Ponte de Ferro ou Ponte do Comboio. (Matosinhos-Leça)

quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Já aqui abordamos, de forma colectiva e individual, as várias pontes que existiram na Foz do rio Leça, antes da abertura do porto artificial de Leixões. A titulo individual, consideramos que carece falarmos da antiga Ponte de Ferro, também chamada por Ponte do Comboio, que ligava Matosinhos a Leça da Palmeira.
Ponte de Ferro ou Ponte do Comboio
Por esta ponte atravessou a pedra necessária à construção do molhe Norte. A linha seria mais tarde usada pelos comboios da linha da Boavista-Leça e da Póvoa de Varzim.
O comboio passando junto ao Forte Nossa Senhora das Neves, em Leça da Palmeira
Imagens:
- in A.M.C.M.M.
- BPI, Edições Estrela Vermelha

Ponte de Guifões. (Matosinhos)

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Ponte de Guifões 
A Ponte de Guifões, de origem romana, seria totalmente reconstruída e melhorada durante a Idade Média.
Esta ponte possuía um tabuleiro de perfil horizontal de cerca de vinte metros de comprimento e reforçado através de guardas com aberturas semicirculares, a ponte apresentava na sua origem três arcos ogivais de dimensões variadas e respectivos talhamares. 
Classificada como IIP - Imóvel de Interesse Público, foi destruída  na sequência de um forte temporal que assolou toda a região em 1979. Da estrutura primitiva, chegaram até nós somente os arranques do arco da margem esquerda e parte do da margem direita. 

Imagem:
- Arquivos SIPA

Capela de São Francisco de Paula / Capela de S. Francisco Xavier. (Porto)

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Capela de São Francisco de Paula, na Quinta do Gouveia
Localizada na rua de Serralves, em Lordelo do Ouro, é também conhecida por "Capela da Quinta dos Frades" e por "Capela da Quinta do Gouveia" (devido ao nome de família do proprietário). 
A capela fazia parte do antigo hospício ou brévia de religiosos da ordem de S. Francisco de Paula, conhecidos pelos "Mínimos".
Tendo estado referenciada pelo IGESPAR foi o seu processo encerrado não tendo actualmente qualquer protecção legal. Construída em finais do séc. XVIII, encontra-se actualmente em total estado de ruína.
Fachada principal
Imagens:
- Alexandre Silva

Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças. (Porto)

sábado, 12 de Julho de 2014

Convento das Carmelitas Descalças – Foto de Antero Seabra, 1857 -1864
A Ordem das Carmelitas Descalças obteve autorização de D. Pedro II para fundar um convento no Porto, em 1701. A Câmara concordara com a condição de as mulheres nobres terem prioridade de admissão. 
As obras do convento decorreram entre 1702 e 1732.
O cerco do Porto, em 1832, precipitou a saída das religiosas deste convento. Em 1833, a Comissão Administrativa dos bens dos extintos conventos tomou conta do edifício e do que nele existia por ter sido abandonado pelas religiosas.
Após a extinção do convento, em 1833, as suas instalações acolheram a Escola Normal, a Direcção das Obras Públicas, os Correios e Telégrafos, o Teatro Variedades, entre outros serviços, e nos terrenos da sua cerca tiveram lugar uma série de diversões (exibições de animais ferozes, espectáculos de variedades e circo), para além de peças de teatro popular. E até um Mercado de Ferro Velho.
A cerca do convento deu lugar à Rua da Galeria de Paris, projectada para ter uma cobertura envidraçada à moda das galerias parisienses, onde, em 1906, se ergueu um edifício em estilo Arte Nova classificado como imóvel de interesse público.
As Monjas Carmelitas Descalças formam parte de uma Família Religiosa, que vem na esteira do monaquismo oriental e que tem como inspiradores os Padres Antigos do Monte Carmelo, particularmente o Profeta Elias e Eliseu. No século XVI, Santa Teresa de Jesus, monja Carmelita do Mosteiro da Encarnação de Ávila, reforma a Ordem, querendo voltar ao primitivo fervor do Monte Carmelo, e dando-lhe um cunho missionário e apostólico.
"A primeira «Fórmula de vida» carmelitana encontra-se expressa na Regra de Santo Alberto de Jerusalém."(const.I,3) Esta Regra data do início do século XIII. 
"Olhando os Padres Antigos do Carmelo, especialmente o Profeta Elias, a Ordem toma uma consciência mais viva da sua vocação contemplativa, orientada por completo à escuta da Palavra de Deus - LECTIO DIVINA - em completa solidão e total separação do mundo."(cfr.const.I,2) 

