Limpa-Chaminés.

domingo, 9 de agosto de 2015

Erradamente considera-se a profissão de Limpa-Chaminés, como uma das mais antigas do mundo. 
Tal não corresponde à realidade, pelo menos no seu total, pois só no tempo da Revolução Industrial, as chaminés foram concebidas com a largura suficiente para poder permitir o acesso a um homem .
Pelos séculos XV e XVI foi implementada a construção de "pescoços-de-cavalo" para que a chaminé pudesse escoar melhor o fumo. 
Com o aumento da população urbana nessa época, também aumentaram o numero de casas com chaminés, o que fez com que esta profissão ficasse muito cobiçada e procurada, apesar de por vezes se encontrar prosas e versos com alusão a escárnio e mal dizer.
Retrato de dois limpa-chaminés do Porto. Cerca de 1900. Phot.ª Guedes
Na Grã-Bretanha, pela época Victoriana, o negócio expandiu-se imenso, havendo necessidade de empregar até crianças, pois estas sendo mais pequenas, caberiam facilmente dentro das chaminés, podendo fazer o trabalho satisfatoriamente. 
Mas o trabalho era sujo e perigoso, e os empregadores destes "meninos trepadores" acabaram por ter bastantes problemas, sendo acusados de exploração e abuso.
Consequentemente, o grito público contra a prática levou a uma pesquisa de um substituto e a invenção de uma escova especial com uma maçaneta de "telescoping" e outras inovações mais subtis que permitiriam uma limpeza feita com melhor acesso, sem arriscar a vidas.
"Muitas vezes parece que o diabo bate à nossa porta, 
mas é simplesmente o limpa-chaminés"
-Christian Friedrich Hebbel
Antigamente dizia-se que encontrar um Limpa-Chaminés no dia do casamento era sinónimo de sorte, assim como dar a mão ou beijar um Limpa-Chaminés. Hoje em dia, esta profissão está em desuso como muitas outras, mas, contudo, continua a existir, sendo este serviço executado por empresas especializadas.

Fonte parcial:
-Wikipédia

Igreja Matriz de São Mamede de Infesta.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A actual igreja de São Mamede de Infesta foi iniciada em 27 de Agosto de 1864, tendo sido concluída em 7 de Setembro de 1866.  Trata-se de uma Igreja neoclássica de planta longitudinal e nave única com torre quadrada ao centro da fachada principal. A fachada actual é revestida a azulejos brancos, com decorações e registos azuis também em azulejo. A igreja actual, existe graças a um grande benemérito, natural desta freguesia, Rodrigo Pereira Felício, Conde de S. Mamede, que doou 12 contos de reis (uma fortuna naquela época) para a sua construção.
A actual Igreja Matriz foi projectada pelo arquitecto portuense Pedro de Oliveira, inspirado na Igreja da Trindade, totalmente contra a vontade daquele a subsidiou, que desejava uma igreja com duas torres à imagem da igreja do Senhor de Matosinhos.
Actual igreja de São Mamede de Infesta, ainda rodeada por campos 
Cliché de autor desconhecido
HISTORIAL DA IGREJA MATRIZ DE SÃO MAMEDE DE INFESTA
(extraído do trabalho monográfico sobre de S. Mamede de Infesta e publicado pela Junta de Freguesia)

