Remise da Boavista. (Porto)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Primitiva remise da Boavista. Entre 1874 e 1946
A remise da Boavista era a sede da Companhia Carris de Ferro do Porto desde 1874. 
Em 1924 ardeu, tendo-se perdido perdido 23 eléctricos, 4 atrelados e 2 zorras, ficando também outros 6 muito danificados.
Foi construído um novo edifício para servir como remise e oficina, com um total de 20 linhas de entrada. 
As 20 portas eram uma característica marcante do edifício. 
A capacidade de recuperação da Companhia Carris de Ferro do Porto foi notória, conseguindo ter uma receita positiva no fim do ano de 1928.
 A remise da Boavista num cliché de 1950, com autoria atribuída a Teófilo Rego in Museu do Carro Eléctrico
Eléctrico junto à remise. In Museu do Carro Eléctrico (STCP)
A remise da Boavista foi usada como remise principal até 1988. Com a redução do serviço de carros eléctricos, Massarelos passou a ser a remise de serviço, ficando a da Boavista como um armazém de carros eléctricos não utilizados e preparada para serviços eventuais.
Em Agosto de 1999 a remise da Boavista foi abandonada e demolida, para dar lugar à Casa da Musica.
A remise da Boavista.  Cliché de autor desconhecido
Fontes:
- Museu do Carro Eléctrico
- STCP

Farol de Nossa Senhora da Luz. (Porto)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Farol de Nossa Senhora da Luz, não desapareceu. Situa-se na Rua do Monte da Luz, na Foz do Douro, na cidade do Porto. Sofreu no entanto várias alterações, durante a sua existência.
Foi através de um Alvará do Marquês de Pombal emitido no dia 01 de Fevereiro de 1758, que ficou determinada a construção do Farol de Nossa Senhora da Luz, devido as dificuldades que existiam na entrada do Rio Douro.
Farol Senhora da Luz em 1833. Gravura de Joaquim Vilanova
Construído num lugar elevado, junto à Ermida de Nossa Senhora da Luz a baliza luminosa consiste numa pequena torre-farol de planta hexagonal com dois registos com aproximadamente 5 metros de altura. 
O acesso ao primeiro piso, o principal, de onde se emitiam os clarões de aviso à navegação, faz-se através de uma escada exterior de pedra, pequena e íngreme, com guardas de ferro.
Em 1761 estava construído e já dotado de uma estrutura capaz de lhe granjear a designação de farol, sendo assim, o primeiro farol que existiu na costa portuguesa.
Em 1814 o farol foi destruído por um raio, mas foi recuperado e sucessivamente modernizado.
Em 1865 foi substituído o antigo aparelho com candeeiros de Argand e reflectores parabólicos, por uma óptica de Fresnel de 4ª ordem.
Farol Senhora da Luz c. 1858 
Prova actual em papel salgado a partir de um calótipo de Frederick William Flower
No dia 18 de Dezembro de 1913, é iniciada uma modernização deste farol, o qual passa a emitir clarões de cinco em cinco segundos, com o alcance de trinta e oito milhas, tendo dirigido estas obras de beneficiação o oficial de Marinha A. Newparth. O farol passa a emitir clarões de cinco em cinco segundos, com o alcance de trinta e oito milhas. 
Farol da Senhora da Luz. BPI. 1925
Existem divergências no que refere à data da desactivação do Farol de Nossa Senhora da Luz.
Segundo a Marinha Portuguesa, terá sido desactivado em 1926, devido à entrada em funcionamento do Farol de Leça, indicando J. Teixeira de Aguilar, o ano de 1927, pelas mesmas razões, já o IPPAR e o IHRU indicam o ano de 1945 como o ano da sua desactivação, devido às obras de modernização do Farolim de Felgueiras, fronteiro ao Castelo de São João da Foz e situado mesmo à entrada da barra do rio Douro, tornando, assim dispensável o Farol da Luz.

Fonte parcial:
- DGPC
Imagens:
- Joaquim Vilanova
- Frederick William Flower

Travessa do Carmo. (Porto)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

 Fachadas das Igrejas do Carmo e das Carmelitas. Emílio Biel
Em tempos, frente à fachada da igreja do Carmo (direita da imagem) existiu uma artéria estreita e actualmente praticamente esquecida, denominada Travessa do Carmo. 
Esta viela, há muito desaparecida, ocupava parte do espaço da actual Praça de Parada Leitão. 
Começava, como dissemos, mesmo em frente à Igreja do Carmo e terminava na Cordoaria. 
Actualmente encontramos vestígios da mesma, no casario encostado ao edifício do café Âncora d'Ouro, mais conhecido por café "Piolho".
Segundo Germano Silva, num manuscrito existente na Biblioteca Pública do Porto, a que foi dado o nome de "Diário", pode-se ler: "a travessa do Carmo é uma viela que fica defronte da igreja do Carmo é alumiada por dois lampiões de azeite a sua numeração é de 1 a 14, sendo a casa nº 7 habitada pelo médico Assis [Francisco de Assis e Sousa Vaz]". 
Vista frontal das igrejas do Carmo e Carmelitas em 1930. Aqui existiu a Travessa do Carmo
Reitoria da Universidade do Porto, em 1940 
Praça de Parada Leitão. Cliché de Domingos Alvão
Na direita da imagem, existiu em tempos a Travessa do Carmo
 