Bibliografia:
- U. Porto
- Arquivo Distrital do Porto

Ferros Velhos. (Porto)

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Norte para Sul
Os "Ferros Velhos" uma espécie de feira ou mercado, equivalente à "Feira da Vandoma", ou à "Feira da Ladra" de Lisboa, era desde meados do século XIX um pitoresco mercado do Porto, onde se vendiam toda a espécie de artigos novos e usados. 
Situava-se no Largo do Correio, hoje Rua Cândido dos Reis, e ocupava a parte Nascente da cerca do Convento das Carmelitas.
Porto, Ferros Velhos, cliché obtido de Sul para Norte
Este mercado foi legalmente extinto, em de Abril de 1894, no entanto só em 1904 seriam demolidas as últimas barracas, pois alguns mercadores não queriam abandonar o seu espaço.
Antiga rua dos Ferros Velhos, actual cruzamento da rua dos Carmelitas com a rua de Cândido dos Reis


Imagens:
- Alvão
- BPI - Editor- Arnaldo Soares
Photª Guedes

Fonte do Mercado do Anjo. (Porto)

Fonte do Mercado do Anjo. Inaugurada em 1845
Já falamos anteriormente do Chafariz do Mercado do Anjo, que se situava no interior do mesmo. 
Ao contrário do chafariz, a Fonte do Mercado do Anjo, ficava localizada entre uma escadaria dupla de alvenaria, virada para a Rua das Carmelitas. Possuía um tanque, para o qual brotava uma fonte, sendo deste modo, parecida com diversas outras fontes, que nesta época existiam na cidade.

Imagem:
- AMP

Urinol da Academia de Bellas Artes. (Porto)

terça-feira, 8 de Julho de 2014

A história do antigo convento de Santo António da Cidade, pertença dos frades menores reformados de São Francisco, remonta a 1783, ano em que teve início a sua construção, em terrenos situados em São Lázaro. Pensava-se, à época, que este poderia vir a ser um dos maiores edifícios conventuais da cidade do Porto, mas as obras prolongaram-se por longas décadas e em 1834, ano do decreto que estabelecia a Extinção dos Conventos, não estava ainda concluído. O que não impediu a instalação neste espaço das tropas inglesas, numa época (1831) em que os religiosos haviam já abandonado o convento. Depois de 1834, a história do edifício é paralela à da Biblioteca Municipal do Porto, que acolheu nas suas instalações a partir de 1842. Entretanto, também aqui estiveram sediadas a Escola de Belas Artes e o Museu Municipal.
Academia de Bellas Artes. Emílio Biel & C.
A Biblioteca foi criada por D. Pedro IV em decreto com data de 3 de Julho de 1833, tendo conhecido diversas instalações, antes de adoptar, definitivamente, as do antigo convento de Santo António, doado à Câmara em 1839. A inauguração ocorreu a 4 de Abril de 1842, remontando a esta época o retrato do rei, que ainda hoje se conserva. Aqui se recolheu boa parte das bibliotecas conventuais, constituindo este o fundo inicial da instituição, depois enriquecido pelas aquisições do seu 2º bibliotecário, Alexandre Herculano. 
Do antigo convento resta apenas o edifício, uma vez que a igreja foi demolida. Este, desenvolve-se em função do claustro, de dois andares, que se abre para o pátio através de uma arcaria de volta perfeita, no primeiro, e janelas de frontões curvos, no segundo. Ao centro, um chafariz ostenta a data de 1789. 
Na fachada, que fica voltada para a actual Avenida Rodrigues de Freitas, existiu um urinol público, tal como em muitos outros pontos da cidade. 
Situava-se junto à esquina com a Rua D. João IV e foi retirado há muitos anos do seu local. Tal, tem sido o destino de todos os antiquíssimos urinóis, que existiam na invicta.