Segundo se sabe, a mais antiga, seria uma capela em Moalde, conforme texto de doação de D. Unisco Mendes ao Mosteiro da Vacariça – ” da mesma sorte vos damos em Manualde, duas partes da igreja de S. Mamede “- Livro Preto da Sé de Coimbra.
A continuidade desta igreja é-nos dada por várias citações ao longo dos anos: – Venda, em 1 1 3 1, por D. Chamoa Pais e seu marido, ao Bispo do Porto, parte da igreja de S. Mamede.
– Ordenações Afonsinas ( 1258 ) – Igreja de S. Mamede.
– Em 1320, esta igreja figura com o nome de S. Mamede de Thresoires
– Em 1556, a descrição da sua localização no lugar da Igreja.
– Em 1662, na visitação efectuada em 23 de Abril, consta o seguinte: ” que faça de novo a porta principal que cae e reboque a Igreja e fação o Caminho e passadouro da Laranjeira com sua escada de pedra bem comprido
– Na visitação de 1686, foi dito: “os fregueses farão o acrescentamento em termo de dois anos pois me constou que por razão de serem muitos, não cabem na Igreja “.
Em virtude da pequena dimensão desta igreja, foi mandado construir uma nova no Monte de Nª. Sª. da Conceição, pelos Balios de Leça, sendo consagrada em 22 de Janeiro de 1735 e o adro em 15 de Fevereiro de 1737, passando a chamar-se Igreja Nova.
A antiga igreja foi ficando em ruínas, e pensa-se que a Capela de S. Cristovão, na Quinta do Dourado poderá estar associada (pelo menos no mesmo local ) à velha igreja. À Igreja Nova sucedeu a actual igreja Paroquial de S. Mamede de Infesta, construída no mesmo local da anterior.
A igreja de São Mamede de Infesta, vista do Cruzeiro, que se localizava no actual cruzamento da rua Godinho de Faria com a Av. do Conde. BPI
Conforme referimos no início da publicação, existe um episódio peculiar relacionado com a doação e a inauguração desta igreja. Rodrigo Pereira Felício (Conde de São Mamede) aquando da doação dos 12 contos de reis teria dito que queria uma igreja com duas torres, como a do Senhor de Matosinhos. 
No entanto, o arquitecto Pedro de Oliveira construiu a igreja à imagem da Igreja da Trindade, portanto, com uma torre só. Aquando da inauguração, estando tudo preparado, Bispo, povo, autoridades, esperando apenas pelo Conde de S. Mamede, Rodrigo Pereira Felício, que chegava do Brasil. Quando a carruagem do Conde chegou ao cruzeiro (actual cruzamento da rua Godinho de Faria com a Av. do Conde) e viu a sua igreja só com uma torre, deu meia volta e retornou ao Brasil, sem mais palavras.
Vista geral do Largo da Cruz e da Igreja Matriz de São Mamede de Infesta. Cliché in AMP
A 19 de Fevereiro de 1910, o carro eléctrico chegou a S. Mamede, aproximando ainda mais o lugar do Porto, já então uma grande cidade. Cliché in AMP

Sé do Porto - Obras da década de 30, do século XX.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Já aqui falamos várias vezes, em publicações anteriores (cuja consulta recomendamos aos nossos estimados leitores) de grandes obras realizadas na zona envolvente à Sé do Porto, bem como alterações exteriores no próprio edifício, sendo disso exemplo, a demolição do relógio existente entre as torres.
Vamos então abordar mais um pouco, as obras que moldaram este edifício durante o século XX, no intuito de lhe devolver o seu aspecto original.
Em 1927, tal como o relógio, foi demolida a casa do sineiro que se localizava entre as duas torres e é visível na fotografia de baixo.
Casa do sineiro, demolida em 1927. Sé do Porto - Cliché anterior a 1935
A Sé com o seu relógio. Foi igualmente demolido em 1927
Sé do Porto em 1910. A nave central antes do restauro 
Retábulos destruídos na década de 30. Phot.ª Guedes
Cerimónias fúnebres do Bispo D. António em 1918, na Sé do Porto
Os altares e decorações em madeira, só seriam retirados nas obras dos anos 30
Sé do Porto. O interior durante o restauro na década de 30 do séc. XX
Um dos objectivos foi retirar-lhe o estilo Barroco, visível nas imagens de cima
Opinião de Bernardo Xavier Coutinho sobre as obras de restauro (extracto)
Aspecto exterior antigo da Rosácea

