Ponte D. Maria II ou Ponte Pênsil. (Cidade do Porto)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ponte D. Maria II ou Ponte Pênsil 
 Prova actual em papel salgado a partir dum calótipo de Frederick William  Flower
Clique nas imagens para as ampliar
A Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II, era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia.
A sua construção foi iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação de D. Maria II, a qual lhe deu o nome, ainda que ficasse conhecida como Ponte Pênsil. A construção terminou cerca de dois anos depois do início das obras.
Colecção de provas actuais em papel salgado, obtidas a partir de calótipos com autoria de Frederick William Flower (1849-59) observando-se a extinta ponte D. Maria II, vulgo ponte Pênsil a partir de diferentes ângulos/perspectivas




A Ponte Pênsil durante a terrível cheia de 1860
Com pilares de cantaria de 15 metros de altura, 150 metros de comprimento e 6 de largura, a ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens, substituindo a periclitante Ponte das Barcas.
Para testar a sua resistência suportou mais de 105 toneladas, peso esse constituído por cerca de 100 pipas de água. Manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte Luís I, construída ao seu lado.
Após a inauguração da Ponte Luís I, a Ponte Pênsil foi desmontada em 1887. Restam actualmente os pilares e as ruínas da casa da guarda militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia.
Clique nas imagens para as ampliar
Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II
Vista parcial do Douro e de Vila Nova de Gaia. Vemos sobre o rio a desaparecida Ponte D. Maria II, ou Ponte Pênsil. Em destaque, no horizonte da imagem, o Mosteiro da Serra do Pilar, à volta do qual se erguia o "Morro de Gaia"
Prova actual em papel salgado, a partir de um calótipo de Frederick William Flower c. 1850
Ponte D. Maria II. Frederick William Flower
Serra do Pilar vista da Ponte D. Maria II c. 1860
Vila Nova de Gaia vista do Estaleiro Rei Ramiro, por volta de 1880
Em baixo vemos, em duas imagens distintas, a Ponte Luís I ainda em construção. Uma ponte em estrutura metálica com dois tabuleiros, construída entre os anos 1881 e 1888, ligando as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Esta construção, como já foi dito antes, veio substituir a antiga Ponte Pênsil, que seria demolida em 1887.
Ponte Pênsil e Ponte Luís I c. 1883. Emílio Biel
Em cima e em baixo vemos duas perspectivas da construção, sendo perfeitamente perceptível a existência da Ponte Pênsil que seria posteriormente demolida.
Construção da ponte Luís I, vista de Vila Nova de Gaia, estando a ponte Pênsil em segundo plano da imagem
«Porto antigo - Construção da ponte D. Luiz I - (2.ª série »
In: Repositório Temático da U. P.
Construção da ponte Luís I (em fase avançada), vendo-se a ponte Pênsil, em 1883
Ponte Luís I em construção. Emílio Biel - 1883
Ponte Luís I. Construção em 1883 
Ponte Luís I quase concluída, numa vista obtida junto à capela do Senhor do Carvalhinho
BPI, mostrando a ponte Luís I  ainda em início de construção, com a ponte Pênsil a seu lado
A fotografia abaixo merece toda a atenção dada a sua particularidade de mostrar a extinta Ponte Pênsil a par da Ponte Luís I o que deverá fazer dela uma das poucas imagens do género existentes visto que as duas pontes coexistiram durante um curto período de tempo, entre 1886 e 1887. A imagem foi obtida por George Tait, a partir do local onde é hoje o Jardim do Morro em Vila Nova de Gaia.
Clique na imagem para a ampliar
Ponte Luís I e vista panorâmica de Vila Nova de Gaia, nos anos 60 do séc. XX. Teófilo Rego

Imagens:
Frederick William Flower
- Emílio Biel
- Domingos Alvão
- AMP
George Tait
- Teófilo Rego

1 comment

Unknown disse...

Quantas vezs passei a pé pelo tabuleiro de cima para ir as Antas depois Ermesinde a Igreja de Santa Rita. E na debaixo para ir a Ribeira e estação São Bento. Amava fazer isto a pé. Tantas saudaddes, tanto amor por tudo isto.

17 de abril de 2016 às 16:46

Enviar um comentário