parque de Estacionamento. Local onde esteve a fonte, in Google Maps
Fonte das Águas Férreas no Parque da Cidade


O Hotel de Francfort. (Porto)

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

O Hotel Francfort, foi construído em 1851, por iniciativa do rico negociante da praça do Porto, Luis Domingos da Silva Araújo. O terreno onde se ergueu o Hotel tinha má fama, pois servira, antes, de cemitério de cães. O Porto foi uma das primeiras cidades da Europa a ter um terreno para o exclusivo enterramento de cães. Era um terreno em forma de cunha pois fazia gaveto entre duas das mais movimentadas artérias do Porto do século XIX: a rua do Laranjal que tomou o nome de uma quinta com esse nome; e a rua de D. Pedro (D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I do Brasil) que primitivamente se chamara rua do Bispo, por ter sido aberta em terrenos que eram da Mitra, ou seja, da diocese; e à qual, após a implantação da República, deram o nome de Elias Garcia, um grande propagandista dos ideias republicanos.
Rua de D. Pedro. O Hotel de Francfort, em baixo do qual funcionava o Café Chaves
Rua de D. Pedro. Destaque para o Hotel de Francfort, em baixo do qual funcionava o Café Chaves, que passaria para a Cordoaria, após a demolição, e o edifício do Credit Franco-Portugais
BPI - Editor, Alberto Ferreira 
Foi muito procurado, especialmente, por pessoas do Teatro, como actores e músicos, na sua maioria. Uma das celebridades que por lá passou foi a actriz Elisa Hensler que veio a casar com o rei D. Fernando
As obras para a abertura da Avenida das Nações Aliadas, vulgo Avenida dos Aliados, foram inauguradas em 01 de Fevereiro de 1916.
O projecto desta avenida sacrificou todo o casario, ruas e travessas entre a Praça de D. Pedro, actual Praça da Liberdade e a Praça da Trindade.
A rua de D. Pedro (posteriormente iria ser alterado o nome para rua de Elias Garcia, devido à implantação da República em 1910) seria uma das várias artérias a desaparecer.
O Hotel de Francfort ainda funcionava e tinha hóspedes quando o camartelo municipal o começou a demolir. 
Ao noticiar a demolição, um jornalista da época escreveu que “algo de saudoso lhe custava a desprender-se do sítio onde estava”.
Início das demolições

Bibliografia e imagens:
- AHMP
- Germano Silva
- BMP

Hotel Lisbonense. (Porto)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O magnífico Hotel Lisbonense começou por funcionar no Largo do Carmo, tendo sido mais tarde, transferido para o nº 1 da Rua de Sá da Bandeira, e nas suas antigas instalações, estabeleceu-se então o Hotel Novo Lisbonense que antecedeu no local, o Hotel Âncora de Ouro.
Seria por volta de 1842, que começaria a ser aberta a ligação entre a Praça Nova e a Travessa dos Congregados, a que foi atribuído o topónimo de Rua de Sá da Bandeira. Esta rua, por sua vez "amputou" e substituiu parte da Rua do Bonjardim, ou seja o pequeno troço que ligava à Praça de Almeida Garrett.
Hotel Lisbonense, c.1922
Seria derrubado nos anos 60
O segundo troço, ou fase, desta rua, (entre a travessa dos Congregados e a Rua Formosa) surgiria um pouco mais tarde, apenas entre os anos de 1875 e 1880.
Deste modo, tendo o Hotel Lisbonense sido transferido do Carmo, em 1863, para a Rua de Sá da Bandeira, nº 1, obviamente só poderia ir ocupar o primeiro troço da mesma, a que actualmente denominamos por Rua de Sampaio Bruno.
Deste modo, estando o hotel localizado na esquina com a Rua do Bonjardim, acabou por ocupar o local onde existia, a fonte da Rua de Sá da Bandeira, esquina com a Rua do Bonjardim e já aqui por nós abordada em tempos.
Rua de Sampaio Bruno c.1930
 Vista parcial do Hotel Lisbonense
“O proprietário deste estabelecimento, no largo do Carmo, da cidade do Porto, mudou para a Rua de Sá da Bandeira, nº 1, próximo à praça D. Pedro, aonde oferece aos seus amigos e fregueses muitas boas salas e quartos.”
In “Diário do Povo, 12 de Janeiro de 1863 – 2ª Feira