Imagens:
- Emílio Biel
- BPI (digitalização)
- Alvão

Duelo à espada no Parque das Necessidades. (Lisboa)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Duelo no Parque das Necessidades. Julho de 1924 
Álvaro de Castro enfrenta Ribeiro da Fonseca. Imagem in DN
Em 02 de Julho de 1924, por uma questão de honra (coisa que parece andar actualmente desvanecida, pelo menos no contexto político) o então chefe do Governo, Álvaro de Castro, que podemos visualizar na imagem, vestindo uma camisola branca, defrontou o aviador Ribeiro da Fonseca. 
Ribeiro da Fonseca terá terminado o duelo com ferimentos superficiais.
Capa do Diário de Notícias, mencionando o duelo
Fonte:
- Diário de Notícias

Capela de Santo André. (Porto)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Na cidade do Porto, existiu um largo, uma travessa e uma rua denominadas por Santo André. 
A actual rua de Santo André é pequena e situa-se entre St.º Ildefonso com término na praça dos Poveiros. 
No antigo largo de Santo André, encontrávamos o Campo de São Lázaro e traseiras de prédios da rua 23 de Julho, que fora rua Direita ou rua Direita do Padrão das Almas, que veio a ser posteriormente rua de St.º Ildefonso. Neste local exacto encontrávamos a capela de Santo André e Santo Estêvão, que era uma capela de pequena dimensão e possuía um alpendre ou galilé. 
Capela de Santo André - Desenho de Francisco José de Sousa em 1856
Mapa (pormenor) autoria de Joaquim da Costa Lima Júnior (1806-1864) - "Planta Topographica da Cidade do Porto", 1839
A letra "A" assinala a demolida capela de Santo André e Santo Estêvão, localizada na actual praça dos Poveiros
Antes da existência da capela, havia um nicho que tinha dono. Pertencia a um tal Estêvão, pedreiro que vivia ali perto. 
Um dia esse indivíduo transformou o nicho em capela colocando nela uma imagem do seu santo protector, Santo Estêvão. A capela passou a chamar-se de Santo André e Santo Estêvão. 
Capela de Santo André
Celebrizou-a um retábulo que havia no interior evocativo das Almas do Purgatório. Diz uma velha tradição que em determinadas noites se abria a porta da capela para as almas saírem em procissão. 
Mas que as almas voltavam sempre antes do raiar da aurora. Esta capela seria demolida em 1863. 

Casa Barroso Pereira. (Porto)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Casa Barroso Pereira. Projecto de Nicolau Nasoni
aqui falamos em tempos, da Praça de St.ª Teresa, onde se realizava a feira do pão e que actualmente é conhecida por Praça Guilherme Gomes Fernandes.
Falemos agora, neste local em particular, do lar da família Barroso Pereira. Este edifício foi erguido no séc. XVIII, com um projecto do próprio Nicolau Nasoni.
Pedra de armas, existente na demolida casa n.º 92, da Praça Guilherme Gomes Fernandes
Cliché de Guilherme Bomfim Barreiros, em 1943
O edifício apalaçado, ostentava o Brasão da família e situava-se exactamente no local, onde nos nossos dias existe um edifício (no nosso entender, com uma estética de gosto duvidoso), que alojou por muitos anos a Livraria da Imprensa Nacional Casa da Moeda. 
O imponente edifício, do qual o escritor Almeida Garrett era visita frequente, foi lamentavelmente demolido na década de 60 do séc. XX.
Praça Santa Teresa em 1914, vendo-se a casa dos Barroso Pereira
 Feira do pão. É visível a casa dos Barroso Pereira, neste cliché, anterior a 1910

Imagens:
- CMP
Guilherme Bomfim Barreiros
Ed. "Le Temps Perdu"
- Autor desconhecido

