Arnaldo Lima - Materiais de construção e aparelhos sanitários.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Edifício então existente na Rua do Almada em esquina com a Rua Dr. Artur de Magalhães Basto.. Integrava um conjunto de edifícios que foram demolidos para permitir a construção do Banco de Portugal. Cliché da Phot. Guedes (0,240 x 0,300 m; 1 negativo em vidro) in AHMP
Citando a descrição oficial do Arquivo Histórico:
"Vista parcial do edifício (demolido), do estabelecimeto de materiais de construção «Arnaldo Lima» e da empresa de transportes «L' Éclair», no ângulo da Rua do Almada, n.º 104-114, com a Rua Dr. Artur de Magalhães Basto. Ao fundo a Praça da Liberdade."
Construção do Banco de Portugal na Praça da Liberdade - 1923

Igreja de S. Bartolomeu. (Arouca)

sábado, 5 de setembro de 2020

A antiga igreja de S. Bartolomeu Actualmente demolida, segundo um desenho do natural de Abel Acácio. Gravura em madeira (In "O Ocidente" (1883)

Acredita-se que este, é único documento que resta da demolida matriz.
A Igreja de S. Bartolomeu, terá sido erigida no adro da igreja monástica, durante o abadessado de D. Melícia de Melo (século XVI), no espaço atualmente ocupado pela praça Brandão de Vasconcelos
O campanário, que junto se elevava, pelo seu isolamento e formas, de forte silharia com arcadas redondas, aparenta ser mais antigo, do período românico.
Igreja de S. Bartolomeu e o seu campanário
Abel Acácio in "O Ocidente", 1883
Segundo Abel Acácio, anteriormente ao século XVIII, havia uma igreja da invocação de S. Bartolomeu, que servia de paróquia, a qual se levantava num adro vedado sito a norte do convento. Foi demolida ai por 1900 para dar lugar à actual praça. Davam-na como edificada nos «tempos de Affonso III ou de Diniz, pela abbadessa D. Milícia», no propósito das freiras se libertarem das importunidades dos serviços paroquiais, pois esses realizavam-se na Igreja do convento desde que, em 1220, desapareceu a igreja própria, de três naves, da invocação de S. Pedro, à ilharga do cenóbio, para que, então, este pudesse ser ampliado.
Abel Acácia escreveria no "O Ocidente": 
«O interior d'esta é, como o exterior, pobre e modesto, e está por igual deteriorado. Vêem-se na capella-mór dois tumulos embebidos na parede, um a cada lado do altar, com epitaphios gothicos quasi illegiveis, e ainda para mais pintados a ocre espessamente! No pavimento da egreja algumas inscripções tumulares se leem tambem a custo, todas sem importancia. Merecia mais cuidado dos poderes publicos, ou ao menos do municipio da villa, este venerando e valioso, a pesar de pobre, monumento nacional.»
AROUCA - Um aspecto junto da Praça Brandão de Vasconcelos
Intervenções arqueológicas realizadas na praça Brandão de Vasconcelos, tornaram visíveis os alicerces da antiga Igreja de S. Bartolomeu, enquadrados, a sul, pela Igreja do Mosteiro de Arouca, e, a poente, pela travessa da Alameda.