“Recomendamos ao público o Hotel Lisbonense, situado na rua de Sá da Bandeira, fazendo esquina para a rua do Bonjardim.
Esta casa é uma das melhores do Porto pela limpeza dos quartos e das iguarias.”
In jornal “A Verdade”, 24 Dezembro de 1884 – 4ª Feira

Imagens:
-AHMP

Bibliografia:
-BMP
-AHMP - Casa do Infante

Ginásio Lauret. (Porto)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Em 11 de Fevereiro de 1882, Paulo Lauret fundou no Porto, no Largo da Picaria, o Gymnasio Lauret e Sala D’Armas. Com o sucesso que teve nos primeiros anos, Paulo Lauret transferiu-se, em 24 de Julho de 1884, para o Largo do Laranjal 4, e depois para a Rua do Laranjal 193.
Gravura representando uma vista da antiga Rua do Laranjal e do edifício do Ginásio Lauret, vendo-se na sacada a respectiva placa publicitária. Trata-se da reprodução de uma gravura, a partir de fotografia, publicada na revista O Occidente, em 1887. Responsabilidade: João Ribeiro Cristino da Silva (des.); Domingos Caselas Branco (grav.) Local de edição: [Porto] Editor: [Arquivo Histórico] Preto e branco
A imprensa caracteriza-o como possuindo todas as diversões próprias de um club, embora se tratasse de uma escola de ginástica e sala d’armas onde “se ensina methodicamente estas duas artes, com notavel aproveitamento dos discipulos, tanto creanças como adultos” e considerando que “nesta nova casa acha-se o Gymnasio Lauret perfeitamente instalado, tendo salas de gymnastica, de armas, bilhares, dança, tiro defferentes jogos, electricidade, banhos etc., o que tudo faz um conjuncto de estabelecimento de primeira ordem” (Ginásio Lauret no Porto, 1887, p. 19). Bem equipado, constituía um espaço agradável, arejado e bem iluminado, habilitado para o desenvolvimento de todo o tipo de aulas de ginástica (médica ou profilática, ortopédica, higiénica e artístico recreativa), contando com a colaboração de um médico e de vários professores de competência reconhecida (Ferreira, 1998, pp. 304-305). O ginásio, em 1887, oferecia diferentes cursos adequados à idade e ao sexo, como se sublinhava n’ O Ocidente: O ensino no Gymnasio Lauret está devidido em differentes cursos, conforme as idades dos discipulos, e regulado de modo a dar rezultados mais praticos e proveitosos. A sua frequencia é de 100 alumnos devididos do seguinte modo: meninas 7, meninos 33, adultos 60, tem um medico effectivo, o sr. Dr. Aureliano Cirne, e 250 socios protectores (Ginásio Lauret no Porto, 1887). 

Bibliografia:
-lauret.pt
-Luís Mota, Paulo Lauret e o ensino da Educação Física em Portugal no último quartel do século XIX



O Elevador da Glória.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O Elevador da Glória, também designado por Ascensor e Funicular da Glória, foi inaugurado a 24 de Outubro de 1885. 
Este transporte público, obviamente não desapareceu, mas modificou-se e evoluiu desde a sua concepção.
O Elevador da Glória no dia da sua inauguração, que ocorreu a 31 de Outubro de 1885.  
Elevador da Glória - Joshua Benoliel
Este funicular estabelece a ligação entre a Praça dos Restauradores e São Pedro de Alcântara, que se encontram em cotas bastante diferentes devido à topografia do local, através da calçada da Glória, com uma inclinação média de 18%, um desnível de 45 metros e um trajecto de 276 metros.
Quando foi inaugurado, o elevador, ou funicular, era movido, através de um sistema de cremalheira e cabo por contrapeso de água, depois passou a vapor e só em 1915 tornou-se eléctrico. Inicialmente o elevador tinha dois andares, podendo levar passageiros no tejadilho.
O piso de baixo tinha dois bancos corridos em que os passageiros viajavam de costas para a rua e no piso de cima cujo acesso era feito através de uma escada de caracol, já se podia deslumbrar a vista virados de frente para a rua, com o inconveniente de se estar sujeito aos elementos atmosféricos.

