Travessa das Águas Férreas. (Porto)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Travessa das Águas Férreas
As estrelas determinam o começo e o fim da via. Os círculos identificam o local onde foram colocados dois modernos portões que passaram a impedir a população de utilizar essa antiga via
A Travessa das Águas Férreas, é uma artéria que liga, (ou ligava até um passado recente) a Rua das Águas Férreas à Rua do Barão de Forrester, muito próximo da Rua da Boavista. Quando da construção do edifício branco localizado na Rua do Barão de Forrester, que podemos observar na imagem de baixo, foi colocado um portão que passou a impedir as pessoas de seguir por esta antiquíssima artéria. Dizemos antiquíssima pois esta aparente "viela", que foi vedada também por outro portão, no lado que desemboca na Rua das Águas Férreas, não é nem mais nem menos do que resta de uma estrada Romana.
A Travessa das Águas Férreas, na imagem de baixo, vista por um interstício do moderno portão eléctrico, que foi colocado na entrada localizada junto à Rua das Águas Férreas. 
Desconhecemos por completo, porque foi vedada esta via e com que direito ou autorização legal.
Na fotografia de baixo, vemos a casa onde morou Oliveira Martins, na Rua das Águas Férreas. 
Na direita da mesma situa-se a Travessa das Águas Férreas

Imagens:
- Google maps
- Alexandre Silva
- Teófilo Rego

Obelisco da igreja de St.º Ildefonso. (Porto)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O obelisco alinhado com a Torre dos Clérigos (horizonte da imagem)
Já o abordamos diversas vezes e de forma sumária, na página que este blogue possui no facebook.  
Não sendo um item desaparecido, mas mais (se assim o podemos classificar) um item "escondido" dado não se encontrar no seu local de origem, decidimos fazer-lhe aqui neste espaço uma menção.
Comecemos com uma citação de autoria de Carlos de Passos, publicada na "Guia Histórica e Artística do Porto" sobre a Igreja de St.º Ildefonso:

"De fundação ignorada e remota é a ermida de Santo Alifon, que, no juízo do Padre Novais (autor do Episcopológico, escripto próximo de 1690), ascendia ao tempo dos godos, cuja opinião formulou por na sua juventude ter visto no cemitério contíguo sepulturas com emblemas dos mesmos. Exagerou, de boa fé, talvez. Porém, existia já no séc. XII, visto que pelo bispo D. Pedro Pitões (1146-52 foi consagrada. Em princípios do séc. XVI estava na posse da confraria do Senhor Jesus; rodeava-a, então, um vasto souto de carvalhos, no qual, debaixo de um dos maiores, se expunha o SS. Sacramento à adoração dos fiéis na procissão de Corpus Christi.
Constituía esse lugar o burgo de Santo Alifon, como o registam as vereações da época. No séc. XVIII a ermida estava arruinada. Afim de ser reconstruida, em 1724 o S.S. mudou-se para a capela de Nossa Senhora da Batalha, já pertencente à Câmara. A obra só em 1730 ficou pronta, segundo a inscrição da porta principal. Todavia, houve necessidade, em 1857, de ampliar a capela-mor, à custa da confraria do SS. Sacramento, instituída em 1634 e logo fundida com a do Senhor Jesus. Então se renovou todo o interior: as paredes foram pintadas com várias figurações pelo cenógrafo Paulo Pizzi, douraram-se os altares, fizeram-se os altares laterais, os estuques ornamentais e as estátuas, de gesso, dos evangelistas e S. Pedro e S. Paulo da capela-mor. Consta que a abóbada fora pintada por Joaquim Rafael (fins do séc. XVIII a princípios do XIX) .
Precede a igreja, uma larga escadaria, em cujo patamar fronteiro à rua de Santo António, se ergueu um obelisco em 24-XII-1794, de significado ignoto. Simples elemento decorativo? Memória da abertura daquella rua? Imponente cascata nella se ornou no dia 24 de Junho de 1810..."
Vista geral do largo de St.º Ildefonso, de algumas casas comerciais (alfaiataria de Afonso Brandão) e da igreja com o mesmo nome, em inícios de 1900, numa fotografia tirada da praça da Batalha
 Igreja de St.º Ildefonso estando o obelisco na esquerda da imagem
Notamos a ausência dos azulejos de autoria de J. Colaço
Igreja de St.º Ildefonso ainda sem os azulejos de autoria de J. Colaço
O obelisco (que se encontrava no adro da igreja de Santo Ildefonso) foi lá colocado em 1794, supostamente para servir de remate à rua de Santo António e/ou "desafiar" a altura da Torre dos Clérigos. Seria retirado na década de 20 do Séc. XX
Em resultado de obras realizadas pela confraria, o obelisco seria removido nos anos 20 do Séc. passado, para o interior do adro da igreja, local do antigo cemitério paroquial, onde ainda se encontra actualmente, podendo ser visto através do portão de ferro que impede o acesso livre ao local.
Rua St.ª Catarina, junto à escadaria da igreja de St.º Ildefonso. É perceptível a sombra do obelisco

Imagens:
- Casa Alvão
- Phot.ª Guedes
- AHMP

Escalada à Torre dos Clérigos, em 1917. (Porto)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

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Em Julho de 1917, dois acrobatas, pai e filho, de nomes D. José e D. Miguel Puertollano, escalaram, sem qualquer instrumento auxiliar, os 76 metros de altura que a torre possui.
Escalada à Torre dos Clérigos. Os irmãos Puertollano atingem a cruz. 
Ilustração Portuguesa em 26-11-1917
Subiram inclusive á cruz que remata a torre, fazendo lá umas acrobacias, após as quais espalharam pelo ar, lá do alto, o que pareceu ser "papelinhos coloridos", mas que afinal se tratava de publicidade a bolachas de uma fábrica portuense
Uma enorme multidão de populares testemunhou todo este feito.
Video da escalada
Caso o filme colocado no YouTube (por um utilizador), deixe de funcionar, podem visualizar o mesmo, nos arquivos da cinemateca portuguesa, bastando para isso clicar aqui.

Hotel da Granja. (São Félix da Marinha)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

 Hotel da Granja
O Hotel da Granja foi fundado em 1886, tendo funcionado por décadas, até ficar completamente ao voltado ao abandono.
Seria adquirido pela Assembleia Imobiliária tendo sido totalmente reconstruído em 2006. Actualmente é um edifício de habitação.

Imagens:
-  prof2000.pt

Jornal «A Voz Pública». (Porto)

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O Jornal Republicano «A Voz Pública», foi fundado depois da revolução de 31 de Janeiro de 1891 e existiria até 1909, ano em que foi extinto.
Localizava-se na Rua 31 de Janeiro (antiga Rua de St.º António) no mesmo edifício onde também funcionava o Depósito da Fábrica de Papéis Pintados de António Cardoso da Rocha, uma casa fundada em 1887.

Fonte: 
- AMP
Imagem:
- Phot.ª Guedes