Hotel Sul-Americano. (Porto)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Localizado na Praça da Batalha, no Porto, o "Hotel Sul-Americano", marcou o seu tempo.
Este ilustre Hotel foi adquirido por Álvaro de Azevedo, um ex-emigrante no Brasil, após regressar a Portugal. 
Logo após a compra do imóvel, o mesmo foi totalmente remodelado, tornando-o num dos melhores hotéis da cidade do Porto na sua época.
Hotel Sul-Americano, c.1913
Hotel Sul-Americano c.1916
Editor - Papelaria e Typografia Académica
Hotel Sul-Americano na Praça da Batalha, Porto
A decoração tinha vários motivos inspirados na América do Sul, tal como os painéis de azulejos que decoravam o interior do hotel (representando o Alto do Corcovado ou o Caes Pharroux); e deste modo era muito procurado pelos viajantes com proveniência naquele ponto do globo. 
O mobiliário do Hotel era elaborado pela casa Correia d'Abreu, do Porto, sendo de nogueira nos quartos de 1ª classe, e de freixo americano nos de 2ª classe.
Na segunda metade do ano de 1944, o "Hotel Sul-Americano" daria lugar ao "Grande Hotel do Império", após ter sido adquirido, na data citada, pelo indústrial Joaquim Ribeiro de Almeida, que logo após a aquisição do Hotel, remodelou totalmente este edifício, tanto interior como exteriormente. 
O então novo e imponente "Grande Hotel do Império", extremamente elitista e luxuoso, seria inclusive mencionado no filme "O Leão da Estrela".
Actualmente, neste mesmo local, ergue-se o edifício do Hotel "Quality Inn".


Capela dos Carregais. (Gondomar)

domingo, 31 de maio de 2020

Capela da Quinta dos Carregais, vendo-se pessoas nas janelas e no exterior. Data de construção, 1759. Cliché não datado (190?), in AHMP
Capella da Casa dos Carregaes de Arnaldo Barbosa, circa 1900. In "O Commercio do Porto". Nesta Capela celebrou-se durante muitos anos, a Festa da Sra. da Conceição, no segundo fim de semana do mês de Setembro
A denominada Quinta dos Carregais e a Capela dos Carregais, que obviamente integrava a propriedade, localizavam-se na Freguesia de S. Cosme em Gondomar.
Imagens antigas da Capela  dos Carregais e muros adjacentes, mostram a data de 1759 gravada no granito, o que faria dela uma obra genuína do séc. XVIII com relevante valor patrimonial.
Nesta capela era então celebrada missa ao domingo e nela se realizavam as festas em honra de Nossa Senhora da Conceição, que decorriam no segundo fim de semana do mês de Setembro. A festa em honra de Nossa Senhora da Conceição, realizada neste local, era muito conhecida nos finais de 1800 e princípios de 1900, chegando a ser mencionada em artigos de jornais da época, como por exemplo o então notável jornal "O Comércio do Porto". Pelo que sabemos, esta festa católica continuaria  a realizar-se até aproximadamente 1945.
Capela da Quinta dos Carregais, totalmente abandonada, em 14 de Junho de 2008. Cliché de Jorge Bastos in FLICKR
Abandonada por muitas décadas, a Capela dos Carregais seria demolida e o local onde a mesma se encontrava, foi parcialmente ocupado por uma larga via rodoviária, que curiosamente, adoptou o nome da capela que destruiu...
Inicio da demolição da Capela dos Carregais. Cliché com autoria atribuida a António Barbosa
Demolição, em fase já avançada, da Capela dos Carregais. Cliché com autoria atribuida a António Barbosa
O lamentável fim da Capela dos Carregais

Imagens:
- AHMP - Arquivo Digital
- Jorge Bastos
- António Barbosa



Central Hotel. (Matosinhos)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Central Hotel, na Rua de Brito Capelo - Fachada frontal
 
Central Hotel, localizou-se no n.º 19 da Rua de Brito Capelo em Matosinhos. O Central Hotel abriu as suas portas ao público, em Agosto de 1904, por motivação de José Alves de Brito e Francisco Xavier Gouveia, que já nessa altura eram proprietários do Café Central, instalado no edifício vizinho.
Central Hotel - Matosinhos
Central Hotel. Sala de Refeições in Guia de Leixões
O Central Hotel funcionou durante pelo menos quatro décadas. Foi demolido a meio da década de 40 do séc. XX, tendo sido erguido no seu local o edifício que veio a albergar o Hotel Porto Mar.

