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Restaurante Garrafão (Leça da Palmeira).

segunda-feira, 12 de maio de 2025

 Restaurante Garrafão 

O Restaurante Garrafão foi, indubitavelmente, uma das mais prestigiadas instituições gastronómicas de Leça da Palmeira, situado na Rua António Nobre, nº 53. Instalado num edifício de valor histórico, datado do século XIX, o restaurante destacou-se pela sua oferta culinária de excelência, fiel à tradição portuguesa. Entre os pratos mais emblemáticos da sua carta, merecem destaque os linguadinhos fritos panados com ovo e pão ralado, acompanhados por uma açorda de marisco, que se tornaram símbolos da sua cozinha requintada. Este notável padrão de qualidade e a atmosfera sofisticada fizeram do Garrafão um local de eleição, sendo frequentemente associado a um público de maior poder aquisitivo.

O restaurante Garrafão obteve igualmente reconhecimento no Guia Michelin, sendo incluído na sua edição de 1978, o que constitui uma validação formal da sua distinção no panorama gastronómico da época. Contudo, o processo de requalificação urbana que afetou a região resultou na sua demolição, pondo fim à sua longa trajetória.

Embora o Garrafão tenha encerrado as suas portas, o legado do restaurante perdura na memória coletiva da população local e de todos aqueles que frequentaram o espaço. Este marco da gastronomia de Leça da Palmeira permanece como um símbolo de uma era de grande prestígio na cena culinária da região.

Restaurante "Le Chien Qui Fume", "O Cão Que Fuma".

domingo, 13 de fevereiro de 2022

"O Cão Que Fuma"
Imagem in caoquefuma.com
O restaurante "Le Chien Qui Fume", em português "O Cão Que Fuma", abriu as suas portas, em 1943, na rua do Almada, n° 405, no Porto. Na fachada do edifício, destacava-se a caricata figura de um cão a fumar cachimbo. O restaurante terá sido fundado por um casal francês e teria tido diversos proprietários até 1990, quando foi adquirido por António Teixeira, que além de proprietário era também chefe de cozinha.
"O Cão que Fuma"
"O Cão que Fuma". Imagem in lifecooler.com

Era um restaurante, alojado em um edifício secular, com decoração simples, a pender para o rústico e com uma ementa dedicada à cozinha internacional.
Interior do restaurante. Imagem in cms.infoportugal.info
Infelizmente o conhecido restaurante fechou definitivamente, durante a recente crise pandémica e segundo algumas informações fornecidas ao blogue MONUMENTOS DESAPARECIDOS, a mítica figura do "Cão Que Fuma", terá sido retirada da fachada e estaria à venda num antiquário. 

Restaurante "A Regaleira". (Porto)

sábado, 28 de novembro de 2020

 Rua do Bonjardim, durantes as obras de benefiação, destacando-se as tabuletas, da empresa representante das máquinas de escrever "Underwood", Carlos Dunker; da Tinturaria Portuguesa; do Restaurante Bonifácio e da Barbearia Gonçalves. Vemos o restaurante A Regaleira, na esquerda da imagem. Cliché: Barreiros, Guilherme Bonfim (1894-1973), c.1939 in AHMP

O restaurante "A Regaleira" abriu as suas portas em 1934 e foi gerido ao longo das décadas sempre pela mesma família. Este restaurante entrou inclusive na lista de estabelecimentos classificados como "Porto de Tradição", criada pela autarquia (CMP) no intuito de proteger os negócios mais antigos sobretudo da pressão imobiliária, mas nem isso evitaria o fecho da casa, assim como o despedimento dos 12 funcionários em 2018.
A REGALEIRA. In guiadosrestaurantes.pt
Seria na Regaleira, em 1952, que Daniel David Silva, emigrante regressado da França e da Bélgica, criaria a famosa francesinha com base na tosta francesa, ou croque-monsieur, acrescentando-lhe um molho de cobertura, o "segredo" do petisco.
"A Regaleira", c.1939. Pormenor do cliché