Imagens:
- AMP
- BPI - Editor - Estrela Vermelha
- Phot.ª Guedes

Casa n.º 39, na Praça da Rainha D. Amélia. (Porto)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A actual Praça da Rainha D. Amélia, inicialmente teve a designação de Largo da Póvoa.
A palavra Póvoa, deriva do latim "popula" que denomina um pequeno povoado. Na época existia já outra Póvoa, próximo da Rua das Oliveirinhas, que antes se chamou Rua das Oliveiras, "junto à Póvoa de Baixo" e está registado num documento da paróquia de Santo Ildefonso do ano de 1757, a outra era designada por "Póvoa de Cima" para se poderem diferenciar.
Quando foi reconstruida no Largo da Póvoa, a capela de S. Crispim e S. Crispiniano, proveniente do local actualmente ocupado pela Rua Mouzinho da Silveira, a Câmara decidiu mudar o nome ao largo que passou então a chamar-se Largo de S. Crispim. Mais tarde voltaram a alterar a denominação do largo, atribuindo-lhe o nome da rainha D. Amélia de Orleães, esposa do Rei D. Carlos. O largo e posterior praça sofreram alterações, tanto de toponímia quanto urbanísticas. Um local rural, que actualmente está quase no coração da cidade do Porto.
Praça da Rainha Dona Amélia, 39. Séc. XVII e XVIII. Teófilo Rego, 1961
O cliché de cima sublinha a nossa afirmação anterior. Não sendo muito antigo (data de 1961) e com autoria de Teófilo Rego, mostra-nos uma casa rural, com características arquitectónicas típicas dos séculos XVII e XVIII, que ocupava o n.º 39, da Praça da Rainha Dona Amélia. Acreditamos que tenha sido demolida, pois não localizamos o edifício.

Chafariz do Passeio Alegre / Chafariz do Convento de S. Francisco. (Porto)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O chafariz do Passeio Alegre (como é conhecido actualmente) não desapareceu, mas muitos portuenses desconhecem que esta obra de arte, com autoria atribuída a Nicolau Nasoni, se encontra bastante distante do local para o qual foi originalmente projectada.
Chafariz do Passeio Alegre - BPI
O chafariz é um belíssimo monumento em granito, constituído por uma coluna central decorada com motivos vegetalistas e zoomórficos. 
A ladear a coluna existe uma taça com quatro carrancas que jorram água para uma taça inferior em forma de trevo, e que delimita o chafariz.
Chafariz do Convento de S. Francisco. Actualmente está no Passeio Alegre, Foz
Cliché de Guilherme B. Barreiros - 1941
Pode-se ler em diversos sítios, inclusive na Wikipédia, que o local de origem deste chafariz seria a Quinta da Prelada, mas não nos parece que isso seja verdade.
Vista geral da igreja de São Francisco, no Porto, voltada para a rua do Infante D. Henrique
Imagem não datada (1900?) com autoria de Emílio Biel
Este chafariz estava no claustro do antigo Convento de S. Francisco e foi deslocado para o jardim do Passeio Alegre depois daquele edifício ter sido reduzido a escombros, durante a fase final do cerco da cidade (Agosto de 1833), e no seu lugar ter-se erguido o actual Palácio da Bolsa. 
O chafariz foi transferido para o jardim do Passeio Alegre a 3 de Julho de 1869, pela Comissão Administrativa do Salva-vidas, por forma a combater a falta de água durante o estio e satisfazer o aumento populacional desta freguesia piscatória.
Citamos Germano Silva in "Fontes e Chafarizes do Porto" pág.146 e 147:
"...o chafariz que está no Passeio Alegre pertenceu ao extinto mosteiro de S. Francisco que existiu onde está agora o Palácio da Bolsa".

Citando ainda o Dr. Hélder Pacheco in "Porto" da Editorial Presença, pág.198 e 199 :
"No Jardim do Passeio Alegre, admiramos o mais harmonioso e monumental chafariz portuense. É nítida a sua configuração de elemento arquitectónico monástico. De facto pertenceu à cerca do extinto convento de S. Francisco, nos terrenos do qual foi construído o Palácio da Bolsa".
Igrejas do Convento de S. Francisco e dos Terceiros Franciscanos em 1900  
Cliché da Phot.ª Guedes

