Eléctricos de Lisboa. (Lisboa)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A rede electroviária lisboeta foi desenvolvida pela Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa, que desde 1872 era uma das concessionárias de transportes públicos de passageiros na capital portuguesa, assegurando as carreiras que explorava com veículos de tracção cavalar rodando sobre os epónimos carris; os “carros americanos”. A rede de eléctricos da cidade iria desenvolver-se a partir destas linhas, que se estendiam à época já a Algés, Xabregas, e Benfica.
Uma primeira experiência de motorização electrificada deu-se em 1887, com a introdução de dois carros equipados com baterias de acumuladores, que foi abandonada por inconclusiva.
Em 1900 instalaram-se os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoeléctrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira carreira electromotriz, do Cais do Sodré a Algés
Eléctrico para Belém. Inauguração da tracção eléctrica, em 1901
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Eléctricos na capital
Na imagem de cima: Eléctricos na rua do Arsenal, em Lisboa. Na esquerda, temos o largo do Município. A fotografia foi tirada do balcão sobre a entrada do Arsenal da Marinha.
O eléctrico que vai para S.Amaro é o último dos carros eléctricos da "1ª geração". Entrou em circulação em 1926 e saiu de circulação em finais dos anos setenta. Foi vendido para a América do Norte.
Nas duas imagens: O Largo do Corpo Santo. Na esquerda, o telheiro para recolha de carruagens de aluguer que existia em 1889. Em Janeiro de 1943 já havia sido demolido. Em frente, edifício anexo ao Arsenal da Marinha, já demolido em Março de 1952. À direita, o início da rua Bernardino Costa.
Em primeiro plano da imagem, vemos um dos primeiros eléctricos que circularam em Lisboa. Chamados carros pequenos abertos, caixa J.G.Brill, foram 80 carros que entraram em circulação em 1901.
Aos poucos seriam retirados de circulação, entre os anos de 1932 e 1937. No entanto cinco deles circularam até aos anos 40.
Na imagem de baixo:  Perfil de um carro grande aberto. Foram os primeiros carros grandes a circular em Lisboa (1902) e logo alcunhados de "almanjarras" - fabricados pela J.G.Brill, (EUA) formavam a série "283 - 322" e saíram de circulação até 1955.
Depois de muitos anos no Parque Infantil do Alvito o "283" foi reconstruido para figurar do acervo do Museu da Carris.


Fonte:
- «Lisboa-125 anos sobre carris« de João de Azevedo
Imagens:

- Mário Novais

Companhia de Fiação Portuense. (Montebelo/Porto)

sábado, 22 de junho de 2013

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Vista geral do extinto edifício da Companhia de Fiação Portuense (fábrica de fiação, tecelagem e tinturaria), com fachada virada para a antiga Rua de Montebelo (Monte Belo), lugar actualmente ocupado pela Avenida Fernão de Magalhães, na cidade do Porto.

Imagem:
- Phot.ª Guedes
- AMP

Capela de Santo António do Penedo. (Porto)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Capela de Santo António do Penedo, demolida em 1886, devido à abertura da Rua Saraiva de Carvalho, permitindo assim, a ligação ao tabuleiro superior da Ponte Luís I . Calótipo de Frederick William Flower - 1845
 Imagem da capela tendo por base um calótipo com autoria atribuída a Frederick William Flower
Vista geral da extinta Capela de Santo António do Penedo*. A Capela de Santo António do Penedo erguia-se no Campo de Sta Clara, tendo sido demolida em 1886/87. Ignora-se a data exacta da sua construção, levantando-se a hipótese do 1º. quartel do século XVII. Em 1671/72, recebeu um coro e uma galilé executados pelo mestre pedreiro Manuel do Couto, segundo a traça do Pe Pantaleão da Rocha de Magalhães, mestre-capela da Sé do Porto e arquitecto amador que investigações recentes ligam a algumas das obras mais importantes realizadas no Porto na segunda metade do século XVII.
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* Nota: As imagens mostram uma capela que existiu junto do edifício onde funcionou o dispensário Rainha D. Amélia, encostada ao Torreão da muralha Fernandina e embora esteja identificada em vários órgãos oficiais, como sendo a Capela de Santo António do Penedo, temos fortes dúvidas disso, devido ao facto da sua localização exacta, não ser a indicada pelos antigos documentos e por possuir um arquitectura diferente. 
A nosso ver, esta capela, que integrava o próprio dispensário, terá sido construída a par do mesmo, já após a demolição da verdadeira Capela de Santo António do Penedo. Lamentavelmente, esta capela também foi demolida, o que pode ajudar a criar alguma confusão.
"Despensário da Rainha D. Amélia" Cerca de 1910. BPI
Do lado esquerdo, a capela do edifício, confundida por
 muitos com a genuína capela de Santo António do Penedo

