O Bairro das Carmelitas. (Cidade do Porto)

domingo, 11 de julho de 2010

A rua das Carmelitas, antes da construção do Bairro
Vista da rua das Carmelitas
Vista das escadas dos Clérigos, ladeada de árvores seculares
A Rua das Carmelitas, era uma rua estreita entalada entre os altos muros do convento e os do Recolhimento do Anjo, falta de alinhamento e do necessário espaço para a tornar mais apta ao trânsito e a comunicação entre duas praças. Para a alargar demoliram-se, por volta de 1838, o pátio do convento o muro e a cerca. Assim ficou a descoberto o terreno da cerca. Era de tal modo amplo que em 1845 foi marcado para ali “um jogo da bola que as autoridades proibiram.” Foi neste espaço que se instalou o mercado popular de “Os Ferros Velhos”. Teve vários nomes Rua do Anjo, Nova do Anjo e de Jesus do Anjo. Actualmente segue-se à Rua do Clérigos após a esquina com a Rua do Conde de Vizela. No final do século XIX era ladeada de árvores seculares, formando um lindo túnel com os seus ramos. Também havia destas árvores na praça dos Leões e nos Ferros Velhos. Sofreu grande modificações com a construção, em 1903, do chamado bairro das Carmelitas que integra todo o quarteirão compreendido entre a Praça Guilherme Gomes Fernandes...
O Bairro das Carmelitas
Em baixo, o bairro na esquerda das fotografias e o extinto Mercado do Anjo na direita
Construção do Bairro das Carmelitas
Na esquerda da imagem, vemos os Armazéns do Anjo
...as ruas de Santa Teresa, Conde de Vizela e Carmelitas. Os poucos prédios que haviam resistido ao redor das instalações monásticas e mesmo o pouco que ainda restava do convento, incluindo os barracos dos Ferros Velhos, começaram a ser demolidos em meados de 1903. Logo nesse ano se começou a abrir a Rua da Galeria de Paris assim chamada porque era para ser coberta de vidro. No interior deste bairro ficam portanto esta última rua e a de Cândido Reis, primeiro chamada Rainha D. Amélia.
Na imagem de baixo vemos a inauguração da Livraria Lello e Irmão, também conhecida como Livraria Chardron, em 13 de Janeiro de 1906, na rua das Carmelitas.

Fontes:
- BMP
- CMP
Imagens:
- Edições Arnaldo Soares
- Aurélio da Paz dos Reis
- JN

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