Largo da Polícia. (Porto)

sábado, 18 de maio de 2013

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O antigo Largo da Polícia, é actualmente conhecido como Largo Actor Dias, local situado próximo à muralha Fernandina. Podemos observa-lo nas imagens, com o aspecto que possuía por volta de 1910. No roteiro de 1933 da C.M.P. ainda aparecia identificado com a designação de "Largo da Polícia". Este local pertence à Freguesia da Sé, Concelho do Porto. Note-se que no cimo do torreão da muralha, ainda é perceptível a existência, embora arruinada, de um dos 'cubelos'. Espaços envidraçados, no topo dos torreões, mandados construir pelas freiras do Convento de Santa Clara. 
Porto - Largo da polícia




A «Nau Portugal»

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Nau Portugal no estaleiro.
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A Nau Portugal foi construída nos estaleiros da Gafanha da Nazaré, segundo uma ideia do jornalista Leitão de Barros, para integrar a exposição do "Mundo Português de 1940".
Possuindo um comprimento de 42.2 metros, quando foi lançada às águas, em 07 de Junho de 1940, sucedeu o que algumas pessoas (que desconfiavam da sua eventual navegabilidade) previam... tombou lateralmente nas águas.
Apesar de todas as dificuldades, foi levada para Lisboa onde se tornou num item importante da referida exposição.
 A Nau Portugal em Belém, Lisboa, no ano de 1940. Cliché da Fotografia Beleza
Grupo de senhoras junto da "Nau Portugal", c.1940. Cliché original, de autor desconhecido, remetido por leitor e colorido posteriormente por este blogue
O fim desta embarcação não seria dos mais dignos ou recomendáveis. Após a exposição do "Mundo Português de 1940", a Nau Portugal foi vendida à Companhia Colonial de Navegação, que em 1942 a transformou num básico e feio batelão costeiro, o qual foi chamado de «Nazaré». Esse batelão seria por sua vez vendido e desmantelado em Xabregas em 1952.
Nazaré...uma barcaça que já foi a Nau Portugal
Imagens:
- Beleza
- Mário Novais
- Autor desconhecido

O Morro de Gaia e as portagens da Ponte Luís I. (Porto/V.N.Gaia)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vista parcial do Douro e de Vila Nova de Gaia. Vemos sobre o rio a desaparecida Ponte D. Maria II, ou Ponte Pênsil. Em destaque, no horizonte da imagem, vemos o Mosteiro da Serra do Pilar, à volta do qual se erguia o "Morro de Gaia"
Prova actual em papel salgado, a partir de um calótipo de Frederick William Flower c. 1850
Vista panorâmica de Vila Nova de Gaia, cerca de 1850
A Ponte Luiz (Luís) I, obra notável para a época, inaugurada a 31 de Outubro de 1886, e que une Porto e Gaia, possuí (ao contrário da sua antecessora) um tabuleiro a uma cota superior, o que levou inevitavelmente à abertura, na margem de Vila Nova de Gaia, de uma nova via de acesso. 
No entanto, a existência no local do morro da Serra do Pilar, ao término do tabuleiro, impossibilitou que fosse, imediatamente disponibilizada, uma continuidade ampla, como a actual avenida.
A via começou por contornar o morro, após o que seguia um trajecto rectilíneo até à actual Rua de Luís de Camões, na época estrada de ligação a Oliveira de Azeméis
 Término do tabuleiro da Ponte Luís I, sendo visível ainda parte do "Morro de Gaia"
Ponte Luís I em 1914
Tabuleiro superior da Ponte Luís I. Vemos parte do Morro de Gaia. BPI - Editor - Grandes Armazéns Hermínios, 1910
PORTO - Taboleiro superior da Ponte D. Luiz I. Ed. Col. Azevedo - Vistas de Portugal Nº 11  
A instalação da linha do eléctrico, em 1905, a partir do Porto, levou à abertura de uma passagem em pleno morro da Serra do Pilar, alinhada com o traçado da via que seguia para sul, na época designada Avenida de Campos Henriques. No entanto, a metade oeste do morro só seria completamente arrasada em 1927, construindo-se no seu lugar o Jardim do Morro.
Local ocupado pelo actual jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, à saída do tabuleiro superior da Ponte Luís I, sendo perceptível a linha do eléctrico, c. 1910
Morro de Gaia - Abertura da via
A fotografia de cima (virada a Sul) é de 1923. Vemos o espaço actualmente ocupado pelo Jardim do Morro
Ponte Luiz I e o Morro de Gaia
Em baixo, vemos a Ponte Luiz (Luís) I e o Morro de Gaia, circa 1920. O desbaste de terras parece evidente
Ponte Luiz (Luís) I e o Morro de Gaia, circa 1920
Intervenções de abertura da via. Cliché original, p&b

