A Roda dos Expostos. (Cidade do Porto)

sábado, 13 de março de 2010

Situada na Cordoaria, mesmo ao lado do já demolido mercado do peixe, no local actualmente ocupado pelo Palácio da justiça, a Roda dos Expostos tratava da recolha de crianças abandonadas.
 Roda dos Expostos e Mercado do Peixe 
Casa da Roda
Roda dos Expostos
“O amor sacrílego dos conventos, a paixão miserável das ruas sujas, a vergonha sangrenta dos adultérios, toda a via dolorosa das desonradas – era ali que ia ter, àquela casa quadrada do Hospital de Todos os Santos, entre um painel da Virgem e um velho escano de castanho, uma corda de sineta e uma roda humilde de portaria”.
Descrição do médico Júlio Dantas, em 'O Amor em Portugal no século XVIII', das circunstâncias que acabavam por ditar que as crianças fossem deixadas nas chamadas Rodas dos Enjeitados ou Rodas dos Expostos.
Roda dos Expostos
Casa da Roda e o Mercado do Peixe
Nas fotografias de cima é possível ver o edifício da Roda, primeira casa ao lado esquerdo do mercado. Na fotografia de baixo, é uma vista das traseiras dos edifícios da Roda e do mercado, a partir do Passeio das Virtudes.
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Imagens:
- AMP
- BPI, Editor Arnaldo Soares
- Alvão

Primitivo Projecto da Praça do Comércio. (Cidade de Lisboa)

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Editado por F. A, Martins na Colecção Portuguesa, nº 608, este antigo postal que circulou em 24 de Outubro de 1903, representa o primitivo projecto da Praça do Comércio em Lisboa.
Trata-se de uma cópia de um quadro da Biblioteca.

Antiga Igreja de Joane. (V. N. de Famalicão)

A Igreja de Joane antes de 11 de Março de 1978
A Igreja Velha de Joane era um templo constituído por duas naves, separadas por uma arcaria travada transversalmente na zona dos altares-mor por uma outra arcaria, e guarnecida com dependências anexas a nascente e a norte.
Esta igreja velha apresentava elementos arquitectónicos de características muito diversas, referentes a períodos diferentes e denota sinas de profundas alterações.
A primitiva igreja, seria uma igreja de uma só nave, com abside da qual à data da demolição não havia vestígios, correspondendo à nave norte.
Tratar-se-ia de um templo simples, conventual ou paroquial, de planta basilical simples, com paredes de silhares de granito, cobertura em telha sobre estrutura de madeira, decoração reduzida exteriormente aos cachorros e possivelmente ao portal axial.
As fotografias que se seguem são imagens de grande dimensão, clique para ampliar

Existe a indicação de que existiam frescos na nave norte da velha igreja de Joane. Situados por detrás do altar da Santíssima Trindade, tais pinturas surgiam com a primitiva edificação ocorrida entre os séculos XI e XII.
Interior da antiga igreja
Para além destes painéis foram descobertos mais dois, também existentes por detrás do mesmo altar que aquando da demolição da igreja estavam em adiantado estado de degradação, encontrando-se irreconhecíveis. O grupo de painéis entretanto destruído estava classificado pela tutela.
Foram conhecidos vários protestos feitos pela população Joanense contra a demolição levando a questão até ao tribunal. O povo espantou-se e com razão.
Quem dera poderes a essa comissão de cidadãos que ninguém elegeu e quem é que eles, consultaram antes de tomar a decisão? Umas pessoas pretendiam levar a efeito a construção de um novo templo sacrificando para isso a velha igreja, outros pensavam que a podiam restaurar, não obstante estar-se a construir um templo naquele mesmo local.
Mas a verdade é que a igreja foi demolida e o que resta é uma torre que esteve décadas a precisar de restauro bem como um jogo de culpas que rodopia em torno do poder eclesiástico.
A Igreja velha, vendo-se já a nova em construção
A Torre Sineira da antiga Igreja.
Uma sobrevivente que resiste de pé, lado a lado, com a Igreja nova

Observação: Em Março de 2014, verificamos que a Torre Sineira foi restaurada e anexada a uma capela mortuária de construção recente.
A Igreja Nova de Joane na fotografia de baixo

Imagens:
- CMVNF
- Autores desconhecidos
Bibliografia:
CMVNF

Marco de Canaveses - Imagem Histórica.

