Fonte dos Leões. (Cidade do Porto)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fonte monumental
Em baixo, a fonte ainda com o gradeamento
 Arquivo Fotográfico dos SMAS 
Em frente à Reitoria da Universidade do Porto, na Praça Gomes Teixeira ou Praça dos Leões, como é mais conhecida, encontra-se uma das fontes mais emblemáticas da cidade designada por Fonte dos Leões. Na realidade as figuras representam grifos, ou outro qualquer ser mitológico e não leões (que não são seres alados). 
Esta fonte data de 1887, altura em que terá substituído um chafariz aí existente, no entanto poucos são os que conheceram a fonte com o gradeamento que inicialmente a circundava. Deixamos aqui essa imagem do passado.
Fonte Monumental 

Cliché: Alvão 

PLANTA TOPOGRAPHICA DA CIDADE DO PORTO.


Joaquim da Costa Lima Júnior (Porto, 5 de Setembro de 1806 - Porto, 29 de Janeiro de 1864).
Foi o autor em 1839 da “PLANTA TOPOGRAPHICA DA CIDADE DO PORTO, Aonde se vêem exactamente marcados todos os Edificios, Praças publicas, e ruas novamente abertas, bem como alguns projectos approvados pelas Authoridades Municipaes, para maior commodidade de seus habitantes, e beleza da mesma Cidade.”

Fábrica Algarve Exportadora. (Cidade de Matosinhos)

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A fotografia de cima trata-se de um postal ilustrado de 1949, editado pela papelaria e tipografia Regional, por altura das festas do Senhor de Matosinhos.
A Fábrica Algarve Exportadora que podemos observar atrás da rotunda ajardinada, segundo nos foi informado, é uma das melhores peças nacionais de introdução da corrente modernista em Portugal. Foi desenhada pelo arquitecto José Varela e construída em 1937. Estava inventariada como património concelhio e aos poucos deixaram degradá-la com a intenção propositada de a potenciar urbanisticamente.
Actualmente despareceram, tendo sido demolidas. Interesses económicos e políticos (neste caso camarários) parecem prevalecer sobre tudo o resto.

Lavadeiras no Rio Mondego. (Cidade de Coimbra)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

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Lavadeiras no Rio Mondego em Coimbra. Como podemos observar o nível das águas estava muito baixo na altura em que esta fotografia foi tirada.

Barco Rabelo. (Rio Douro, Porto).

barco rabelo (rabelo, porque tem um "rabo") é uma embarcação Portuguesa e típica do Rio Douro, tendo-se tornado um ícone do mesmo. Tradicionalmente o rabelo transportava as pipas de Vinho do Porto do Alto Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia e Porto. O barco rabelo não tem quilha e é de fundo chato, com um comprimento variável entre os 19 e 23 metros e 4,5 metros de boca. A sua construção, de tábuas sobrepostas, tábua trincada, é nórdica, em comparação com a do Mediterrâneo.
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Na imagem de cima, observamos um barco rabelo passando sob a Ponte D. Maria Pia, entre Vila Nova de Gaia e Porto, enquanto na imagem de baixo, vemos outro barco rabelo navegando no Douro, junto a praia de Sampaio em Porto Manso, freguesia de Ribadouro, concelho de Baião! A (antiga) ponte de Mosteirô estaria a pouquíssima distancia.
Possuindo uma vela quadrada, o barco rabelo era manejado normalmente por seis ou sete homens. Quanto aos mastros, os primeiros só usavam um, enquanto que os segundos usavam também um mastro à proa. Para governo, utiliza um remo longo à popa "a espadela". Quando era necessário, devido a força das águas, os barcos eram puxados a partir de caminhos de sirga por homens ou por juntas de bois.
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Como tudo neste mundo, o barco rabelo entrou aos poucos em desuso. A conclusão, em 1887, da linha de caminho-de-ferro do Douro e o desenvolvimento das comunicações rodoviárias durante o século XX, assegurou o declínio do tráfego fluvial dos barcos rabelo. Em 1961, no início do programa de aproveitamento hidroeléctrico do Douro nacional, apenas restavam seis barcos rabelos em actividade permanente.
Realidades de outros tempos...
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No BPI de cima, vemos um barco rabelo (meio de transporte crucial na época) na margem do rio Douro em Vila Nova de Gaia. Na outra margem vemos a cidade do Porto estando em primeiro plano o edifício da Alfândega Nova.
Segundo diz o "Remo Informativo" junto a Alfândega Nova do Porto, esta foi construída sobre estacaria no antigo areal de Miragaia, o edifício da nova Alfândega foi projectado em 1860 pelo arquitecto francês C. Colson e inaugurado em 1869.
Durante a execução das obras houve alterações ao nível do projecto base com a criação de um terceiro piso dos corpos laterais da responsabilidade dos engenheiros Alberto e Torquato Alvares Ribeiro. A sua construção impulsionou uma reforma urbanística da zona, nomeadamente com a abertura da Rua Nova da Alfândega.
Barco Rabelo no Douro entre Porto e Gaia. Cliché Alvão
Barco Rabelo e Ponte Luís I - BPI - ED. P.C.
PORTO - Um barco rabello. BPI - Ed. Alberto Ferreira n.º 36
O Barco Rabelo e o Rio Douro -  Cliché da Casa Alvão