Em 1923 foi rasgada uma nesga no morro granítico para permitir a passagem do eléctrico, de pessoas a pé e de carros de bois
Vista parcial do Mosteiro da Serra do Pilar e Morro envolvente
O casario visível na imagem, foi demolido quando das obras de abertura da, actualmente designada, Avenida da Republica e seu acesso ao tabuleiro superior da Ponte Luís I, bem como para permitir a subida de acesso ao Mosteiro
Serra do Pilar, vista do Estaleiro Rei Ramiro, por volta de 1880
«Egreja da Serra do pilar» - O Mosteiro ainda em ruínas, antes da recuperação
Mosteiro da Serra do Pilar visto do Porto
 Mais pormenor, num cliché idêntico
O Jardim do Morro
 
Ponte Luís (Luiz) I "rasgando" o morro de Gaia
Ponte Luís I - Uma obra notável de engenharia
 Carros de bois na ponte Luís I - Anos 20 do séc. XX
Ponte Luís I - Vista parcial do Porto
Eléctrico na entrada do tabuleiro superior da ponte Luís I em 1912 
Eléctrico na entrada do tabuleiro superior da ponte Luís I em 1912. Cliché colorido
Como algumas pessoas saberão, em 01 de Novembro de 1886, entraria em vigor o sistema de portagens a favor da empresa adjudicatária, cujo término só surgira durante o Estado Novo, no ano de 1944.
A Ponte Luís I em 1903, onde são evidentes os demolidos postos de cobrança
Ponte Luís I com portagens 
Na imagem de baixo, vemos exactamente a demolição de um posto de cobrança de portagens, junto ao tabuleiro superior da ponte Luís I, na margem da cidade do Porto, no ano de 1944.
Vista geral do Porto, a partir da Serra do Pilar. Fotografia sem data
Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983)
Ponte Luís I - Tabuleiro superior

Imagens:
- Frederick William Flower 
- Emílio Biel
- BPI - Editor - Grandes Armazéns Hermínios
- Aurélio da Paz dos Reis
- Alvão
- BMP
- Arquivos SIPA
- Phot.ª Guedes
- Mário Novais

Hotel Francfort. (Rossio, Lisboa)

sábado, 4 de maio de 2013

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Praça D. Pedro IV [post. 1922]
Francfort Hotel, 113 e o Restaurante Irmãos Unidos, 112
Estúdio Mário Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
Praça da Figueira, circa 1950. Vemos uma fachada do "Hotel Francfort", perfeitamente identificado, voltada para a Praça
Cliché: Eduardo Portugal, in AML
O Hotel Francfort no Rossio, Lisboa. 
Segundo Norberto de Araújo, nas suas Peregrinações «O Francfort Hotel, n.° 113, e que datava de 1894 ou 1895, pertenceu aos irmãos Artur e João Silva, que possuíam também o Hotel Francfort da Rua de Santa Justa; separaram-se na exploração hoteleira, ficando o primeiro com êste hotel do do Rossio e o segundo com o de Santa Justa.»
Foi neste mesmo edifício que, até 1970, esteve instalado o restaurante "Irmãos Unidos". Ao lado da entrada do Hotel Francfort, com o número de polícia 112 ficava o «Restaurante «Irmãos Unidos», relembra na sua obra, o mesmo autor Norberto de Araújo , «remodelado de aspecto internamente no comêço dêste ano de 1939, é um dos mais antigos estabelecimentos do Rossio: data de Agosto de 1832.»
O poeta Fernando Pessoa reunia-se neste local com Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, António Ferro, Armando Côrtes-Rodrigues, Luiz de Montalvor, José Pacheco e Alfredo Guizado, a cuja família pertencia o restaurante. 
Este Hotel encerraria as suas portas com o 25 de Abril de 1974.
Pelo que apuramos, este edifício embora ainda exista, está devoluto e em franca degradação, pelo menos até a data em que escrevemos estas linhas...