Peste Bubónica de 1899. (Porto)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Peste Bubónica de 1899.  Bombeiros desinfestando um caixão. Phot.ª Guedes
Em meados de 1899, ocorreu um surto de peste bubónica no Porto e o Conselho de Saúde estabeleceu um cordão sanitário em torno da cidade. 
No entanto as operações profiláticas, orientadas no sentido de eliminar a peste, tal como a evacuação de casas e o isolamento e desinfecção de domicílios, entre outras, causou o azedume da população urbana devido às perdas económicas. 
Peste Bubónica. Desinfestação de uma ilha do Porto. Phot.ª Guedes
Ricardo de Almeida Jorge (1858-1939)
A situação de animosidade contra o Dr. Ricardo Jorge (que na altura era o organizador dos Serviços Municipais de saúde e Higiene da Cidade do Porto ) foi tal, que o obrigou a partir para Lisboa, onde foi colocado como Inspector-Geral de Saúde Pública. Neste contexto, promoveu a criação do Instituto Central de Higiene (1899) e tomou a seu cargo a reforma dos serviços sanitários, adaptando-os ao novo contexto científico, o que conduziu à publicação do Regulamento Geral dos Serviços de Saúde e Beneficência Pública.

Referências:
- Ricardo Jorge. A Peste Bubónica no Porto -1899. Porto: CMP, 1899
- Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- CMP

Farmácia da Maia.

Fachada frontal da Farmácia da Maia. 
Cliché da Phot.ª Guedes. Ano indeterminado
Fachada frontal da Farmácia da Maia, num cliché proveniente da formidável colecção da Phot.ª Guedes, no Arquivo Municipal do Porto. 
São visíveis diversas pessoas à porta. Infelizmente não foi possível obter a data do cliché, nem a localização exacta onde o mesmo foi obtido. 
A actual "Farmácia da Maia" que conseguimos identificar, localizada na freguesia de Águas-Santas, foi fundada apenas em 1934, o que torna inviável tratar-se da mesma casa, visto a actividade da Phot.ª Guedes ter decorrido entre 1885 e 1932. Eventualmente, talvez um dos nossos estimados leitores, conhecedor do local, nos possa futuramente fornecer, informação mais precisa.

Imagem:
- Phot.º Guedes in AMP

“A inveja é a homenagem, que a inferioridade tributa ao mérito”

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um blogue que circula pela internet e do qual, só muito recentemente tomamos conhecimento, intitulado "História de Cinfães" acusou em 29 de Janeiro de 2015 de forma infame e caluniosa, o nosso espaço pela publicação de uma imagem, referente a um cliché datado de 1919, numa publicação que integra este blogue (MONUMENTOS DESAPARECIDOS) desde 2010 e que nos foi gentilmente enviada (assim como muitas outras), há alguns anos, por um leitor.

A nossa publicação, original, datada de 11 de Julho de 2010, pode ser acedida aqui.

O sr. Nuno Resende que se auto-intitula Historiador e se identifica como administrador / autor do blogue caluniador, bem como o suposto “proprietário” da imagem em questão, após nos ter contactado recentemente e de forma pouco ética, podemos sublinhar, para alguém ligado à cultura, foi devidamente informado que a nossa política é identificar nas publicações os autores dos clichés originais ou a fonte dos mesmo, sempre que possuímos esses dados. 
Essa informação sempre foi pública e é por nós constantemente relembrada.

Apesar de darmos total abertura, para que o sr. Nuno Resende, ligasse um nome, à autoria do cliché original e o mesmo fosse assim identificado, esse sr. esquivou-se a qualquer informação, que lhe atribuísse um eventual direito de autoria, o que nos levantou várias suspeitas, "exigindo" sempre e apenas a "eliminação imediata" da imagem, da qual se intitula "o proprietário".
Fomos bem explícitos em informar que, estaremos sempre prontos para respeitar qualquer direito que o mesmo eventualmente tenha sobre a imagem, ponto é que ele demonstre ter tal direito.

Relembramos também a esse sr. que, em Portugal o direito de autor caduca setenta anos após a morte do criador intelectual, mesmo que a obra só tenha sido publicada ou divulgada postumamente.
A partir dessa data, consideram-se as suas obras caídas no Domínio Público sendo livre a sua utilização. (Decreto-Lei n. 334/97, de 27 de Novembro de 1997, transposição da Directiva 93/98/EEC de Outubro 1993, relativa à harmonização do prazo de protecção dos direitos de autor e de certos direitos conexos).

Mais uma vez, a pessoa em questão, esquivou-se a qualquer resposta concreta, limitando-se a uma triste “ameaça” de “utilização de um advogado”, situação para a qual nos mostramos sempre perfeitamente disponíveis e que continuamos a aguardar serenamente.
Após um conjunto de atitudes, que classificamos como lamentáveis, o acto final desse indivíduo remeteu-se a uma publicação caluniosa, no seu blogue, o que na nossa interpretação pessoal, só sublinha a sua total falta de razão e um comportamento de pouca maturidade, para mais não acrescentarmos.