Imagens:
- BPI (digitalização) Editor - Arnaldo Soares
- Autor desconhecido
- Casa Alvão

Régua - Construção da Ponte Rodoviária.

Régua. Vista Geral. 1907-1910
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Um barco rabelo nas águas do Douro junto à ponte metálica, que muita gente pensava ser a ponte ferroviária da Régua. É visível a construção, ainda que no seu início, da ponte rodoviária (a qual na sua origem destinava-se ao comboio) em cantaria de granito.
Construção da Ponte Ferroviária  que se tornaria Rodoviária
 Década de 30 do séc. XX
Três pontes atravessam o Douro na Régua, uma ponte rodoviária metálica, datada de 1872, outra ferroviária de granito, datada de 1932 (nunca lá passaria o comboio e foi adaptada para o trânsito rodoviário), e uma de recente construção, que serve de passagem no Douro, do eixo Chaves/Vila Real/Régua/Lamego, Viseu e Figueira da Foz, através do Itinerário Principal N.º 3.
 Ponte ferroviária da Régua (que se tornaria rodoviária) ainda em construção
PT-CPF-JGGJ-002-000213
Capital da Região Demarcada mais antiga do mundo, Peso da Régua não sendo uma cidade de grandes monumentos, é um paraíso histórico de inegável valor. Mergulhada num dos mais belos rios de Portugal, preenche a encosta e o vale onde montes cobertos de vinha e prenhe de história se combinam numa escadaria de gigantes.

Imagens:
- AMP
- Alvão
- Centro Português de Fotografia

Antiga Feira da Cordoaria. (Cidade do Porto)

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Feira da Cordoaria - 1835
Nas imagens (de cima, datada de 1835) e de baixo, vemos a antiga Feira da Cordoaria que se fazia às Terças-Feiras ao lado da antiga cadeia da relação, antes de existir o Mercado do Anjo, do qual já aqui falamos anteriormente.

Torre dos Clerigos e o Antigo Mercado



Imagem:
- J. J. Forrester
- BPI (digitalização)

Pego Negro, em Campanhã. (Cidade do Porto)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

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Pego Negro é uma pequena localidade que se situa em Campanhã, na fronteira com Rio Tinto, na cidade do Porto.
Esta imagem trata-se de um postal que circulou em 30 Novembro de 1917.

As Termas de Canaveses. (Marco de Canaveses)

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Em baixo, um pormenor da imagem principal de cima, retirado do seu canto superior esquerdo. Podemos ver por entre os pinheiros a Ponte de Canaveses que havia sido reconstruida em 1944 (e infelizmente viria a ser destruida em 1988, uma atitude triste e que já aqui abordamos anteriormente), assim sendo esta fotografia das Termas de Canaveses, será dos finais dos anos 40 (após 44) ou talvez dos anos 50...