História de uma Capela, segundo Germano Silva;
No ano de 1680, a Câmara Municipal do Porto, aceitando um pedido do rei D. Pedro II, disponibilizou-se para facilitar à Congregação do Oratório de S. Filipe de Nery tudo o que estivesse ao seu alcance para que os padres congregados pudessem instalar-se na cidade e aqui "estabelecer a sua Casa".
No rol das facilidades incluiu-se a cedência, à referida congregação, da velhinha capela da Porta de Carros, da invocação de Santo António, que fora construída em 1660 com esmolas dos portuenses, mas cuja administração estava a cargo da Municipalidade que, por essa razão, era quem organizava e pagava, claro, a grande festa que todos os anos se realizava no dia do patrono.
No documento que foi lavrado, aquando da cedência do templo, constam duas alíneas curiosas: primeira, que a ermida era doada à referida congregação na condição de que esta manteria Santo António como padroeiro do templo e que a sua imagem continuaria a figurar em lugar de relevo na fachada ou no altar-mor ; segundo que, além da capela, a Câmara também doava aos padres de S. Filipe de Nery "o sitio e campos ao redor della..."
 Que sítio e campos eram esses, o documento não o esclarece. Mas também não é difícil imaginar de que campos se tratava. Como vamos ver.
 A capela em questão começou a ser construída no ano acima referido, por iniciativa dos desembargadores do Tribunal da Relação que tinham Santo António como padroeiro. A sua confraria, no século XVII, estava instalada num pequeno templo que existia nos antigos Carvalhos do Monte, actual Largo do 1.º de Dezembro, chamada Capela de Santo António do Penedo por ter sido construída sobre uma rocha.
Tornou-se, entretanto, exígua e os desembargadores, querendo ter templo próprio onde instalar a irmandade, escolheram um terreno perto do medieval Campo das Hortas, mesmo em frente à Porta de Carros que se abria no pano da muralha fernandina, compraram-no e aí começaram a erguer a ermida com a ajuda de esmolas dos fiéis e devotos de Santo António.Poucos meses depois do início das obras, no entanto, e sem que se saiba bem porquê, os magistrados abandonaram o projecto e ofereceram terreno e o que já havia da ermida à Câmara do Porto "para sempre enquanto o Mundo durar?"
A Câmara deu continuidade às obras, acabou a capela e administrou-a até 1680, ano em que, como acima se refere, entregou tudo aos padres da Congregação do Oratório.
 Ora o tal sítio e campos que havia ao redor do templo faziam parte do atrás citado Campo das Hortas que o bispo D. Tomás de Almeida, já no século XVIII, transformou na Praça Nova das Hortas antecessora da actual Praça da Liberdade. Aliás, este bispo, que também exerceu as funções de governador da Relação e de governador das Armas da cidade, foi quem mandou abrir na muralha fernandina o Postigo de Santo Elói, junto ao largo do mesmo nome, hoje Largo dos Lóios, e em frente à velhíssima Rua das Hortas, actual Rua do Almada.
 Além daquelas obras, D. Tomás de Almeida protegeu muito os padres da Congregação de S. Filipe de Nery contribuindo para o embelezamento do interior da sua igreja, a actual igreja dos Congregados, diante da qual mandou fazer um belíssimo átrio que comportava "três arcarias", varandas de ferro e uma larga escadaria "por baixo da qual havia lojas abobadadas que os padres alugavam".
Aquele "ao redor" do templo atrás citado não se refere somente a terrenos que estivessem mesmo à volta da capela.
A Câmara ofereceu outros terrenos onde os padres Congregados começaram a construir " dormitórios, oficinas e claustros?"
Para se poder fazer uma ideia, ainda que aproximada, da extensão desses terrenos, bastará dizer que a cerca do convento se estendia até à antiga Cancela Velha e corria ao longo de uma estreita e tortuosa viela ainda hoje conhecida por Travessa dos Congregados.
Em 1715, o rei D. João V cedeu aos padres da Congregação de S. Filipe de Nery uma espaçosa quinta, junto à actual Praça do Marquês de Pombal, antigo Largo da Aguardente, para servir de brévia, ou seja de espaço de repouso e de lazer. Ficou conhecida por Quinta dos Congregados e ainda hoje está recordada na toponímia através da Rua e Travessa do Monte dos Congregados. Foi em terrenos dessa quinta que se rasgou, nos finais do século XIX, a Rua da Alegria.
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O Dispensário Rainha D. Amélia e a (suposta) Capela
Capela do Dispensário da Rainha D. Amélia em 1900

Dispensário da Rainha D. Amélia em 1910

Fontes:
- Germano Silva in, JN
- CMP
Imagens:
- Frederick William Flower
- Phot.ª Guedes
- Edições Arnaldo Soares
- Arquivo Municipal do Porto

Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, ou "Obras do Fidalgo".

sábado, 1 de junho de 2013

Cliché da Phot.ª Guedes in AMP
Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, Obras do Fidalgo, também conhecida como Casa dos Porto Carreira ou mesmo como Casa das obras.
Já falamos dela diversas vezes na nossa página do facebook, mas até à data não lhe dedicamos nenhuma publicação neste blogue... achamos que é um item, que, embora não desaparecido, é merecedor.
Pormenor da parte central da fachada. Imagem remetida por leitor
Situa-se no lugar do Pombal, em Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses, distrito do Porto.
Esta magnifica fachada, nunca concluída, foi mandada edificar por António de Vasconcelos de Carvalho e Menezes por volta de 1740/1760.
Este edifício é um importante exemplar da arquitectura barroca, sendo de destacar as paredes da fachada que são de uma espessura invulgar, a fachada em granito com grande profusão decorativa e porta muito trabalhada.
No contexto da arquitectura civil portuguesa do século XVIII, a Casa de Vila Boa de Quires mantém-se fiel a uma tradição planimétrica, que se pauta pela linearidade e organização em comprimento, ou seja, a denominada casa comprida.
A interrupção a que a obra foi sujeita permanece, ainda hoje, por explicar, muito embora a tradição impute a paragem dos trabalhos à morte do hipotético arquitecto espanhol, responsável pelo projecto.
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Imagem recebida por email

Largo da Aguardente. (Porto)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A actual Praça do Marquês do Pombal, no Porto, foi originalmente denominada por Largo da Aguardente, pelo simples facto de se realizar neste local o mercado da aguardente.
O nome actual da praça foi-lhe atribuído apenas em 1882, em homenagem ao estadista Sebastião José de Carvalho e Melo, o  célebre Marquês de Pombal.
Este local pertencia uma propriedade que se situava no limite norte da zona urbana do Porto.
Em 1832, durante o Cerco do Porto, passavam neste local as linhas de defesa liberais. O Largo da Aguardente, como então se chamava, formava uma das fronteiras da cidade, onde eram cobrados impostos sobre todas as mercadorias que entravam no Porto.
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Por volta de 1850 a praça possuía já a configuração actual, construindo-se, em 1870, uma praça de touros.
Este local seria totalmente ajardinado em 1898, plantando-se árvores e construindo-se o coreto em ferro que todos os que lá passam ainda podem observar.
Largo da Aguardente - Praça Marquês de Pombal, no Porto
Praça do Marquez de Pombal. BPI: Editor - Arnaldo Soares
Na imagem de baixo, vemos a Praça do Marquês  de Pombal, com o aspecto que possuía por volta de 1910, num bonito BPI colorido à mão.
Porto - Praça Marquez de Pombal. BPI
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Praça do Marquês de Pombal e toda a zona envolvente à mesma, como o Asilo do Terço, o antigo Estádio do F.C.P. ou a Quinta do Covelo, vista do ar, na década de 50 do séc. XX

Imagem:
- BPI - Edições Alberto Ferreira

Rua do Almada. (Porto)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Foi em 1761 que João de Almada e Melo começou a abrir um longo arruamento prolongando a pequena rua das Hortas, atual troço da rua do Almada entre a rua dos Clérigos e a rua da Fábrica. O traçado da nova via é da autoria de Francisco Xavier do Rego.
A rua do Almada foi o primeiro grande arruamento a ser aberto fora das Muralhas Fernandinas, criando um acesso directo ao, então, campo de Santo Ovídio, (mais tarde largo da Regeneração e actualmente praça da República) e obviamente, à estrada de Braga.
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Na fotografia de cima, vemos o término da rua do Almada a partir da praça da República. Na esquerda da imagem temos o antigo palacete dos Pestana, ainda existente e onde até recentemente funcionou o Governo Civil. Os edifícios do lado oposto (direita da imagem) deram lugar a prédios mais recentes, com estabelecimentos comercias no rés-do-chão.
Na imagem de baixo: Destaque para a antiga casa dos Pestana (e respectiva capela) em 1958.
Este palacete seria vandalizado e pilhado quando do 25 de Abril de 1974, pelas matilhas de desordeiros que infestaram as ruas. Serviria de habitação precária a retornados, até ser totalmente destruído num incêndio... seria mais tarde reconstruído e terá desde então servido para vários fins.
Frente à antiga casa dos Pestana, temos um belo edifício, que ainda existe e felizmente em bom estado. Conhecido como «casa das águias» actualmente é onde se encontra a «Ordem dos Advogados», mas já lá funcionou a Cooperativa «O Problema da Habitação».
Rua do Almada 
Rua do Almada, numa vista obtida junto à esquina com a Travessa da Picaria (esquerda da imagem).