Quinta da Carcereira. (Porto)

terça-feira, 21 de abril de 2020

É de conhecimento público que a Casa de Saúde da Boavista, instituição inaugurada em Setembro de 1934, foi construída nos terrenos da antiga Quinta da Carcereira.
Como se pode ler no site da instituição, a conhecida Casa de Saúde da Boavista, pertence à Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, sendo uma Instituição de saúde privada, de inspiração Católica e de utilidade pública.
A Quinta da Carcereira ocupava esta área tendo o seu acesso nobre a partir da Rua da Carcereira, actual Rua de Pedro Hispano. Era uma propriedade, como muitas outras, na altura, algo afastada do centro urbano e deveria ter alguma importância em certa época, pois ostentava Pedra de Armas ou Brasão.
Aspecto geral do portão brasonado da Quinta da Carcereira, na antiga rua da Carcereira, actual Rua de Pedro Hispano, no Porto, c.1933
Fotografia de Guilherme Bomfim Barreiros in AHMP
Este imponente portão brasonado, foi de forma louvável, conservado pela instituição e pode ser visto actualmente nos terrenos da mesma. Da antiga casa que integrava a propriedade, não obtivemos dados que nos permitam dizer que da mesma, tenham restado vestígios, no entanto não podemos fazer uma afirmação com 100% de certeza, neste momento.
Planta da cidade do Porto, à escala 1:500, levantada sob direcção de Augusto Gerardo Teles Ferreira
Pormenor da planta da cidade do Porto, levantada sob direcção de Augusto Gerardo Teles Ferreira, vende-se mais em pormenor a Quinta da Carcereira, com acesso a partir da Rua da Carcereira, actual Pedro Hispano


Escadas do Codeçal. (Porto)

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A origem exacta desta escadaria, ou acesso da zona ribeirinha à zona alta, é incerta, mas sabemos que já na época medieval esta escadaria íngreme e longa era o caminho de ronda da denominada Muralha Fernandina que cercava o Porto, estabelecendo assim a ligação ente o convento de Santa Clara e o postigo da Areia da muralha, já junto ao rio Douro.
  Escadas do Codeçal - Editor [Grandes Armazéns Hermínios] 
 Escadas do Codeçal, c.1900. BPI, Editor - Arnaldo Soares - Registrado
Dos monumentos mais conhecidos e com maior imponência das escadas do Codeçal, identificamos o Recolhimento do Ferro que, de início, existiu numa reentrância da rua Escura, em frente ao aljube. 
Recolhimento do Ferro, c.1900. BPI - Editor, Arnaldo Soares - Registrado
 Fachada da Igreja do Recolhimento do Ferro, também denominada de Nossa Senhora do Patrocínio, nas Escadas do Codeçal, c.1910
Na prática, o Recolhimento do Ferro é um belíssimo e já antigo, edifício religioso de assistência (recolhimento), tendo em anexo a Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio.
Nos anos 80 do séc XIX a construção do tabuleiro superior da ponte Luís I obrigou a algumas demolições para construção dos pilares de sustentação da ponte. No século XX, o alargamento da via de escoamento de trânsito do tabuleiro inferior da ponte e a subsequente construção do túnel da Ribeira conduziu à demolição do trecho final das escadas do Codeçal.
Fontes parciais:
- AHCMP - Casa do Infante
- Biblioteca Municipal do Porto

Arco das Verdades. (Porto)