AS TERMAS - HISTORIAL

De possível exploração romana, como testemunham as lápides encontradas, foi na época medieval local de uma albergaria para pobres fundado pela rainha D. Mafalda (mulher de D. Afonso Henriques).
No século XVIII as caldas são mencionadas nas obras dos gerezistas Beleza (1763) e Reis (1779). Este último refere um poço onde se tomava banhos (cit. Acciaiuoli 1944, III: 96).
Tavares descreve-as em 1810: “Debaixo de um duríssimo rochedo, em um monte sobreiro ao Rio Tâmega [...] nasce uma água termal cristalina, em cuja superfície aparecem uns ligeiros flocos semelhantes a saponáceos, estalando amiudadas bolhas aéreas mais ou menos volumosas, que sobem do fundo da nascente. O seu cheiro e mais qualidades sensíveis a classificação nas águas minerais sulfúreas hepatizadas, sem exclusão de sulfatos e outras substâncias que tenham de mistura”.
Lopes (1892) escreve: “Ali debaixo de um duríssimo rochedo, num monte sobranceiro ao rio Tâmega, brota uma nascente de água sulfurosa, gasosa, com 35º de temperatura […] É usada em banho pela gente do povo no tratamento do reumatismo.”
Vasconcelos (1903) faz uma descrição nostálgica destas caldas, recordando como eram os banhos no seu tempo de infância: “Eu conheci as Caldas de Canavezes tal como as conheceram os frequentadores do 1º e 2º quartel do século passado. Havia a casa de Banhos, uma edificação pequena, abobadada térrea, de uns cinco metros de frente por dez de profundidade, com uma piscina grande onde podiam tomar banho 3 pessoas, escavada na rocha, onde nascia a água. Parece-me que ainda estou sentindo o borbulhar dos gases através da fenda donde brotavam as águas, que estavam no fundo da piscina. Como a piscina era uma só, aquela onde nascia a água e os pretendentes muitos, era mister aproveitar as 24 horas do dia, para fazer tratamento. Os quartéis que havia no lugarejo eram poucos e albergavam pouca gente; muitos doentes se instalavam em casas de lavradores da vizinhança, ou em casas da Rua de Canavezes. A horas mortas da noite, acorriam os doentes. Luz não havia, roupa também não. Por isso tinham os aquistas de vir fornecidos de luz para o caminho e para o banho, bem como de toalhas e lençóis. Recordo com saudades, esse tempo em que a vez do meu banho era às 3 horas da manhã; a criada tomava a vez, lavava a piscina e vinha-nos chamar, a mim e a meu irmão. Em derredor e a caminho da casa de banho, vinham os doentes, de lençol pela cabeça e de vela na mão, nas noites escuras, ou simplesmente de lençol branco; nas noites de luar, tinham o ar hofmânico de fantasmas” (cit. Acciaiuoli 1944, III: 98).
Em 1908 a Empresa das Águas de Marco de Canavezes inicia a exploração termal. No guia "Águas e Termas Portuguesas" (1918) a estância é tratada em tons elogiosos, com dois hotéis. Um deles podia considerar-se “de 1ª ordem”, onde não faltava uma “garage para automóveis”, um balneário com banheiras e duches de três classes, e uma sala de tratamentos ORL, “tudo montado segundo os mais modernos processos da hidrologia médica, e em excelentes condições higiénicas”, concluindo-se que “não há duvida que as Caldas de Marco de Canavezes, são já hoje uma estância de tratamento, descanso e turismo muito apreciável, possuindo elementos que deixam prever-lhe um belo futuro, se, como é de crer, as respectiva empresa não afrouxar nos seus louváveis propósitos já tão largamente manifestados.”(p. 88)
Thermas de Canavezes - Folheto publicitário de 1918

Termas de Canaveses em 1922


Nota dos eventuais detentores dos direitos Audiovisuais:
«Datado de 1922 este é um documento visual inédito que retrata o funcionamento do Hotel e das Termas de Canavezes, em Marco de Canavezes.
Único documento visual da época, este vídeo ganha extrema importância para comprovar e suportar a história, os escritos e relatos que descreviam o local como sendo um lugar de luxúria, requinte e sofisticação, muito bem frequentado pela alta sociedade portuguesa e internacional.
Este vídeo histórico foi adquirido pelo Grupo Canavezes junto da Cinemateca Portuguesa.
É expressamente proibida a sua utilização indevida, não respeitando a nossa propriedade sobre o mesmo, assim como os direitos de autor.»

O Documentário completo sobre as Termas de Canaveses é público e pode ser visto nos Arquivos da Cinemateca através deste link de acesso directo (clique para aceder): 
http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=3062&type=Video


Caldevilla Film - Companhia Produtora
Portugal, 1922
Género: documentário
Duração: 00:03:42, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
AR: 1:1,33
ID CP-MC: 3005636-002-00.07.03.01