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Teófilo Rego
- BPI, Editor Alberto Ferreira 

Palacete de D. Antónia Ferreira, a "Ferreirinha". (Porto)

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D. Antónia Adelaide Ferreira (1811 - 1896), mais conhecida por Ferreirinha, foi uma empresária portuguesa notável do século XIX, helenicamente ligada ao negócio do vinho do Porto.
No ano de 1840, o marido de Dona Antónia Ferreira, de nome António Bernardo Ferreira II, homem empreendedor e algo excêntrico, iniciava a construção de um faustoso palácio na Trindade.
Palacete da Ferreirinha visto do Largo do Laranjal, actual Largo da Trindade
Palacete de D. Antónia Ferreira
Neste mesmo edifício, o filho de D. Adelaide, Bernardo Ferreira fundou o Clube Portuense
A "Ferreirinha". Albumina da Emílio Biel
Palacete da "Ferreirinha" junto à Igreja da Trindade in AHMP
O magnifico edifício, desaparecido há muitos anos, situava-se no local aproximado onde mais tarde se construiria o colossal prédio que durante anos foi conhecido por "Palácio dos Correios" e que actualmente funciona também como escritórios da Câmara Municipal do Porto.

Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Alvão
- AHMP

Assembleia Portuense. (Porto)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

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O edifício que podemos observar na imagem, pertenceu à Assembleia Portuense, posteriormente viria a pertencer à Casa Fotográfica União, que fazia esquina com a Praça da Trindade e a actual Rua do Dr. Ricardo Jorge, antigamente denominada por Travessa da Rua do Almada.
Este magnífico edifício, como muitos outros já aqui identificados noutras publicações, foi demolido para permitir a abertura da Avenida dos Aliados, para a construção dos actuais Paços do Concelho e para a construção do edifício do Clube Fenianos Portuenses.

Imagem:
- Phot.ª Guedes

Instituto Profissional do Terço ou Asilo do Terço. (Porto)

domingo, 26 de maio de 2013

Não é um edifício desaparecido, é pelo contrário, um edifício renovado e que acompanhou o passar do tempo. Merece a nosso ver um lugar na nossa secção sobre "Retratos do Passado".
Imagens de 1937. Clique para ampliar
Fundado em 1891 nas instalações da Irmandade de Nossa Senhora do Terço e Caridade em cerimónia a que assistiu o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, o Instituto Profissional do Terço, na altura Asilo-Escola, associava à mera instrução a aprendizagem de um ofício, acolhendo assim crianças e jovens que mendigavam pela Cidade do Porto.
Asilo Profissional do Terço
Passaria por diversas instalações até se fixar em 1919 na Praça Marquês de Pombal no edifício com o Nº 103. Este Imóvel seria adquirido em 23 de Maio de 1932, por iniciativa do Director-Interno, Florentino Borges, que conseguiu reunir a quantia de 350 contos com quermesses realizadas no Jardim da Praça Marquês do Pombal e autorizadas pela Câmara do Porto.
Na imagem de baixo: A banda filarmónica do asilo na praça do Marquês de Pombal, preparada para uma saída.
Em 1 de Janeiro de 1935 foi inaugurado um pavilhão anexo ao edifício-mãe, com cerca de 80 metros de comprimento, onde foram instalados dormitórios, oficinas, salões de convívio, refeitório e cozinha.
Posteriormente foi também instalada a escola primária pública nº. 32 frequentada pelas crianças da cidade, algumas das quais vieram a integrar mais tarde os corpos sociais do Instituto.
Para obstar aos «Deficits» aflitivos do Asilo, instalaram no jardim interior o cinema popular - Cinema do Terço. Primeiro ao ar livre, no Verão e, depois, o pavilhão com mais de 700 lugares. O cinema seria demolido para em 2010 dar lugar a um parque de estacionamento subterrâneo com dois pisos.
Imagem actual e parcial do edifício.
Actualmente este edifício funciona como Lar de infância e juventude; Sala de estudo com OTL; Creche; Programa Ser+, Apartamentos de autonomização e Residência partilhada "Delfim de Lima".
 
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Panoramio

Antigo matadouro. (Porto)

sábado, 18 de maio de 2013

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Vista do pátio interior do antigo matadouro municipal do Porto, que funcionou como tal, até cerca de 1910, quando se mostrou ser necessário um matadouro maior, o que levaria à edificação do matadouro da rua de S. Roque, em Campanhã, actualmente também este desactivado.
O matadouro primitivo, cujo edifício ainda existe, situava-se na rua de S. Diniz e teve diversas funções posteriormente, sendo talvez a mais relevante, servir de parque de estacionamento para as viaturas de recolha do lixo. Actualmente ainda lá se encontra a Direcção de Ambiente da C.M.P.