domingo, 5 de abril de 2020

Já abordamos este item, na nossa página da rede social do facebook, no entanto por não estar propriamente "desaparecido" nunca lhe dedicamos um publicação aqui no blogue. 
Tal será feito agora, após diversos pedidos feitos pelos nossos estimados leitores.
Se descermos da Sé do Porto pela Rua de D. Hugo até à Ribeira, vamo-nos deparar com o "Arco das Verdades" que se localiza nas Escadas das Verdades.
Arco das Verdades, c.1934
O “Arco das Verdades” está directamente ligado a uma das quatro portas que existiam na muralha primitiva dita “Sueva” ou também chamada de «Cerca Velha» que se chamava Porta das Mentiras, e que a partir do séc. XIV, passou a chamar-se porta de Nª Sª das Verdades. Essa porta, ou entrada, localizava-se nas escadas das verdades, no entanto desconhece-se a data do seu desaparecimento. A porta dava acesso à zona do Barredo e da Ribeira. Relativamente ao Arco, há quem o ligue e até identifique como sendo essa porta, o que é um erro. O arco além de ser muito mais largo do que a porta, não possui o formato nem a configuração adequada e funcionou como aqueduto.
Arco das Verdades, c.1934
Este aqueduto teria sido construído no século XVI para transportar água das Fontainhas, primeiro em direcção ao Convento das Clarissas (Igreja de Santa Clara), e depois para o Convento Jesuíta de São Lourenço, hoje mais conhecido como a Igreja dos Grilos.
Segundo consta, por este arco corriam as águas da nascente de Mija-Velhas (actual Campo 24 de Agosto), que abasteciam a Mitra e fontes já desaparecidas em Pena Ventosa onde o povo se abastecia de água.
Largo da Pena Ventosa, c.1900. BPI - Editor: Grandes Armazéns Hermínios
Largo da Pena Ventosa, c.1900
 BPI - Editor: Arnaldo Soares - Registrado

Imagens:
- AHMP

O sinal de trânsito mais antigo da cidade de Lisboa.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Placa de 1686
Podemos ainda vê-la, numa parede, na Rua do Salvador em Alfama.
Esta placa foi mandada afixar por Sua Majestade, o Rei D. Pedro II, no ano de 1686, para orientar os veículos de tracção animal, como caleches, coches, carros de bois ou carroças que passavam por esta estreita artéria.
Na realidade o Rei mandou colocar/afixar 24 sinais de trânsito, mas desses 24 apenas este sobreviveu até aos nossos dias.

Citando:

ANO DE 1686
SUA MAJESTADE ORDENA
QUE OS COCHES, SEGES
E LITEIRAS QUE
VIEREM DA PORTARIA
DO SALVADOR RECUEM
PARA A MESMA PARTE

Na prática, quem descia perdia a prioridade em relação a quem subia a artéria.
Esta rua, actualmente vista como uma simples e estreita travessa, entre a Rua das Escolas Gerais e a Rua de São Tomé, teve no entanto uma relevante importância há cerca de 400 anos atrás, quando era o veio de ligação entre as portas do Castelo de São Jorge e a Baixa.
Quem desobedecesse a estes sinais de trânsito, pagaria 2 mil cruzados de multa e corria o risco de ser  exilado para o Brasil.

Gripe pneumónica de 1918-1919.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Os valores exactos sobre o número total de vítimas mortais causadas pela gripe pneumónica de 1918-19, é absolutamente desconhecido. Ninguém pode apresentar um número com exactidão.
Os eruditos mais clássicos e talvez mais optimistas, têm defendido que a estimativa mais baixa será de 21 milhões de mortos, entre 1918 e 1919. Isto numa população mundial de quase 2 mil milhões, naquela altura. Outros estudos mais recentes feitos por epidemiologistas defendem no entanto que a pneumónica matou, pelo menos, 50 milhões de pessoas, aproximando-se talvez até do dobro, ou seja dos 100 milhões. A ser verdade, no período de pouco mais de um ano, a pandemia gripal matou mais pessoas do que a famigerada "Peste Negra" no período de um século e do que a Primeira Guerra Mundial (Cerca de 8 milhões de mortes, entre 1914 e 1918). Em Portugal também não existe um número exacto de vítimas. 50.000 ou 60.000 mortos, são os valores mais defendidos. Temos de ter em conta que a maioria dos países, não possuía ainda recenseamentos populacionais e existe ainda a agravante de muitos casos terem sido mal diagnosticados...
Em final de Setembro de 1918, segundo relatos da época, na cidade de Lisboa e nos arredores da capital, as escolas estavam fechadas e sem previsão de abertura do ano lectivo, estavam também proibidas feiras e romarias.
Muitos dos estabelecimentos mantinham as suas portas trancadas ao público. 
Nos mercados da altura escasseavam bens alimentares de primeira necessidade como o pão, a carne e o leite, que aumentara consideravelmente de preço. As ruas estavam quase desertas e os eléctricos passavam com as cortinas e as portinholas sempre fechadas.
Na Junqueira, as pessoas aguardam a abertura do armazém regulador de preços a cargo da Assistência 5 de Dezembro, em 1918. Cliché de Joshua Benoliel in Arquivo Municipal de Lisboa
Thomaz de Mello Breyner, 4º conde de Mafra, médico no Hospital de São José, escreveu no seu diário pessoal:

"19 de Outubro: "Fui ao Hospital e lá tive a certeza de que a epidemia de gripe pneumónica continua assustadora. Em média entram 100 doentes nos hospitais e morrem 30 a 40! Acabou-se em Lisboa o pano especial de cobrir caixões! Todas as flores da Praça são para os mortos."

"21 de Outubro: A mortalidade é medonha. Acabou-se o pano para forrar caixões, acabaram-se as flores no mercado, há enterros toda a noite!! Nem a peste grande 1569 foi assim!!!"

De facto, a situação atingiu tal magnitude que, em apenas um dia, realizaram-se 250 enterros; descobriram-se famílias inteiras mortas nas suas casas e a Direcção-Geral dos Hospitais Civis de Lisboa solicitou à Câmara Municipal para que abrisse uma vala comum no cemitério dos Prazeres.
Ambulância da Cruz Vermelha. Cliché de Joshua Benoliel in Arquivo Municipal de Lisboa
Pneumónica
Conselhos ao Povo
Dois dos videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, viriam a ser vítimas mortais da epidemia
Hilda Ophélia Paz dos Reis, filha de Aurélio da Paz dos Reis, seria também vítima da gripe. Aurélio nunca aceitaria a morte da filha de quem muito gostava. Hilda Paz dos Reis, na Praça de D. Pedro, c.1909
Segundo o professor de medicina Joaquim Alberto Pires de Lima, a quem a segunda vaga da epidemia apanhou no Vale do Ave, uma zona simultaneamente agrícola e altamente industrializada, não existiam dúvidas de que os mais afectados pela epidemia eram os que viviam em piores condições (Lima 1918). E o médico Costa Maia manifestou a sua concordância com esta posição na sua dissertação, ao afirmar que, “sem querer contestar a veracidade desta afirmação do ilustre professor” [Almeida Garrett], corrobora Pires de Lima ao sublinhar a importância das habitações sem condições higiénicas, insinuando que estas seriam os focos de onde as infecções irradiariam “unindo depois pobre e rico numa solidariedade fatal” (Maia 1920). Aliás, cita, em conclusão desta abordagem, o testemunho da mais importante autoridade médica em matéria de epidemias, Ricardo Jorge, que dirigiu o combate à pandemia de 1918-19 em Portugal. Na opinião deste, o seu impacto foi maior sobre os mais pobres. Escreveu mesmo a este respeito numa obra coetânea em que procura fazer a síntese da pandemia: “Se todas as classes pagaram o seu tributo, ele pesou mais pesadamente sobre os mais humildes: os horrores da epidemia juntaram-se aos da miséria” (Jorge 1919, 25).
Viatura dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses
Passado o período mais dramático, que ocorreu em Outubro, a epidemia foi-se atenuando e lentamente se desvanecendo ao longo do mês de Novembro.

Bibliografia:
-José Manuel Sobral e Maria Luísa Lima« A epidemia da pneumónica em Portugal no seu tempo histórico »Ler História, 73 | 2018, 45-66.-
- Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa
- Diário de Notícias
- Biblioteca Municipal do Porto