Quinta das Tílias - Sociedade Protectora dos Animais. (Porto)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Quinta das Tílias - Entrada
José Maria Nascimento Cordeiro foi o 30.º Presidente da história do Futebol Clube do Porto, entre 1961 e 1965. Mas isso não é o mais relevante nesta publicação.
O que é importante referir aqui, foi que no ano de 1969 este homem concretizou o sonho de muitas gerações, ao doar a Quinta das Tílias, situada no Monte da Costa, à Sociedade Protectora dos Animais, o que permitiu criar um pavilhão clínico e dar abrigo aos animais que vadiavam pelas ruas do Porto. Entre 1970 e 1974, a SPA construiu cem canis e deu protecção a 300 animais.
«A Sociedade Protectora dos Animais, do Porto, que é, entre as congéneres, a mais antiga do país, pois vai a caminho do século -entrou numa fase deveras notável, grandiosa, arrojada mesmo.
Graças a uma generosa dádiva dum grande amigo dos animais -o sr. José Maria do Nascimento Cordeiro - a Sociedade Protectora dos Animais do Porto está de posse de uma bonita quinta, no Monte da Costa.
A configuração da sua orografia, a localização e a riqueza do seu solo – tudo reúne para que o Porto, e num futuro que não virá longe, disponha de mais um motivo turístico que poderá incluir no seu roteiro, e que não deixará de despertar o interesse e a curiosidade do visitante. Há dias, e na companhia de alguns colaboradores do «Mundo Canino», tivemos o prazer de passar uns gratos momentos na Quinta das Tílias. Nós achamos que a designação não corresponde perfeitamente ao que vimos ali.
«Quinta-Jardim», lhe chamamos, tal a profusão e variedade de flores que ali se vê por toda a parte, que embelezam o local e que representam uma fonte de rendimento.
Recebeu-nos o sr. Carlos Faria, secretário geral da Sociedade Protectora dos Animais e director de «0 Zoo», orgão mensal daquele organismo. A maneira como nos recebeu e o entusiasmo com que nos falou de tudo o que ali é já realidade, e não é pouco, ficamos com a impressão que, num futuro que não vem longe, a grande obra em curso, naquela quinta-jardim, - seria um facto. Já conhecida, a «Pensão» e o «Hotel» para cães, pareceu-nos da maior utilidade.
Assim, aqueles que por qualquer motivo tenham que ausentar-se e que não queiram fazer-se acompanhar dos canídeos, podem ir ali deixá-Ios e ficar descansados. Serão bem tratados e não correm o risco de fugir.
- E quanto paga, sr. Faria, o interessado que venha confiar um animal à guarda da Sociedade?
- Na pensão 15$00 por dia, no hotel, 25$00.
- Tem muitos sócios a Sociedade?
- Três mil.
- De quanto é a cota ?
- É variável. O mínimo, um escudo.
- Um escudo ? !
- Sim, um escudo.
- É irrisório! E se calhar ainda se julgam no direito de fazer exigências...
- Alguns, assim pensam.»

In Jornal “O Mundo Canino” - Outubro de 1969 
 Memorial ao benemérito José Maria Nascimento Cordeiro

Imagens:
- Arquivo Municipal do Porto

Casas de habitação para pessoal superior administradas pela Santa Casa da Misericórdia. (Porto)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Quem passou ao longo dos anos pela Rua de Costa Cabral, frente ao Hospital do Conde de Ferreira, por certo reparou em 3 casarões antigos, com frondosos jardins, sendo o do meio o mais imponente, que por décadas estiveram tão abandonados, que alcançaram um ponto de quase colapso total. Estas casas não se situavam propriamente dito na Rua Costa Cabral, mas sim na Rua da Cruz, (perto da praça de táxis) no entanto faziam frente com o Hospital dos Alienados, visto não existirem outras construções entre eles, mas apenas um passeio e uma ou outra árvore.
Phototipia representativa dos edifícios que se acham instalados os estabelecimentos administrados pela Misericórdia do Porto. Photo Moderna c. 1900

Phototipia recortada. Photo Moderna c. 1900
Segundo informações obtidas, estas formidáveis casas eram o edifício de habitação do pessoal superior do Hospital Conde de Ferreira, que se situa mesmo em frente. 
Completamente abandonadas por muitas décadas, ficaram em total estado de ruína, como podemos observar nas imagens de baixo e assim se manteriam até finais de 2014, onde foram vítimas de mais um crime atroz. 
Foram derrubadas, permitindo-lhes manter apenas a fachada frontal, que nesta data em que escrevemos, se encontra ainda, escorada com vigas de ferro, para que não desmorone. 
 Vista aérea dos edifícios, em 2012 ou 2013. Bing Maps
 Pormenor das 3 casas vistas do ar. Bing Maps