A "Sinaleira de Valongo".

domingo, 29 de setembro de 2019

A "Sinaleira de Valongo"
Muitos automobilistas do grande Porto,  ou zona Norte, ainda se recordarão desta  simpática e singular personagem.
A Dna. Isaura, também conhecida por "Tété", nos meios mais familiares, mas conhecida por todos como a icónica "Sinaleira de Valongo".
A Dna. Isaura, era esposa de um policia sinaleiro do Porto. Após ficar viúva, veio para, o então designado, asilo de Valongo, sito no Hospital. A partir dos princípios dos anos 70, esta senhora, vinha dar uns passeios até ao centro da localidade e começou a orientar o trânsito junto a um semáforo que existia no Centro, o povo vendo interesse dela, começou a dar-lhe os apetrechos necessários para o efeito.
Pelo que soubemos, a farda e capacete, bem como as luvas brancas e rola (apito) foi um tal de Zé Granada, que lhe deu.
Assim se tornou na lendária "Sinaleira". A Dona Isaura, faleceu na Santa Casa de Misericórdia, onde passou os seus últimos anos de vida.

Solar da Quinta das Devesas (Devezas).

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Segundo informação da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, a família Conde das Devesas (1875-1945) teve uma acção importantíssima na vida da própria Misericórdia de Gaia, que beneficiou com o trabalho e a generosidade de muitos dos seus membros.
O primeiro Conde, Francisco Pereira Pinto Lemos (1849/1916) e a sua esposa D. Maria da Conceição Bandeira de Castro Lemos, Condessa das Devesas (1853/1928), tiveram três filhos, Alfredo, Ernani e Jorge.
Sucedeu a seu pai no título, o segundo Conde, Alfredo Pereira Pinto de Castro Lemos (1875/1945), que se casou com D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos (1879/1967), não tendo havido filhos deste casamento.
Por isso, à morte do segundo, seria terceiro Conde das Devesas, o irmão Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos (1876/1965), casado com D. Carlota Alberta Pimentel Maldonado Correia da Silva Araújo Lemos (1884/1971), sem descendentes.
Houve ainda o irmão Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos (1884/1962), de quem era esposa D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite de Castro Lemos (1882/1979), que também não tiveram herdeiros legitimários.
O Conde Alfredo, homem profundamente religioso e sempre pronto a auxiliar os mais desfavorecidos, envolveu-se no movimento iniciado no dia 27 de Novembro de 1928 pelo Notário Miguel da Silva Leal Júnior e por outros bons gaienses, para a criação da Misericórdia de Gaia. E quando a 26 de junho de 1929 a Misericórdia foi, oficialmente, constituída, os seus pares quiseram que fosse o Conde Alfredo a ocupar o lugar de Provedor.
Tinha então 54 anos e, durante mais sete, até 1936, ocupou esse cargo, tendo desenvolvido uma tarefa extremamente valiosa, para que fosse devidamente consolidada a vida da jovem e, então, ainda frágil instituição.
Por falecimento dos progenitores Conde Francisco e Condessa D. Maria da Conceição, herdaram os três filhos – Alfredo, Ernani e Jorge – em partes iguais, o património da família, de que era a parcela mais valiosa a chamada Quinta das Devezas, também então conhecida por Quinta do Estado, situada em Vila Nova de Gaia, onde a família tinha o seu solar.
A nível arquitectónico, a Quinta das Devesas é composta por uma casa de planta irregular, capela separada, a O., de planta longitudinal, com sineira adossada, e jardim. Casa com fachada principal composta por vários panos enquadrados por pilastras coroadas por urnas neoclássicas, com pano central mais elevado com pedra de armas, a acesso ao centro, através de escadaria, ao piso nobre. Capela com fachada principal rasgada por portal ladeado por pequenas janelas e encimado por janelão de recorte neogótico.
Ruínas do Solar da Quinta das Devesas (Devezas) - Escadaria principal
Solar da Quinta das Devesas - Vista parcial da fachada frontal
 Solar da Quinta das Devesas - Outra vista parcial da fachada frontal
Solar da Quinta das Devesas - Fachada frontal e lateral
Solar da Quinta das Devesas - Capela em ruínas
Esta propriedade tem a sua entrada principal na Rua D. Leonor de Freitas, junto às instalações da firma Barros, Almeida & C.a. – Vinhos S.A. e era constituída por uma casa apalaçada, de dois andares, capela, anexos, jardim, estufas, pomares, hortas, adegas, casa para gado e terras de lavradio e de vinha, com uma área de 101.500 metros quadrados.
Graças à benemerência desta magnífica família, a referida Quinta é propriedade da Misericórdia de Gaia. Esta passagem realizou-se de forma faseada:
Por legado em testamento do Conde Ernani Carlos Pereira Pinto de Castro Lemos, falecido a 2 de Agosto de 1965, da terça parte desta propriedade.
Por doação feita no dia 8 de Março de 1966, pelas Senhoras D. Camila Machado dos Santos Castro Lemos, viúva do Conde Alfredo, falecida a 20 de maio de 1967, e de D. Maria Amélia Feio de Oliveira Leite Castro Lemos, viúva de Jorge Pereira Pinto de Castro Lemos, falecida a 14 de Fevereiro de 1971, das outras duas terças partes de que eram pertença das mesmas, deduzidas de uma parcela de 21.206 metros quadrados, que as doadoras reservaram para si. Estas doações, segundo os termos da escritura, foram feitas pelo facto de ambas desejarem contribuir para “os altos fins de assistência a que se dedica a Misericórdia de Gaia”.
Na altura da morte da última das senhoras, em 1971, a Misericórdia tornou-se proprietária da Quinta das Devezas.
Entretanto, para homenagear os dadores, a Misericórdia construiu um magnífico lar para idosos, que foi inaugurado no dia 4 de Julho de 1992, a que deu o nome de Lar Residencial Conde das Devezas, actualmente designado de Residências Seniores Conde das Devezas.