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Marco de Canaveses - Vista geral. BPI
Nova Praça do Mercado
Na fotografia de cima, podemos apreciar, a zona central do Marco de Canaveses no início do Séc. XX (talvez 1910). O gradeamento a direita localiza a então "Nova Praça do Mercado".
Na imagem de baixo, bem mais recente (1950?) podemos apreciar a beleza singela da Rua Gago Coutinho.
Marco de Canaveses. Rua Gago Coutinho. Cliché de A. Carneiro

Imagens: 
- BPI
- António Carneiro

Mapa de Braga em 1693.

A imagem de cima, dá ao leitor uma ideia de como era Braga em 1693. Sem informação exacta de que se trata da mesma localidade, fácilmente seriamos tentados em não reconhcer nesta imagem a Braga actual, que nos nossos dias é uma grande movimentada e moderna cidade.

Mercearia Nova Indiana. (Cidade do Porto)

domingo, 7 de março de 2010

De «Irmãos Fernandes Lda» (Américo Azevedo Fernandes e Adriano Fernandes de Azevedo).
Era um exemplar da época, muito antes de sonharmos com os actuais hipermercados ou até mesmo supermercados.
Uma então típica mercearia fina na Rua de Cedofeita, quase em frente a Rua de Miguel Bombarda.
Encerrou já na década de 80 do século XX.
Fonte: TAF

Quartel de Infantaria - 18. (Cidade do Porto)

Quartel de Infanteria 18 - BPI - Editor - Arnaldo Soares
Duas variantes de um mesmo cliché


Como todos sabemos este magnifico edifício não desapareceu, embora tenha mudado tanto o nome pelo qual é conhecido, como a paisagem que o envolve.
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Mais conhecido nos tempos modernos por "Quartel General", fica actualmente mesmo em frente ao jardim conhecido por Praça da República (que, na época da primeira imagem, era o descampado que podemos observar e que funcionava como local da Parada Militar). Se olharmos atentamente a fotografia, vemos sem dificuldade, as torres da Igreja da Lapa atrás do Quartel.
Na imagem de baixo, se bem que igualmente antiga, vemos que o antigo espaço usado para a Parada Militar, se encontra já transformado em jardim

Imagem:
- BPI, Edições Arnaldo Soares

As muralhas do Porto - 1839.

sábado, 6 de março de 2010

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«Traçado do Dr. Carlos de Passos sobre a Planta Topográfica da Cidade de J. C. Lima - 1839»

in Ilustração Portuguesa, Nº. 114, Setembro 16, 1930.

Mosteiro de Santa Clara. (Cidade do Porto)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Esta importantíssima construção não desapareceu, felizmente, apenas "se adaptou". Construída ao lado do mais visível lanço das Muralhas Fernandinas, a Igreja de Santa Clara ficou concluída em 1457 e é actualmente uma obra de grande valor. No seu interior podemos encontrar um dos melhores exemplares da arte da talha dourada do Barroco Joanino.
Com a supressão de vários mosteiros mais pequenos nas diversas localidades entre o século XV e o século XVI, as freiras foram-se agregando em Santa Clara levando para lá as suas rendas, sendo uma delas uma portagem por todas as mercadorias que passavam pelo Rio Douro.
Imagens de grande dimensão, clique para ampliar
Ruínas do Mosteiro

Mosteiro de Santa Clara. Vista obtida da muralha Fernandina junto aos Guindais
Nos finais do século XIX, com a morte da última freira, o mosteiro foi extinto o que causou alguma degradação do edifício. Posteriormente, património do estado, e feitas as obras necessárias foi adaptado para Centro de Saúde e outras instituições de cariz social e público.

Estação de Vila Real - Chegada do 1.º Comboio.

Linha do Corgo, originalmente denominada de Linha do Valle do Corgoe de Caminho de Ferro da Regoa a Chaves, foi uma ligação ferroviária entre a Estação de Régua, na Linha do Douro, e a cidade de Chaves, no Distrito de Vila Real.
Foi no dia 1 de Abril do ano de 1906 que o primeiro comboio chegou a estação de Vila Real. Quase 103 anos depois, a Refer decidiu suspender a circulação de comboios na linha do Corgo.

Imagens:
- Folha Semanal "O Povo do Norte"
- A. Pinheiro