Imagens:
- Mário Novais
- Eduardo Portugal

Casa do Reguengo. (Oldrões/Penafiel)

domingo, 7 de abril de 2013

Não sendo um «Monumento Desaparecido», é sem dúvida um monumento resistente ao tempo e ao total abandono. Existem algumas lendas (que disso não passam) sobre este edifício. Uma delas conta que quem o mandou construir «desejava que ele possuísse tantas janelas, quantos os dias do ano».
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A Casa do Reguengo, é na verdade uma construção de enormes dimensões, em alvenaria de granito, que nunca foi concluída e que se destinava a albergar os senhores do reguengo real.
Observando o edifício em pormenor, fica-se com a impressão de que o mesmo estaria para ter (pelo menos) o dobro do tamanho daquilo que chegou a ser edificado.
No contexto da arquitectura civil portuguesa, a Casa do Reguengo, mantém-se fiel a uma tradição planimétrica, que se pauta pela linearidade e organização em comprimento, ou seja, a denominada casa comprida.
Casa do Reguengo. Clichés de: Alexandre Silva
 O interior do edifício está repleto de vegetação que inclui árvores de frutos, nomeadamente citrinos.

Casa de Serpa Pinto. (Porto Antigo)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Imagem in www.hotelportoantigo.com/ Clique para ampliar
Esta casa situava-se em Porto Antigo, e conheci-a desde sempre abandonada, se bem que doutra perspectiva, visto a estrada nacional (que continua após o tabuleiro da ponte de Mosteirô, visível na esquerda da imagem) passar exactamente do outro lado do edifício. Possuía uma chaminé de dimensões impressionantes e jardins, dos quais ainda recordo parte dos magníficos gradeamentos. 
Ao contrário da fama que se lhe atribui, nunca foi do grande explorador africano Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto.  Pertenceu no entanto ao pai deste, o Dr. José da Rocha Miranda de Figueiredo, note-se que, ao contrário do habitual, os apelidos "Serpa Pinto" provinham de sua mãe. 
Quem mais tarde herdaria esta casa seria seu irmão, o sr. Adriano Alfredo que morreria sem descendência. A casa foi então herdada pela sr.ª Carlota de Serpa Pinto, filha de Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto. A verdadeira casa de Serpa Pinto era, como todos o sabem, em Cinfães. 
Esta casa, (visível na imagem de cima), seria demolida e no seu lugar edificada a magnífica Estalagem Porto Antigo (imagem de baixo). Houve felizmente a preocupação de alguém em lhe conceder um aspecto exterior parecido com o da antiga casa senhorial, que lhe confere uma tipologia «secular», no entanto as semelhanças são superficiais. A Estalagem está num excelente local do Douro, junto a Foz do rio Bestança e é altamente recomendável a veraneantes e turistas.
Fotografia de autor desconhecido

Fonte:
Imagem: www.hotelportoantigo.com/
Autor: Desconhecido

A Porta do Sol. (Porto)

domingo, 24 de março de 2013

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Como é conhecido por quase todos, a muralha Fernandina que envolveu e protegeu a cidade do Porto e da qual só restam pequenas partes, foi mandada edificar pelo Rei D. Afonso IV em 1336, tendo sido concluída apenas no Reinado de D. Fernando, em 1376. Daí vem o termo "Fernandina" do nome do Monarca que a concluiu, mas que não havia sido responsável pela sua edificação. Tinha uma extensão de 3000 passos e 30 pés de altura. Era guarnecida de ameias e reforçada por numerosos cubelos e torres de planta quadrada, que excediam em onze pés a muralha, com excepção das torres que defendiam as Porta do Cimo da Vila e Porta do Olival, que subiam 30 pés acima desse nível.
 Junto ao Torreão da muralha, a extinta capela anexa ao dispensário da Rainha D. Amélia.
Local onde se situava a demolida "Porta do Sol"
Porta do Sol. Demolida em 1875
Pano da muralha onde se localizava a Porta do Sol, uma das desaparecidas portas da muralha Fernandina
Na muralha, junto do extinto mosteiro de Santa Clara, seguia-se o Postigo do Carvalho, mais tarde de Santo António do Penedo e depois Porta do Sol, que seria demolida em 1875. Não nos querendo alongar muito mais que o necessário para localizar a extinta Porta do Sol, acrescentamos apenas que a muralha seguia pelo local onde se encontra o Teatro de S. João, passando depois à rua de Cimo de Vila, onde existia uma Porta do mesmo nome.

Imagens:
- Alvão
- BPI, Edições Arnaldo Soares
- AMP