Bibliografia:
- In http://scmg.pt
- SIPA 

Imagens:
- Alexandre Silva

Igreja de Monserrate. (Viana do Castelo)

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O Arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça fundou a paróquia de Nossa Senhora de Monserrate, filial da Colegiada de Santa Maria Maior, em 23 de Janeiro de 1621. 
A igreja paroquial situava-se no lugar, onde hoje é o Largo 9 de Abril, e fora construída de raíz, fora das muralhas, no ano de 1601. 
Nos finais de 1835, o Governador Civil de Viana promoveu a transferência da paróquia para o Convento de São Dominingos, alegando qua a igreja se encontrava já muito deteriorada. Obteve também autorização da Câmara Municipal e do Conselho do Distrito para demolir o templo, ganhando, assim, "um excelente campo fronteiro aos Quartéis Militares, para o exercício da tropa". 
Por portaria de 1836, a 20 de Abril, a sede desta paróquia foi transferida para a igreja do Convento de São Domingos, extinto em 1834. 
No dia 5 de Julho desse ano, mudou-se a pia baptismal para a Igreja de São Domingos e, no dia 10 desse mês, foi levado o resto do recheio, em procissão solene. 
A demolição da igreja de Monserrate, porém, teve lugar 80 anos depois, em 1916, não obstante a forte corrente de opinião pública, que ao tempo se manifestara
.
Demolição da Igreja de Monserrate em 1916

Fontes bibliográficas:
- Arquivo Distrital de Viana do Castelo
Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo

O busto de Raul Dória. (Porto)

domingo, 9 de junho de 2019

Já aqui fizemos há uns anos atrás, uma publicação sobre o demolido "Palacete das Lousas", (clique para aceder à publicação) edifício onde funcionou por muitos anos a conhecida escola comercial Raul Dória.
O local onde esse edifício se erguia, está como sabem, actualmente ocupado pelo prédio do Jornal de Notícias e contemplava um vasto jardim onde existia um busto de bronze do fundador.
Quando anos depois, resolveram  derrubar o magnífico palacete, para construírem o edifício do "JN", nos anos 60 do séc. XX, o busto de bronze seria transferido para o Largo Dr. Tito Fontes, local situado a escassos metros.
Busto de Raul Dória
Infelizmente, alguém deve ter por engano, levado esse busto, que é património de todos, para casa, pois o mesmo desapareceu do seu pedestal e nunca mais retornou.
Por favor devolvam Raul Dória, ao seu merecido pedestal.
Pedestal sem o busto
Nota: 
Esta singela publicação, foi realizada em resposta aos inúmeros pedidos dos nossos leitores.