Imagem:
- BPI, cliché de Emílio Biel in Repositório Temático da U. P.
Bibliografia:
- Direcção-Geral do Património Cultural

Solar de Lamas - Quinta de Lamas. (Paranhos/Porto)

quinta-feira, 19 de Junho de 2014

Também conhecida por Casa de Canavarros, Casa das Viscondessas de Lamas e Casa das Viscondessas de Roriz. 
Não é ainda «Monumento Desaparecido» mas, tal como muitos itens aqui abordados, um forte candidato ao título, até porque não dispõe de qualquer protecção legal, pelo que apuramos. 
 Entrada principal, pela Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, zona quase engolida pelo polo universitário
A propriedade do Solar de Lamas é uma quinta setecentista erguida numa zona rural dos arredores da cidade do Porto, na freguesia de Paranhos, hoje naturalmente integrada pelo desenvolvimento da cidade, embora não se tenha perdido por completo a noção do enquadramento original, entre casario modesto e terrenos murados. O acesso ao terreiro da casa faz-se através de um portal em arco abatido encimado por um frontão recto interrompido, que apresenta ao centro o brasão, esquartelado, dos primeiros proprietários, enquadrado por duas volutas algo desmesuradas. 
A casa nobre desenvolve-se em U, com uma longa fachada central, a oeste, entre dois corpos mais avançados, com dois pisos, fazendo-se o acesso ao andar nobre por uma escadaria de aparato com dois lanços ao longo da parede, cujo vão forma um corpo avançado onde se rasga, no piso térreo, um portal de entrada para as lojas. A escadaria está revestida com azulejos azuis e brancos modernos, idênticos aos que correm a fachada em rodapé. 
Num dos corpos laterais está a capela da quinta, com um portal decorado por um singelo enrolamento de volutas sobre o lintel, encimado por janelão cujo frontão, em arco abatido, se ergue um pouco acima do friso sobre o qual se desenvolve o frontão. Este é triangular, embora abatido, e possui uma alta cruz ao centro, e dois fogaréus nas extremidades. A casa inclui ainda anexos agrícolas, jardim e terreno de cultivo, estando o conjunto muito degradado.
 Portal em arco abatido encimado por um frontão recto interrompido, que apresenta ao centro o brasão

Imagens:
- Alexandre Silva
Fonte:
- IGESPAR

Cruzeiro do Senhor da Saúde. (Braga)

terça-feira, 17 de Junho de 2014

Oratório do Senhor da Saúde.  BPI de cerca de 1910
Este cruzeiro datava de princípios do século XVI e foi mandado erguer pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa que o mandou colocar junto à Sé Primaz. 
Posteriormente o cruzeiro foi transferido para junto do recinto onde se situava, o hospital da Devesa, erigido por D. Frei Bartolomeu dos Mártires, no local onde se situa hoje o parque da Ponte. 
Em 1625, por ordem do Arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça, foi transferido para o Largo das Carvalheiras, junto da demolida Capela de S. Miguel-o-Anjo. 
Após esta última mudança, foi deslocado um pouco para Sul desse largo, ficando localizado junto a onde hoje se ergue a Escola Primária da Sé.
Foi-lhe acrescentado uma cobertura metálica que assentava sobre quatro colunas graníticas em estilo renascença as quais eram vedadas com grades de ferro.
Em 1912, devido ao forte sentimento anti-clerical, impulsionado por um regime Republicano, que tentava apagar o papel da Igreja na sociedade, alguém apedrejou o cruzeiro, durante a noite, danificando-o.
Após este atentado, o Oratório do Senhor da Saúde foi desmantelado e transferido, em 1914, para o Parque da Ponte. 
O bando de carbonários que, levados pelo sentimento doentio de ódio e opositor à Igreja imposto pela 1.ª República, apedrejaram este e outros cruzeiros na cidade de Braga, como o cruzeiro do Senhor da Saúde, o cruzeiro da Cruz de Pedra, o cruzeiro alpendrado de Infias e ainda o cruzeiro de S.Lázaro (neste último monumento, os vândalos, quebraram os braços e as pernas da imagem de Cristo, que mais tarde seriam consertados) tiveram um fim apropriado, pois um deles morreu sem pernas e sem braços, que lhe foram amputados devido a uma grave doença e o outro morreu sem pernas depois de um comboio lhe ter passado por cima no ramal de Braga. 

Imagem:
- BPI (digitalização)
Fonte:
- CMB

Ponte de Cabaços. (Reriz/Castro Daire)

Reriz é uma freguesia do Concelho de Castro Daire, no Distrito de Viseu. Sobre as águas do Rio Paiva, que por ali passa, existem algumas pontes. Uma delas, é o que resta, da Ponte de Cabaços.
Construída em alvenaria de granito, de tabuleiro horizontal, apoiado em arcos e com um perfil medieval idêntico a muitas outras do género, como a ponte medieval de Canaveses, ou a ponte de Cavez, a ponte da Cabaços, foi definitivamente destruída por uma cheia, em meados dos anos 60 do séc XX.

Imagem:
- Autor desconhecido