Abertura / alargamento da Avenida de Fernão de Magalhães em 1952. (Porto)

Imagens das obras de abertura parcial / alargamento, da Avenida de Fernão de Magalhães no Porto, em 1952, no seguimento do Plano Regulador, de Antão de Almeida Garrett. A zona em intervenção, localiza-se junto do actual entroncamento com a Rua Cardeal D. Américo e permitiria o alargamento e continuidade da Avenida.
Abertura da Av. de Fernão de Magalhães em 1952. Frente ao actual Hotel Nave 
Clique aqui para ver este mesmo local actualmente
Abertura da Av. de Fernão de Magalhães 1952. Frente ao Hotel Nave. Perto das Eirinhas 
Vista do lado da Praça de 24 de Agosto
 Pormenor das obras de demolição
 Demolição do casario

Imagens: 
- Arquivo Municipal do Porto

Rua da Reboleira. (Porto)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A designação Rua da Reboleira, data dos séculos XIII-XIV. Esta rua ribeirinha portuense, possui um forte aglomerado de casas medievais, destacando talvez, a do nº. 59 que apresenta uma estrutura de casa-torre com ameias ou merlões, à imagem de uma estrutura defensiva. 
A sua construção consta de um acordo celebrado em Setembro de 1688, entre o mestre pedreiro Manuel Mendes e Pedro Sem, e foi também o local do nascimento de Pedro Sem da Silva (filho) que aqui morou até ao seu casamento.
Largo do Terreiro, Rua da Reboleira e Rua de São Nicolau, vendo-se a Capela da Senhora do Ó. 
Cliché da Phot.ª Guedes
Esta rua foi parcialmente demolida (cortaram-lhe um troço que ia até junto da muralha Fernandina) quando, por volta de 1869-1872, se começou a abrir a Rua Nova da Alfândega. 
Rua da Reboleira, anterior às demolições de 1869-72, efectuadas para abertura da Rua Nova da Alfândega 
José Augusto Vieira in, Minho Pittoresco
Rua da Reboleira nos anos 50 do séc. XX. Cliché de Teófilo Rego
Casas que se encontram no ângulo da Rua do Infante D. Henrique, com a Rua da Reboleira, destacando-se uma pequena oficina de tanoeiro. Cliché da Phot.ª Guedes
 Fonte Parcial:
- AMP

Relógio da Sé do Porto.

sábado, 23 de maio de 2015

Desde os finais do séc. XV/inícios do séc. XVI, que a Sé do Porto possuía um relógio mecânico, que substituiu um outro mais antigo, inserido numa das torres da sua fachada (a torre Sul), no qual as horas eram tangidas manualmente. 
Em 1540 este relógio já se encontrava avariado, necessitando de peças que teriam de vir da Flandres. Na segunda metade do século XVII, este segundo relógio seria mandado retirar pela câmara, que alegava que o mesmo não era preciso, visto existirem em abundância pela cidade, isto até 1685, ano em que por Carta Régia, se determinou que o mesmo regressasse à catedral.
Entre 1717-1741, após as grandes obras realizadas em todo o edifício, o relógio seria colocado numa espécie de «Arco Triunfal» entre as duas torres.
Sé do Porto com o seu relógio. Desenho de Alfredo Machado em 1918
Neste local se manteria o relógio, até as grandes obras de beneficiação e restauro realizadas pelo DGEMN, durante a vigência do Estado Novo, que, para devolver o aspecto original ao edifício, o retirou novamente.
Vista do Largo de S. Domingos. A Sé ainda tem o relógio entre as torres
Cliché de Domingos Alvão
Sé do Porto ainda com o relógio e o casario que a envolvia - BPI - Editor - Estrela Vermelha
A Sé do Porto com o seu relógio
Cliché obtido do Miradouro da Vitória, com autoria atribuída a George Tait c. 1888
Sé do Porto com o seu casario envolvente. Seria derrubado nos anos 30, para permitir os acessos ao tabuleiro superior da Ponte Luís I, bem como permitir criar espaço para a construção do conhecido "Terreiro da Sé". É perceptível o relógio entre as duas torres
Dispensário Rainha D. Amélia. É visível a Sé, com o seu relógio, na direita da imagem
BPI - Editor - Arnaldo Soares