Dos relatórios de Acciaiuoli das décadas de 1930 e 40, deduz-se que esta estância foi cumprindo todas as recomendações oficiais de obras de renovação, e o seu director clínico, à época o doutor Arnaldo Reimão da Fonseca, destaca a característica arsenical da sua água no tratamento de doentes linfáticos e sifilíticos.
No "Anuário" (1963) destaca-se essa mineralização arsenical: “Canavezes realiza, em Portugal, a síntese sulfúrea-arsenical, dando na realidade bem em muitas dermatopias, e diríamos em quase todas as espécies de dermatoses, porque mesmo naquelas em que está demonstrada a carência vitamínica, como por exemplo, na pelagra”. A descrição refere dois edifícios, um a servir de balneário e o outro dedicado para otorrinolaringologia, acrescentando: “Pensa-se na construção dum edifício que unirá os dois estabelecimentos, para terapêuticas fisioterápicas, laboratório, etc.” Quanto à oferta de alojamento, as Caldas contavam com um hotel “belo e majestoso, totalmente modernizado” e um “bairro popular”para aquistas de menores posses, e tinha além disso capela e um salão de chá à beira-rio.
Folheto Postal Publicitário de 1960
Em 1975 o hotel das Caldas de Canavezes, a par de muitos outros hotéis termais pelo país, viu os seus quartos serem ocupados por um novo tipo de hóspedes, “os desalojados das colónias” . A proposta fora apresentada na Assembleia Constituinte, na Sessão de 17 de Setembro de 1975, pelo deputado do CDS Pires de Morais, que propunha ao Governo em vez de instalar “ retornados de Angola em hotéis, alguns deles de luxo, como o Ritz e o Sheraton”, considerando que estes hotéis obrigavam a um grande dispêndio, propunha que fossem alojados em hotéis encerrados ou nos “ hotéis de termas espalhados de Norte a Sul”, com a vantagem “que a sua exploração se poderia fazer utilizando o trabalho dos próprios retornados, com enorme economia, reintegrá-los, lenta mas seguramente, na sociedade portuguesa”.
Para as Caldas de Canavezes esta “ocupação” representou o início da decadência, o luxuoso hotel perdeu os requintados hóspedes, acabando por fechar quando se tornou inútil ao alojamento dos “desalojados”. Quanto ao balneário, continuou em funcionamento até 1999, hospedando-se os aquistas no Marco de Canavezes, mas o estado de deterioração das instalações era já marcante, como nos referiu o proprietário do Café das Caldas: “Quando fechou há cinco anos já estava tudo a cair, mas a piscina ainda trabalhou depois de fechar, depois é que acabou de vez.”
Actualmente as Caldas de Canavezes estão sob um processo de litígio entre Luísa Maria Fortunato Costa Silva e o último administrador da empresa, António Manuel Monteiro Pereira, história que a proprietária do café resumiu do seguinte modo:
"Porque isto é assim: elas faleceram e deixaram isto entregue a umas determinadas pessoas e não sei bem como é que aquilo corre. Está aqui a carta, é a Empresa de Caldas de Canavezes, é mesmo aqui em Sobre-Tâmega. Isto foi assim, as senhoras eram, a menina Jorginha que era a mais velha, a menina Filinha e a dona Comilde, que eram três irmãs, elas criaram duas meninas. Pelo que a gente ouviu falar, se elas as estimassem deixavam-lhe isto, só que depois houve para aí umas reviravoltas, e isto fechou e elas ainda vivas, porque a última faleceu o ano passado, mas já não faleceu aqui, faleceu no Porto em casa do administrador disto, o senhor Manuel António, e isto agora está entregue a uma imobiliária. Uma dessas meninas que foi criada por elas, por sinal, há quase 20 anos que aqui estou, e quando vim para aqui ela era uma menina de 14 anos. Bom, arranjou para aí uns namoricos, perdeu a cabeça, coisas da vida… Foi deserdada, agora como faleceu a última ela agora anda aí com um advogado, que quer isto que isto é dela, problemas, não sei."
Mas à parte todo o rocambolesco das herdeiras deserdadas, o que sentimos da parte dos proprietários do Café das Caldas foi um constante lamento do estado em que se encontra o aproveitamento destas águas: "Olhe, isto é um pecado estar assim. Mesmo nós, para os nossos ossos, precisamos disto. Uma coisa que me faz admirar é se o Estado, não digo já as proprietárias que já morreram… se o Estado quer o bem-estar do povo português, porque é que não toma conta disto, isto é uma calamidade. Eu conheço casos de pessoas que vinham para aqui com as pernas todas inchadas e saíam daqui sãos."

Fonte: aguas.ics.ul.pt

Estação da Ermida. (Douro, Baião)

sábado, 17 de julho de 2010

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Estação da Ermida (Douro, Baião) por volta do ano de 1905. Note-se o nível das águas do rio Douro, que denuncia a inexistência de qualquer barragem. Estamos do lado de Baião, do outro lado do rio fica a vila de Resende.