Facto curioso e paradoxal: Após analisarmos o blogue que este sr. administra, encontramos diversas imagens antigas, de fotógrafos bem conhecidos, que o mesmo utiliza no seu espaço, estando várias sem a devida identificação. 
Tendo sido alertado para tal situação, constatamos que algumas identificações foram feitas à pressa e recentemente.
Alexandre Herculano (1810 - 1877)

Lembramos a frase: A inveja é a homenagem, que a inferioridade tributa ao mérito”
- Autoria atribuída a Victor Puiseux

Cruz das Regateiras. (Porto)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Cruz das Regateiras, vendo-se a demolida capela. Em segundo plano, o Hospital dos alienados Conde de Ferreira
Fonte da imagem in JN. Autor desconhecido 
Clique na imagem para a ampliar
Segundo o grande conhecedor do passado portuense, Germano Silva, na sua habitual crónica no Jornal de Notícias, por muitos anos, a cruz ergueu-se num largo que depois veio a chamar-se Largo da Cruz das Regateiras
O sítio, naquele tempo, ficava longe da cidade, na parte arrabaldina, onde, em 1883, se inaugurou o hospital do Conde de Ferreira e onde, também, se situava um posto municipal de cobrança de impostos. 
As mulheres que vinham vender pro­dutos à cidade, tinham, obrigatoriamen­te, de parar para pagar o imposto devido sobre os géneros que transportavam. E, como sempre, regateavam com os fiscais o preço a pagar. Daí o epíteto de "regateiras" . 
No mesmo largo havia uma pequena ca­pela, "pertença dos moradores da freguesia", lê-se nas "Memórias paroquiais" de 1758, que tinha anexa uma Confraria do Santíssimo Sacramento e que passou a ser conhecida, também, pela capela do Se­nhor da Cruz das Regateiras 
Era bem curiosa esta ermida. Na parte de cima da fachada, sobre a padieira da porta principal, ostentava esta legenda: "Obra de caridade do ano de 1732". No interior, jun­to ao altar-mor, do lado da Epístola, havia uma porta e por cima estava esta inscrição: "Entrada para beijar o Senhor morto". 
No altar-mor, em lugar de destaque fi­gurava uma belíssima imagem de Nossa Senhora das Dores em louvor da qual to­dos os anos se fazia uma festa no último domingo de Julho. 

Diz um panfleto dos começos do século XIX que no dia da festa "havia animado arraial com embandeiramentos, ornamentações, danças ao som gemebundo de violas chuleiras". Consta do mesmo documento que "ao declinar do dia saía uma procissão com o andor da virgem, em miniatura, sobre uma simulada nuvem feita de algodão em rama e ladeado por homens empunhando lanternas e cruzes que eram precedidos de um reduzido grupo de zés-pereiras"
Durante o Cerco do Porto (1832/1833) as tropas miguelistas montaram um re­duto na Cruz das Regateiras. No dia 25 de Março de 1833, os soldados do exército de D. Pedro IV lançaram um duro ataque contra este reduto pondo os soldados miguelistas em fuga. Quando a guerra civil acabou, foi dado ao lugar da Cruz das Regateiras o nome de lugar de 25 de Março, evocativo do combate referido. Mas esta denominação durou muito pouco tempo. 
Em 1900, ainda se fazia a grande festa de Julho. Nesse ano, conta Horácio Marçal na sua obra "S. Veríssimo de Paranhos", um tal Francisco dos Santos Fonseca e sua mulher, Sofia Ermelinda Braga da Fonseca, ofereceram "para adornar as imagens de Nossa senhora das Dores e do Senhor do Socorro da capela da Cruz das Regateiras, uns brincos e um broche cravejados de pedras finas para a primeira imagem; e para o Senhor do Socorro um artístico resplendor de prata com o competente dístico"
Dezasseis anos depois, em 12 de Setembro de 1916, a Câmara Municipal do Porto, com o pretexto de que necessitava de proceder ao alinhamento da Rua de Costa Cabral, expropriou a capela que, logo a seguir, mandou demolir, providenciando, ao mesmo tempo, no sentido de que o cruzeiro fosse removido do local onde estava, sendo então colocado onde agora se encontra. Está atrás da igreja paroquial de Paranhos. 
Hospital Conde de Ferreira (vista aérea) in Virtual Earth 3D
Vemos assinalado com um círculo vermelho, o local que foi conhecido por "Cruz das Regateiras"
O topónimo Cruz das Regateiras foi dado também à estrada que passava ao lado do cruzeiro e circundava, se assim se pode dizer, o casal do Vale que pertencia à antiquíssima quinta do Paço, já referida com esta designação em documentos de 1673, mas que, pela proximidade com o cruzeiro, também se chamou quinta da Cruz das Regateiras

Fontes e bibliografia:
- JN
- Germano Silva
- Virtual Earth 3D